Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2016 - Volume 42  - Número 1  (Janeiro/Fevereiro)

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Editorial

1 - 2016 - Um segundo passo

2016 - a second step

Rogerio Souza

J Bras Pneumol.2016;42(1):5-6

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2 - Prevenção de lesão pulmonar induzida por isquemia/reperfusão: muitas opções, nenhuma escolha

Ischemia/reperfusion-induced lung injury prevention: many options, no choices

Pedro Caruso1,2, Susimeire Gomes1

J Bras Pneumol.2016;42(1):7-8

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Artigo Original

3 - Efeitos da N-acetilcisteína e pentoxifilina na lesão pulmonar remota em um modelo de lesão de isquemia/reperfusão de membro posterior em ratos

Effects of N-acetylcysteine and pentoxifylline on remote lung injury in a rat model of hind-limb ischemia/reperfusion injury

Hamed Ashrafzadeh Takhtfooladi1, Saeed Hesaraki1, Foad Razmara2, Mohammad Ashrafzadeh Takhtfooladi3, Hadi Hajizadeh4

J Bras Pneumol.2016;42(1):9-14

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Objetivo: Investigar os efeitos da N-acetilcisteína (NAC) e pentoxifilina em um modelo de lesão pulmonar remota após isquemia/reperfusão (I/R) de membro posterior em ratos. Métodos: Trinta e cinco ratos Wistar machos foram divididos em cinco grupos (n = 7/grupo), cada qual submetido ao seguinte: operação simulada (grupo controle); isquemia de membro posterior, induzida por pinçamento da artéria femoral esquerda por 2 h, seguida por de 24 h de reperfusão (grupo I/R); e isquemia de membro posterior, como descrito acima, seguida de injeção intraperitoneal (antes da reperfusão) de 150 mg/kg de NAC (grupo I/R+NAC), 40 mg/kg de pentoxifilina (grupo I/R+PTX) ou ambas (grupo I/R+NAC+PTX). Ao final do experimento, tecidos pulmonares foram removidos para análise histológica e avaliação do estresse oxidativo. Resultados: Comparados aos ratos dos outros grupos, os do grupo I/R apresentaram menor atividade de superóxido dismutase e menores níveis de glutationa, além de maiores níveis de malondialdeído e maiores escores de lesão pulmonar (p < 0,05 para todos). Infiltração celular inflamatória intersticial dos pulmões também foi bem maior no grupo I/R do que nos outros grupos. Além disso, os ratos do grupo I/R apresentaram vários sinais de edema intersticial e hemorragia. Nos grupos I/R+NAC, I/R+PTX e I/R+NAC+PTX, a atividade de superóxido dismutase, níveis de glutationa, níveis de malondialdeído e escores de lesão pulmonar foram preservados (p < 0,05 para todos). As diferenças entre a administração de NAC ou pentoxifilina isoladamente e a das duas combinadas não foi significativa para nenhum desses parâmetros (p > 0,05 para todos). Conclusões: Nossos resultados sugerem que tanto NAC quanto pentoxifilina protegem o tecido pulmonar dos efeitos de I/R de músculo esquelético. Entretanto, seu uso combinado não parece aumentar o nível dessa proteção.

 


Palavras-chave: Músculo esquelético; Isquemia; Traumatismo por reperfusão; Lesão pulmonar; Acetilcisteína; Pentoxifilina.

 

4 - The Manchester Respiratory Activities of Daily Living questionnaire para o uso em pacientes com DPOC: tradução e adaptação cultural para a língua portuguesa falada no Brasil

The Manchester Respiratory Activities of Daily Living questionnaire for use in COPD patients: translation into Portuguese and cross-cultural adaptation for use in Brazil

Maíra Junkes-Cunha1, Anamaria Fleig Mayer2,3, Cardine Reis1, Abebaw M. Yohannes4, Rosemeri Maurici1

J Bras Pneumol.2016;42(1):15-21

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Objetivo: Traduzir para a língua portuguesa e fazer a adaptação cultural do questionário The Manchester Respiratory Activities of Daily Living (MRADL) para uso no Brasil. Métodos: A versão em língua inglesa do MRADL foi traduzida por duas pesquisadoras da área da saúde com fluência na língua inglesa. Uma versão de consenso foi obtida por outras duas pesquisadoras e uma médica pneumologista. Essa versão foi retrotraduzida para o inglês por um tradutor nascido em um país de língua inglesa e fluente em português. O processo de desdobramento cognitivo consistiu em testar a compreensão, a clareza e a aceitabilidade do questionário traduzido na população alvo, aplicando-o em dez indivíduos com DPOC. Com base nos resultados, foi realizada a formulação da versão brasileira do MRADL após sua aprovação pelo comitê e um dos autores do questionário original. Resultados: Poucos itens foram questionados pelo autor da escala original, e algumas modificações relacionadas aos domínios mobilidade e higiene pessoal foram realizadas. Foram observadas diferenças culturais quanto ao domínio atividades domésticas, em especial o item "Consegue lavar a roupa e estendê-la para secar?" devido a condições socioeconômicas e climáticas. O item "cuida do seu jardim?" foi questionado pelos participantes que moravam em apartamentos, sendo modificado para "cuida do seu jardim ou plantas em seu apartamento?". Conclusões: A versão final do MRADL, traduzido e adaptado para uso no Brasil, mostrou ser de fácil compreensão e aplicação.

 


Palavras-chave: Atividades cotidianas; Questionários; Traduções; Doença pulmonar obstrutiva crônica.

 

5 - Distúrbio ventilatório restritivo sugerido por espirometria: associação com risco cardiovascular e nível de atividade física em adultos assintomáticos

Restrictive pattern on spirometry: association with cardiovascular risk and level of physical activity in asymptomatic adults

Evandro Fornias Sperandio1, Rodolfo Leite Arantes2, Agatha Caveda Matheus1, Rodrigo Pereira da Silva1, Vinícius Tonon Lauria1, Marcello Romiti2, Antônio Ricardo de Toledo Gagliardi2, Victor Zuniga Dourado2

J Bras Pneumol.2016;42(1):22-28

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Objetivo: Determinar se o distúrbio ventilatório restritivo (DVR) sugerido por espirometria está associado ao nível de atividade física na vida diária (AFVD), assim como a fatores de risco para doença cardiovascular (DCV), em adultos assintomáticos. Métodos: Um total de 374 participantes (média de idade, 41 ± 14 anos) realizou espirometria, que incluiu a determinação de CVF e VEF1. O DVR foi definido como a relação VEF1/CVF > 0,7 e CVF < 80% do valor previsto. Após a coleta de dados demográficos, dados antropométricos e dados relacionados aos fatores de risco para DCV, foram avaliados composição corporal, função muscular e equilíbrio postural, assim como realizados teste cardiopulmonar e teste de caminhada de seis minutos. O nível de AFVD foi medido por um acelerômetro triaxial. Resultados: O DVR sugerido por espirometria foi encontrado em 10% dos indivíduos. Após a regressão logística multivariada, ajustada para os fatores de confusão (AFVD e aptidão cardiorrespiratória), as seguintes variáveis permaneceram significativas (OR; IC95%) como preditoras de DVR: hipertensão arterial sistêmica (17,5; 1,65-184,8), tabagismo (11,6; 1,56-87,5), inatividade física (8,1; 1,43-46,4), maior área do centro de pressão durante apoio bipodal em plataforma de força (1,34; 1,05-1,71) e dislipidemia (1,89; 1,12-1,98). Conclusões: O DVR sugerido por espirometria parece ser um achado comum em adultos assintomáticos. Fatores de risco para DCV, principalmente hipertensão arterial sistêmica, tabagismo e sedentarismo, foram diretamente associados ao DVR, mesmo quando a análise foi ajustada para AFVD e aptidão cardiorrespiratória. Estudos longitudinais são necessários para melhorar a compreensão da etiologia do DVR, bem como para auxiliar na concepção de estratégias preventivas.

 


Palavras-chave: Espirometria; Hipertensão; Atividade motora; Estilo de vida sedentário; Hábito de fumar.

 

6 - Fisioterapia respiratória: um problema de crianças e adolescentes com fibrose cística

Respiratory therapy: a problem among children and adolescents with cystic fibrosis.

Taiane dos Santos Feiten1, Josani Silva Flores2, Bruna Luciano Farias3, Paula Maria Eidt Rovedder2,3, Eunice Gus Camargo4, Paulo de Tarso Roth Dalcin2,5, Bruna Ziegler1,2

J Bras Pneumol.2016;42(1):29-34

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Objetivo: Avaliar o grau de adesão autorrelatada às recomendações fisioterapêuticas em pacientes pediátricos (6-17 anos) com fibrose cística (FC) e determinar se os diferentes níveis de adesão se correlacionam com a função pulmonar, aspectos clínicos e qualidade de vida. Métodos: Estudo transversal no qual os pacientes e responsáveis responderam um questionário sobre a adesão à fisioterapia recomendada e um questionário da qualidade de vida em FC. Foram coletados dados demográficos, espirométricos e bacteriológicos, assim como a frequência de internações e resultados do escore clínico de Shwachman-Kulczycki (S-K). Resultados: Participaram 66 pacientes. As médias de idade, VEF1 (em % do previsto) e IMC foram, respectivamente, 12,2 ± 3,2 anos, 90 ± 24% e 18,3 ± 2,5 kg/m2. Os pacientes foram divididos em dois grupos: alta adesão (n = 39) e moderada/baixa adesão (n = 27). Não houve diferenças estatisticamente significativas para idade, sexo, renda familiar e escore clínico de S-K total na comparação dos dois grupos. Houve diferenças estatisticamente significativas entre os grupos alta adesão e moderada/baixa adesão, este último mostrando valores significativamente menores para o domínio "achados radiológicos" do escore clínico de S-K apresentou (p = 0,030), um maior número de hospitalizações (p = 0,004) e de dias de internação no último ano (p = 0,012), assim como menores escores para os seguintes domínios do questionário de qualidade de vida: emocional (p = 0,002), físico (p = 0,019), tratamento (p < 0,001), saúde (p = 0,036), social (p = 0,039) e respiratório (p = 0,048). Conclusões: A baixa adesão autorrelatada às recomendações fisioterapêuticas associou-se com piores achados radiológicos, maior número de hospitalizações e diminuição da qualidade de vida em pacientes pediátricos com FC.

 


Palavras-chave: Fibrose cística; Cooperação do paciente; Modalidades de fisioterapia; Qualidade de vida.

 

7 - Diagnósticos alternativos corroborados por angiotomografia computadorizada de tórax em pacientes com suspeita de tromboembolia pulmonar

Alternative diagnoses based on CT angiography of the chest in patients with suspected pulmonary thromboembolism

Eleci Vaz Ferreira1,2, Marcelo Basso Gazzana2,3, Muriel Bossle Sarmento4, Pedro Arends Guazzelli4, Mariana Costa Hoffmeister4, Vinicius André Guerra2, Renato Seligman4,5, Marli Maria Knorst2,3,4

J Bras Pneumol.2016;42(1):35-41

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Objetivo: Determinar a prevalência de diagnósticos alternativos corroborados por angiotomografia computadorizada (angio-TC) de tórax em pacientes com suspeita de tromboembolia pulmonar (TEP) e com resultados negativos para TEP, assim como investigar se esses diagnósticos alternativos já haviam sido identificados antes dos resultados da angio-TC. Métodos: Estudo transversal, retrospectivo, com 191 pacientes adultos que realizaram angio-TC por suspeita de TEP no período entre setembro de 2009 e maio de 2012. As radiografias de tórax e as angio-TCs foram revisadas para determinar se os achados poderiam fornecer um diagnóstico alternativo nos casos não diagnosticados como TEP. Dados sobre sintomas, fatores de risco, comorbidades, tempo de internação e mortalidade foram coletados. Resultados: A angio-TC foi positiva para tromboembolia pulmonar em 47 casos (24,6%). Entre os 144 pacientes sem tromboembolia pulmonar, achados anormais foram observados em 120 (83,3%). Tais achados foram compatíveis com um diagnóstico alternativo que explicava os sintomas do paciente em 75 casos (39,3%). Desses 75 casos, os achados não haviam sido detectados previamente na radiografia de tórax em apenas 39 (20,4%) dos casos. O diagnóstico alternativo mais frequente, identificado somente por angio-TC, foi pneumonia (em 20 casos). Sintomas, fatores de risco, comorbidades e taxa de óbito intra-hospitalar não diferiram significativamente entre os pacientes com ou sem TEP. Entretanto, a mediana de tempo de internação foi significativamente maior nos pacientes com TEP do que naqueles sem TEP (18,0 e 9,5 dias, respectivamente; p = 0,001). Conclusões: Nossos resultados demonstram que a angio-TC de tórax é útil em casos com suspeita de TEP, pois pode confirmar o diagnóstico e evidenciar achados sugestivos de um diagnóstico alternativo em um significativo número de pacientes.

 


Palavras-chave: Embolia pulmonar/diagnóstico; Embolia pulmonar/epidemiologia; Angiografia.

 

8 - Programa Infantil de Prevenção de Asma: um programa de atenção especializada a crianças com sibilância/asma

The Program for the Prevention of Childhood Asthma: a specialized care program for children with wheezing or asthma in Brazil

Marilyn Urrutia-Pereira1, Jennifer Avila1, Dirceu Solé2

J Bras Pneumol.2016;42(1):42-47

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Objetivo: Apresentar o Programa Infantil de Prevenção de Asma (PIPA), assim como as características dos pacientes nele acompanhados. Métodos: O PIPA, implantado em Uruguaiana (RS), tem como população alvo crianças e adolescentes com asma ou suspeita de asma, menores de 18 anos, referidos por pediatras, médicos de atenção primária ou por procura espontânea. Neste estudo retrospectivo, os participantes foram avaliados segundo um protocolo padronizado de atendimento. Resultados: Ao final do período do estudo, estavam em seguimento 646 pacientes. Desses, 298 (46,1%) tinham idade ≤ 3 anos. Nesse grupo de pacientes, houve sibilância recorrente em 60,7% e o primeiro episódio de sibilância ocorreu nos primeiros seis meses de vida em 86,0%. Sibilância grave foi apontada em 29,5% e 45,4% nas crianças com ≤ 3 anos e com > 3 anos, respectivamente. Houve diagnóstico médico de asma em 26,5% e 82,2%, respectivamente. Na amostra total, a prevalência de exposição passiva ao fumo foi elevada (> 36%), ocorrendo durante a gestação em > 15%; o número de nascimentos por cesariana foi > 40%, e o nível educacional materno foi inferior a 8 anos em 30%. Conclusões: Um programa de prevenção para atendimento de crianças com asma é uma estratégia eficaz para o controle da doença. O conhecimento das características epidemiológicas e ambientais da população local é primordial para que haja a redução das formas graves da asma, melhor utilização dos recursos de saúde e possível prevenção de alterações pulmonares que possam levar a DPOC no adulto.

 


Palavras-chave: Asma/prevenção e controle; Asma/epidemiologia; Assistência ao paciente.

 

9 - Apneia obstrutiva do sono relacionada ao sono rapid eye movement ou ao sono non-rapid eye movement: comparação de aspectos demográficos, antropométricos e polissonográficos.

Obstructive sleep apnea related to rapid-eye-movement or non-rapid-eye-movement sleep: comparison of demographic, anthropometric, and polysomnographic features.

Aysel Sunnetcioglu1, Bunyamin Sertogullarından1, Bulent Ozbay2, Hulya Gunbatar1, Selami Ekin1

J Bras Pneumol.2016;42(1):48-54

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Objetivo: Determinar se há diferenças significativas entre apneia obstrutiva do sono (AOS) relacionada a sono rapid eye movement (REM) e a sono non rapid eye movement (NREM), em termos de características demográficas, antropométricas e polissonográficas dos indivíduos. Métodos: Estudo retrospectivo com 110 pacientes (75 homens) com AOS relacionada a sono REM (AOS-REM; n = 58) ou a sono NREM (AOS-NREM; n = 52). Para a definição de AOS-REM e AOS-NREM, utilizamos um critério previamente estabelecido, baseado no índice de apneia-hipopneia (IAH): razão IAH-REM/IAH-NREM > 2 e ≤ 2, respectivamente. Resultados: A média de idade dos pacientes com AOS-REM foi de 49,5 ± 11,9 anos, ao passo que a dos pacientes com AOS-NREM foi de 49,2 ± 12,6 anos. A média geral de IAH (todos os estágios de sono combinados) foi significativamente maior no grupo AOS-NREM do que no grupo AOS-REM (38,6 ± 38,2 vs. 14,8 ± 9,2; p < 0,05). A média de IAH na posição supina (IAH-s) foi também significativamente maior no grupo AOS-NREM que no grupo AOS-REM (49,0 ± 34,3 vs. 18,8 ± 14,9; p < 0,0001). No grupo AOS-NREM, o IAH-s foi maior nos homens. Nos dois grupos, a dessaturação de oxigênio foi mais grave nas mulheres. Observou-se que AOS-REM foi mais comum nos pacientes com AOS de moderada a grave, enquanto AOS-NREM foi mais comum nos pacientes com AOS grave. Conclusões: Observou-se que a gravidade de AOS-NREM estava associada principalmente a IAH-s. Nossos achados sugerem que o IAH-s tem um efeito mais significativo na gravidade de AOS do que o IAH-REM. Ao interpretar a gravidade da AOS e selecionar as modalidades de tratamento, os médicos devem levar em consideração o estágio do sono e a postura durante o sono.

 


Palavras-chave: Sono REM; Fases do sono; Apneia do sono tipo obstrutiva; Apneia; Síndromes da apneia do sono.

 

10 - Tomografia computadorizada cervical em pacientes com apneia obstrutiva do sono: influência da elevação postural na avaliação do volume das vias aéreas superiores

Cervical computed tomography in patients with obstructive sleep apnea: influence of head elevation on the assessment of upper airway volume

Fábio José Fabrício de Barros Souza1, Anne Rosso Evangelista2, Juliana Veiga Silva2, Grégory Vinícius Périco3, Kristian Madeira4,5

J Bras Pneumol.2016;42(1):55-60

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Objetivo: A síndrome de apneia obstrutiva do sono (SAOS) tem uma alta prevalência e riscos cardiovasculares significativos. É importante estudar novas abordagens terapêuticas para essa doença. A terapia posicional pode ser benéfica na redução do índice de apneia-hipopneia (IAH). Métodos de imagem têm sido utilizados para facilitar a avaliação das vias aéreas em pacientes com SAOS e podem ser utilizados para determinar a eficácia de determinados tratamentos. O objetivo desse estudo foi determinar a influência do volume das vias aéreas superiores, mensurado por TC cervical, em pacientes diagnosticados com SAOS. Métodos: Estudo observacional transversal com abordagem quantitativa. Dez pacientes com diagnóstico de SAOS por polissonografia e avaliação clínica foram submetidos a TC cervical convencional em posição supina com a cabeça em posição neutra e com inclinação de 44° para comparar os volumes das vias aéreas superiores. Resultados: As médias de idade, IMC e circunferência cervical foram de 48,9 ± 14,4 anos, 30,5 ± 3,5 kg/m2 e 40,3 ± 3,4 cm, respectivamente. A média de IAH foi de 13,7 ± 10,6 eventos/h (variação, 6,0-41,6 eventos/h). Quanto à gravidade da SAOS, 70%, 20% e 10% dos pacientes foram classificados como com SAOS leve, moderada e grave, respectivamente. O volume das vias aéreas superiores foi 7,9 cm3 maior com a inclinação de 44° da cabeça quando comparada à posição neutra, e essa diferença foi estatisticamente significativa (17,5 ± 11,0%; p = 0,002). Conclusões: A elevação cervical parece resultar em um aumento significativo do calibre das vias aéreas superiores em pacientes com SAOS.

 


Palavras-chave: Apneia do sono tipo obstrutiva/prevenção & controle; Apneia do sono tipo obstrutiva/terapia; Tomografia.

 

Artigo de Revisão

11 - Sofrimento psicológico relacionado à cessação do tabagismo em pacientes com infarto agudo do miocárdio.

Psychological distress related to smoking cessation in patients with acute myocardial infarction

Thyego Mychell Moreira-Santos1, Irma Godoy2, Ilda de Godoy1

J Bras Pneumol.2016;42(1):61-67

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O uso de tabaco é responsável pelo maior número de mortes evitáveis no mundo e predispõe seus usuários a doenças não transmissíveis e fatais, especialmente as doenças cardiovasculares. Mudanças no estilo de vida são eficazes no tratamento de pacientes com comorbidades relacionadas ao uso do tabaco e auxilia na prevenção de mortalidade prematura. Nosso objetivo foi analisar as evidências científicas acerca do sofrimento psicológico na cessação do tabagismo envolvendo pacientes que tiveram infarto agudo do miocárdio. Para tanto, realizamos uma revisão integrativa como forma de sumarizar os estudos relevantes sobre esse tema. As bases de dados selecionadas foram Scopus, PubMed Central, Institute for Scientific Information Web of Science (Coleção Principal), ScienceDirect, EMBASE, SciELO, LILACS e PsycInfo. Com base nos critérios de inclusão e exclusão adotados para o estudo, 14 artigos foram selecionados para análise. Esses estudos demonstraram que fumantes têm uma maior prevalência de sofrimento psicológico quando comparado a não fumantes, e os sintomas relacionados são muito frequentes nos fumantes com infarto agudo do miocárdio do que naqueles sem. A cessação do tabagismo depende da participação ativa do fumante, cuja motivação principal é a doença de base. A maioria dos artigos aponta para a necessidade da criação de subgrupos de tratamento como forma de melhorar a assistência prestada. Este estudo de revisão amplia o conhecimento sobre o tema abordado e mostra a necessidade de se investir em pesquisas futuras que analisem subgrupos de fumantes com as principais comorbidades relacionadas ao uso do tabaco, como o infarto agudo do miocárdio, desenvolvendo-se intervenções especificas e estratégias de apoio psicológico.

 


Palavras-chave: Hábito de fumar; Estresse psicológico; Infarto do miocárdio; Abandono do uso de tabaco.

 

Relato de Caso

12 - Angiossarcoma pulmonar

Angiosarcoma of the lung

Mónica Grafino1, Paula Alves1, Margarida Mendes de Almeida2, Patrícia Garrido1, Direndra Hasmucrai1, Encarnação Teixeira1, Renato Sotto-Mayor1

J Bras Pneumol.2016;42(1):68-70

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O angiosarcoma é um tumor vascular maligno. O envolvimento pulmonar é geralmente atribuído à metástase de outros sítios primários, sendo o angiossarcoma pulmonar primário extremamente raro. Relatamos um caso de angiossarcoma com envolvimento pulmonar, provavelmente primário no pulmão com mais de dois anos de evolução. Descrevemos seu crescimento e sua extensa invasão local e hematogênica na apresentação. Documentamos ainda seu mau prognóstico.

 


Palavras-chave: Hemangiossarcoma; Neoplasias pulmonares; Sarcoma.

 

Imagens em Pneumologia

13 - Implante tumoral por agulha após biópsia pulmonar percutânea

Tumor seeding along the needle track after percutaneous lung biopsy

Leonardo Guedes Moreira Valle1, Rafael Dahmer Rocha1, Guilherme Falleiros Mendes1, José Ernesto Succi2, Juliano Ribeiro de Andrade1

J Bras Pneumol.2016;42(1):71

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Cartas ao Editor

14 - Hemangioma capilar lobular da traqueia tratado com fotocoagulação a laser

Tracheal lobular capillary hemangioma treated with laser photocoagulation

Hans Dabó1, Rita Gomes2, Nelson Teixeira1, Gilberto Teixeira3, Gabriela Fernandes1, Adriana Magalhães1

J Bras Pneumol.2016;42(1):72-73

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15 - Fibrose pulmonar idiopática pode ser um diagnóstico transitório

Idiopathic pulmonary fibrosis can be a transient diagnosis

Martina Rodrigues de Oliveira1, Daniel Antunes Silva Pereira1, Olívia Meira Dias1, Ronaldo Adib Kairalla1, Carlos Roberto Ribeiro Carvalho1, Bruno Guedes Baldi1

J Bras Pneumol.2016;42(1):74-75

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Educação continuada: Imagem

16 - Padrão de pavimentação em mosaico

Crazy-paving pattern

Bruno Hochhegger1,2, Roberto Schumacher Neto1, Edson Marchiori3,4

J Bras Pneumol.2016;42(1):76

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Educação Continuada: Metodologia Científica

17 - O que é análise de sobrevida e quando devo utilizá-la?

What is survival analysis, and when should I use it?

Juliana Carvalho Ferreira1,2, Cecilia Maria Patino2,3

J Bras Pneumol.2016;42(1):77

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Errata

18 - Quantos pacientes com fibrose pulmonar idiopática existem no Brasil?

How many patients with idiopathic pulmonary fibrosis are there in Brazil?

José Baddini-Martinez1; Carlos Alberto Pereira2

J Bras Pneumol.2016;42(1):78

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19 - Análise de custos de um teste de amplificação de ácido nucleico para o diagnóstico da tuberculose pulmonar sob a perspectiva do Sistema Único de Saúde.

Cost analysis of nucleic acid amplification for diagnosing pulmonary tuberculosis, within the context of the Brazilian Unified Health Care System

Márcia Pinto1; Aline Piovezan Entringer1; Ricardo Steffen2; Anete Trajman2; 3

J Bras Pneumol.2016;42(1):79

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20 - Bronquiectasia por imunodeficiência comum variável.

Bronchiectasis caused by common variable immunodeficiency

Paulo Henrique do Amor Divino1, José Henrique de Carvalho Basilio1, Renato Moraes Alves Fabbri1, Igor Bastos Polonio1, Wilma Carvalho Neves Forte2

J Bras Pneumol.2016;42(1):80

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Ano 2016 - Volume 42  - Número 2  (Março/Abril)

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Editorial

1 - Asma e tabagismo: um tema ainda persistente

Asthma and smoking: still a prevailing topic

Ubiratan de Paula Santos1

J Bras Pneumol.2016;42(2):81

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2 - Musculatura respiratória em doença pulmonar intersticial: pouco explorada e pouco compreendida

Respiratory muscles in interstitial lung disease: poorly explored and poorly understood

Bruno Guedes Baldi1, João Marcos Salge1

J Bras Pneumol.2016;42(2):82-83

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Artigo Original

3 - Prevalência do relato de experimentação de cigarro em adolescentes com asma e rinite alérgica

Prevalence of self-reported smoking experimentation in adolescents with asthma or allergic rhinitis

Silvia de Sousa Campos Fernandes1, Cláudia Ribeiro de Andrade1, Alessandra Pinheiro Caminhas2, Paulo Augusto Moreira Camargos1, Cássio da Cunha Ibiapina1

J Bras Pneumol.2016;42(2):84-87

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Objetivo: Avaliar a prevalência da experimentação de cigarro em adolescentes com asma ou de rinite alérgica. Métodos: Estudo transversal envolvendo escolares com 13-14 anos de idade na cidade de Belo Horizonte (MG). Os escolares preencheram os questionários do Centers for Disease Control and Prevention e do International Study of Asthma and Allergies in Childhood, ambos validados para uso no Brasil. Foram calculadas as prevalências de experimentação de cigarro na população geral estudada, naqueles com sintomas de asma ou de rinite alérgica e nos subgrupos em relação ao gênero e à idade da experimentação. Resultados: A amostra foi constituída por 3.325 adolescentes. Não houve diferenças estatisticamente significativas em relação ao gênero e a idade dos participantes. Na amostra geral, a prevalência da experimentação de cigarro foi de 9,6%. A média de idade da experimentação de cigarro pela primeira vez foi de 11,1 anos (variação, 5-14 anos). Nos adolescentes com sintomas de asma e de rinite alérgica, a prevalência autorrelatada de experimentação de cigarro foi de 13,5% e 10,6%, respectivamente. Conclusões: A proporção de adolescentes com asma ou rinite alérgica que relataram ter experimentado cigarro é preocupante, visto que há fortes evidências de que o tabagismo ativo é um fator de risco para a ocorrência e maior gravidade de doenças alérgicas.

 


Palavras-chave: Asma/epidemiologia; Rinite/epidemiologia; Hábito de fumar/epidemiologia.

 

4 - Identificação da diminuição da mobilidade diafragmática e do espessamento diafragmático na doença pulmonar intersticial: utilidade da ultrassonografia

Identifying decreased diaphragmatic mobility and diaphragm thickening in interstitial lung disease: the utility of ultrasound imaging

Pauliane Vieira Santana1,2, Elena Prina1, André Luis Pereira Albuquerque1, Carlos Roberto Ribeiro Carvalho1, Pedro Caruso1,2

J Bras Pneumol.2016;42(2):88-94

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Objetivo: Investigar a aplicabilidade da ultrassonografia do diafragma na doença pulmonar intersticial (DPI). Métodos: Por meio da ultrassonografia, pacientes com DPI e voluntários saudáveis (controles) foram comparados quanto à mobilidade diafragmática durante a respiração profunda e a respiração tranquila, à espessura diafragmática no nível da capacidade residual funcional (CRF) e da capacidade pulmonar total (CPT) e à fração de espessamento (FE, espessamento diafragmático proporcional da CRF até a CPT). Foram também avaliadas correlações entre disfunção diafragmática e variáveis de função pulmonar. Resultados: Entre os pacientes com DPI (n = 40) e os controles (n = 16), a média da mobilidade diafragmática foi comparável durante a respiração tranquila, embora tenha sido significativamente menor nos pacientes durante a respiração profunda (4,5 ± 1,7 cm vs. 7,6 ± 1,4 cm; p < 0,01). Os pacientes apresentaram maior espessura diafragmática na CRF (p = 0,05), embora tenham também apresentado, devido à menor espessura diafragmática na CPT, menor FE (p < 0,01). A CVF em porcentagem do previsto (CVF%) correlacionou-se com a mobilidade diafragmática (r = 0,73; p < 0,01), e um valor de corte < 60% da CVF% apresentou alta sensibilidade (92%) e especificidade (81%) na identificação de mobilidade diafragmática reduzida. Conclusões: Com a ultrassonografia, foi possível demonstrar que a mobilidade diafragmática e a FE estavam mais reduzidas nos pacientes com DPI do que nos controles saudáveis, apesar da maior espessura diafragmática na CRF nos pacientes. A mobilidade diafragmática correlacionou-se com a gravidade funcional da DPI, e um valor de corte < 60% da CVF% mostrou ser altamente acurado na identificação da disfunção diafragmática por ultrassonografia.

 


Palavras-chave: Diafragma/ultrassonografia; Doenças pulmonares intersticiais; Músculos respiratórios; Testes de função respiratória.

 

5 - A experiência brasileira na perfusão pulmonar ex vivo

Ex vivo lung perfusion in Brazil

Luis Gustavo Abdalla1, Karina Andrighetti de Oliveira Braga1, Natalia Aparecida Nepomuceno1, Lucas Matos Fernandes1, Marcos Naoyuki Samano1, Paulo Manuel Pêgo-Fernandes1

J Bras Pneumol.2016;42(2):95-99

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Objetivo: Avaliar o emprego da técnica de perfusão pulmonar ex vivo (PPEV) clinicamente com a finalidade de transplante. Métodos: Estudo prospectivo envolvendo o recondicionamento de pulmões limítrofes, definidos por critérios específicos, tais como relação PaO2/FiO2 < 300 mmHg, com um sistema de PPEV. Entre fevereiro de 2013 e fevereiro de 2014, os pulmões de cinco doadores foram submetidos à PPEV por até 4 h. Durante a PPEV, a mecânica pulmonar foi avaliada continuamente. Amostras do perfusato foram colhidas a cada hora, assim como foi realizada a avaliação funcional dos órgãos. Resultados: A média de PaO2 dos pulmões captados foi de 262,9 ± 119,7 mmHg, sendo que, ao final da terceira hora de perfusão, essa foi de 357,0 ±108,5 mmHg. A capacidade de oxigenação dos pulmões apresentou discreta melhora durante a PPEV nas primeiras 3 h (246,1 ± 35,1; 257,9 ± 48,9; e 288,8 ± 120,5 mmHg, respectivamente), sem diferenças significativas entre os momentos (p = 0,508). As médias de complacência estática foram de, respectivamente, 63.0 ± 18,7; 75,6 ± 25,4; e 70,4 ± 28,0 mmHg após 1, 2 e 3 h, com melhora significativa entre a hora 1 e 2 (p = 0,029), mas não entre a hora 2 e 3 (p = 0,059). A resistência vascular pulmonar permaneceu estável durante a PPEV, sem diferenças entre os momentos (p = 0,284). Conclusões: Os pulmões avaliados permaneceram em condições fisiológicas de preservação; no entanto, o protocolo não foi efetivo para promover a melhora na função pulmonar, inviabilizando o transplante.

 


Palavras-chave: Transplante de pulmão; Preservação de órgãos; Morte encefálica, Seleção de doador.

 

6 - Aplicação do Sarcoidosis Health Questionnaire em pacientes com sarcoidose na Sérvia

Administering the Sarcoidosis Health Questionnaire to sarcoidosis patients in Serbia

Violeta Mihailović-Vučinić1,2, Branislav Gvozdenović3, Mihailo Stjepanović2, Mira Vuković4, Ljiljana Marković-Denić5, Aleksandar Milovanović6, Jelica Videnović-Ivanov2, Vladimir Zugić1,2, Vesna Skodrić-Trifunović 1,2, Snezana Filipović2, Maja Omčikus2

J Bras Pneumol.2016;42(2):99-105

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Objetivo: O objetivo deste estudo foi utilizar uma versão no idioma sérvio do Sarcoidosis Health Questionnaire (SHQ), um questionário de autorrelato doença-específico, concebido e originalmente validado nos EUA, para verificar o estado de saúde de pacientes com sarcoidose na Sérvia, além de validar o instrumento para uso no país. Métodos: Estudo transversal com 346 pacientes com sarcoidose confirmada por biópsia. Para avaliar o estado de saúde dos pacientes, utilizamos o SHQ, o qual foi traduzido para o sérvio para os propósitos deste estudo. Comparamos os escores do SHQ por gênero, idade, duração da doença e tratamento. Escores do SHQ mais baixos indicam pior estado de saúde. Resultados: Os escores do SHQ demonstraram diferenças no estado de saúde entre os subgrupos de pacientes avaliados. O estado de saúde foi significativamente pior entre as mulheres e pacientes mais velhos, assim como entre aqueles com sarcoidose crônica ou com manifestações extrapulmonares da doença. A monoterapia com metotrexato associou-se com melhor estado de saúde do que a monoterapia com prednisona ou a terapia combinada com prednisona e metotrexato. Conclusões: O SHQ é um instrumento de autorrelato doença-específico confiável. Embora originalmente concebido para uso nos EUA, o SHQ pode ser uma ferramenta útil na avaliação do estado de saúde de populações de pacientes com sarcoidose em vários países de língua não inglesa.

 


Palavras-chave: Sarcoidose; Nível de saúde; Estudos de validação; Questionários; Autorrelato; Sérvia.

 

7 - Tuberculose pleural no estado de Roraima no período de 2005-2013: qualidade diagnóstica

Pleural tuberculosis in the state of Roraima, Brazil, between 2005 and 2013: quality of diagnosis

Tao Machado1, Allex Jardim da Fonseca2, Sandra Maria Franco Buenafuente2

J Bras Pneumol.2016;42(2):106-113

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Objetivo: Avaliar a qualidade dos diagnósticos e o perfil epidemiológico de portadores de tuberculose pleural no estado de Roraima, visando embasar tecnicamente o fomento e a aplicação de políticas públicas para o enfrentamento dessa doença. Métodos: Estudo transversal, desenhado para determinar a prevalência de formas pleurais da tuberculose em Roraima entre 2005 e 2013 e avaliar os critérios diagnósticos utilizados e seus determinantes. Este estudo foi baseado na revisão de dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, incluindo todos os casos notificados como tuberculose pleural no estado durante o período de estudo. Diagnósticos baseados em confirmação bacteriológica ou histopatológica foram definidos como de qualidade. Resultados: Dos 1.395 casos de tuberculose notificados no período do estudo, 116 (8,3%) foram da apresentação pleural, totalizando 38,9% das formas extrapulmonares na amostra. A taxa de incidência dessa apresentação clínica não acompanhou a tendência decrescente da forma pulmonar da doença no período. A prevalência de diagnósticos de qualidade encontrada foi de 28,5% (IC95%: 20,4-37,6%) e, na análise univariada, nenhuma variável explicativa dentre as características demográficas e clínicas coletadas do banco de dados tiveram um impacto significativo no desfecho (como variáveis explicativas). Conclusões: A qualidade dos diagnósticos na amostra estudada foi considerada insatisfatória. O acesso limitado a métodos diagnósticos específicos pode ter contribuído para esses resultados.

 


Palavras-chave: Tuberculose/diagnóstico; Tuberculose/epidemiologia; Tuberculose pleural.

 

8 - Correlação entre a gravidade de pacientes críticos e preditores clínicos de risco para a broncoaspiração

Correlation between the severity of critically ill patients and clinical predictors of bronchial aspiration

Gisele Chagas de Medeiros1, Fernanda Chiarion Sassi2, Lucas Santos Zambom3, Claudia Regina Furquim de Andrade2

J Bras Pneumol.2016;42(2):114-120

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Objetivo: Correlacionar a gravidade de pacientes críticos não neurológicos com preditores clínicos do risco de broncoaspiração. Métodos: Participaram do estudo adultos com histórico de intubação orotraqueal prolongada (> 48 h) e submetidos à avaliação da deglutição à beira do leito nas primeiras 48 h após a extubação. Dados relacionados a avaliação fonoaudiológica clínica do risco de aspiração broncopulmonar, nível funcional da deglutição por meio da escala American Speech-Language-Hearing Association National Outcome Measurement System (ASHA NOMS) e status de saúde pelo Sequential Organ Failure Assessment (SOFA) foram coletados. Resultados: A amostra do estudo foi composta por 150 pacientes. Para fins da análise estatística, os pacientes foram agrupados com base nos escores ASHA NOMS: ASHA1 (níveis 1-2), ASHA2 (níveis 3-5) e ASHA3 (níveis 6-7). Os indivíduos no grupo ASHA3 eram significativamente mais jovens, permaneceram intubados por menos tempo e apresentaram menor gravidade de quadro clínico geral (escore SOFA) do que os indivíduos nos demais grupos. Os preditores clínicos de broncoaspiração que melhor caracterizaram os grupos foram achados de ausculta cervical alterada e presença de tosse após a deglutição. O grupo ASHA3 não apresentou esses sinais. Conclusões: Pacientes críticos com idade ≥ 55 anos, período de intubação ≥ 6 dias, gravidade de quadro clínico geral (escore SOFA ≥ 5), escore na Escala de Coma de Glasgow ≤ 14, ausculta cervical alterada e tosse após a deglutição devem ser priorizados para a avaliação fonoaudiológica completa.

 


Palavras-chave: Deglutição, Transtornos de deglutição, Intubação intratraqueal; Pneumonia aspirativa; Unidades de terapia intensiva.

 

9 - Desempenho ao exercício e diferenças na resposta fisiológica à reabilitação pulmonar em doença pulmonar obstrutiva crônica grave com hiperinsuflação

Exercise performance and differences in physiological response to pulmonary rehabilitation in severe chronic obstructive pulmonary disease with hyperinflation

Andre Luis Pereira de Albuquerque1, Marco Quaranta2, Biswajit Chakrabarti3, Andrea Aliverti2, Peter M. Calverley3

J Bras Pneumol.2016;42(2):121-129

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Objetivo: A reabilitação pulmonar (RP) melhora a capacidade de exercício na maioria (mas não todos) dos pacientes com DPOC. Os fatores associados ao sucesso do tratamento e o papel da mecânica da parede torácica na determinação desse sucesso ainda não é claro. Investigamos o impacto da RP no desempenho ao exercício em pacientes com DPOC e hiperinsuflação grave. Métodos: Foram avaliados 22 pacientes com DPOC (idade, 66 ± 7 anos; VEF1 = 37,1 ± 11,8% do previsto) submetidos a oito semanas de exercícios aeróbicos e treino de força. Antes e depois da RP, cada paciente também realizou um teste de caminhada de seis minutos e um teste de exercício incremental em uma bicicleta ergométrica. Durante esse último, os volumes da parede torácica (total e compartimental por pletismografia optoeletrônica) e a carga de trabalho máxima foram determinados. Resultados: Diferenças significativas foram observadas entre as médias pré e pós-RP da distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos (305 ± 78 vs. 330 ± 96 m; p < 0,001) e da carga máxima (33 ± 21 vs. 39 ± 20 W; p = 0,02). Sob parâmetros de carga de trabalho equivalente, a RP levou a valores menores de consumo de oxigênio, produção de dióxido de carbono (VCO2) e ventilação minuto. O volume inspiratório (operacional) da caixa torácica diminuiu significativamente após a RP. Em 6 pacientes, a RP não aumentou a carga máxima. Após a RP, esses pacientes não apresentaram uma diminuição significativa na VCO2 durante o exercício, tiveram maiores volumes expiratórios finais da parede torácica com padrão respiratório mais rápido e superficial e continuaram a apresentar fadiga sintomática nas pernas. Conclusões: Na DPOC grave, a RP parece melhorar o consumo de oxigênio e reduzir VCO2, com uma diminuição proporcional no drive respiratório, mudanças essas que são refletidas nos volumes operacionais da parede torácica. Pacientes com hiperinsuflação grave pós-exercício e fadiga nas pernas podem ser incapazes de melhorar seu desempenho máximo apesar de completarem um programa de RP.

 


Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica/reabilitação; Terapia por exercício; Terapia respiratória.

 

10 - Associação entre o nível de atividade física na vida diária e a função pulmonar em tabagistas adultos

Association between physical activity in daily life and pulmonary function in adult smokers

Miriane Lilian Barboza1, Alan Carlos Brisola Barbosa1, Giovanna Domingues Spina1, Evandro Fornias Sperandio1, Rodolfo Leite Arantes2, Antonio Ricardo de Toledo Gagliardi2, Marcello Romiti2, Victor Zuniga Dourado1

J Bras Pneumol.2016;42(2):130-135

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Objetivo: Determinar se há associações entre o nível de atividade física na vida diária (AFVD) e a função pulmonar em tabagistas adultos. Métodos: Foram selecionados 62 tabagistas adultos de um estudo epidemiológico, realizado na cidade de Santos (SP). Os participantes realizaram o teste de espirometria forçada para a avaliação da função pulmonar. O nível de AFVD foi avaliado pelo Questionário Internacional de Atividade Física e por acelerometria triaxial (aparelho utilizado por sete dias). O nível mínimo de AFVD, em termos de quantidade e intensidade, foi definido como 150 min/semana de atividade física moderada a vigorosa durante o monitoramento. As correlações entre as variáveis estudadas foram avaliadas pelo coeficiente de correlação de Pearson ou de Spearman conforme a distribuição das variáveis. A influência de AFVD nas variáveis espirométricas foi avaliada por meio de análise de regressão múltipla linear. O nível de significância foi estipulado em 5%. Resultados: Quando avaliados todos os preditores corrigidos para fatores de confusão e utilizando dados da função pulmonar como variáveis de desfecho, não foram observadas associações significativas entre a inatividade física avaliada por acelerometria e os índices espirométricos. As análises mostraram valores inferiores da CVF em participantes com hipertensão arterial e da relação VEF1/CVF nos participantes com diabetes mellitus. Os participantes obesos e os dislipidêmicos apresentaram valores inferiores de CVF e VEF1. Conclusões: Nossos resultados sugerem que a inatividade física apresenta associação pouco consistente com a função pulmonar de tabagistas adultos. A carga tabágica, assim como comorbidades cardiovasculares e metabólicas, deveriam ser priorizadas em estratégias preventivas da DPOC.

 


Palavras-chave: Hábito de fumar; Testes de função respiratória; Atividade motora; Acelerometria.

 

11 - Mitos populares e características do tratamento da asma em crianças e adolescentes de zona urbana do sul do Brasil

Asthma treatment in children and adolescents in an urban area in southern Brazil: popular myths and features

Cristian Roncada1, Suelen Goecks de Oliveira1, Simone Falcão Cidade1, Joseane Guimarães Rafael1, Beatriz Sebben Ojeda1, Beatriz Regina Lara dos Santos1, Andréia da Silva Gustavo1, Paulo Márcio Pitrez1

J Bras Pneumol.2016;42(2):136-142

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Objetivo: Descrever a frequência de mitos populares e as características do tratamento em asma em crianças e adolescentes em uma amostra urbana no sul do Brasil. Métodos: Foi aplicado um questionário específico, contendo perguntas sobre entendimento da doença, controle da asma e características do tratamento a pais/responsáveis de escolares da rede pública (8-16 anos de idade) com diagnóstico de asma (n = 127) e de controles saudáveis (n = 124). Resultados: Participaram do estudo 251 pais/responsáveis, com predomínio de mães como acompanhantes dos escolares (n = 127; 68,5%) e de etnia caucasiana (n = 130; 51,8%), com média de idade de 38,47 ± 12,07 anos. Sobre os mitos, 37 (29,1%) dos participantes do grupo asma e 26 (21,0%) dos do grupo controle relataram possuir receio de utilizar medicamentos para asma, e 61 (48%) e 56 (45,2%), respectivamente, acreditam que os inaladores pressurizados podem levar a dependência ao fármaco. No entanto, apenas 17 (13,4%) dos participantes do grupo asma e 17 (13,7%) dos do grupo controle relataram ter receio de utilizar corticoide oral. A ausência de controle da asma foi detectada em 55 (43,3%) dos escolares no grupo asma, apenas 41 (32,3%) possuíam uma receita ou um plano por escrito de como tratar da asma e 38 (29,9%) fazia uso contínuo de medicamentos para a doença. Conclusões: A presença de mitos populares sobre o tratamento da asma, a falta de controle da doença e seu manejo inadequado mostraram ser elevados nesta amostra. Nossos achados apontam para a necessidade de novos estudos nesse campo em países em desenvolvimento e de uma avaliação dos programas de manejo da asma pediátrica na saúde pública.

 


Palavras-chave: Asma/terapia; Asma/prevenção & controle; Saúde da criança.

 

Comunicação Breve

12 - Influência da idade e do gênero no perfil de compostos orgânicos voláteis exalados analisados por nariz eletrônico

Influence of age and gender on the profile of exhaled volatile organic compounds analyzed by an electronic nose

Miriane Lilian Barboza1, Alan Carlos Brisola Barbosa1, Giovanna Domingues Spina1, Evandro Fornias Sperandio1, Rodolfo Leite Arantes2, Antonio Ricardo de Toledo Gagliardi2, Marcello Romiti2, Victor Zuniga Dourado1

J Bras Pneumol.2016;42(2):143-145

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Objetivo: Determinar se há associações entre o nível de atividade física na vida diária (AFVD) e a função pulmonar em tabagistas adultos. Métodos: Foram selecionados 62 tabagistas adultos de um estudo epidemiológico, realizado na cidade de Santos (SP). Os participantes realizaram o teste de espirometria forçada para a avaliação da função pulmonar. O nível de AFVD foi avaliado pelo Questionário Internacional de Atividade Física e por acelerometria triaxial (aparelho utilizado por sete dias). O nível mínimo de AFVD, em termos de quantidade e intensidade, foi definido como 150 min/semana de atividade física moderada a vigorosa durante o monitoramento. As correlações entre as variáveis estudadas foram avaliadas pelo coeficiente de correlação de Pearson ou de Spearman conforme a distribuição das variáveis. A influência de AFVD nas variáveis espirométricas foi avaliada por meio de análise de regressão múltipla linear. O nível de significância foi estipulado em 5%. Resultados: Quando avaliados todos os preditores corrigidos para fatores de confusão e utilizando dados da função pulmonar como variáveis de desfecho, não foram observadas associações significativas entre a inatividade física avaliada por acelerometria e os índices espirométricos. As análises mostraram valores inferiores da CVF em participantes com hipertensão arterial e da relação VEF1/CVF nos participantes com diabetes mellitus. Os participantes obesos e os dislipidêmicos apresentaram valores inferiores de CVF e VEF1. Conclusões: Nossos resultados sugerem que a inatividade física apresenta associação pouco consistente com a função pulmonar de tabagistas adultos. A carga tabágica, assim como comorbidades cardiovasculares e metabólicas, deveriam ser priorizadas em estratégias preventivas da DPOC.

 


Palavras-chave: Hábito de fumar; Testes de função respiratória; Atividade motora; Acelerometria.

 

Artigo de Revisão

13 - Os novos anticoagulantes no tratamento do tromboembolismo venoso

New anticoagulants for the treatment of venous thromboembolism

Caio Julio Cesar dos Santos Fernandes1, José Leonidas Alves Júnior1, Francisca Gavilanes1, Luis Felipe Prada1, Luciana Kato Morinaga1, Rogerio Souza1

J Bras Pneumol.2016;42(2):146-154

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O tromboembolismo venoso (TEV) está entre as principais causas de morte por doenças cardiovasculares no mundo, atrás apenas do infarto agudo do miocárdio e do acidente vascular cerebral. O TEV possui espectro de apresentação que vai desde a trombose venosa profunda até o tromboembolismo pulmonar agudo, de acordo com gravidade crescente de acometimento, sendo seu tratamento baseado na anticoagulação plena dos pacientes. Há muitas décadas, sabe-se que a anticoagulação interfere diretamente na mortalidade associada ao TEV. Até o início deste século a terapia anticoagulante se baseava no uso de heparina, em suas formas não fracionada ou de baixo peso molecular, e de antagonistas da vitamina K, principalmente a varfarina. Ao longo das últimas décadas, foram desenvolvidos novas classes de medicamentos anticoagulantes, inibidores do fator Xa e inibidores diretos da trombina, que mudaram significativamente o arsenal terapêutico do TEV, em função de suas características de eficácia e segurança em relação ao tratamento convencional, sendo o foco principal de esta revisão avaliar seu papel neste contexto clínico.

 


Palavras-chave: Coagulação sanguínea; Tromboembolia venosa\terapia; Tromboembolia venosa\prevenção & controle.

 

Cartas ao Editor

14 - Termoplastia brônquica em paciente com asma de difícil controle

Bronchial thermoplasty in a patient with difficult-to-control asthma

Adalberto Rubin1,2, Suzana Zelmanovitz1, Manuela Cavalcanti1, Fernanda Spilimbergo1, Paulo Goldenfum1, José Felicetti3, Paulo Cardoso4

J Bras Pneumol.2016;42(2):155-156

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Imagens em Pneumologia

15 - TCAR em doenças pulmonares intersticiais relacionadas ao tabagismo: uma superposição caleidoscópica de padrões

HRCT in smoking-related interstitial lung diseases: a kaleidoscopic overlap of patterns

Gaetano Rea1, Tullio Valente1, Edson Marchiori2,3

J Bras Pneumol.2016;42(2):157

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Correspondência

16 - Avaliação pré-operatória de apneia obstrutiva do sono em doentes a serem submetidos à cirurgia bariátrica: limitações do laboratório do sono

Pre-operative evaluation in obstructive sleep apnea patients undergoing bariatric surgery: sleep laboratory limitations

João Pedro Abreu Cravo1, Antonio Matias Esquinas2

J Bras Pneumol.2016;42(2):158

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Resposta do autor

17 - Resposta dos autores

Authors' reply

Ricardo Luiz de Menezes Duarte1,2, Flavio José Magalhães-da-Silveira1

J Bras Pneumol.2016;42(2):159

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Correspondência

18 - Carta aberta às autoridades federais, estaduais e municipais do setor da saúde, aos Conselhos Estaduais de Saúde e ao Conselho Nacional dos Secretários Municipais de Saúde

Open letter to city, state, and federal health authorities, to State Health Councils, and to the National Council of Municipal Health Secretaries in Brazil

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J Bras Pneumol.2016;42(2):160

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Educação continuada: Imagem

19 - Espessamento de septos interlobulares

Interlobular septal thickening

Edson Marchiori1,2, Gláucia Zanetti2,3, Bruno Hochhegger4,5

J Bras Pneumol.2016;42(2):161

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Educação Continuada: Metodologia Científica

20 - Qual a importância do cálculo do tamanho amostral?

What is the importance of calculating sample size?

Cecilia Maria Patino1,2, Juliana Carvalho Ferreira1,3

J Bras Pneumol.2016;42(2):162

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Ano 2016 - Volume 42  - Número 3  (Maio/Junho)

App

Editorial

1 - Corticosteroides para prevenir lesão pulmonar induzida por ventilação mecânica?

Corticosteroids for the prevention of ventilator-induced lung injury?

Marcelo Alcantara Holanda1

J Bras Pneumol.2016;42(3):163

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Educação continuada: Imagem

2 - Nódulos múltiplos calcificados

Multiple calcified nodules

Edson Marchiori1,2, Gláucia Zanetti2,3, Bruno Hochhegger4,5

J Bras Pneumol.2016;42(3):164

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Educação Continuada: Metodologia Científica

3 - Escolhendo sabiamente entre ensaios clínicos randomizados e desenhos observacionais em estudos sobre intervenções

Choosing wisely between randomized controlled trials and observational designs in studies about interventions

Juliana Carvalho Ferreira1,2, Cecilia Maria Patino2,3

J Bras Pneumol.2016;42(3):165

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Artigo Original

4 - Pré-tratamento com dexametasona atenua a lesão pulmonar induzida por ventilação mecânica em modelo experimental

Pre-treatment with dexamethasone attenuates experimental ventilator-induced lung injury

Fernando Fonseca dos Reis1,2, Maycon de Moura Reboredo1,2, Leda Marília Fonseca Lucinda1,2, Aydra Mendes Almeida Bianchi1,2, Maria Aparecida Esteves Rabelo1, Lídia Maria Carneiro da Fonseca1,2, Júlio César Abreu de Oliveira1, Bruno Valle Pinheiro1,2

J Bras Pneumol.2016;42(3):166-173

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Objetivo: Avaliar os efeitos da administração de dexametasona antes da indução de lesão pulmonar induzida por ventilação mecânica (LPIVM) na evolução temporal dessa lesão. Métodos: Ratos Wistar foram alocados em um dos três grupos: administração de dexametasona pré-LPIVM (grupo dexametasona); administração de salina pré-LPIVM (grupo controle); e somente ventilação (grupo sham). A LPIVM foi realizada por ventilação com volume corrente alto. Os animais dos grupos dexametasona e controle foram sacrificados em 0, 4, 24 e 168 h após LPIVM. Analisamos gasometria arterial, edema pulmonar, contagens de células (totais e diferenciais) no lavado broncoalveolar e histologia de tecido pulmonar. Resultados: Em 0, 4 e 24 h após LPIVM, os escores de lesão pulmonar aguda (LPA) foram maiores no grupo controle que no grupo sham (p < 0,05). A administração de dexametasona antes da LPIVM reduziu a gravidade da lesão pulmonar. Em 4 e 24 h após a indução, o escore de LPA no grupo dexametasona não foi significativamente diferente daquele observado no grupo sham e foi menor que o observado no grupo controle (p < 0,05). As contagens de neutrófilos no lavado broncoalveolar estavam aumentadas nos grupos controle e dexametasona, com pico em 4 h após LPIVM (p < 0,05). Entretanto, as contagens de neutrófilos foram menores no grupo dexametasona que no grupo controle em 4 e 24 h após LPIVM (p < 0,05). O pré-tratamento com dexametasona também impediu o comprometimento da oxigenação após a indução visto no grupo controle. Conclusões: A administração de dexametasona antes de LPIVM atenua os efeitos da lesão em ratos Wistar. Os mecanismos moleculares dessa lesão e o possível papel clínico dos corticosteroides na LPIVM ainda precisam ser elucidados.

 


Palavras-chave: Lesão pulmonar induzida por ventilação mecânica; Dexametasona; Síndrome do desconforto respiratório do adulto.

 

5 - Avaliação da resposta ao broncodilatador em pacientes pediátricos com bronquiolite obliterante pós-infecciosa: uso de diferentes critérios de identificação de reversibilidade das vias aéreas

Evaluating bronchodilator response in pediatric patients with post-infectious bronchiolitis obliterans: use of different criteria for identifying airway reversibility

Rita Mattiello1, Paula Cristina Vidal2, Edgar Enrique Sarria3, Paulo Márcio Pitrez1, Renato Tetelbom Stein1, Helena Teresinha Mocelin4, Gilberto Bueno Fischer4, Marcus Herbert Jones1, Leonardo Araújo Pinto1

J Bras Pneumol.2016;42(3):174-178

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Objetivo: A bronquiolite obliterante pós-infecciosa (BOPI) é uma entidade clínica que tem sido classificada como obstrução fixa e constritiva do lúmen por tecido fibrótico. Entretanto, estudos recentes utilizando oscilometria de impulso relataram resposta ao broncodilatador em pacientes com BOPI. O objetivo deste estudo foi avaliar a resposta broncodilatadora em pacientes pediátricos com BOPI, comparando critérios diferentes para a definição da resposta. Métodos: Foram avaliados pacientes pediátricos com diagnóstico de BOPI tratados em um de dois ambulatórios de pneumologia pediátrica na cidade de Porto Alegre (RS). Parâmetros espirométricos foram medidos de acordo com recomendações internacionais. Resultados: Foram incluídos 72 pacientes pediátricos com BOPI no estudo. As médias dos valores pré- e pós-broncodilatador foram claramente inferiores aos valores de referência para todos os parâmetros, especialmente FEF25-75%. Houve uma melhora pós-broncodilatador. Quando medidos como aumentos percentuais médios, VEF1 e FEF25-75% melhoraram em 11% e 20%, respectivamente. Entretanto, quando os valores absolutos foram calculados, as médias de VEF1 e FEF25-75% aumentaram somente em 0,1 l. Verificamos que a idade da agressão viral, história familiar de asma e alergia não tiveram efeitos significativos na resposta ao broncodilatador. Conclusões: Pacientes pediátricos com BOPI têm uma obstrução das vias aéreas periféricas que responde ao tratamento, mas não uma reversão completa com o broncodilatador. O conceito de BOPI como obstrução fixa e irreversível parece não se aplicar a essa população. Nossos dados sugerem que a obstrução de vias aéreas em pacientes com BOPI é variável, e esse achado pode ter importantes implicações clínicas.

 


Palavras-chave: Bronquiolite obliterante; Infecção/complicações; Obstrução das vias respiratórias; Broncodilatadores.

 

6 - Fatores de risco de doença cardiovascular em pacientes com DPOC: DPOC leve/moderada versus DPOC grave/muito grave

Risk factors for cardiovascular disease in patients with COPD: mild-to-moderate COPD versus severe-to-very severe COPD

Laura Miranda de Oliveira Caram1, Renata Ferrari1, Cristiane Roberta Naves1, Liana Sousa Coelho1, Simone Alves do Vale1, Suzana Erico Tanni1, Irma Godoy1

J Bras Pneumol.2016;42(3):179-184

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Objetivo: Avaliar e comparar a prevalência de comorbidades e de fatores de risco de doença cardiovascular (DCV) em pacientes com DPOC de acordo com a gravidade da doença. Métodos: O estudo incluiu 25 pacientes com DPOC leve/moderada (homens: 68%; média de idade: 65 ± 8 anos; média de VEF1: 73 ± 15% do previsto) e 25 com DPOC grave/muito grave (homens: 56%; média de idade: 69 ± 9 anos; média de VEF1, 40 ± 18% do previsto). As comorbidades foram registradas com base nos dados dos prontuários médicos e avaliações clínicas. O índice de comorbidades de Charlson foi calculado, e a pontuação na Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS) foi determinada. Resultados: Dos 50 pacientes avaliados, 38 (76%) receberam diagnóstico de pelo menos uma comorbidade, sendo que 21 (42%) receberam diagnóstico de pelo menos uma DCV. Vinte e quatro pacientes (48%) apresentavam mais de uma DCV. Dezoito pacientes (36%) eram fumantes, 10 (20%) tinham depressão, 7 (14%) apresentavam dislipidemia, e 7 (14%) tinham diabetes mellitus. Tabagismo atual, depressão e dislipidemia foram mais prevalentes nos pacientes com DPOC leve/moderada que naqueles com DPOC grave/muito grave (p < 0,001, p = 0,008 e p = 0,02, respectivamente). A prevalência de pressão arterial elevada, diabetes mellitus, alcoolismo, doença isquêmica do coração e insuficiência cardíaca crônica foi semelhante nos dois grupos. O índice de comorbidades de Charlson e a pontuação na HADS não diferiram entre os grupos. Conclusões: Comorbidades são muito prevalentes na DPOC, independentemente da gravidade da doença. Certos fatores de risco de DCV, eles próprios considerados doenças (incluindo tabagismo, dislipidemia e depressão), parecem ser mais prevalentes nos pacientes com DPOC leve/moderada.

 


Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica; Espirometria; Doenças cardiovasculares; Fatores de risco.

 

7 - Lobectomia pulmonar robótica para tratamento do câncer de pulmão e de metástases pulmonares: implantação do programa e experiência inicial

Robotic pulmonary lobectomy for lung cancer treatment: program implementation and initial experience

Ricardo Mingarini Terra1, Pedro Henrique Xavier Nabuco de Araujo2, Leticia Leone Lauricella2, José Ribas Milanez de Campos1, Herbert Felix Costa2, Paulo Manuel Pego-Fernandes1

J Bras Pneumol.2016;42(3):185-190

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Objetivo: Descrever a implantação de um programa de cirurgia torácica robótica em um hospital terciário público universitário e analisar seus resultados iniciais. Métodos: Este estudo é uma análise interina planejada de um ensaio clínico aleatorizado cujo objetivo é comparar resultados da lobectomia pulmonar por videotoracoscopia com a robótica. O programa de cirurgia robótica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, localizado na cidade de São Paulo (SP), foi uma iniciativa multidisciplinar que envolveu diversas especialidades cirúrgicas e equipes de anestesia, enfermagem e engenharia clínica. Nesta análise, avaliamos os pacientes incluídos no braço lobectomia robótica durante os primeiros três meses do estudo (de abril a junho de 2015). Resultados: Dez pacientes foram incluídos nesta análise. Eram oito mulheres e dois homens. A média de idade foi de 65,1 anos. Todos apresentavam tumores periféricos. Foram realizadas lobectomia superior direita, em quatro pacientes; lobectomia inferior direita, em quatro; e lobectomia superior esquerda, em dois. Os tempos cirúrgicos variaram bastante (variação, 135-435 min). Não foi necessária a conversão para técnica aberta ou videotoracoscópica em nenhum paciente. Não foram observadas complicações intraoperatórias. Apenas o primeiro paciente foi encaminhado à UTI no pós-operatório. Não houve mortalidade nem reinternações em 30 dias após a alta. A única complicação pós-operatória observada foi dor torácica (grau 3), em dois pacientes. O exame anatomopatológico revelou a ressecção completa do tumor em todos os casos. Conclusões: A implantação de um programa de cirurgia torácica robótica, quando há integração e treinamento adequado de todas as equipes envolvidas, é factível e pode reduzir a morbidade e a mortalidade.

 


Palavras-chave: Pneumonectomia; Procedimentos cirúrgicos robóticos; Cirurgia torácica; Procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos; Neoplasias pulmonares.

 

8 - Procedimentos diagnósticos broncoscópicos e exames microbiológicos para a confirmação de tuberculose endobrônquica

Bronchoscopic diagnostic procedures and microbiological examinations in proving endobronchial tuberculosis

Abdullah Şimşek1 , İlhami Yapıcı1 , Mesiha Babalık1 , Zekiye Şimşek2 , Mustafa Kolsuz1

J Bras Pneumol.2016;42(3):191-195

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Objetivo: Determinar a distribuição proporcional dos subtipos de tuberculose endobrônquica (TBEB) e avaliar os tipos de procedimentos diagnósticos broncoscópicos que podem revelar inflamação granulomatosa. Métodos: Este foi um estudo retrospectivo com 18 pacientes HIV negativos com TBEB comprovada por biópsia tratados entre 2010 e 2014. Resultados: Os subtipos mais comuns de TBEB, classificados pelas características na broncoscopia, foram tumoral e granular (em 22,2% para ambas) A baciloscopia de escarro foi realizada em 11 pacientes e foi positiva para BAAR em 4 (36,3%). A cultura de escarro também foi realizada em 11 pacientes e foi positiva para Mycobacterium tuberculosis em 10 (90,9%). A baciloscopia do LBA foi realizada em 16 pacientes e foi positiva para BAAR em 10 (62,5%). A cultura do LBA foi também realizada em 16 pacientes e foi positiva para o M. tuberculosis em 15 (93,7%). A cultura do LBA foi positiva para M. tuberculosis em 93,7% dos 16 pacientes testados. Nos 18 pacientes com TBEB, a presença de inflamação granulomatosa foi comprovada pelos seguintes procedimentos diagnósticos broncoscópicos: biópsia da mucosa brônquica, em 8 (44,4%); escovação brônquica, em 7 (38,8%); punção aspirativa por agulha fina, em 2 (11,1%); e LBA, em 2 (11,1%). Antracose/fibrose brônquica foi observada em 5 (27,7%) dos 18 casos avaliados. Conclusões: Em nossa amostra de pacientes com TBEB, os subtipos mais comuns foram o tumoral e o granular. Recomendamos que amostras de escarro e do LBA sejam avaliadas por baciloscopia para BAAR e cultura de M. tuberculosis, o que poderia aumentar as taxas de diagnóstico precoce de TBEB. Também recomendamos que a escovação brônquica seja empregada em conjunto com outros procedimentos diagnósticos broncoscópicos em pacientes com suspeita de TBEB.

 


Palavras-chave: Tuberculose pulmonar; Mycobacterium tuberculosis; Técnicas e procedimentos diagnósticos; Broncoscopia.

 

9 - Viabilidade do teste de velocidade de marcha em idosos hospitalizados

Viability of gait speed test in hospitalized elderly patients

Bruno Prata Martinez1,2, Anne Karine Menezes Santos Batista3, Isis Resende Ramos3, Júlio Cesar Dantas3, Isabela Barboza Gomes3, Luiz Alberto Forgiarini Jr4, Fernanda Rosa Warken Camelier1, Aquiles Assunção Camelier1,5

J Bras Pneumol.2016;42(3):196-202

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Objetivo: O teste de velocidade de marcha (TVM) é um teste físico que pode predizer quedas e auxiliar no diagnóstico de sarcopenia em idosos da comunidade. Entretanto, pelo que sabemos, não há estudos que avaliaram sua reprodutibilidade em idosos hospitalizados. O objetivo deste estudo foi avaliar a segurança e a reprodutibilidade do TVM de seis metros (TVM6) em idosos hospitalizados. Métodos: Estudo com medidas repetidas envolvendo idosos hospitalizados (idade ≥ 60 anos) que realizaram o TVM6 até o quinto dia de hospitalização, sendo capazes de andar sem auxílio e não apresentando dispneia ou dor que os incapacitasse para a realização dos testes. O TVM6 foi realizado sequencialmente três vezes, com período de descanso, em um corredor plano, e a velocidade de marcha foi calculada em metros/segundo. A reprodutibilidade foi avaliada pela comparação das médias, coeficientes de correlação intraclasse (CCI) e disposições gráficas de Bland-Altman. Resultados: Foram avaliados 110 idosos avaliados com um total de 330 testes. Todos os participantes completaram todos os testes. As comparações entre as velocidades obtidas nos três testes realizados indicaram CCIs elevados e viés médio baixo pela disposição gráfica de Bland-Altman. Em relação à maior velocidade aferida, a correlação e a precisão foram maiores quando comparadas à obtida no terceiro teste (1,26 ± 0,44 m/s vs. 1,22 ± 0,44 m/s; CCI = 0,99; p = 0,001; viés médio = 0,04; e limites de concordância = −0,27 a 0,15). Conclusões: O TVM6 mostrou-se seguro e teve boa reprodutibilidade nessa amostra de idosos hospitalizados. A terceira aferição parece corresponder à velocidade máxima, já que duas primeiras subestimaram o desempenho real.

 


Palavras-chave: Avaliação da deficiência; Reprodutibilidade dos testes; Hospitalização; Limitação da mobilidade; Saúde do idoso.

 

10 - Utilidade da avaliação de bactérias revestidas por anticorpos em aspirados traqueais para o diagnóstico de pneumonia associada à ventilação mecânica: um estudo caso-controle

The value of antibody-coated bacteria in tracheal aspirates for the diagnosis of ventilator-associated pneumonia: a case-control study

Otavio Tavares Ranzani1, Daniel Neves Forte2, Antonio Carlos Forte3, Igor Mimica3, Wilma Carvalho Neves Forte3

J Bras Pneumol.2016;42(3):203-210

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Objetivo: A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM) é o principal tipo de infecção adquirida no ambiente hospitalar em pacientes em UTIs. O diagnóstico de PAVM é desafiador, principalmente devido a limitações dos métodos diagnósticos disponíveis. O objetivo deste estudo foi determinar se a avaliação de bactérias revestidas por anticorpos (BRA) pode melhorar a especificidade de culturas de aspirado traqueal (AT) no diagnóstico de PAVM. Métodos: Estudo diagnóstico caso-controle envolvendo 45 pacientes sob ventilação mecânica. Amostras de AT foram obtidas de pacientes com e sem PAVM (casos e controles, respectivamente), e verificamos o número de bactérias revestidas com anticorpos monoclonais conjugados com FITC (IgA, IgM ou IgG) ou anticorpo polivalente conjugado com FITC. Utilizando microscopia de imunofluorescência, foi determinada a proporção de BRA em um número fixo de 80 bactérias. Resultados: A mediana das proporções de BRA foi significativamente maior nos casos (n = 22) que nos controles (n = 23) - IgA (60,6% vs. 22,5%), IgM (42,5% vs. 12,5%), IgG (50,6% vs. 17,5%) e polivalente (75,6% vs. 33,8%) - p < 0,001 para todos. A acurácia dos melhores pontos de corte para o diagnostico de PAVM em relação aos BRA monoclonais e polivalentes foi > 95,0% e > 93,3%, respectivamente. Conclusões: O número de BRA em amostras de AT foi maior nos casos que nos controles. Nossos achados indicam que a avaliação de BRA no AT é uma ferramenta promissora para aumentar a especificidade do diagnóstico de PAVM. A técnica pode ser custo-efetiva e, portanto, útil em locais com poucos recursos, com as vantagens de minimizar resultados falso-positivos e evitar o tratamento excessivo.

 


Palavras-chave: Pneumonia associada à ventilação mecânica/diagnóstico; Imuno-histoquímica; Imunofluorescência; Anticorpos antibacterianos; Traqueia/microbiologia; Unidades de terapia intensiva.

 

Comunicação Breve

11 - Análise da estabilidade da expressão de genes de referência no ventrículo cardíaco esquerdo de ratos submetidos à hipóxia intermitente crônica

Analysis of the stability of housekeeping gene expression in the left cardiac ventricle of rats submitted to chronic intermittent hypoxia

Guilherme Silva Julian1, Renato Watanabe de Oliveira1, Sergio Tufik1, Jair Ribeiro Chagas1,2

J Bras Pneumol.2016;42(3):211-214

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A apneia obstrutiva do sono (AOS) tem sido associada ao estresse oxidativo e a várias consequências cardiovasculares, tais como risco aumentado de doença cardiovascular. A PCR quantitativa em tempo real é frequentemente empregada para avaliar alterações na expressão gênica em modelos experimentais. Neste estudo, analisamos os efeitos da hipóxia intermitente crônica (um modelo experimental de AOS) na expressão de genes de referência no ventrículo cardíaco esquerdo de ratos. Análises a partir de quatro abordagens - uso dos algoritmos geNorm, BestKeeper e NormFinder e análise de dados 2−ΔCt (ciclo limiar) - produziram resultados semelhantes: todos os genes mostraram-se adequados para uso, sendo que gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase e 18S foram classificados como o mais e o menos estável, respectivamente. A utilização de mais de um gene de referência é altamente recomendada.

 


Palavras-chave: Hipóxia celular; Padrões de referência; Apneia do sono tipo obstrutiva; Doenças cardiovasculares; Modelos animais; Reação em cadeia da polimerase.

 

Artigo Especial

12 - Ressecção pulmonar anatômica por videotoracoscopia: experiência brasileira (VATS Brasil)

Anatomic pulmonary resection by video-assisted thoracoscopy: the Brazilian experience (VATS Brazil study)

Ricardo Mingarini Terra1, Thamara Kazantzis1, Darcy Ribeiro Pinto-Filho2, Spencer Marcantonio Camargo3, Francisco Martins-Neto4,5, Anderson Nassar Guimarães6, Carlos Alberto Araújo7, Luis Carlos Losso8, Mario Claudio Ghefter9, Nuno Ferreira de Lima10, Antero Gomes-Neto5, Flávio Brito-Filho10, Rui Haddad11, Maurício Guidi Saueressig12, Alexandre Marcelo Rodrigues Lima13, Rafael Pontes de Siqueira5, Astunaldo Júnior de Macedo e Pinho14, Fernando Vannucci15

J Bras Pneumol.2016;42(3):215-221

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Objetivo: O objetivo deste estudo foi descrever os resultados de ressecções pulmonares anatômicas por videotoracoscopia no Brasil. Métodos: Cirurgiões torácicos (membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica) foram convidados, por correio eletrônico, a participar do estudo. Dezoito cirurgiões participaram do projeto enviando seus bancos de dados retrospectivos referentes a ressecções anatômicas de pulmão por videotoracoscopia. Dados demográficos, cirúrgicos e pós-operatórios foram coletados em um instrumento padronizado e posteriormente compilados e analisados. Resultados: Dados referentes a 786 pacientes foram encaminhados (média de 43,6 ressecções por cirurgião), sendo 137 excluídos por informações incompletas. Logo, 649 pacientes constituíram nossa população estudada. A média de idade dos pacientes foi de 61,7 anos, 295 eram homens (45,5%), e a maioria - 521 (89,8%) - foi submetida à cirurgia por neoplasia, mais frequentemente classificada como estádio IA. A mediana do tempo de drenagem pleural foi de 3 dias, e a do tempo de internação, 4 dias. Dos 649 procedimentos realizados, 598 (91,2%) foram lobectomias. A taxa de conversão para toracotomia foi de 4,6% (30 casos). Complicações pós-operatórias ocorreram em 124 pacientes (19,1%), sendo pneumonia, escape aéreo prolongado e atelectasia as mais frequentes. A mortalidade em 30 dias foi de 2,0%, tendo como preditores idade avançada e diabetes. Conclusões: A casuística brasileira mostra que as ressecções pulmonares por cirurgia torácica videoassistida são factíveis e seguras, além de comparáveis àquelas de registros internacionais.

 


Palavras-chave: Cirurgia torácica videoassistida; Toracoscopia; Pneumonectomia.

 

Ensaio Pictórico

13 - A etiologia do pneumotórax espontâneo primário

Etiology of primary spontaneous pneumothorax

Roberto de Menezes Lyra1,2

J Bras Pneumol.2016;42(3):222-226

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Com o advento da TCAR, o pneumotórax espontâneo primário passou a ser mais bem entendido e conduzido, pois sua etiologia pode ser atualmente identificada na maioria dos casos. O pneumotórax espontâneo primário tem como principal causa a rotura de uma pequena vesícula enfisematosa subpleural, denominada bleb ou de uma lesão enfisematosa parasseptal subpleural, denominada bulla. O objetivo deste ensaio pictórico foi melhorar o entendimento do pneumotórax espontâneo primário e propor uma descrição das principais lesões anatômicas encontradas durante a cirurgia.

 


Palavras-chave: Pneumotórax; Enfisema pulmonar; Tomografia computadorizada por raios X.

 

Imagens em Pneumologia

14 - Implicações de um brônquio traqueal em um paciente com timoma

Implications of a tracheal bronchus in a patient with thymoma

Luis Gorospe1, Ana Paz Valdebenito-Montecino2, Ana Patricia Ovejero-Díaz2

J Bras Pneumol.2016;42(3):227

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Relato de Caso

15 - Impacto do tratamento de longo prazo com corticosteroides e broncodilatadores inalatórios na função pulmonar em um paciente com bronquiolite obliterante pós-infecciosa

Impact of long-term treatment with inhaled corticosteroids and bronchodilators on lung function in a patient with post-infectious bronchiolitis obliterans

Cecilia Calabrese1, Nadia Corcione1, Gaetano Rea2, Francesco Stefanelli3, Ilernando Meoli3, Alessandro Vatrella4

J Bras Pneumol.2016;42(3):228-231

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A bronquiolite obliterante pós-infecciosa (BOPI) é uma doença das pequenas vias aéreas caracterizada por limitação fixa do fluxo aéreo. Portanto, os broncodilatadores e os corticosteroides inalatórios não são recomendados como opções de terapia de manutenção. Atualmente, o manejo da BOPI consiste apenas de um acompanhamento rigoroso dos pacientes afetados, visando à prevenção e ao tratamento precoce de infecções pulmonares. A incidência de BOPI tem aumentado na população pediátrica nos últimos anos. Os pacientes com BOPI caracterizam-se por um declínio progressivo da função pulmonar, associado a uma diminuição da capacidade funcional global. Relatamos aqui o caso de um homem relativamente jovem diagnosticado com BOPI, acompanhado por três anos. Após terapia de curto e de longo prazo com uma combinação de corticosteroide/β2-agonista de longa duração inalatórios, associada a um agente antimuscarínico de longa duração inalatório, o paciente apresentou uma melhora relevante da obstrução das vias aéreas, a qual fora irreversível durante o teste de broncodilatação. A função pulmonar do paciente piorou quando ele interrompeu a terapia inalatória tripla. Além disso, um programa de reabilitação pulmonar de três semanas significativamente melhorou seu desempenho físico.

 


Palavras-chave: Bronquiolite obliterante/terapia; Infecção/complicações; Antagonistas de receptores adrenérgicos beta 2/uso terapêutico; Administração por inalação; Anti-inflamatórios/uso terapêutico; Antagonistas muscarínicos/uso terapêutico; Pneumopatias/reabilitação.

 

Cartas ao Editor

16 - Sinal do halo invertido em infecções fúngicas invasivas

Reversed halo sign in invasive fungal infections

Edson Marchiori1, Bruno Hochhegger1, Gláucia Zanetti1

J Bras Pneumol.2016;42(3):232

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17 - Um velho fator de risco para DPOC: descanse em paz, 15%

An old risk factor for COPD: rest in peace, 15%

Paulo César Rodrigues Pinto Corrêa1,2

J Bras Pneumol.2016;42(3):233-234

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Correspondência

18 - Terapia inalatória em ventilação mecânica

Inhalation therapy in mechanical ventilation

Ângelo Roncalli Miranda Rocha1,2,3, Caio Henrique Veloso da Costa1

J Bras Pneumol.2016;42(3):235

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Resposta do autor

19 - Resposta dos autores

AUTHORS' REPLY

Juçara Gasparetto Maccari1,2, Cassiano Teixeira1,2,3

J Bras Pneumol.2016;42(3):236

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Ano 2016 - Volume 42  - Número 4  (Julho/Agosto)

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Editorial

1 - Eosinófilos na DPOC: por que devo me importar?

Eosinophils in COPD: why should I care?

Frederico Leon Arrabal Fernandes

J Bras Pneumol.2016;42(4):237-238

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Educação continuada: Imagem

2 - Massas conglomeradas

Conglomerate masses

Edson Marchiori, Bruno Hochhegger, Gláucia Zanetti

J Bras Pneumol.2016;42(4):239

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Educação Continuada: Metodologia Científica

3 - Teste de tendência: avaliando os efeitos dose-resposta em estudos de associação

Test for trend: evaluating dose-response effects in association studies

Cecilia Maria Patino, Juliana Carvalho Ferreira

J Bras Pneumol.2016;42(4):240

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Artigo Original

4 - Perfil inflamatório e imunológico em pacientes com DPOC: relação com a reversibilidade do VEF1

Inflammatory and immunological profiles in patients with COPD: relationship with FEV1 reversibility

Cleriston Farias Queiroz, Antonio Carlos Moreira Lemos, Maria de Lourdes Santana Bastos, Margarida Célia Lima Costa Neves, Aquiles Assunção Camelier, Natália Barbosa Carvalho, Edgar Marcelino de Carvalho

J Bras Pneumol.2016;42(4):241-274

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Objetivo: Determinar se a gravidade da DPOC se correlaciona com a contagem de células no escarro, atopia e asma. Métodos: Estudo transversal com 37 pacientes com DPOC e 22 indivíduos saudáveis com função pulmonar normal (controles). As contagens de células no escarro foram determinadas por microscopia após a centrifugação das amostras. Foram realizados testes cutâneos de puntura, e as citocinas séricas foram determinadas por ELISA. Resultados: Os pacientes foram estratificados pela resposta ao broncodilatador: o grupo de limitação ao fluxo aéreo não reversível (LFAnr) envolveu 24 pacientes sem alteração significativa do VEF1 pós-broncodilatador, e o grupo de limitação ao fluxo aéreo parcialmente reversível (LFApr) envolveu 13 pacientes com reversibilidade do VEF1 (aumento do VEF1 pós-broncodilatador ≥ 12%). A proporção de eosinófilos no escarro foi maior no grupo LFApr do que no LFAnr (p < 0,01), e houve uma correlação inversa entre a proporção de eosinófilos e VEF1 (p < 0,05). Entretanto, nenhum dos pacientes apresentou histórico de asma e os resultados dos testes cutâneos não diferiram entre os dois grupos. Nas amostras de escarro dos pacientes, os neutrófilos predominaram. Os níveis séricos de TNF, IL-6, IL-8 e RANTES (CCL5) foram maiores nos pacientes que nos controles (p < 0,001), mas não diferiram entre os dois grupos de pacientes. Conclusões: Pacientes com DPOC e reversibilidade parcial do VEF1 parecem apresentar maiores contagens de eosinófilos no escarro e maior hiper-responsividade das vias aéreas que aqueles sem reversibilidade do VEF1. Entretanto, a gravidade da DPOC não se correlacionou com atopia ou perfil das citocinas.

 


Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica; Citocinas; Quimiocinas; Eosinófilos; Escarro/citologia; Volume expiratório forçado.

 

5 - Ecobroncoscopia radial para o diagnóstico de lesões pulmonares periféricas

Radial-probe EBUS for the diagnosis of peripheral pulmonary lesions

Marcia Jacomelli, Sergio Eduardo Demarzo, Paulo Francisco Guerreiro Cardoso, Addy Lidvina Mejia Palomino, Viviane Rossi Figueiredo

J Bras Pneumol.2016;42(4):248-253

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Objetivo: A broncoscopia convencional possui baixo rendimento diagnóstico para lesões pulmonares periféricas. A ecobroncoscopia radial (EBUS radial) emprega um transdutor ultrassonográfico rotatório na extremidade de uma sonda que é inserida no canal de trabalho do broncoscópio. O EBUS radial facilita a localização de nódulos pulmonares periféricos, aumentando assim o rendimento diagnóstico. O objetivo deste estudo foi apresentar nossa experiência inicial com o uso de EBUS radial para o diagnóstico de lesões pulmonares periféricas em um hospital terciário. Métodos: Foi realizada uma análise retrospectiva de 54 pacientes submetidos à broncoscopia guiada por EBUS radial para a investigação de nódulos ou massas pulmonares entre fevereiro de 2012 e setembro de 2013. O EBUS radial foi realizado com uma sonda flexível de 20 MHz, que foi inserida no canal de trabalho do broncoscópio até chegar à lesão-alvo. A fluoroscopia foi usada para localizar a lesão e realizar procedimentos de coleta (escovado brônquico, aspiração transbrônquica com agulha e biópsia transbrônquica). Resultados: O EBUS radial identificou 39 nódulos (média de diâmetro: 1,9 ± 0,7 cm) e 19 massas (média de diâmetro: 4,1 ± 0,9 cm). A sensibilidade global do EBUS radial foi de 66,7% (79,5% para as lesões visíveis pelo método e 25% para as lesões não visíveis pelo método). Nas lesões visíveis pelo método, a sensibilidade foi de 91,7% para massas e de 74,1% para nódulos. As complicações foram pneumotórax (3,7%) e sangramento brônquico controlado broncoscopicamente (9,3%). Conclusões: O EBUS radial apresenta bom perfil de segurança, baixo índice de complicações e alta sensibilidade para o diagnóstico de lesões pulmonares periféricas.

 


Palavras-chave: Técnicas de diagnóstico do sistema respiratório; Pulmão/ultrassonografia; Broncoscopia/métodos; Broncoscopia/instrumentação.

 

6 - Crescimento, função pulmonar e atividade física em escolares nascidos prematuros e com muito baixo peso

Growth, lung function, and physical activity in schoolchildren who were very-low-birth-weight preterm infants

Aline Dill Winck1,2, João Paulo Heinzmann-Filho3, Deise Schumann4, Helen Zatti4, Rita Mattiello3,5, Marcus Herbert Jones3,5, Renato Tetelbom Stein3,

J Bras Pneumol.2016;42(4):254-260

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Objetivo: Comparar o crescimento somático, a função pulmonar e o nível de atividade física entre escolares nascidos prematuros com muito baixo peso e escolares nascidos a termo e com peso adequado. Métodos: Foram recrutados escolares com idade de 8 a 11 anos residentes na mesma área de abrangência do estudo: prematuros e com peso < 1.500 g e controles (nascidos a termo e com peso ≥ 2.500 g). Foram obtidas medidas antropométricas e espirométricas e aplicado um questionário sobre a atividade física. Além disso, foram coletadas informações do período perinatal/neonatal dos recém-nascidos com muito baixo peso (RNMBP) de seus prontuários médicos. Resultados: Dos 93 escolares avaliados, 48 crianças no grupo RNMBP e 45 no grupo controle. Não houve diferenças significativas entre os grupos em relação às características antropométricas e nutricionais ou aos parâmetros de função pulmonar. Não foram encontradas associações entre as variáveis perinatais/neonatais e parâmetros da função pulmonar dos escolares no grupo RNMBP. Embora sem diferença significativa em relação aos níveis de atividade física, o grupo RNMBP apresentou uma tendência de ser mais ativo que o grupo controle. Conclusões: Nos escolares aqui estudados o crescimento e a função pulmonar parecem não ser afetados por prematuridade, peso ao nascimento ou nível de atividade física.

 


Palavras-chave: Nascimento prematuro; Peso ao nascer; Testes de função respiratória; Atividade motora; Pediatria.

 

7 - Falta de associação entre carga viral e gravidade da bronquiolite aguda em lactentes

Lack of association between viral load and severity of acute bronchiolitis in infants

Ana Paula Duarte de Souza, Lidiane Alves de Azeredo Leitão, Fernanda Luisi, Rodrigo Godinho Souza, Sandra Eugênia Coutinho, Jaqueline Ramos da Silva, Rita Mattiello, Paulo Márcio Condessa Pitrez, Renato Tetelbom Stein, Leonardo Araújo Pinto

J Bras Pneumol.2016;42(4):261-265

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Objetivo: Investigar a correlação entre a carga viral do vírus sincicial respiratório e o tempo de internação hospitalar em lactentes com episódios de sibilância aguda. Métodos: Este foi um estudo transversal de dois anos envolvendo lactentes de até 12 meses de idade com bronquiolite no momento da internação em um hospital terciário. Para a identificação dos vírus respiratórios foram coletadas secreções nasofaríngeas. As amostras foram analisadas (por todo o período do estudo) por imunofluorescência direta e (no segundo ano do estudo) por PCR quantitativa em tempo real para três vírus humanos (rinovírus, vírus sincicial respiratório e metapneumovírus). Resultados: Das 110 amostras avaliadas por imunofluorescência direta, 56 (50,9%) foram positivas para um único vírus, e 16 (14,5%) foram positivas para dois ou mais vírus. Nessas 72 amostras, o vírus mais prevalente foi o vírus sincicial respiratório, seguido por influenza. Das 56 amostras avaliadas por PCR quantitativa em tempo real, 24 (42,8%) foram positivas para um único vírus, e 1 (1,7%) foi positiva para dois vírus. Nessas 25 amostras, o vírus mais prevalente foi o vírus sincicial respiratório, seguido por rinovírus humano. A coinfecção não influenciou o tempo de internação ou outros desfechos. Além disso, não houve associação entre a carga viral de vírus sincicial respiratório e o tempo de internação. Conclusões: A coinfecção e a carga viral do vírus sincicial respiratório não parecem influenciar os desfechos em lactentes com bronquiolite aguda.

 


Palavras-chave: Bronquiolite; Coinfecção; Carga viral; Hospitalização; Vírus sincicial respiratório humano.

 

8 - Tradução e adaptação transcultural do questionário STOP-Bang para a língua portuguesa falada no Brasil

STOP-Bang questionnaire: translation to Portuguese and cross-cultural adaptation for use in Brazil

Lorena Barbosa de Moraes Fonseca, Erika Aparecida Silveira, Nathalia Meireles Lima, Marcelo Fouad Rabahi

J Bras Pneumol.2016;42(4):266-272

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Objetivo: Realizar a tradução e adaptação transcultural do questionário Snoring, Tiredness, Observed apnea, high blood Pressure, Body mass index, Age, Neck circumference, and Gender (STOP-Bang) para a língua portuguesa falada no Brasil, de forma a possibilitar sua aplicação como instrumento de triagem para o diagnóstico da apneia obstrutiva do sono. Métodos: Embasado nos princípios de boas práticas para a tradução e adaptação transcultural desses instrumentos, o protocolo incluiu os seguintes passos: obtenção de autorização da autora principal do questionário original; tradução, realizada por dois tradutores; reconciliação; tradução retrógrada realizada por dois professores de inglês procedentes de países de língua inglesa e fluentes na língua portuguesa; revisão da tradução retrógrada; harmonização; revisão e aprovação do questionário pela autora original; desdobramento cognitivo com 14 pacientes que responderam ao questionário; análise dos resultados; e revisão e preparação da versão final do instrumento pelo comitê revisor. Resultados: A versão final do questionário STOP-Bang traduzida para a língua portuguesa falada no Brasil apresentou uma média de clareza > 9 (em uma escala de 1-10) em todas as questões. O coeficiente alfa de Cronbach foi de 0,62, demonstrando a consistência interna do instrumento. As médias e desvios-padrão da idade, do índice de massa corpórea e da circunferência de pescoço dos pacientes foram de, respectivamente, 46,8 ± 11,2 anos, 43,7 ± 8,5 kg/m² e 41,3 ± 3,6 cm. Conclusões: O questionário STOP-Bang mostrou-se compreensível, claro e aplicável. Houve consistência na equivalência do questionário original com o traduzido e adaptado para uso no Brasil, podendo esse se tornar um instrumento de triagem amplamente utilizado para pacientes com suspeita de apneia obstrutiva do sono.

 


Palavras-chave: Apneia do sono tipo obstrutiva; Questionários; Traduções.

 

9 - Influência da insuficiência cardíaca nos volumes pulmonares de repouso em pacientes com DPOC

Influence of heart failure on resting lung volumes in patients with COPD

Aline Soares de Souza, Priscila Abreu Sperandio, Adriana Mazzuco, Maria Clara Alencar, Flávio Ferlin Arbex, Mayron Faria de Oliveira, Denis Eunan O'Donnell, José Alberto Neder

J Bras Pneumol.2016;42(4):273-278

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Objetivo: Avaliar a influência da insuficiência cardíaca crônica (ICC) nos volumes pulmonares de repouso em pacientes com DPOC, ou seja, fração inspiratória -capacidade inspiratória (CI)/CPT - e reserva inspiratória relativa - [1 − (volume pulmonar inspiratório final/CPT)]. Métodos: Após cuidadosa estabilização clínica, 56 pacientes com DPOC (24 alocados no grupo DPOC+ICC; 23 homens/1 mulher) e 32 (28 homens/4 mulheres) com DPOC isolada foram submetidos à espirometria forçada e lenta e pletismografia de corpo inteiro. Resultados: Os pacientes do grupo DPOC+ICC apresentaram maior VEF1, VEF1/CVF e VEF1/capacidade vital lenta; porém, todos os principais volumes "estáticos" - VR, capacidade residual funcional (CRF) e CPT - foram menores que aqueles do grupo DPOC (p < 0,05). A CRF diminuiu mais do que o VR, determinando assim menor volume de reserva expiratória no grupo DPOC+ICC que no grupo DPOC. Houve redução relativamente proporcional da CRF e da CPT nos dois grupos; logo, a CI também foi similar. Consequentemente, a fração inspiratória no grupo DPOC+ICC foi maior que no grupo DPOC (0,42 ± 0,10 vs. 0,36 ± 0,10; p < 0,05). Embora a razão volume corrente/CI fosse maior no grupo DPOC+ICC, a reserva inspiratória relativa foi notadamente similar entre os grupos (0,35 ± 0,09 vs. 0,44 ± 0,14; p < 0,05). Conclusões: Apesar dos efeitos restritivos da ICC, pacientes com DPOC+ICC apresentam elevações relativas dos limites inspiratórios (maior fração inspiratória). Entretanto, esses pacientes utilizam apenas parte desses limites, com o provável intuito de evitar reduções críticas da reserva inspiratória e maior trabalho elástico.

 


Palavras-chave: Testes de função respiratória; Doença pulmonar obstrutiva crônica; Insuficiência cardíaca; Espirometria.

 

10 - Avaliação da função pulmonar e sintomas respiratórios em trabalhadores da mineração de pirocloro

Evaluation of pulmonary function and respiratory symptoms in pyrochlore mine workers

Ritta de Cássia Canedo Oliveira Borges, José Cerqueira Barros Júnior, Fabrício Borges Oliveira, Marisa Andrade Brunherotti, Paulo Roberto Veiga Quemelo

J Bras Pneumol.2016;42(4):279-285

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Objetivo: Determinar a presença de sintomas respiratórios e avaliar a função pulmonar de trabalhadores da mineração. Métodos: Estudo observacional de caráter transversal realizado com trabalhadores do setor de produção de uma mineradora de pirocloro. Para avaliar os sintomas respiratórios, fatores de exposição ocupacional e tabagismo, foi aplicado o questionário de sintomas respiratórios British Medical Research Council, e a função pulmonar foi avaliada utilizando-se um espirômetro portátil. Resultados: Participaram do estudo 147 trabalhadores, todos do sexo masculino, com média de idade de 41,37 ± 8,71 anos e com tempo de exposição ocupacional de 12,26 ± 7,09 anos. Foi observado que 33 (22,44%) dos trabalhadores apresentaram sintomas respiratórios e que 26 (17,69%) dos trabalhadores apresentaram alguma alteração nos resultados espirométricos. Entretanto, os resultados espirométricos não se correlacionaram significativamente com sintomas respiratórios e tempo de exposição. Conclusões: As frequências de sintomas respiratórios e de alterações espirométricas apresentaram-se baixas quando comparadas às de estudos que envolviam exposição à poeira ocupacional. Não foram observadas associações significativas dos sintomas respiratórios com os valores espirométricos.

 


Palavras-chave: Espirometria; Mineração; Nióbio; Exposição ocupacional.

 

Comunicação Breve

11 - Transmissão recente de Mycobacterium tuberculosis resistentes aos antimicrobianos em população carcerária no sul do Brasil

Recent transmission of drug-resistant Mycobacterium tuberculosis in a prison population in southern Brazil

Ana Julia Reis, Simone Maria Martini de David, Luciana de Souza Nunes, Andreia Rosane de Moura Valim, Lia Gonçalves Possuelo

J Bras Pneumol.2016;42(4):286-289

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Estudo transversal, retrospectivo, com isolados de M. tuberculosis de pacientes de um presídio regional no sul do Brasil, caracterizado através de epidemiologia clássica e molecular. Entre janeiro de 2011 e agosto de 2014, 379 detentos foram submetidos a baciloscopia e cultura, sendo 53 (13,9%) diagnosticados com tuberculose ativa. Desses, 8 (22,9%) apresentavam tuberculose resistente a isoniazida. A genotipagem das cepas foi realizada por 15-locus mycobacterial interspersed repetitive units-variable number of tandem repeat analysis; 68,6% dos pacientes estavam distribuídos em cinco clusters, e 87,5% dos casos resistentes estavam em um mesmo cluster. Verificou-se uma frequência elevada de casos de resistência e alta taxa de transmissão recente. Estes dados sugerem a necessidade da implantação de um programa efetivo de controle da tuberculose no sistema prisional.

 


Palavras-chave: Tuberculose; Prisões; Epidemiologia molecular.

 

Artigo de Revisão

12 - Controle do tabagismo: desafios e conquistas

Smoking control: challenges and achievements

Luiz Carlos Corrêa da Silva, Alberto José de Araújo, Ângela Maria Dias de Queiroz, Maria da Penha Uchoa Sales, Maria Vera Cruz de Oliveira Castellano; Comissão de Tabagismo da SBPT

J Bras Pneumol.2016;42(4):290-298

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O tabagismo é o fator de risco mais prevenível e controlável em saúde e, por isso, precisa ter a máxima atenção e ser muito mais enfocado por todos os profissionais da saúde. O tabaco é um produto de alta rentabilidade pela sua grande produção e pelo elevado número de consumidores. As políticas de controle e os recursos terapêuticos para o tabagismo avançaram muito nos últimos anos e têm mostrado resultados altamente satisfatórios, particularmente no Brasil. Entretanto, ainda resta um longo caminho a ser percorrido para que se possa considerar o tabagismo como uma doença controlada sob o ponto de vista da saúde pública. Já se observam modificações do comportamento da sociedade com relação ao tabagismo, mas ainda em escala muito lenta, de modo que os pneumologistas têm nesse setor um campo muito promissor para atuar junto a seus pacientes e a população em geral. É preciso atuar com maior ímpeto em prol das políticas de saúde e das normas de convívio social que contribuem diretamente para melhorar a saúde e a vida. Nesse aspecto, os pneumologistas podem ter um papel de maior destaque na medida em que se envolvam com o tratamento dos fumantes, a aplicação da lei antifumo e as políticas de saúde relacionadas às doenças respiratórias.

 


Palavras-chave: Produtos do tabaco; Hábito de fumar; Política de saúde; Abandono do hábito de fumar; Pessoal de saúde.

 

Cartas ao Editor

13 - Perfil de resistência de cepas de Mycobacterium fortuitum isoladas de espécimes clínicos

Resistance profile of strains of Mycobacterium fortuitum isolated from clinical specimens

Debora Ribeiro de Souza Santos, Maria Cristina Silva Lourenço, Fábrice Santana Coelho, Fernanda Carvalho Queiroz Mello, Rafael Silva Duarte

J Bras Pneumol.2016;42(4):299-301

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14 - Manejo de cisto pericárdico no mediastino: uma abordagem com acesso único

Management of pericardial cyst in the mediastinum: a single-port approach

Dario Amore, Antonio Mazzella, Alessandro Izzo, Antonio Cennamo, Fabio Perrotta

J Bras Pneumol.2016;42(4):302-303

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15 - Nem toda obstrução fixa é DPOC

Not every irreversible airflow obstruction is COPD

José Baddini-Martinez

J Bras Pneumol.2016;42(4):304-305

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Correspondência

16 - Índice de respiração rápida e superficial como previsor de sucesso de desmame da ventilação mecânica: utilidade clínica quando mensurado a partir de dados do ventilador

The rapid shallow breathing index as a predictor of successful mechanical ventilation weaning: clinical utility when calculated from ventilator data

Luiz Alberto Forgiarini Junior1, Antonio M. Esquinas2

J Bras Pneumol.2016;42(4):306

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Ano 2016 - Volume 42  - Número 5  (Setembro/Outubro)

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Editorial

1 - Diagnóstico de deficiência de alfa-1 antitripsina: traz benefícios para a prevenção ou evolução do paciente com DPOC?

Diagnosing alpha-1 antitrypsin deficiency: does it prevent or improve the course of COPD?

Irma Godoy1

J Bras Pneumol.2016;42(5):307-308

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Educação continuada: Imagem

2 - Nódulo intracavitário

Intracavitary nodule

Edson Marchiori1,2, Bruno Hochhegger3,4, Gláucia Zanetti2,5

J Bras Pneumol.2016;42(5):309

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Educação Continuada: Metodologia Científica

3 - Randomização: mais do que o lançamento de uma moeda

Randomization: beyond tossing a coin

Juliana Carvalho Ferreira1,2, Cecilia Maria Patino1,3

J Bras Pneumol.2016;42(5):310

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Artigo Original

4 - Prevalência da deficiência de alfa-1 antitripsina e frequência alélica em pacientes com DPOC no Brasil

Prevalence of alpha-1 antitrypsin deficiency and allele frequency in patients with COPD in Brazil

Rodrigo Russo1,2, Laura Russo Zillmer1, Oliver Augusto Nascimento1, Beatriz Manzano1, Ivan Teruaki Ivanaga1, Leandro Fritscher3, Fernando Lundgren4, Marc Miravitlles5, Heicilainy Del Carlos Gondim6, Gildo Santos Junior7, Marcela Amorim Alves4, Maria Vera Oliveira8, Altay Alves Lino de Souza9, Maria Penha Uchoa Sales10, José Roberto Jardim1

J Bras Pneumol.2016;42(5):311-316

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Objetivo: Determinar a prevalência da deficiência de alfa 1-antitripsina (AAT), bem como a frequência alélica, em pacientes com DPOC no Brasil. Métodos: Estudo transversal com 926 pacientes com DPOC, com 40 anos ou mais, oriundos de cinco estados brasileiros. Todos os pacientes foram submetidos a dosagem de AAT em amostras de sangue seco por meio de nefelometria. Aqueles em que a concentração de AAT no sangue seco foi ≤ 2,64 mg/dl foram submetidos a dosagem sérica de AAT. Aqueles em que a concentração sérica de AAT foi < 113 mg/dl foram submetidos a genotipagem. Quando os resultados foram discrepantes, foi realizado o sequenciamento do gene SERPINA1. Dos 926 pacientes com DPOC estudados, 85 apresentaram concentração de AAT em sangue seco ≤ 2,64 mg/dl, e 24 (2,6% da amostra) apresentaram concentração sérica de AAT < 113 mg/dl. A distribuição genotípica nesse subgrupo de 24 pacientes foi a seguinte: PI*MS, em 3 (12,5%); PI*MZ, em 13 (54,2%); PI*SZ, em 1 (4,2%); PI*SS, em 1 (4,2%); e PI*ZZ, em 6 (25,0%). Na amostra estudada, a prevalência global da deficiência de AAT foi de 2,8% e a prevalência do genótipo PI*ZZ (deficiência grave de AAT) foi de 0,8%. Conclusões: A prevalência da deficiência de AAT em pacientes com DPOC no Brasil é semelhante àquela encontrada na maioria dos países e reforça a recomendação de que se deve medir a concentração de AAT em todos pacientes com DPOC.

 


Palavras-chave: Deficiência de alfa 1-antitripsina/epidemiologia; Doença pulmonar obstrutiva crônica/epidemiologia; Alelos; alfa 1-antitripsina.

 

5 - Fatores associados à sobrevida doença-específica em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas

Factors associated with disease-specific survival of patients with non-small cell lung cancer

Mirian Carvalho de Souza1, Oswaldo Gonçalves Cruz2, Ana Glória Godoi Vasconcelos3

J Bras Pneumol.2016;42(5):317-325

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Objetivo: O câncer de pulmão é um problema de saúde pública global e é associado a elevada mortalidade. Ele poderia ser evitado em grande parte com a redução da prevalência do tabagismo. O objetivo deste estudo foi analisar os efeitos de fatores sociais, comportamentais e clínicos sobre o tempo de sobrevida de pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas atendidos, entre 2000 e 2003, no Hospital do Câncer I do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, localizado na cidade do Rio de Janeiro. Métodos: Estudo retrospectivo de coorte hospitalar com 1.194 pacientes. As probabilidades de sobrevida doença-específica em 60 meses foram calculadas com o método de Kaplan-Meier para três grupos de estadiamento. A importância dos fatores estudados foi avaliada por um modelo teórico hierarquizado após o ajuste de modelos de regressão múltipla de Cox. Resultados: Foi estimada uma taxa de letalidade doença-específica em 60 meses de 86,0%. A probabilidade de sobrevida doença-específica em 60 meses variou de 25,0%, nos estádios iniciais, a 2,5%, no estádio IV. A situação funcional, a intenção e a modalidade do tratamento inicial foram os principais fatores prognósticos identificados na população estudada. Conclusões: As probabilidades de sobrevida doença-específica estimadas na amostra estudada foram muito baixas, e não foram identificados fatores que pudessem ser modificados após o diagnóstico visando uma melhora da sobrevida. A prevenção primária, como a redução da prevalência do tabagismo, ainda é a melhor forma de evitar que mais pessoas sofram as consequências do câncer de pulmão.

 


Palavras-chave: Neoplasias pulmonares/epidemiologia; Carcinoma pulmonar de células não pequenas; Análise de sobrevida.

 

6 - Pontos de corte da resposta ao broncodilatador e valores de referência para VEF0,75 em espirometria de pré-escolares

Bronchodilator response cut-off points and FEV0.75 reference values for spirometry in preschoolers

Edjane Figueiredo Burity1, Carlos Alberto de Castro Pereira2, Marcus Herbert Jones3, Larissa Bouwman Sayão4, Armèle Dornelas de Andrade4, Murilo Carlos Amorim de Britto1

J Bras Pneumol.2016;42(5):326-332

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Objetivo: Determinar os pontos de corte de resposta ao broncodilatador do VEF1, VEF0,75, VEF0,5 e FEF25-75% em crianças pré-escolares saudáveis e gerar valores de referência para o VEF0,75. Métodos: Foi realizado um estudo transversal de base comunitária em crianças de 3-5 anos de idade. Pré-escolares saudáveis foram selecionados por um questionário padronizado. Foi realizada espirometria antes e depois do uso de broncodilatador. Foram definidos os pontos de corte dessa resposta como o percentil 95 de variação em cada parâmetro. Resultados: Foram recrutadas 266 crianças, e 160 (60,0%) foram capazes de gerar manobras expiratórias aceitáveis e reprodutíveis antes e depois do uso de broncodilatador. As médias de idade e estatura dos participantes foram 57,78 ± 7,86 meses e 106,56 ± 6,43 cm, respectivamente. A taxa de sucesso para o VEF0,5 foi de 35%, 68% e 70%, respectivamente, nos participantes com 3, 4 e 5 anos de idade. O percentil 95 de variação percentual do valor previsto na resposta ao broncodilatador foram, respectivamente, de 11,6%, 16,0%, 8,5% e 35,5%, para VEF1, VEF0,75, VEF0,5 e FEF25-75%. Conclusões: Nossos resultados definiram pontos de corte de resposta ao broncodilatador para o VEF1, VEF0,75, VEF0,5 e FEF25-75 em crianças pré-escolares saudáveis. Adicionalmente, foram propostas equações de referência para o VEF0,75, separadas por sexo. Os achados deste estudo podem melhorar a avaliação fisiológica da função respiratória em pré-escolares.

 


Palavras-chave: Espirometria; Broncodilatadores; Valores de referência; Pré-escolar.

 

7 - Efeitos da inalação passiva da fumaça de cigarro em parâmetros estruturais e funcionais no sistema respiratório de cobaias

Effects of passive inhalation of cigarette smoke on structural and functional parameters in the respiratory system of guinea pigs

Thiago Brasileiro de Vasconcelos1, Fernanda Yvelize Ramos de Araújo1, João Paulo Melo de Pinho2, Pedro Marcos Gomes Soares1, Vasco Pinheiro Diógenes Bastos3

J Bras Pneumol.2016;42(5):333-340

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Objetivo: Investigar a correlação entre a carga viral do vírus sincicial respiratório e o tempo de internação hospitalar em lactentes com episódios de sibilância aguda. Métodos: Este foi um estudo transversal de dois anos envolvendo lactentes de até 12 meses de idade com bronquiolite no momento da internação em um hospital terciário. Para a identificação dos vírus respiratórios foram coletadas secreções nasofaríngeas. As amostras foram analisadas (por todo o período do estudo) por imunofluorescência direta e (no segundo ano do estudo) por PCR quantitativa em tempo real para três vírus humanos (rinovírus, vírus sincicial respiratório e metapneumovírus). Resultados: Das 110 amostras avaliadas por imunofluorescência direta, 56 (50,9%) foram positivas para um único vírus, e 16 (14,5%) foram positivas para dois ou mais vírus. Nessas 72 amostras, o vírus mais prevalente foi o vírus sincicial respiratório, seguido por influenza. Das 56 amostras avaliadas por PCR quantitativa em tempo real, 24 (42,8%) foram positivas para um único vírus, e 1 (1,7%) foi positiva para dois vírus. Nessas 25 amostras, o vírus mais prevalente foi o vírus sincicial respiratório, seguido por rinovírus humano. A coinfecção não influenciou o tempo de internação ou outros desfechos. Além disso, não houve associação entre a carga viral de vírus sincicial respiratório e o tempo de internação. Conclusões: A coinfecção e a carga viral do vírus sincicial respiratório não parecem influenciar os desfechos em lactentes com bronquiolite aguda.

 


Palavras-chave: Inflamação; Exposição por inalação; Poluição por fumaça de tabaco.

 

8 - Volumes pulmonares e resistência das vias aéreas em pacientes com possível padrão restritivo à espirometria

Lung volumes and airway resistance in patients with a possible restrictive pattern on spirometry

Kenia Schultz1,2, Luiz Carlos D'Aquino3, Maria Raquel Soares4, Andrea Gimenez5, Carlos Alberto de Castro Pereira4,5

J Bras Pneumol.2016;42(5):341-347

Resumo PDF PT PDF EN English Text Anexo

Objetivo: Muitos pacientes com redução proporcional de CVF e VEF1 na espirometria não têm CPT reduzida. O objetivo deste estudo foi avaliar o papel da medida dos volumes pulmonares e da resistência das vias aéreas para a classificação correta de pacientes com possível restrição à espirometria. Métodos: Estudo prospectivo de adultos com CVF e VEF1 reduzidos e relação VEF1/CV(F) na faixa prevista. Distúrbio ventilatório restritivo (DVR) foi definido por CPT < 5º percentil por pletismografia. Distúrbio ventilatório obstrutivo (DVO) foi caracterizado por resistência específica de vias aéreas elevada, resposta significativa do VEF1 pós-broncodilatador e/ou um FEF25-75% < 50% do previsto associado a uma relação VR/CPT elevada. Distúrbio ventilatório inespecífico (DVI) foi caracterizado por CPT na faixa prevista e ausência de obstrução. Distúrbio ventilatório combinado (DVC) foi caracterizado por CPT reduzida e achados indicativos de obstrução ao fluxo aéreo. Os diagnósticos clínicos foram baseados em suspeita clínica, um questionário respiratório e revisão de exames de interesse. Resultados: Foram incluídos 300 pacientes no estudo, dos quais 108 (36%) tiveram diagnóstico de DVR, enquanto 120 (40%) foram diagnosticados com DVO ou DVC e 72 (24%) com DVI. Destes últimos, 24 (33%) tinham diagnóstico clínico de DVO. Nesta amostra, 151 pacientes (50,3%) eram obesos, e isso se associou com todos os padrões de distúrbios funcionais. Conclusões: Medidas dos volumes pulmonares e da resistência das vias aéreas são frequentemente necessárias para a caracterização adequada do tipo de distúrbio funcional em casos com possível restrição à espirometria. A obstrução ao fluxo aéreo é comum nesses casos.

 


Palavras-chave: Espirometria; Resistência das vias respiratórias, Medidas de volume pulmonar.

 

9 - Prevalência da infecção latente por Mycobacterium tuberculosis em pessoas privadas de liberdade

Prevalence of latent Mycobacterium tuberculosis infection in prisoners

Pedro Daibert de Navarro1,2, Isabela Neves de Almeida1, Afrânio Lineu Kritski3, Maria das Graças Ceccato4, Mônica Maria Delgado Maciel1, Wânia da Silva Carvalho4, Silvana Spindola de Miranda5

J Bras Pneumol.2016;42(5):348-355

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Objetivo: Determinar a prevalência e os fatores associados à infecção latente por Mycobacterium tuberculosis (ILTB) em pessoas privadas de liberdade no Estado de Minas Gerais. Métodos: Estudo de coorte transversal realizado em duas penitenciárias em Minas Gerais. Foi realizada a prova tuberculínica nos indivíduos que aceitaram participar do estudo. Resultados: Foram selecionados 1.120 indivíduos para a pesquisa. A prevalência da ILTB foi de 25,2%. Na análise multivariada, a ILTB esteve associada com relato de contato com caso de tuberculose ativa dentro da penitenciária (OR ajustada = 1,51; IC95%: 1,05-2,18) e uso de drogas inaláveis (OR ajustada = 1,48; IC95%: 1,03-2,13). Foram identificados 131 pacientes sintomáticos respiratórios (11,7%). O teste anti-HIV foi realizado em 940 (83,9%) dos participantes, sendo positivo em 5 indivíduos (0,5%). Dois casos de tuberculose ativa foram identificados no período do estudo. Conclusões: A prevalência de ILTB dentro das penitenciárias estudadas foi alta. Além disso, a ILTB estava associada ao relato de contato com casos de tuberculose e ao uso de drogas inaláveis. Nossos achados demonstram que é necessária a melhoria das condições de encarceramento e a utilização de outras estratégias, como a triagem por radiografia de tórax, para a descoberta de casos de tuberculose e redução da infecção pelo M. tuberculosis no sistema penitenciário.

 


Palavras-chave: Prisões; Teste tuberculínico; Tuberculose latente; HIV.

 

10 - Anticorpos IgE específicos para superantígenos estafilocócicos: grau de sensibilização e associação com a gravidade da asma

Staphylococcal superantigen-specific IgE antibodies: degree of sensitization and association with severity of asthma

José Elabras Filho1,2, Fernanda Carvalho de Queiroz Mello2, Omar Lupi1,3, Blanca Elena Rios Gomes Bica1, José Angelo de Souza Papi1, Alfeu Tavares França1

J Bras Pneumol.2016;42(5):356-361

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Objetivo: Determinar a presença de anticorpos IgE específicos para superantígenos estafilocócicos e o grau de sensibilização mediada por esses, assim como se esses estão associados à gravidade da asma em pacientes adultos. Métodos: Estudo transversal incluindo asmáticos adultos em acompanhamento ambulatorial em um hospital universitário terciário no Rio de Janeiro (RJ). Os pacientes foram alocados consecutivamente em dois grupos de gravidade da asma segundo critérios da Global Initiative for Asthma: asma leve (AL), com asmáticos leves intermitentes ou persistentes, e asma moderada ou grave (AMG). Foram determinados os níveis séricos de anticorpos IgE antitoxinas estafilocócicas, e os resultados foram comparados por análise estatística. Resultados: Foram incluídos 142 pacientes no estudo: 72 no grupo AL (mediana de idade = 46 anos; 59 do sexo feminino) e 70 do grupo AMG (mediana de idade = 56 anos; 60 do sexo feminino). Na amostra geral, 62 pacientes (43,7%) apresentaram resultados positivos para dosagens de anticorpos IgE antitoxinas estafilocócicas: enterotoxina (TX) A, em 29 (20,4%); TXB, em 35 (24,6%); TXC, em 33 (23,2%); e toxic shock syndrome toxin (TSST), em 45 (31,7%). As médias das dosagens séricas de anticorpos IgE específicos anti-TXA, TXB, TXC e TSST foram, respectivamente, de 0,96 U/l, 1,09 U/l, 1,21 U/l, e 1,18 U/l. Não houve diferença estatisticamente significativa dos resultados qualitativos ou quantitativos entre os grupos. Conclusões: A presença de anticorpos IgE séricos anti-TXA, TXB, TXC e TSST, foi detectada em 43,7% nessa amostra de pacientes, mas não houve associação estatisticamente significativa entre seus resultados qualitativos ou quantitativos e gravidade clínica da asma.

 


Palavras-chave: Asma; Imunoglobulina E; Superantígenos; Toxinas bacterianas; Staphylococcus aureus.

 

11 - Travesseiro de gel com formato específico para o tratamento de apneia obstrutiva do sono com pressão positiva contínua nas vias aéreas

Gel pillow designed specifically for obstructive sleep apnea treatment with continuous positive airway pressure

Adriana Salvaggio1, Anna Lo Bue1, Serena Iacono Isidoro1, Salvatore Romano1, Oreste Marrone1, Giuseppe Insalaco1

J Bras Pneumol.2016;42(5):

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Objetivo: Determinar se o uso de um travesseiro de gel com recortes laterais para acomodar a máscara de continuous positive airway pressure (CPAP, pressão positiva contínua nas vias aéreas) e diminuir a temperatura em torno da cabeça melhora a eficácia do tratamento com auto-CPAP e a adesão dos pacientes ao tratamento. Métodos: Foram incluídos no estudo 23 pacientes consecutivos com apneia obstrutiva do sono que nunca haviam recebido tratamento com CPAP. Os pacientes receberam um aparelho de auto-CPAP com uma máscara apropriada e foram instruídos a usar CPAP durante 15 noites. Foram também instruídos a dormir com seu próprio travesseiro (o travesseiro controle) nas 5 primeiras noites e com um travesseiro de espuma ou um travesseiro de gel, ambos com recortes laterais, durante 5 noites consecutivas cada, em ordem aleatória. Depois da 15ª noite, os dados registrados nos aparelhos de auto-CPAP foram baixados e os pacientes determinaram seu grau de satisfação com cada travesseiro por meio de uma escala visual analógica. Resultados: Vinte e dois pacientes completaram o protocolo. Não houve diferenças entre os períodos durante os quais cada travesseiro foi usado quanto às pressões administradas, índice de apneia-hipopneia residual, vazamentos de ar e média de duração da CPAP. Os pacientes ficaram significativamente mais satisfeitos com o travesseiro de gel do que com o travesseiro controle e o travesseiro de espuma (p = 0,022 e p = 0,004, respectivamente), com correlação entre o grau de satisfação com o travesseiro de gel e a sonolência diurna excessiva (r2 = 0,19; p = 0,0443). Conclusões: Em pacientes com apneia obstrutiva do sono tratados com CPAP nasal, o uso de um travesseiro de gel com recortes laterais aparentemente não tem nenhum impacto na eficácia do tratamento. No entanto, esses pacientes aparentemente preferem um travesseiro de gel a outros tipos de travesseiros.

 


Palavras-chave: Sono; Pressão positiva contínua nas vias aéreas; Apneia do sono tipo obstrutiva; Máscaras.

 

12 - Efeitos do indacaterol versus tiotrópio na tolerância ao exercício em pacientes com DPOC moderada: estudo cruzado randomizado piloto

Effects of indacaterol versus tiotropium on exercise tolerance in patients with moderate COPD: a pilot randomized crossover study

Danilo Cortozi Berton1, Álvaro Huber dos Santos2, Ivo Bohn Jr.2, Rodrigo Quevedo de Lima2, Vanderléia Breda2, Paulo José Zimermann Teixeira2,3,4

J Bras Pneumol.2016;42(5):362-366

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Objetivo: Comparar um β2-agonista de longa duração administrado uma vez por dia (indacaterol 150 µg) a um anticolinérgico de longa duração administrado uma vez por dia (tiotrópio 5 µg) quanto a seus efeitos na resistência ao exercício (limite de tolerância, Tlim) em pacientes com DPOC moderada. Os desfechos secundários foram seus efeitos na hiperinsuflação pulmonar, na dispneia causada pelo exercício e na dispneia na vida diária. Métodos: Estudo piloto randomizado cruzado e simples cego com 20 pacientes (média de idade: 60,9 ± 10,0 anos; média do VEF1: 69 ± 7% do previsto). Parâmetros espirométricos, pontuação no Transition Dyspnea Index, Tlim e dispneia aos esforços foram comparados após três semanas de cada tratamento (com uma semana de intervalo entre os tratamentos). Resultados: Dezenove pacientes completaram o estudo - um foi excluído por causa de exacerbação da DPOC. A melhora no Tlim tendeu a ser maior com tiotrópio do que com indacaterol (96 ± 163 s vs. 8 ± 82 s; p = 0,06). Em comparação com os valores basais, o Tlim melhorou significativamente com tiotrópio (aumentando de 396 ± 319 s para 493 ± 347 s; p = 0,010), mas não com indacaterol (aumentando de 393 ± 246 para 401 ± 254 s; p = 0,678). Não houve diferença entre os tratamentos quanto à melhora na pontuação na escala de dispneia de Borg e na insuflação pulmonar no "isotempo" e no pico do exercício. Também não houve diferenças significativas entre os tratamentos quanto à pontuação no Transition Dyspnea Index (1,5 ± 2,1 vs. 0,9 ± 2,3; p = 0,39). Conclusões: Em pacientes com DPOC moderada, o tiotrópio tende a melhorar o Tlim em comparação com o indacaterol. Não houve diferenças significativas entre os tratamentos quanto a seus efeitos na insuflação pulmonar, na dispneia durante o exercício e na dispneia na vida diária. São necessários mais estudos, com um número maior de pacientes, para confirmar nossos achados e explorar explicações mecanicistas. (ClinicalTrials.gov identifier: NCT01693003 [http://www.clinicaltrials.gov/])

 


Keywords: Pulmonary disease, chronic obstructive; Exercise; Bronchodilator agents.

 

Artigo de Revisão

13 - Existe razão para reabilitação pulmonar após o tratamento quimioterápico bem-sucedido para tuberculose?

Is there a rationale for pulmonary rehabilitation following successful chemotherapy for tuberculosis?

Marcela Muñoz-Torrico1, Adrian Rendon2, Rosella Centis3, Lia D'Ambrosio3,4, Zhenia Fuentes5, Carlos Torres-Duque6, Fernanda Mello7, Margareth Dalcolmo8, Rogelio Pérez-Padilla9, Antonio Spanevello10,11, Giovanni Battista Migliori3

J Bras Pneumol.2016;42(5):367-373

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O papel da tuberculose como uma prioridade de saúde pública e a disponibilidade de ferramentas diagnósticas para avaliar o estado funcional (espirometria, pletismografia e DLCO), a gasometria arterial, a capacidade de realizar exercícios, as lesões (radiografia de tórax e TC) e a qualidade de vida justificam o esforço de se considerar o que deve ser feito quando os pacientes completam seu tratamento. Até onde sabemos, nenhuma revisão avaliou esse tópico de forma abrangente. Nosso objetivo foi revisar as evidências disponíveis e obter algumas conclusões sobre o futuro papel da fase de "tratamento pós-tuberculose", que irá potencialmente impactar milhões de casos todos os anos. Realizou-se uma revisão não sistemática da literatura tendo como base uma pesquisa no PubMed usando palavras-chave específicas (várias combinações dos termos "tuberculose", "reabilitação", "tuberculose multirresistente", "doença pulmonar", "doença pulmonar obstrutiva", e "medidas de volume pulmonar"). As listas de referências dos artigos principais foram recuperadas para melhorar a sensibilidade da busca. Foram selecionados manuscritos escritos em inglês, espanhol e russo. As principais áreas de interesse foram sequelas de tuberculose após diagnóstico e tratamento; "pulmão destruído"; avaliação funcional das sequelas; intervenções de reabilitação pulmonar (fisioterapia, oxigenoterapia de longo prazo e ventilação); e tuberculose multirresistente. As evidências encontradas sugerem que a tuberculose é definitivamente responsável por sequelas funcionais, principalmente causando um padrão obstrutivo na espirometria (mas também padrões restritivos e mistos) e que há razão para a reabilitação pulmonar. Fornecemos também uma lista de variáveis a serem discutidas em futuros estudos sobre reabilitação pulmonar em pacientes com sequelas pós-tuberculose.

 


Palavras-chave: Tuberculose/complicações; Tuberculose/reabilitação; Tuberculose/terapia; Qualidade de vida; Diagnóstico por imagem; Testes de função respiratória.

 

Imagens em Pneumologia

14 - Vasculatura brônquica proeminente, hemoptise e opacidades em vidro fosco bilaterais em uma jovem com estenose mitral

Prominent bronchial vasculature, hemoptysis, and bilateral ground-glass opacities in a young woman with mitral stenosis

Fabian Aigner1, Rudolf Speich1, Macé Matthew Schuurmans1

J Bras Pneumol.2016;42(5):386

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Relato de Caso

15 - Usos da sala híbrida em cirurgia torácica: de procedimentos multidisciplinares à cirurgia toracoscópica videoassistida guiada por imagem

Applications for a hybrid operating room in thoracic surgery: from multidisciplinary procedures to ­­image-guided video-assisted thoracoscopic surgery

Ricardo Mingarini Terra1,2, Juliano Ribeiro Andrade2, Alessandro Wasum Mariani1,2, Rodrigo Gobbo Garcia2, Jose Ernesto Succi2,3, Andrey Soares2,4, Paulo Marcelo Zimmer2

J Bras Pneumol.2016;42(5):387-390

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O conceito de sala híbrida traduz a união de um aparato cirúrgico de alta complexidade com recursos radiológicos de última geração (ultrassom, TC, radioscopia e/ou ressonância magnética), visando a realização de procedimentos minimamente invasivos e altamente eficazes. Apesar de bem estabelecido em outras especialidades, como neurocirurgia e cirurgia cardiovascular, o uso da sala hibrida ainda é pouco explorado na cirurgia torácica. Nosso objetivo foi discutir as aplicações e as possibilidades abertas por essa tecnologia na cirurgia torácica através do relato de três casos.

 


Palavras-chave: Cirurgia torácica videoassistida; Broncoscopia; Toracoscopia; Radiologia intervencionista.

 

Cartas ao Editor

16 - Uma massa torácica incomum: oleotórax

An uncommon chest mass: oleothorax

Bruno Hochhegger1, Gláucia Zanetti2, Edson Marchiori2

J Bras Pneumol.2016;42(5):391

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17 - Um caso raro de pneumonia hemorrágica por Cladosporium cladosporioides

A rare case of hemorrhagic pneumonia due to Cladosporium cladosporioides

Sérgio Grava1,2, Francisco Antonio Dias Lopes3, Rodrigo Silva Cavallazzi4, Melyssa Fernanda Norman Negri Grassi5, Terezinha Inez Estivalet Svidzinski1,2,5

J Bras Pneumol.2016;42(5):392-394

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Correspondência

18 - Tomografia computadorizada cervical em pacientes com apneia obstrutiva do sono: influência da elevação postural na avaliação do volume das vias aéreas superiores

Cervical computed tomography in patients with obstructive sleep apnea: influence of head elevation on the assessment of upper airway volume

Shailendra Singh Rana1, Om Prakash Kharbanda1

J Bras Pneumol.2016;42(5):395

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Resposta do autor

19 - Resposta dos autores

Author's replay

Fábio José Fabrício de Barros Souza1, Anne Rosso Evangelista2, Juliana Veiga Silva2, Grégory Vinícius Périco3, Kristian Madeira4,5

J Bras Pneumol.2016;42(5):396

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Correspondência

20 - Reabilitação pulmonar em DPOC grave com hiperinsuflação: algumas percepções sobre desempenho ao exercício

Pulmonary rehabilitation in severe COPD with hyperinflation: some insights into exercise performance

Luiz Alberto Forgiarini Junior1, Antonio Matias Esquinas2

J Bras Pneumol.2016;42(5):397

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Resposta do autor

21 - Resposta dos autores

Author's replay

Andre Luis Pereira de Albuquerque1,2, Marco Quaranta3, Biswajit Chakrabarti4, Andrea Aliverti3, Peter M. Calverley4

J Bras Pneumol.2016;42(5):398

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