Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

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Número Atual: 2018 - Volume 44 - Número 5 (Setembro/Outubro)

RESPOSTA DO AUTOR

Resposta dos autores

Authors' reply

 

José Tadeu Colares Monteiro1; a

 

 

 

Resposta dos autores

Inicialmente, gostaria de agradecer em nome da nossa equipe sua correspondência, objetivando a troca de conhecimentos à cerca de uma condição clínica tão complexa. O desafio de tratar infecções pulmonares por micobactérias do complexo Mycobacterium abscessus estabelece-se desde o início, seja pela dificuldade de isolamento e identificação da bactéria, seja pela gravidade dos próprios pacientes que, em sua maioria, apresentam alterações estruturais pulmonares anteriores ao adoecimento.(1)

As infecções pulmonares por micobactérias não tuberculosas (MNT) representam um emergente problema de saúde pública; em um levantamento realizado entre pacientes de seguros de saúde na Alemanha em 2017, as hospitalizações daqueles com MNT eram três vezes maiores e responsáveis por 63% dos custos totais quando comparados a de pacientes controle pareados por idade, gênero e índice de comorbidade de Charlson.(2)

No cenário brasileiro, permanece difícil o acesso a centros que realizem a identificação genotípica, e o perfil de sensibilidade é limitado, o que representa um impasse na condução clínica desses pacientes. Segundo as diretrizes da Sociedade Britânica de 2017, quando isolado M. abscessus, devem ser realizados testes de sensibilidade, incluindo no mínimo três antibióticos (claritromicina, cefoxitina e amicacina), devendo constar também tigeciclina, imipenem, minociclina, doxiciclina, moxifloxacino, linezolida, cotrimoxazol e clofazimina.(3)

Essa ampla variedade de drogas compõe o arsenal terapêutico disponível para ser utilizado; isso se deve à resistência bacteriana desse complexo principalmente aos macrolídeos e aminoglicosídeos. Esse número excessivo de drogas causa entraves para um desfecho clínico satisfatório, sendo os principais a duração prolongada do tratamento, que torna a aderência difícil; a alta incidência de efeitos adversos; o longo período de internação hospitalar (devido ao uso de drogas por via parenteral); e o custo econômico alto.(1)

Considerando-se que, em muitos países, essa condição encontra-se distante de estar sob controle, o intercâmbio de informações é sempre de grande valia, ampliando o conhecimento e construindo boas evidências científicas a respeito das infecções pulmonares pelo complexo M. abscessus.

REFERÊNCIAS

1. Monteiro JTC, Lima KVB, Barretto AR, Furlaneto IP, Gonçalves GM, Costa ARFD, et al. Clinical aspects in patients with pulmonary infection caused by mycobacteria of the Mycobacterium abscessus complex, in the Brazilian Amazon. J Bras Pneumol. 2018;44(2):93-98. https://doi.org/10.1590/s1806-37562016000000378
2. Diel R, Jacob J, Lampenius N, Loebinger M, Nienhaus A, Rabe KF, et al. Burden of non-tuberculous mycobacterial pulmonary disease in Germany. Eur Respir J. 2017 Apr 26;49(4). pii: 1602109. https://doi.org/10.1183/13993003.02109-2016
3. Haworth CS, Banks J, Capstick T, Fisher AJ, Gorsuch T, Laurenson IF, et al. British Thoracic Society guidelines for the management of non-tuberculous my-cobacterial pulmonary disease (NTM-PD). Thorax. 2017;72(Suppl 2):ii1-ii64. https://doi.org/10.1136/thoraxjnl-2017-210927

 

 


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