Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 1998 - Volume 24  - Número 1  (Janeiro/Fevereiro)






Editorial

1 - O novo estadiamento do câncer do pulmão

Mauro Musa Zamboni

J Bras Pneumol.1998;24(1):1-2

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Artigo Original

2 - Relação entre capacidade aeróbia e indicadores clínicos da gravidade da asma em crianças

Relationship between aerobic fitness and clinical indicators of asthma severity in children

José Alberto Neder, Ana Luíza Godoy Fernandes, Antônio Carlos Silva, Anna Lúcia de Barros Cabral, Luiz Eduardo Nery

J Bras Pneumol.1998;24(1):3-10

Resumo PDF PT English Text

Para avaliar a relação entre o desempenho cardiorrespiratório aeróbio de asmáticos e a expressão clínica da doença, os autores estudaram 39 crianças fisicamente ativas, com asma brônquica estável, de grau moderado a grave. Os pacientes (25 meninos e 14 meninas, com idade entre 9 e 16 anos) foram submetidos a avaliação clínica, espirometria pré e pós-broncodilatador (BD), teste de exercício cardiopulmonar máximo em cicloergômetro, com análise respiração por respiração da ventilação e das trocas gasosas. Num dia separado, foi realizado um teste de esforço para avaliar broncoespasmo induzido por exercício (BIE). Como esperado pela estabilidade clínica, o VEF1 pós-BD foi normal na maioria das crianças (média ± DP = 93,8 ± 13,7% previsto). O consumo máximo de oxigênio (VO2max) foi maior que o limite de normalidade (95% do intervalo de confiança) em 31 das 39 crianças; e em 29 de 39 o VO2max e o limiar anaeróbio (VO2LA) mostrou valores acima deste limite. Sete pacientes com baixa tolerância ao exercício (VO2max reduzido) tiveram sinais de limitação circulatória (cardiovascular e/ou periférica) e somente um teve limitação ventilatória. Não houve associação ou correlação entre a baixa reserva ventilatória (VEmax/VVM% > 80%) e valores reduzidos do VO2max. Redução no VO2LA mas não do VO2max foi associado com: (i) maior uso diário de beclometasona e freqüentes períodos de uso de corticosteróide oral (p < 0,05); e (ii) maior ocorrência de BIE (p < 0,01). Nossos resultados mostram que a maioria dos pacientes com asma moderada a grave, quando clinicamente estáveis e ativos, apresentam níveis adequados de tolerância ao exercício. Na avaliação de gravidade clínica da asma brônquica em crianças, VO2LA é um indicador aeróbio melhor que o VO2max.

 


Palavras-chave: Asma em crianças. Tolerância ao exercício. Consumo máximo de oxigênio. Limiar anaeróbico. Condição física. Broncoespasmos induzidos por exercício.

 

3 - Bronquiectasias: estudo de 314 casos tuberculose x não-tuberculose

Bronchiectasis: a study of 314 cases tuberculosis x non-tuberculosis

Miguel Bogossian, Ilka Lopes Santoro, Sérgio Jamnik, Hélio Ramaldini

J Bras Pneumol.1998;24(1):11-16

Resumo PDF PT English Text

Em estudo de 314 portadores de bronquiectasia, os autores encontraram elevada percentagem de casos (42,7%) por seqüela de tuberculose e 57,3% por outras causas. A média de idade foi semelhante para os dois grupos, ao redor da quinta década, com amplo predomínio no sexo feminino (65,0%). Em relação aos sintomas e sinais, houve predomínio da percentagem de hemoptise no 1º grupo (37,3 x 22,8%). Associação de bronquiectasias com asma e infecções na infância foi semelhante, porém sinusite foi mais freqüente no grupo não-tuberculoso (45,0% x 23,9%). Nos casos de seqüela pós-tuberculose a doença foi mais freqüente no pulmão direito e lobo superior; no segundo grupo, no esquerdo, língula e lobo inferior. Em ambos os grupos o tipo morfológico dominante foi o cilíndrico (superior a 50%). As provas de função pulmonar mostraram maior diminuição (CVF e VEF1) no grupo pós-tuberculose. Tabagismo esteve presente em 44,8% no primeiro grupo e em 37,2% no segundo. Os autores comentam a elevada percentagem de casos de bronquiectasia como seqüela de tuberculose em nosso meio, o predomínio de hemoptise em relação ao grupo não-tuberculoso, a raridade da "bronquiectasia seca" e a maior queda dos parâmetros de função pulmonar nesse grupo de pacientes.

 


4 - Avaliação mediastinal no estadiamento do câncer do pulmão

Mediastinal evaluation in lung cancer staging

Angelo Fernandez, Aldo Rodrigues Junqueira Jr., Ricardo H. Bammann, Ricardo Beyruti, Fábio B. Jatene

J Bras Pneumol.1998;24(1):17-22

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Introdução: A presença de linfonodos mediastinais comprometidos no câncer do pulmão tem implicações terapêuticas e prognósticas importantes e, por isso, o diagnóstico deve ser o mais preciso possível. Objetivo: Determinar um padrão de tamanho para considerar um linfonodo comprometido e avaliar a eficiência da tomografia computadorizada e mediastinoscopia no estadiamento linfático do câncer pulmonar. Método: Cinqüenta pacientes portadores de câncer pulmonar operável foram submetidos a um protocolo prospectivo. Todos foram examinados, submetidos a tomografia computadorizada e mediastinoscopia pré-operatória; a operação consistiu na ressecção pulmonar compatível e esvaziamento mediastinal radical. A posição e o tamanho dos linfonodos achados na operação foram comparados com os resultados da tomografia e mediastinoscopia prévias. Conclusões: O estudo mostrou que existe relação não linear entre o tamanho dos linfonodos e o comprometimento linfático. O tamanho dos linfonodos não é um padrão adequado no nosso meio, já que linfonodos maiores que 3cm têm menos de 30% de possibilidade de ser comprometidos. Isso faz com que a especificidade da tomografia seja baixa (63%). Embora a sensibilidade da mediastinoscopia também seja baixa, sua especificidade é de 100%. Os autores concluem que métodos de estadiamento como a mediastinoscopia deverão ser criteriosamente indicados quando houver sinais de linfonodos aumentados na tomografia.

 


Palavras-chave: Carcinoma, não de pequenas células. Neoplasias pulmonares. Gânglios. Metástases ganglionares. Mediastinoscopia Neoplasias, estadiamento. Tomografia computadorizada.

 

5 - Ventilação não-invasiva com pressão positiva em pacientes com insuficiência respiratória aguda

Non-invasive positive pressure ventilation in patients with acute respiratory failure

Bruno do Valle Pinheiro, Alessandra Ferreira Pinheiro, Diane Michela Nery Henrique, Júlio César Abreu de Oliveira, Jorge Baldi

J Bras Pneumol.1998;24(1):23-29

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Estudos recentes sugerem que a ventilação não-invasiva com pressão positiva (VNIPP) na insuficiência respiratória aguda é capaz de produzir melhora clínica e gasométrica, além de diminuir a necessidade de intubação traqueal. Neste estudo prospectivo, aberto, realizado na Unidade de Terapia Intensiva do Hospital Universitário da Universidade Federal de Juiz de Fora, os autores objetivaram avaliar a eficácia e segurança da utilização da VNIPP em pacientes com insuficiência respiratória aguda. Vinte e cinco pacientes com diagnóstico clínico ou gasométrico de insuficiência respiratória (após suplementação de oxigênio, persistência de freqüência respiratória maior que 24rpm, ou utilização de musculatura acessória da respiração, ou PaO2 < 60mmHg, ou PaCO2 > 50mmHg) foram tratados com VNIPP. Quinze pacientes (60%) obtiveram sucesso no tratamento, sem necessidade de intubação traqueal. Após duas horas de VNIPP houve redução da freqüência respiratória (de 36 ± 2rpm para 26 ± 1rpm, p < 0,01) e melhora da PaO2 (de 76 ± 6mmHg para 100 ± 12mmHg, p < 0,05). Entre os pacientes que estavam com hipercapnia, após 2 horas houve redução da PaCO2 (de 60 ± 2mmHg para 49 ± 3mmHg, p < 0,05). Quatro pacientes (16%) apresentaram complicações (lesão da pele em contato com a máscara), porém em apenas um houve necessidade de suspensão da ventilação. Entre os dez pacientes que não obtiveram sucesso, três não se adaptaram ao método, impossibilitando sua aplicação, enquanto em sete o suporte ventilatório teve que ser interrompido. Os autores concluem que a VNIPP é uma opção segura e que pode ser utilizada no tratamento da insuficiência respiratória aguda em pacientes selecionados, com o objetivo de tentar evitar a intubação traqueal.

 


Artigo de Revisão

6 - Dificuldades na interpretação de biópsias em doenças pulmonares difusas

Difficulties to interpret biopsies in diffuse lung diseases

Vera Luiza Capelozzi

J Bras Pneumol.1998;24(1):30-42

Resumo PDF PT English Text

O texto abaixo é uma tentativa de simplificar as dificuldades que todo patologista enfrenta ao lidar com as doenças pulmonares difusas e fornecer ao radiologista informações sobre a histopatologia e sua correlação com a tomografia computadorizada de alta resolução (TCAR). Obviamente, a abordagem delineada não é aplicável a todas as situações, havendo casos que permanecerão difíceis de resolver. Apesar disso, a abordagem fornece ao patologista uma sistemática de interpretação das doenças pulmonares difusas que poderá ser aplicada à rotina diagnóstica, ajudando a elaborar os diagnósticos diferenciais do ponto de vista histológico. O esquema apresentado também fornece boa correlação entre as principais alterações histopatológicas e a apresentação radiológica e tomográfica. Reconhecer a distribuição anatômica de determinada lesão pode não necessariamente correlacionar-se com a expressão clínica da doença. Por exemplo, a bronquiolocentricidade é uma característica marcante e importante na pneumonia de hipersensibilidade e na bronquiolite respiratória-associada a doença pulmonar intersticial, mas nenhuma delas é clinicamente vista como doença de pequenas vias aéreas. Aborda-se também neste artigo o papel da biópsia transbrônquica vs. biópsia a céu aberto nas doenças pulmonares difusas, embora a TCAR forneça maiores informações ao clínico sobre qual o melhor sítio para biópsia nessas eventualidades. Evidentemente, a biópsia pulmonar a céu aberto (assim como aquelas obtidas por toracoscopia) oferece maior amostragem tecidual, permitindo valorizar mais acuradamente a distribuição anatômica das lesões e os padrões de reações. Apesar disso, biópsias transbrônquicas freqüentemente incluem tecido suficiente (embora fragmentado), que permite ao patologista reconstruir mentalmente a distribuição e o padrão das lesões. Obviamente, as alterações detectadas na biópsia transbrônquica deverão ser interpretadas caso a caso, mas é surpreendente como freqüentemente elas são úteis quando devidamente correlacionadas às características clínicas e radiológicas de um dado caso.

 


Palavras-chave: Doenças intersticiais pulmonares. Patologia. Fibrose pulmonar. Biópsia pulmonar.

 

Relato de Caso

7 - Hérnia diafragmática encarcerada com boa evolução após duas intervenções cirúrgicas: relato de caso

Célia Mallart Llarges, Lieselotte Von Ameli Roesler, Andrea Fátima de Souza Gomes, Carlos Eduardo P. Barreto

J Bras Pneumol.1998;24(1):43-46

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8 - Bronquiolite obliterante com pneumonia organizante (BOOP) migratória após radioterapia unilateral para tratamento de carcinoma de mama

Bronchiolitis obliterans organizing migratory pneumonia (BOOP) after unilateral radiotherapy for breast carcinoma treatment

Renata Tristão Rodrigues, Ricardo Togashi, Hugo H Bok Yoo, Júlio Defaveri, Irma de Godoy, Thais Helena A. Thomaz Queluz

J Bras Pneumol.1998;24(1):47-50

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É descrito o caso de uma paciente, submetida a radioterapia por carcinoma ductal de mama, que desenvolveu, 40 dias após o término do tratamento, tosse seca, febre, dispnéia de esforço e perda de peso. O exame radiológico do tórax mostrava infiltrados pulmonares migratórios. O estudo anatomopatológico do tecido pulmonar obtido por biópsia transbrônquica mostrou achados característicos de BOOP. O quadro clínico e os infiltrados pulmonares desapareceram com o tratamento com corticosteróide. É apresentada uma breve revisão da literatura sobre o acometimento pulmonar associado à radioterapia, chamando-se atenção para que BOOP seja incluída no diagnóstico diferencial dessas complicações. O presente caso, assim como outros dois relatos da literatura, fornece evidências de que o dano pulmonar causado por irradiação pode causar uma síndrome clinicopatológica idêntica à BOOP idiopática, denominada BOOP induzida por radiação.

 


Palavras-chave: Bronquiolite obliterante e pneumonia organizante. BOOP. Pneumonite por radiação. Radioterapia. Carcinoma de mama.

 

9 - Siderose pulmonar

Pulmonary siderosis

Márcia Beatriz de Souza, Guilherme Freire Garcia, Renato Maciel

J Bras Pneumol.1998;24(1):51-53

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Siderose pulmonar é uma causa incomum de infiltrado pulmonar difuso. Este relato de caso descreve a investigação de um paciente com padrão micronodular, no qual biópsia pulmonar a céu aberto confirmou o diagnóstico de siderose pulmonar em soldador de arco voltaico.

 


Palavras-chave: Siderose pulmonar. Padrão micronodular.

 

10 - Tuberculose endobrônquica

Endobronchial tuberculosis. Case report

A.A. Arantes, P.C. Ribeiro, F.S. Lima, C.A.B. Franco

J Bras Pneumol.1998;24(1):54-56

Resumo PDF PT English Text

É apresentado um caso de tuberculose endobrônquica exuberante em paciente do sexo masculino, 29 anos, HIV negativo, sob os aspectos endoscópicos, antes e após a instituição da terapêutica específica. Tendo em vista a alta prevalência da tuberculose infecção/doença em nosso meio e as seqüelas em potencial desta forma de tuberculose, os autores enfatizam a importância do exame endoscópico do aparelho respiratório no diagnóstico, tratamento e acompanhamento das lesões endobrônquicas.

 


Palavras-chave: Lavado brônquico

 

11 - Dores articulares, pleurite, dispnéia, nódulos broncovasculares, centrolobulares e padrão em mosaico em paciente de 47 anos

Veronica Moreira Amado, Roseli Rocha Brito, Jaquelina Sonoe Ota, Rimarcs G. Ferreira, Carlos Alberto de Castro Pereira

J Bras Pneumol.1998;24(1):57-60

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