Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 1998 - Volume 24  - Número 3  (Maio/Junho)






In Memoriam

1 - Presença de Newton Bethlem

Margareth Pretti Dalcolmo

J Bras Pneumol.1998;24(3):5-

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2 - Mozart Tavares de Lima Filho - 1916-1998

Fernando Augusto Fiuza de Melo

J Bras Pneumol.1998;24(3):6-

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Editorial

3 - A cirurgia redutora do volume pulmonar no Brasil

Ricardo Beyruti

J Bras Pneumol.1998;24(3):109-111

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Artigo Original

4 - Lavado broncoalveolar "versus" biópsia transbrônquica em pacientes HIV-positivos: análise comparativa de 287 exames

Bronchoalveolar lavage versus transbronchial biopsy in patients infected with the human immunodeficiency virus: comparative analysis of 287 examinations

Ricardo H. Bammann, Angelo Fernandez, Carla M.P. Vázquez, Altamiro R. Dias

J Bras Pneumol.1998;24(3):112-118

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Foram realizadas 287 broncoscopias em 267 pacientes infectados pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV). Em todos os exames procedeu-se à coleta do lavado broncoalveolar (LBA) seguida da biópsia transbrônquica (BTB) no pulmão ipsilateral. As amostras foram submetidas a técnicas laboratoriais (microbiologia e estudo histológico) de rotina. A idade dos doentes variou entre 16 e 78 anos (mediana de 37,2), sendo 228 homens (85,4%) e 39 mulheres. Dispnéia foi a queixa principal em 198 casos (69,0%) e o infiltrado intersticial (difuso ou localizado) à radiografia simples foi o achado mais freqüente, em 179 ocasiões (62,4%). A inspeção endoscópica das vias respiratórias foi normal em 246 casos (85,7%). Lesões mucosas características de sarcoma de Kaposi foram verificadas em 12 pacientes (4,2%). O LBA permitiu a identificação de 97 agentes infecciosos, havendo associação de duas etiologias num mesmo doente em 3 casos. A BTB diagnosticou 165 infecções (9 das quais associadas), implicando uma maior positividade que o LBA no diagnóstico de pneumocistose (84 e 51, respectivamente) e de citomegalovirose (35 e 0). A biópsia permitiu ainda o diagnóstico das neoplasias extrabrônquicas e a classificação histológica das pneumopatias de origem inespecífica. O método endoscópico "completo" (broncoscopia com LBA e BTB) alcançou diagnóstico definitivo em 271 exames (94,4%). Os principais agentes etiológicos identificados foram: P. carinii em 105 doentes (36,6%), Mycobacterium sp em 40 (13,9%), Cytomegalovirus em 35 (12,2%) e C. neoformans em 13 (4,5%), além de outros. Neoplasias foram identificadas em 16 exames (5,6%). Associações de múltiplos diagnósticos estiveram presentes em 28 doentes (9,8%). Pneumonites inespecíficas foram diagnosticadas em 56 pacientes (19,5%) e pulmão "normal" em 20 (7,0%). As complicações relacionadas à broncoscopia foram pneumotórax (8 episódios, 2,8%), sangramento (8), dor torácica (2) e broncopneumonia (2). Drenagem pleural foi necessária em 4 casos. Houve um óbito (0,3%). Conclui-se que o LBA e a BTB obtêm resultados complementares e conferem maior definição diagnóstica à broncoscopia no contexto da AIDS, com baixo índice de complicações. A associação de ambos os procedimentos permite a identificação de maior número de agentes infecciosos e eleva o índice de múltiplas etiologias diagnosticadas num mesmo doente.

 


Palavras-chave: Broncoscopia/métodos. Síndrome de imunodeficiência adquirida/complicações. Infecções oportunistas relacionadas com a AIDS/diagnóstico.

 

5 - Desmame da ventilação mecânica: comparação de três métodos

Weaning from mechanical ventilation: comparison of three methods

José Raimundo A. de Azevedo, Cecilma Miranda de S. Teixeira, Kivania Carla Pessoa

J Bras Pneumol.1998;24(3):119-124

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Estudos publicados por Brochard et al. e por Esteban et al. chegaram a diferentes conclusões sobre a melhor técnica para desmame da ventilação mecânica. Embora a associação da ventilação mandatória intermitente sincronizada (SIMV) com a ventilação com suporte pressórico (PSV) seja freqüentemente utilizada e considerada a forma mais fisiológica para desmame de pacientes ventilados prolongadamente, nenhum estudo prospectivo randomizado comparou até hoje essa técnica com a SIMV e a PSV utilizadas isoladamente. Os autores compararam essas três técnicas de desmame com os objetivos de determinar a que resulta em menor tempo de desmame e em menor número de insucessos. Métodos: Foram analisados prospectivamente 72 pacientes consecutivos submetidos a ventilação mecânica por período maior que 24 horas e que apresentavam critérios clínicos, gasométricos e de mecânica respiratória para início do desmame. Os pacientes foram divididos em três grupos (SIMV, PSV e SIMV+PSV), com base em randomização simples. Critérios rigorosos para a utilização de cada uma das técnicas, para a progressão do desmame e para a definição de fracasso do procedimento foram estabelecidos. Resultados: Os grupos (SIMV = 21 casos, PSV = 25 casos e SIMV+PSV = 26 casos) mostraram-se comparáveis com base na distribuição etária, causa da insuficiência respiratória e APACHE III. O tempo médio de duração do desmame foi de 1,7 ± 1,2 dias no grupo SIMV, 2,5 ± 1,6 dias no grupo PSV e 2,1 ± 1,5 dias no grupo SIMV+PSV. Quatro (19,0%) fracassos do desmame ocorreram no grupo SIMV; nove (36,0%) no grupo PSV e dois (7,7%) no grupo SIMV+PSV. Conclusões: O estudo revela bom desempenho da associação SIMV+PSV como técnica de desmame do respirador e surpreendente mau resultado da ventilação com suporte pressórico, o qual não pode ser explicado pela falta de homogeneidade da amostra, nem pela metodologia ou equipamentos utilizados.

 


Palavras-chave: Desmame. Ventilação mandatória intermitente sincronizada. Ventilação com suporte pressórico.

 

6 - Prova do título de especialista em Pneumologia: fatores associados à aprovação

Brazilian Society of Tisiology and Pulmonary Medicine Board Examination: factors related to approval

Daniel Deheinzelin, Luís Fernando Pereira, Jorge Nakatani

J Bras Pneumol.1998;24(3):125-128

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Objetivo: Avaliar os resultados da prova para obtenção do título de especialista da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia e verificar os fatores associados à aprovação. Planejamento: Análise retrospectiva comparando as notas de prova prática e teórica e a aprovação ou não, com dados de currículo dos candidatos: sexo, tempo de formatura, tempo de atividade como pneumologista, participação em congressos regionais e nacionais, feitura, local e duração de estágio ou residência e local de estágio ou residência. Participantes: No período de 1992 a 1996, 199 candidatos realizaram a prova do título de especialista, sendo 81 do sexo feminino e 108 do masculino. Resultados: Nesse período, 54,3% dos candidatos foram aprovados. A nota média de prova teórica foi de 6,27 ± 0,95 para os aprovados e 4,30 ± 0,76 para os reprovados (p = 0,0001, teste t) e da prova prática 7,18 ± 0,92 versus 5,17 ± 1,38 (p = 0,001). A média da nota de prova teórica foi significativamente mais baixa que a da prova prática (53,78 ± 13,16 versus 62,62 ± 15,32, p < 0,001). A análise univariada revelou entre os aprovados tempo de formatura menor (p = 0,001); tempo de atividade em pneumologia menor (p = 0,01); menor freqüência de estágio e com menor duração (p = 0,01); maior freqüência de ex-residentes, com maior duração de residência médica (p < 0,001). A regressão logística para definir aprovado ou não evidenciou somente a realização de residência médica (p = 0,002) e local (p = 0,006) como fatores preditivos. A regressão múltipla usando a média das provas revelou a realização de residência médica (coeficiente 2,26, p = 0,016), o local desta (4,43, p = 0,002) e a realização de estágio (-1,97, p = 0,047) como fatores preditivos para aprovação. Conclusão: A prova aplicada é capaz de selecionar os candidatos com melhor formação (residência médica). O fato de tempo de formatura, realização de estágios, participação em congressos não se relacionarem à aprovação apontam para a necessidade de rever essas formas de educação continuada.

 


Palavras-chave: Ensino médico. Residência. Certificado de especialista.

 

7 - A confusa nomenclatura da ausculta pulmonar brasileira

The confusing Brazilian pulmonary auscultation nomenclature

Mariam Patrícia Auada, Gisele Laguna Vitória, João Adriano de Barros

J Bras Pneumol.1998;24(3):129-132

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Após a invenção do estetoscópio por Laënnec, em 1816, a nomenclatura dos sons pulmonares disseminou-se desestruturadamente, tornando-se confusa e imprecisa. Desde 1985 trabalha-se pela uniformização terminológica, baseada em padrões físicos como freqüência, duração e amplitude dos sons. A avaliação da terminologia empregada por pneumologistas brasileiros em relatos de caso é o objetivo deste estudo. Foi realizado um estudo retrospectivo dos relatos de caso publicados no Jornal de Pneumologia entre 1985 e 1997 quanto à ausculta pulmonar descrita. Os dados foram comparados ao proposto no Symposium on Lung Sounds, de 1985. Em 131 casos, 72 relatavam ausculta pulmonar alterada, apresentando 30 denominações distintas para os sons pulmonares. Concluiu-se que os pneumologistas não estão ainda familiarizados com a atual nomenclatura. Ressalta-se o fato de 31 casos não relatarem ausculta pulmonar, mesmo em publicação em pneumologia, revelando a subvalorização do método. A ausculta pulmonar é um meio rápido, não invasivo, de baixo custo e ótimo direcionamento clínico, devendo ser valorizada ao lado de outras técnicas diagnósticas.

 


Palavras-chave: Ausculta. Estetoscópio. Sons respiratórios. Nomenclatura.

 

Artigo de Revisão

8 - Como administrar drogas por via inalatória na asma

Luiz Fernando F. Pereira

J Bras Pneumol.1998;24(3):133-144

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Relato de Caso

10 - Dispnéia crônica, distúrbio restritivo e tomografia computadorizada de tórax de alta resolução normal em paciente de 74 anos

Alessandra Sandrini Lopes de Souza, Georgino Henderson Pereira Lemos, Raquel Hermes Rosa Oliveira, Carlos Alberto de C. Pereira, Ester N.A.M. Coletta

J Bras Pneumol.1998;24(3):153-156

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12 - Ruptura espontânea do diafragma à direita

Spontaneous diaphragm rupture to the right

Adilson Casemiro Pires, Wladmir Faustino Saporito

J Bras Pneumol.1998;24(3):157-158

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A ruptura de diafragma está geralmente relacionada a traumatismo grave. A ruptura espontânea de diafragma é um fato raro, descrito poucas vezes e de etiologia ainda não bem definida. O presente relato mostra um caso de ruptura espontânea de diafragma ocorrido durante evento de internação hospitalar.

 


Palavras-chave: Ruptura de diafragma. Ruptura de diafragma espontânea.

 

13 - Pneumopatia intersticial secundária à proliferação difusa idiopática de células neuroendócrinas ("tumorlets carcinoids)

Interstitial lung disease after idiopathic diffuse proliferation of neuroendocrine cells (tumorlets carcinoids)

Marcelo Cunha Fatureto, Marcus Aurelho de Lima, Gesner Pereira Lopes, Wilson Carneiro Silva Junior, Maysa Silva Arruda, Ricardo Frota Boggio

J Bras Pneumol.1998;24(3):159-162

Resumo PDF PT English Text

Relata-se o caso de uma paciente de 35 anos, da raça negra, sem doenças pulmonares prévias, apresentando há um ano tosse seca e dispnéia a esforços usuais, com exames de imagem normais e espirometria mostrando padrão restritivo de intensidade leve. A biópsia pulmonar aberta foi indicada pela sintomatologia persistente em acompanhamentos ambulatoriais, sem melhora clínica, em uso de sintomáticos. O relatório anatomopatológico demonstrou difusas proliferações de células neuroendócrinas peribronquiolares. Enfatiza-se a importância dessa entidade, apesar de rara e pouco conhecida, como causa de pneumopatia intersticial e sua fisiopatogenia.

 


Palavras-chave: Doenças pulmonares. Célula neuroendócrina. Bronquiolites. Carcinóide. Tumorlets.

 

14 - Mediastinite fibrosante

Fibrosing mediastinitis

Jefferson Lessa Soares de Macedo, Manoel Ximenes Netto

J Bras Pneumol.1998;24(3):163-166

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A mediastinite fibrosante é uma doença rara associada a várias formas clínicas. A característica da doença é o encarceramento de estruturas importantes do mediastino em um denso tumor fibrótico. Esse tumor tem sua origem em um processo inflamatório crônico invasivo que leva à erosão e à compressão de estruturas do mediastino. Dois casos da doença são apresentados: um de síndrome da veia cava superior e outro de obstrução esofagiana, que evoluíram satisfatoriamente com o tratamento conservador.

 


Palavras-chave: Mediastinite esclerosante. Mediastinite fibrosante. Síndrome da veia cava superior.

 

15 - Tratamento conservador de mediastinite necrotizante descendente

Non-surgical treatment of descending necrotizing mediastinitis

Jefferson Lessa Soares de Macedo, Manoel Ximenes Netto

J Bras Pneumol.1998;24(3):167-170

Resumo PDF PT English Text

É relatado um caso raro de mediastinite necrotizante descendente secundária a abscesso submandibular não traumático. Embora vários autores enfatizem que o tratamento cirúrgico é imperativo nessa doença, este caso teve excelente evolução apenas com cuidados intensivos. Portanto, mesmo os casos complicados de mediastinite necrotizante descendente podem evoluir sem necessidade de operação.

 


Palavras-chave: Mediastinite. Sepse.

 

 


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