Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2013 - Volume 39  - Número 6  (Novembro/Dezembro)

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Artigo Original

2 - Metformina sinergicamente potencializa os efeitos antiproliferativos de cisplatina e etoposídeo em linhagem de células de câncer humano de pulmão NCI-H460

Metformin synergistically enhances antiproliferative effects of cisplatin and etoposide in NCI-H460 human lung cancer cells

Sarah Fernandes Teixeira, Isabella dos Santos Guimarães, Klesia Pirola Madeira, Renata Dalmaschio Daltoé, Ian Victor Silva, Leticia Batista Azevedo Rangel

J Bras Pneumol.2013;39(6):644-649

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Objetivo: Testar a eficácia da combinação terapêutica de antineoplásicos convencionais (cisplatina e etoposídeo) com metformina em linhagem celular NCI-H460 de câncer de pulmão não pequenas células, a fim de desenvolver novas possibilidades terapêuticas com eficácia superior e reduzida toxicidade. Métodos: Foi utilizado o ensaio de brometo de 3-(4,5-dimetiltiazol-2-il)-2,5-difeniltetrazólio (MTT) e calculado o índice de combinação dos fármacos estudados. Resultados: Observamos que o uso de metformina em monoterapia reduziu a viabilidade celular metabólica da linhagem de células estudada. O uso de metformina em combinação com cisplatina ou etoposídeo foi sinérgico e superior à monoterapia com cisplatina ou etoposídeo. Conclusões: A metformina, devido às suas ações independentes em liver kinase B1, apresentou atividade antiproliferativa na linhagem NCI-H460 e, em combinação com cisplatina ou etoposídeo, ampliou a taxa de morte celular.

 


Palavras-chave: Carcinoma pulmonar de células não pequenas; Quimioterapia combinada; Metformina.

 

3 - Análise descritiva e sobrevida global do tratamento cirúrgico das metástases pulmonares

Descriptive analysis of and overall survival after surgical treatment of lung metastases

Giana Balestro Poletti, Ivan Felizardo Contrera Toro, Thais Ferreira Alves, Eliana Cristina Martins Miranda, José Cláudio Teixeira Seabra, Ricardo Kalaf Mussi

J Bras Pneumol.2013;39(6):650-658

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Objetivo: Descrever características demográficas, resultados operatórios, complicações pós-operatórias e taxa de sobrevida global em pacientes com metástases pulmonares tratados cirurgicamente. Métodos: Análise retrospectiva de 119 pacientes submetidos a um total de 154 cirurgias de ressecção de metástase pulmonar entre 1997 e 2011. Resultados: Do total de 119 pacientes, 68 (57,1%) eram do sexo masculino, e 108 (90,8%) eram brancos. A mediana de idade foi de 52 anos (variação, 15-75 anos). Nessa amostra, 63 pacientes (52,9%) apresentaram comorbidades, sendo as mais frequentes hipertensão arterial sistêmica (69,8%) e diabetes (19,0%). Tumores primários colorretais (47,9%) e musculoesqueléticos (21,8%) foram os principais sítios de origem das metástases. Aproximadamente 24% dos pacientes foram submetidos a mais de uma ressecção das lesões, e 71% fizeram tratamento adjuvante prévio à metastasectomia. A taxa de recidiva de metástase pulmonar foi de 19,3%. A mediana do intervalo livre de doença foi de 23 meses. A principal via de acesso usada foi toracotomia (78%), e o tipo de ressecção mais frequente foi em cunha e segmentectomia (51%). O índice de complicações pós-operatórias foi de 22% e o de mortalidade perioperatória foi de 1,9%. As taxas de sobrevida global em 12, 36, 60 e 120 meses foram, respectivamente, de 96%, 77%, 56% e 39%. A análise de Cox confirmou que complicações nos primeiros 30 dias pós-operatórios associaram-se a pior prognóstico (hazard ratio = 1,81; IC95%: 1,09-3,06; p = 0,02). Conclusões: O tratamento cirúrgico das metástases pulmonares oriundas de diferentes sítios tumorais é efetivo e seguro, com boa sobrevida global, especialmente nos casos com um menor número de lesões pulmonares.

 


Palavras-chave: Metástase neoplásica; Análise de sobrevida; Cirurgia torácica; Metastasectomia.

 

4 - Níveis de atividade física e preditores de mortalidade na DPOC

Levels of physical activity and predictors of mortality in COPD

Samantha Maria Nyssen, Júlia Gianjoppe dos Santos, Marina Sallum Barusso, Antônio Delfino de Oliveira Junior, Valéria Amorim Pires Di Lorenzo, Mauricio Jamami

J Bras Pneumol.2013;39(6):659-666

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Objetivo: Comparar a pontuação do índice Body mass index, airway Obstruction, Dyspnea, and Exercise capacity (BODE) e seus componentes individuais em pacientes com DPOC com grave inatividade física ou não, assim como correlacionar o número de passos diários com pontuações de questionários de atividade física, idade, índice BODE e seus componentes. Métodos: Foram incluídos 30 pacientes, os quais foram avaliados quanto a sua composição corporal, função pulmonar (VEF1), percepção de dispneia (escala modified Medical Research Council) e capacidade de exercício distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos (DTC6). Além disso, os participantes responderam ao International Physical Activity Questionnaire (IPAQ) versão curta e questionário de Baecke modificado (QBm). O nível de atividade desses pacientes foi avaliado pelo número de passos diários por pedômetro, utilizando-se o ponto de corte de 4.580 passos para a formação de dois grupos: grupo sem grave inatividade física (GIF−) e grupo com grave inatividade física (GIF+). Foram utilizados os testes de Mann-Whitney ou t não pareado, assim como os testes de correlação de Spearman ou de Pearson, na análise estatística. Resultados: Idade mais avançada, maiores escores no QBm (domínio lazer), menor DTC6 (em m e em % do previsto) e menores escores no IPAQ (domínios equivalentes metabólicos em caminhada e total por semana) foram encontrados no grupo GIF+ do que no grupo GIF−. Houve correlações fracas dos escores do IPAQ com o número de passos diários (r =0,399), idade (r = -0,459), DTC6 em m (r = 0,446) e em % do previsto (r = 0,422). Conclusões: Na amostra estudada, o ponto de corte de 4.580 passos diários não foi sensível para identificar diferenças entre os grupos estudados quando comparado com os preditores de mortalidade. O questionário IPAQ versão curta correlacionou-se com o número de passos diários.

 


Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica/mortalidade; Doença pulmonar obstrutiva crônica/prevenção e controle; Atividade motora.

 

5 - Hipoxemia noturna em crianças e adolescentes com fibrose cística

Nocturnal hypoxemia in children and adolescents with cystic fibrosis

Regina Terse Trindade Ramos, Maria Angélica Pinheiro Santana, Priscila de Carvalho Almeida, Almério de Souza Machado Júnior, José Bouzas Araújo-Filho, Cristina Salles

J Bras Pneumol.2013;39(6):667-674

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Objetivo: Determinar a prevalência de hipoxemia noturna e sua associação com função pulmonar, estado nutricional, macroestrutura do sono e eventos respiratórios obstrutivos durante o sono em uma população de crianças e adolescentes com fibrose cística (FC) clinicamente estáveis. Métodos: Estudo de corte transversal envolvendo 67 crianças e adolescentes com FC e idade entre 2 e 14 anos. Todos os participantes foram submetidos a polissonografia com medição da SpO2 por oximetria de pulso. O escore de Shwachman-Kulczycki (S-K), a espirometria e o estado nutricional dos pacientes também foram avaliados. Resultados: Foram incluídos 67 pacientes. A média de idade foi de 8 anos. Os resultados do escore de S-K diferiram significativamente entre os pacientes com e sem hipoxemia noturna, definida como SpO2 < 90% por mais que 5% do tempo total de sono (73,75  6,29 vs. 86,38  8,70; p < 0,01). A presença de hipoxemia noturna correlacionou-se com a gravidade da doença pulmonar, VEF1 (rs = −0,42; p = 0,01), CVF (rs = −0,46; p = 0,01), índice de microdespertares do sono (rs = 0,32; p = 0,01) e índice de apneia e hipopneia (rs = 0,56; p = 0,01). Conclusões: Nesta amostra de pacientes com FC e doença pulmonar leve a moderada, o nível de oxigenação noturna correlacionou-se com escore de S-K, variáveis espirométricas e da macroestrutura do sono, assim como o índice de apneia e hipopneia.

 


Palavras-chave: Fibrose cística; Sono; Oximetria.

 

6 - Pode o método de diluição do hélio em respiração única estimar os volumes pulmonares medidos pela pletismografia de corpo inteiro?

Can the single-breath helium dilution method predict lung volumes as measured by whole-body plethysmography?

Patrícia Chaves Coertjens, Marli Maria Knorst, Anelise Dumke, Adriane Schmidt Pasqualoto, João Riboldi, Sérgio Saldanha Menna Barreto

J Bras Pneumol.2013;39(6):675-685

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Objetivo: Comparar resultados de CPT e VR obtidos pelo método de diluição de hélio em respiração única (DHRU) com aqueles obtidos por pletismografia de corpo inteiro (PCI) em indivíduos com função pulmonar normal, portadores de distúrbio ventilatório obstrutivo (DVO) e portadores de distúrbio ventilatório restritivo (DVR) com diferentes níveis de gravidade e elaborar equações para estimar CPT e VR por DHRU. Métodos: Estudo transversal retrospectivo com 169 indivíduos, dos quais, respectivamente, 93, 49 e 27 apresentavam DVO, DVR e espirometria normal. Todos realizaram espirometria e determinação de volumes pulmonares pelos dois métodos. Resultados: Os valores de CPT e VR foram maiores por PCI que por DHRU. A discrepância entre os métodos foi mais acentuada no grupo com DVO e se relacionou com a gravidade da obstrução ao fluxo aéreo. No grupo com DVO, o coeficiente de correlação da comparação entre os dois métodos foi de 0,57 e 0,56 para CPT e VR, respectivamente (p < 0,001 para ambos). Para predizer os valores de CPT e VR por PCI utilizando os respectivos valores por DHRU foram utilizadas equações de regressão, corrigidas de acordo com os grupos estudados. Somente foi possível criar equações de regressão para predizer as diferenças de CPT e VR entre os dois métodos para pacientes com DVO. Essas equações foram, respectivamente, ∆CPTPCI-DHRU em L = 5,264 − 0,060 × VEF1/CVF (r2 = 0,33; r2 ajustado = 0,32) e ∆VRPCI-DHRU em L = 4,862 − 0,055 × VEF1/CVF (r2 = 0,31; r2 ajustado = 0,30). Conclusões: A correção de CPT e VR obtidos por DHRU pode melhorar a acurácia desse método para avaliar os volumes pulmonares em pacientes com DVO. Entretanto, estudos adicionais para validar essas equações são necessários.

 


Palavras-chave: Pletismografia total; Capacidade pulmonar total; Volume residual.

 

7 - Estudo radiográfico com ingestão de bário na rotina clínica: um estudo prospectivo em pacientes com tosse crônica

Barium swallow study in routine clinical practice: a prospective study in patients with chronic cough

Carlos Shuler Nin, Edson Marchiori, Klaus Loureiro Irion, Artur de Oliveira Paludo, Giordano Rafael Tronco Alves, Daniela Reis Hochhegger, Bruno Hochhegger

J Bras Pneumol.2013;39(6):686-691

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Objetivo: Investigar o uso rotineiro do estudo radiográfico com ingestão de bário em pacientes com tosse crônica. Métodos: Entre outubro de 2011 e março de 2012, 95 pacientes consecutivos submetidos a radiografia de tórax devido a tosse crônica (duração > 8 semanas) foram incluídos no estudo. Como propósito do estudo, radiografias de tórax adicionais foram obtidas imediatamente após a administração oral de 5 mL de uma suspensão de sulfato de bário a 5%. Dois radiologistas avaliaram todas as imagens de forma sistemática para identificar alterações patológicas. O teste exato de Fisher e o teste do qui-quadrado para dados categóricos foram utilizados nas comparações. Resultados: As imagens obtidas imediatamente após a ingestão de bário revelaram patologias significativas potencialmente relacionadas a tosse crônica em 12 (12,6%) dos 95 pacientes. Essas patologias, incluindo hérnia diafragmática, neoplasia de esôfago, acalasia, divertículo esofágico e dilatação anormal do esôfago, não foram detectadas nas imagens obtidas sem a administração do contraste. Após o tratamento adequado, os sintomas desapareceram em 11 pacientes (91,6%), enquanto o tratamento foi ineficaz em 1 (8,4%). Não foram observadas complicações relacionadas à ingestão de bário, como aspiração. Conclusões: A ingestão de bário melhorou a detecção de achados radiológicos significantes relacionados a tosse crônica em 11,5% dos pacientes. Esses resultados iniciais sugerem que a utilização rotineira da ingestão de bário aumenta significantemente a sensibilidade de radiografias de tórax na detecção de etiologias relacionadas a tosse crônica.

 


Palavras-chave: Sulfato de bário; Tosse; Meios de contraste; Radiografia torácica.

 

8 - Avaliação imuno-histoquímica e morfométrica de COX-1 e COX-2 no remodelamento pulmonar na fibrose pulmonar idiopática e na esclerose sistêmica

Immunohistochemical and morphometric evaluation of COX‑1 and COX-2 in the remodeled lung in idiopathic pulmonary fibrosis and systemic sclerosis

J Bras Pneumol.2013;39(6):692-700

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Objetivo: Estudar a expressão de COX-1 e COX-2 em áreas pulmonares remodeladas em pacientes com esclerose sistêmica (ES) ou fibrose pulmonar idiopática (FPI) e correlacioná-la com a sobrevida desses pacientes. Métodos: Examinamos espécimes de biópsia pulmonar a céu aberto de 24 pacientes com ES e de 30 pacientes com FPI, utilizando-se tecido pulmonar normal como controle. Os padrões histológicos incluíram pneumonia intersticial não específica (PINE) fibrótica em pacientes com ES e pneumonia intersticial usual (PIU) nos pacientes com FPI. Imuno-histoquímica e histomorfometria foram usadas para avaliar a expressão celular de COX-1 e COX-2 em septos alveolares, vasos e bronquíolos, sua correlação com provas de função pulmonar e seu impacto na sobrevida. Resultados: A expressão de COX-1 e COX-2 em septos alveolares foi significativamente maior em FPI-PIU e ES-PINE do que no tecido controle. Não houve diferença entre FPI-PIU e ES-PINE quanto à expressão de COX-1 e COX-2. A análise multivariada baseada no modelo de regressão de Cox mostrou que os fatores associados a baixo risco de morte foram ter idade menor, valores elevados de DLCO/volume alveolar, FPI, e alta expressão de COX-1 em septos alveolares, ao passo que os fatores associados a alto risco de morte foram ter idade maior, valores baixos de DLCO/volume alveolar, ES (com PINE) e baixa expressão de COX-1 em septos alveolares. Conclusões: Nossos resultados sugerem que estratégias de prevenção de baixa síntese de COX-1 terão maior impacto sobre a ES, ao passo que as de prevenção de alta síntese de COX-2 terão maior impacto sobre a FPI. Porém, são necessários ensaios clínicos randomizados prospectivos para confirmar essa hipótese.

 


Palavras-chave: Escleroderma sistêmico; Fibrose pulmonar idiopática; Inflamação; Taxa de sobrevida.

 

9 - Densitovolumetria pulmonar por TC em crianças com bronquiolite obliterante: correlação com escores clínicos e testes de função pulmonar

CT densitovolumetry in children with obliterative bronchiolitis: correlation with clinical scores and pulmonary function test results

Helena Mocelin, Gilberto Bueno, Klaus Irion, Edson Marchiori, Edgar Sarria, Guilherme Watte, Bruno Hochhegger

J Bras Pneumol.2013;39(6):701-710

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Objetivo: Determinar as correlações entre o volume de aprisionamento aéreo em relação ao volume pulmonar total (AA%) e parâmetros clínicos e funcionais em crianças com bronquiolite obliterante (BO). Métodos: Técnicas de pós-processamento de imagem foram usadas em imagens de TC de 19 crianças com BO para quantificar AA% por meio de um limiar fixo de −950 UH (AA%950) e de limiares selecionados por meio de máscaras de densidade (AA%MD). Os pacientes foram divididos em três grupos, de acordo com a gravidade de AA%. Foram examinadas as correlações entre AA% e a saturação de oxigênio (SO2) em repouso, a distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos (DTC6), a SO2 mínima durante o teste de caminhada de seis minutos (SO2_TC6), a CVF, o VEF1, a relação VEF1/CVF e parâmetros clínicos. Resultados: A DTC6 foi maior nos pacientes com maiores volumes pulmonares normais (r = 0,53). Na amostra como um todo, encontramos (antes e depois da exclusão de valores extremos, respectivamente), correlações estatisticamente significativas entre AA%950 e o escore clínico (r = 0,72; 0,80), a CVF (r = 0,24; 0,59), o VEF1 (r = −0,58; −0,67) e a relação VEF1/CVF (r = −0,53; r = −0,62), bem como entre AA%MD e o escore clínico (r = 0,58; r = 0,63), a SO2 em repouso (r = −0,40; r = −0,61), a SO2_TC6 (r = −0,24; r = −0,55), a CVF (r = −0,44; r = −0,80), o VEF1 (r = −0,65; r = −0,71) e a relação VEF1/CVF (r = −0,41; r = −0,52). Conclusões: Os resultados deste estudo mostram que AA% correlaciona-se significativamente com escores clínicos e testes de função pulmonar em crianças com BO.

 


Palavras-chave: Tomografia computadorizada multidetectores; Testes de função respiratória; Bronquiolite obliterante.

 

10 - Detecção do complexo Mycobacterium tuberculosis por nested polymerase chain reaction em espécimes pulmonares e extrapulmonares

Detection of Mycobacterium tuberculosis complex by nested polymerase chain reaction in pulmonary and extrapulmonary specimens

Adriana Antônia da Cruz Furini, Heloisa da Silveira Paro Pedro, Jean Francisco Rodrigues, Lilian Maria Lapa Montenegro, Ricardo Luiz Dantas Machado, Célia Franco, Haiana Charifker Schindler, Ida Maria Foschiani Dias Batista, Andrea Regina Baptista Rossit

J Bras Pneumol.2013;39(6):711-718

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Objetivo: Comparar o desempenho da técnica nested polymerase chain reaction (NPCR) com aquele de culturas na detecção do complexo Mycobacterium tuberculosis em espécimes pulmonares e extrapulmonares. Métodos: Analisamos 20 e 78 espécimes pulmonares e extrapulmonares, respectivamente, de 67 pacientes hospitalizados com suspeita de tuberculose. Um sistema automatizado foi utilizado na identificação de culturas de Mycobacterium spp., e M. tuberculosis IS6110 foi utilizada como sequência alvo na NPCR. A estatística kappa foi utilizada para verificar a concordância entre os resultados.Resultados: Entre os 67 pacientes, 6 e 5, respectivamente foram diagnosticados com tuberculose pulmonar e extrapulmonar, e a NPCR foi positiva em todos os casos. Entre os 98 espécimes clínicos, a baciloscopia, cultura e NPCR foram positivas em 6,00%, 8,16% e 13,26%, respectivamente. Comparando-se os resultados da NPCR com aqueles da cultura (padrão ouro) nos espécimes pulmonares, a sensibilidade e a especificidade foram 100% e 83%, respectivamente, enquanto essas nos espécimes extrapulmonares foram 83% e 96% respectivamente, com boa concordância entre os testes (kappa, 0,50 e 0,6867, respectivamente). Conclusões: Embora a NPCR tenha se mostrado uma ferramenta muito útil na detecção do complexo M. tuberculosis, No entanto, os resultados positivos da NPCR devem ser associados à clínica, dados clínicos, epidemiológicos e outros dados laboratoriais devem também ser considerados no diagnóstico e tratamento da tuberculose pulmonar e extrapulmonar.

 


Palavras-chave: Tuberculose/diagnóstico; Tuberculose/microbiologia; Mycobacterium tuberculosis; Reação em cadeia da polimerase.

 

11 - Marcadores inflamatórios e imunogenéticos e sua relação com tuberculose pulmonar

Inflammatory and immunogenetic markers in correlation with pulmonary tuberculosis

Beatriz Lima Alezio Muller, Daniela Maria de Paula Ramalho, Paula Fernanda Gonçalves dos Santos, Eliene Denites Duarte Mesquita, Afranio Lineu Kritski, Martha Maria Oliveira

J Bras Pneumol.2013;39(6):719-727

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Objetivo: Descrever os níveis séricos das citocinas IL-10, TNF- e IFN-, assim como polimorfismos presentes em genes envolvidos na sua transcrição, e sua associação com marcadores de resposta inflamatória aguda em pacientes com tuberculose. Métodos: Estudo descritivo e longitudinal realizado em 81 pacientes com tuberculose pulmonar atendidos em dois hospitais de referência. Foram coletadas informações sociodemográficas, conversão bacteriológica na oitava semana de tratamento antituberculose, polimorfismos relacionados às citocinas estudadas, níveis séricos dessas citocinas, assim como de proteína C reativa (PCR). Também foram avaliados VHS e contagem de CD4+. Resultados: A mediana de idade dos pacientes era de 43 anos, sendo 67 (82,7%) do sexo masculino e 8 (9,9%) infectados por HIV. Os pacientes com níveis elevados de IFN- e baixos níveis de IL-10 apresentaram valores mais elevados de VHS. Não houve associação dos polimorfismos do gene IFN- na posição +874 e do gene TNF-na posição −238 com os níveis das citocinas correspondentes. Houve uma associação entre polimorfismos do gene IL-10 nas posições −592 e −819 (mas não −1082) e baixos níveis de IL-10. Houve uma associação negativa entre a taxa de conversão bacteriológica na oitava semana de tratamento e níveis de PCR. Conclusões: Nossos resultados sugerem que marcadores genéticos e de resposta inflamatória aguda podem ser úteis na predição da resposta ao tratamento antituberculose.

 


Palavras-chave: Tuberculose; Citocinas; Sistema imunológico; Polimorfismo de nucleotídeo único.

 

Artigo de Revisão

12 - Interpretação da positividade de autoanticorpos na doença pulmonar intersticial e colagenose pulmão dominante

Interpretation of autoantibody positivity in interstitial lung disease and lung-dominant connective tissue disease

Daniel Antunes Silva Pereira, Alexandre de Melo Kawassaki, Bruno Guedes Baldi

J Bras Pneumol.2013;39(6):728-741

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A avaliação inicial de pacientes com doença pulmonar intersticial (DPI) envolve primordialmente a busca ativa e detalhada por uma etiologia. A pesquisa rotineira de autoanticorpos é comum em diferentes centros e permite sugerir a presença de alguma doença do espectro reumatológico. Quando o acometimento pulmonar intersticial é a condição que permite o diagnóstico firmado de uma colagenose bem estabelecida, preenchendo os critérios clássicos, há pouco debate. Entretanto, ainda existe muita discussão sobre o significado, a relevância, a especificidade e o papel fisiopatológico da autoimunidade nos pacientes que tenham prioritariamente acometimento respiratório e apenas algum indício leve ou frustro de colagenose. O propósito dessa revisão foi apresentar o conhecimento atual e discutir possibilidades de interpretação da positividade de autoanticorpos em pacientes com DPI que não tenham associações etiológicas inequívocas, assim como aumentar o entendimento da história natural de uma possível nova doença e descrever possíveis implicações prognósticas. Discutimos ainda a proposição de uma nova terminologia na classificação das DPIs, a colagenose pulmão dominante.

 


Palavras-chave: Pneumonias intersticiais idiopáticas; Autoanticorpos; Doenças do tecido conjuntivo; Autoimunidade; Diagnóstico diferencial.

 

Relato de Caso

13 - Avaliação da ventilação pulmonar regional por tomografia de impedância elétrica em paciente com estenose brônquica unilateral pós-tuberculose

Assessment of regional lung ventilation by electrical impedance tomography in a patient with unilateral bronchial stenosis and a history of tuberculosis

Liégina Silveira Marinho, Nathalia Parente de Sousa, Carlos Augusto Barbosa da Silveira Barros, Marcelo Silveira Matias, Luana Torres Monteiro, Marcelo do Amaral Beraldo, Eduardo Leite Vieira Costa, Marcelo Britto Passos Amato, Marcelo Alcantara Holanda

J Bras Pneumol.2013;39(6):742-746

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A estenose brônquica pode comprometer a ventilação pulmonar regional devido a limitações anormais e assimétricas ao fluxo aéreo. A tomografia de impedância elétrica (TIE) é uma técnica que possibilita a avaliação da ventilação pulmonar regional por imagem e, portanto, pode complementar a avaliação funcional dos pulmões. Relatamos o caso de uma paciente com estenose brônquica unilateral à esquerda, pós-tuberculose, em que se avaliou a ventilação pulmonar regional através da TIE, relacionando-a com a cintilografia de ventilação/perfusão. Foram estudados os efeitos das mudanças posturais e da aplicação de continuous positive airway pressure (CPAP, pressão positiva contínua nas vias aéreas) nasal, uma vez que a paciente usava esse tratamento para síndrome da apneia obstrutiva do sono. A TIE demonstrou distribuição heterogênea da ventilação pulmonar regional com maior ventilação no pulmão direito, sendo essa distribuição influenciada pelas mudanças de decúbitos e pela aplicação de CPAP. A análise da ventilação pulmonar regional pela TIE se mostrou similar aos achados da cintilografia pulmonar de ventilação com a vantagem de possibilitar uma avaliação dinâmica e sem exposição à radiação.

 


Palavras-chave: Tomografia; Impedância elétrica; Respiração com pressão positiva; Ventilação pulmonar; Obstrução das vias respiratórias; Tuberculose pulmonar.

 

16 - Carcinoma sarcomatoide de pulmão com metástases cerebrais

Sarcomatoid carcinoma of the lung with brain metastases

Matheus Fernandes de Oliveira, Sílvia Conde Watanabe, Mara Patrícia Guilhermina de Andrade, José Marcus Rotta, Fernando Campos Gomes Pinto

J Bras Pneumol.2013;39(6):753-756

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17 - Linfonodo intrapulmonar: um achado tomográfico comum e pouco reconhecido

Intrapulmonary lymph node: a common and underrecognized tomography finding

Bruno Hochhegger, Daniela Quinto dos Reis Hochhegger, Klaus Irion, Ana Paula Sartori, Fernando Ferreira Gazzoni, Edson Marchiori

J Bras Pneumol.2013;39(6):757-758

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