Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2014 - Volume 40  - Número 1  (Janeiro/Fevereiro)






Editorial

Artigo Original

2 - A ultrassonografia pode reduzir o risco de pneumotórax após toracocentese?

Can ultrasound guidance reduce the risk of pneumothorax following thoracentesis?

Alessandro Perazzo, Piergiorgio Gatto, Cornelius Barlascini, Maura Ferrari-Bravo, Antonello Nicolini

J Bras Pneumol.2014;40(1):6-12

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Objetivo: Dentre os procedimentos realizados à beira do leito, a toracocentese é um dos mais comumente associados a complicações iatrogênicas, particularmente pneumotórax. Foram recentemente identificados vários fatores de risco de complicações associadas à toracocentese: a inexperiência do operador, a inadequação ou inexperiência da equipe de apoio, a ausência de um protocolo padronizado e a ausência de ultrassonografia para guiar o procedimento. Nosso objetivo foi determinar se a toracocentese guiada por ultrassonografia pode reduzir o risco de pneumotórax e melhorar os desfechos (menos procedimentos sem remoção de líquido e maior volume de líquido removido durante os procedimentos). Para compararmos a toracocentese guiada por ultrassonografia à toracocentese sem ultrassonografia, todos os procedimentos foram realizados pela mesma equipe de pneumologistas especialistas, os quais usaram o mesmo protocolo padronizado em ambas as condições. Métodos: Cento e sessenta pacientes foram aleatoriamente divididos em dois grupos: toracocentese guiada por ultrassonografia e toracocentese sem ultrassonografia (n = 80 por grupo). O desfecho primário foi pneumotórax após a toracocentese. Os desfechos secundários foram o número de procedimentos sem remoção de líquido e o volume de líquido drenado durante o procedimento. Resultados: Houve pneumotórax em 1 dos 80 pacientes submetidos a toracocentese guiada por ultrassonografia e em 10 dos 80 submetidos a toracocentese sem ultrassonografia; a diferença foi estatisticamente significante (p = 0,009). Líquido foi removido em 79 dos 80 procedimentos guiados por ultrassonografia e em 72 dos 80 que não o foram. A média do volume de líquido drenado foi maior nos procedimentos guiados por ultrassonografia do que naqueles que não o foram (960 ± 500 mL vs. 770 ± 480 mL); a diferença foi estatisticamente significante (p = 0,03). Conclusões: A ultrassonografia aumenta o rendimento da toracocentese e reduz o risco de pneumotórax após o procedimento. (Chinese Clinical Trial Registry identifier: ChiCTR-TRC-12002174 [http://www.chictr.org/en/])

 


Palavras-chave: Pneumotórax; Ultrassonografia; Procedimentos cirúrgicos torácicos.

 

3 - Fatores relacionados ao uso incorreto dos dispositivos inalatórios em pacientes asmáticos

Factors related to the incorrect use of inhalers by asthma patients

Paulo de Tarso Roth Dalcin, Denis Maltz Grutcki, Paola Paganella Laporte, Paula Borges de Lima, Samuel Millán Menegotto, Rosemary Petrik Pereira

J Bras Pneumol.2014;40(1):13-20

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Objetivo: Avaliar a técnica inalatória em pacientes com asma atendidos ambulatorialmente, estabelecendo associações dessa com o grau de controle da doença. Métodos: Estudo transversal envolvendo pacientes com idade ≥ 14 anos e diagnóstico médico de asma, recrutados no Ambulatório de Asma do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, na cidade de Porto Alegre (RS). Os pacientes completaram dois questionários (um geral e um questionário de controle da asma baseado nas diretrizes da Global Initiative for Asthma de 2011). Os pacientes demonstraram a técnica inalatória e realizaram testes de função pulmonar. A técnica inalatória incorreta foi definida como a execução incorreta de pelo menos duas etapas da avaliação. Resultados: Foram incluídos 268 pacientes. Desses, 81 (30,2%) apresentaram técnica inalatória incorreta, que foi associada com falta de controle da asma (p = 0,002). A regressão logística identificou os seguintes fatores associados com a técnica inalatória incorreta: ser viúvo (OR = 5,01; IC95%, 1,74-14,41; p = 0,003); utilizar inalador pressurizado (OR = 1,58; IC95%, 1,35-1,85; p < 0,001); ter renda familiar mensal < 3 salários mínimos (OR = 2,67; IC95%, 1,35-1,85; p = 0,008); e ter ≥ 2 comorbidades (OR = 3,80; IC95%, 1,03-14,02; p = 0,045). Conclusões: Na amostra estudada, a técnica inalatória incorreta se associou com a falta de controle da asma. Viuvez, uso de inalador pressurizado, baixo nível socioeconômico e presença de ≥ 2 comorbidades se associaram à técnica inalatória incorreta.

 


Palavras-chave: Metered dose inhalers; Dry powder inhalers; Asthma/therapy.

 

4 - Mortalidade, morbidade e categorização de risco para complicações perioperatórias em pacientes com câncer de pulmão

Morbidity, mortality, and categorization of the risk of perioperative complications in lung cancer patients

Fabiana Stanzani, Denise de Moraes Paisani, Anderson de Oliveira, Rodrigo Caetano de Souza, João Aléssio Juliano Perfeito, Sonia Maria Faresin

J Bras Pneumol.2014;40(1):21-29

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Objetivo: Determinar as taxas de morbidade e mortalidade por categoria de risco conforme as diretrizes do American College of Chest Physicians, verificar como exames funcionais participaram dessa categorização e identificar fatores de risco para complicações perioperatórias (CPOs). Métodos: Estudo de coorte histórica a partir de avaliações pré e pós-operatórias de casos diagnosticados ou suspeitos de câncer de pulmão avaliados entre 2001 e 2010. Resultados: Dos 239 pacientes avaliados, apenas 13 (5,4%) foram considerados como de alto risco para CPOs. O cálculo do VEF1 previsto para o pós-operatório (VEF1ppo) foi suficiente para a estratificação do risco em 156 pacientes (65,3%); entretanto, o teste de exercício cardiopulmonar (TECP) foi necessário para a identificação de alto risco. Foram operados 145 pacientes, e as taxas globais de morbidade e mortalidade encontradas foram semelhantes às de outros estudos. Entretanto, as taxas de morbidade e mortalidade para aqueles com risco aceitável foram de 31,6% e 4,3%, respectivamente, enquanto as taxas para aqueles com alto risco foram de 83,3% e 33,3%. Idade mais avançada, presença da DPOC, ressecção de um ou mais lobos e VEF1ppo mais baixo estiveram relacionados à ocorrência de CPOs. Conclusões: Embora a espirometria tenha sido suficiente para a determinação de risco na maioria da população estudada, o TECP teve papel fundamental na identificação de pacientes com risco alto, que apresentaram uma taxa de mortalidade sete vezes maior que os de risco aceitável. Os fatores de risco relacionados a CPOs coincidiram aos relatados em outros estudos.

 


Palavras-chave: Algoritmos; Neoplasias pulmonares; Complicações pós-operatórias.

 

5 - PLATINO, estudo de seguimento de nove anos sobre DPOC na cidade de São Paulo: o problema do subdiagnóstico

PLATINO, a nine-year follow-up study of COPD in the city of São Paulo, Brazil: the problem of underdiagnosis

J Bras Pneumol.2014;40(1):30-37

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Objetivo: Determinar a taxa de subdiagnóstico em novos casos de DPOC em uma amostra de pacientes após nove anos de seguimento do estudo "Projeto Latino-Americano de Investigação em Obstrução Pulmonar" (PLATINO) e compará-la à taxa de subdiagnóstico obtida na fase inicial do estudo, assim como identificar as características clínicas dos indivíduos subdiagnosticados na fase de seguimento. Métodos: A população desse estudo foi composta por 1.000 residentes na cidade de São Paulo que fizeram parte do estudo PLATINO. Desses, 613 indivíduos participaram da fase de seguimento. Os indivíduos foram avaliados utilizando-se os mesmos instrumentos e equipamentos na fase inicial do estudo. O teste do qui-quadrado ou o teste t para amostras independentes foi utilizado para analisar a taxa de subdiagnóstico e identificar as características dos indivíduos subdiagnosticados durante a fase de seguimento. Resultados: A taxa de subdiagnóstico para novos casos da DPOC após nove anos de acompanhamento foi de 70,0%. A taxa de subdiagnóstico na fase de seguimento foi 17,5% menor que a da fase inicial do estudo. Os indivíduos subdiagnosticados na fase de seguimento apresentavam poucos sintomas respiratórios, função pulmonar mais preservada e menor gravidade da doença do que aqueles previamente diagnosticados com DPOC. Conclusões: A taxa de subdiagnóstico na fase de seguimento foi menor que a da fase inicial do estudo. Os indivíduos subdiagnosticados na fase de seguimento do estudo PLATINO apresentavam o mesmo perfil clínico daqueles subdiagnosticados na fase inicial. Esses achados reforçam a necessidade da utilização da espirometria para o diagnóstico de DPOC e possibilitar a intervenção precoce.

 


Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica/diagnóstico; Doença pulmonar obstrutiva crônica/epidemiologia; Espirometria.

 

6 - Incidência de embolia pulmonar durante exacerbação da DPOC

Incidence of pulmonary embolism during COPD exacerbation

Eylem Akpinar, Derya Hoşgün, Serdar Akpinar, Gökçe Kaan Ataç, Beyza, Doğanay, Meral Gülhan

J Bras Pneumol.2014;40(1):38-45

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Objetivo: Visto que a embolia pulmonar (EP) e a exacerbação da DPOC têm apresentação e sintomas comuns, o diagnóstico de EP pode ser negligenciado nesses pacientes. Nosso objetivo foi determinar a prevalência de EP durante a exacerbação da DPOC e descrever os aspectos clínicos em portadores de DPOC diagnosticados com EP. Métodos: Estudo prospectivo conduzido em um hospital universitário na cidade de Ancara, Turquia. Entre maio de 2011 e maio de 2013, todos os pacientes hospitalizados por exacerbação aguda da DPOC foram incluídos no estudo. Todos os pacientes foram submetidos a avaliação de risco clínico, gasometria arterial, angiotomografia de tórax e ultrassonografia Doppler de membros inferiores. Além disso, foram medidos os níveis de dímero-D e de N-terminal pro-brain natriuretic peptide (NT-pro-BNP). Resultados: Foram incluídos 172 pacientes com DPOC. A prevalência de EP foi de 29,1 %. Os pacientes com DPOC e dor torácica pleurítica, assimetria de membros inferiores e altos níveis de NT-pro-BNP, assim como aqueles que estavam obesos ou imobilizados, apresentavam maior probabilidade de desenvolver EP. Obesidade e assimetria de membros inferiores foram preditores independentes de EP nos pacientes com exacerbação da DPOC (OR = 4,97; IC95%, 1,775-13,931 e OR = 2,329; IC95% CI, 1,127-7,105, respectivamente). Conclusões: A prevalência de EP em pacientes com exacerbação da DPOC foi maior que a esperada. A associação entre EP e exacerbação da DPOC deve ser considerada nesses pacientes, especialmente naqueles imobilizados ou obesos.

 


Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica; Embolia pulmonar; Fatores de risco.

 

7 - Um novo modelo experimental de enfisema induzido por fumaça de cigarro em ratos Wistar

A new experimental model of cigarette smoke-induced emphysema in Wistar rats

Rodrigo de las Heras Kozma, Edson Marcelino Alves, Valter Abraão Barbosa-de-Oliveira, Fernanda Degobbi Tenorio Quirino dos Santos Lopes, Renan Cenize Guardia, Henrique Vivi Buzo, Carolina Arruda de Faria, Camila Yamashita, Manzelio Cavazzana Júnior, Fernando Frei, Maria José de Oliveira Ribeiro-Paes, João Tadeu Ribeiro-Paes

J Bras Pneumol.2014;40(1):46-54

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Objetivo: Descrever um novo modelo murino de enfisema induzido pela fumaça de cigarro. Métodos: Vinte e quatro ratos Wistar foram divididos em dois grupos: o grupo fumaça de cigarro, com 12 ratos expostos à fumaça de 12 cigarros comerciais com filtro três vezes ao dia (um total de 36 cigarros por dia), sete dias por semana, durante 30 semanas e o grupo controle, com 12 animais expostos ao ar ambiente três vezes ao dia, sete dias por semana, durante 30 semanas. A função pulmonar foi avaliada por meio de ventilação mecânica, e o enfisema foi morfometricamente avaliado por meio do diâmetro alveolar médio (Lm). Resultados: A média de ganho de peso foi significativamente menor (aproximadamente dez vezes menor) no grupo fumaça de cigarro do que no grupo controle. O Lm foi 25.0% maior no grupo fumaça de cigarro. Os parâmetros de função pulmonar tenderam a ser piores no grupo fumaça de cigarro. Conclusões: O novo modelo murino de enfisema induzido pela fumaça de cigarro e a metodologia empregada neste estudo são eficazes e reproduzíveis; são, portanto, uma opção promissora e economicamente viável para estudos sobre a fisiopatologia e o tratamento da DPOC.

 


Palavras-chave: Poluição por fumaça de tabaco; Enfisema; Modelos animais de doenças; Equipamentos e provisões.

 

8 - Compressão torácica com incremento da pressão em ventilação com pressão de suporte: efeitos na remoção de secreções, hemodinâmica e mecânica pulmonar em pacientes em ventilação mecânica

Chest compression with a higher level of pressure support ventilation: effects on secretion removal, hemodynamics, and respiratory mechanics in patients on mechanical ventilation

Wagner da Silva Naue, Luiz Alberto Forgiarini Junior, Alexandre Simões Dias, Silvia Regina Rios Vieira

J Bras Pneumol.2014;40(1):55-60

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Objetivo: Determinar a eficácia da manobra de compressão torácica, associada ao acréscimo de 10 cmH2O na pressão inspiratória basal em modo ventilatório com pressão de suporte, em comparação com a da aspiração isolada, em relação a remoção de secreções, normalização da hemodinâmica e melhora da mecânica pulmonar em pacientes em ventilação mecânica. Métodos: Ensaio clínico randomizado cruzado incluindo pacientes em ventilação mecânica por mais de 48 h internados no CTI do Hospital de Clínicas de Porto Alegre, em Porto Alegre, RS. Os pacientes foram randomizados para receber aspiração isolada (grupo controle) ou compressão torácica associada ao acréscimo de 10 cmH2O na pressão inspiratória basal em modo ventilatório com pressão de suporte (grupo intervenção). Foram mensurados parâmetros hemodinâmicos e de mecânica respiratória, assim como a quantidade de secreção aspirada. Resultados: Foram incluídos 34 pacientes. A idade média foi de 64,2  14,6 anos. Na comparação com o grupo controle, o grupo intervenção apresentou uma maior mediana da quantidade de secreção aspirada (1,9 g vs. 2,3 g; p = 0,004), maior aumento da variação da média do volume corrente expirado (16  69 mL vs. 56  69 mL; p = 0,018) e maior aumento da variação da média da complacência dinâmica (0,1  4,9 cmH2O vs. 2,8  4,5 cmH2O; p = 0,005). Conclusões: Na amostra estudada, a compressão torácica associada ao aumento da pressão de suporte aumentou significativamente a quantidade de secreção aspirada, o volume corrente expirado e a complacência dinâmica. (ClinicalTrials.gov Identifier:NCT01155648 [http://www.clinicaltrials.gov/])

 


Palavras-chave: Modalidades de fisioterapia; Respiração artificial; Unidades de terapia intensiva; Terapia respiratória.

 

9 - A carga de doença por tuberculose no estado de Santa Catarina

The burden of disease due to tuberculosis in the state of Santa Catarina, Brazil

J Bras Pneumol.2014;40(1):61-68

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Objective: To estimate the burden of disease due to tuberculosis in the state of Santa Catarina, Brazil, in 2009. Methods: This was an epidemiological study with an ecological design. Data on tuberculosis incidence and mortality were collected from specific Brazilian National Ministry of Health databases. The burden of disease due to tuberculosis was based on the calculation of disability-adjusted life years (DALYs). The DALYs were estimated by adding the years of life lost (YLLs) and years lived with disability (YLDs). Absolute values were transformed into rates per 100,000 population. The rates were calculated by gender, age group, and health care macroregion. Results: The burden of disease due to tuberculosis was 5,644.27 DALYs (92.25 DALYs/100,000 population), YLLs and YLDs respectively accounting for 78.77% and 21.23% of that total. The highest rates were found in males in the 30-44 and 45-59 year age brackets, although that was not true in every health care macroregion. Overall, the highest estimated burden was in the Planalto Norte macroregion (179.56 DALYs/100,000 population), followed by the Nordeste macroregion (167.07 DALYs/100,000 population). Conclusions: In the majority of the health care macroregions of Santa Catarina, the burden of disease due to tuberculosis was concentrated in adult males, the level of that concentration varying among the various macroregions.

 


Palavras-chave: Tuberculose/epidemiologia; Expectativa de vida; Efeitos psicossociais da doença.

 

Comunicação Breve

10 - Avaliação de riscos de readmissão em UTI através do escore Stability and Workload Index for Transfer

Assessment of ICU readmission risk with the Stability and Workload Index for Transfer score

Daiane Ferreira Oakes, Ingrid Nemitz Krás Borges, Luiz Alberto Forgiarini Junior, Marcelo de Mello Rieder

J Bras Pneumol.2014;40(1):69-72

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Comparamos crianças menores de cinco anos com pneumonia pneumocócica bacterêmica (PPB) àquelas com empiema pneumocócico (EP) quanto aos achados clínicos, radiológicos e laboratoriais. Um estudo de coorte aninhado transversal, com 102 crianças com EP e 128 com PPB, foi realizado em 12 centros na Argentina, no Brasil e na República Dominicana. Nas crianças com EP, a média de idade e a duração da doença foram maiores. Taquipneia, dispneia e contagem de leucócitos alta foram mais comuns nas crianças com EP; febre e letargia foram mais comuns naquelas com PPB. Parece possível distinguir crianças com EP de crianças com PPB a partir de achados clínicos e laboratoriais. Como essas duas doenças estão associadas a altas taxas de morbidade e mortalidade, o diagnóstico rápido é crucial.

 


Palavras-chave: Empiema pleural; Pneumonia pneumocócica; Infecções pneumocócicas.

 

11 - Empiema e pneumonia pneumocócica bacterêmica em menores de cinco anos de idade

Empyema and bacteremic pneumococcal pneumonia in children under five years of age

Maria Regina Alves Cardoso, Cristiana Maria Costa Nascimento-Carvalho, Fernando Ferrero, Eitan Naaman Berezin, Raul Ruvinsky, Clemax Couto Sant'Anna, Maria Cristina de Cunto Brandileone, Maria de Fátima Bazhuni Pombo March, Ruben Maggi, Jesus Feris-Iglesias, Yehuda Benguigui, Paulo Augusto Moreira Camargos; the CARIBE group

J Bras Pneumol.2014;40(1):73-76

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A alta da UTI é indicada com base em evidências clínicas e resultados de estratégias que objetivam melhorar o atendimento. No entanto, os pacientes podem ser submetidos a alta precoce. Objetivamos identificar fatores de risco para a readmissão não planejada na UTI, através de um escore de avaliação dos riscos denominado Stability and Workload Index for Transfer (SWIFT). Foram avaliados 100 pacientes com alta de uma UTI e verificamos que o escore SWIFT pode ser uma possível ferramenta para uma melhor avaliação do paciente e adequação da alta da UTI, evitando sua readmissão.

 


Palavras-chave: Unidades de terapia intensiva; Fatores de risco; Readmissão do paciente.

 

Relato de Caso

12 - Doença pulmonar intersticial aguda induzida por adalimumabe em paciente com artrite reumatoide

Adalimumab-induced acute interstitial lung disease in a patient with rheumatoid arthritis

Olívia Meira Dias, Daniel Antunes Silva Pereira, Bruno Guedes Baldi, André Nathan Costa, Rodrigo Abensur Athanazio, Ronaldo Adib Kairalla, Carlos Roberto Ribeiro Carvalho

J Bras Pneumol.2014;40(1):77-81

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O uso de imunobiológicos no tratamento das doenças autoimunes é cada vez mais frequente na prática médica. Terapias anti-TNF têm sido cada vez mais utilizadas nas doenças autoimunes refratárias, especialmente na artrite reumatoide, com resultados promissores. Entretanto, o uso dessas terapias está relacionado ao aumento do risco do desenvolvimento de outras doenças autoimunes. Adicionalmente, o uso de agentes anti-TNF pode determinar repercussões pulmonares, como a reativação de infecções por micobactérias e fungos e o desenvolvimento de sarcoidose e de outras doenças pulmonares intersticiais (DPIs). A associação de DPI e uso dos agentes anti-TNF, em especial infliximabe e etanercepte, já foi descrita. O adalimumabe é a mais nova droga dessa classe, e algumas publicações sugerem que seu uso pode determinar a indução ou mesmo a exacerbação de DPIs preexistentes. Neste estudo, relatamos o primeiro caso de DPI aguda secundária à utilização de adalimumabe, em uma paciente portadora de artrite reumatoide sem DPI prévia no Brasil.

 


Palavras-chave: Doenças pulmonares intersticiais; Artrite reumatoide; Antirreumáticos; Anticorpos monoclonais humanizados/efeitos adversos.

 

13 - Tratamento adjuvante com nebulização de salina hipertônica em uma criança com bronquite plástica após a operação de Glenn

Add-on treatment with nebulized hypertonic saline in a child with plastic bronchitis after the Glenn procedure

Grzegorz Lis, Ewa Cichocka-Jarosz, Urszula Jedynak-Wasowicz, Edyta Glowacka

J Bras Pneumol.2014;40(1):82-85

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A bronquite plástica (BP), embora uma causa rara de obstrução de vias aéreas, apresenta taxas de mortalidade de até 50% em crianças submetidas a cirurgia cardíaca do tipo Fontan. Apresentamos o caso de uma menina de 18 meses de idade com BP secundária a pneumonia. Aos 6 meses de idade, a paciente havia sido submetida à operação de Glenn devido a coração funcionalmente univentricular. A fibrobroncoscopia revelou obstrução completa do bronco esquerdo por moldes mucoides. A farmacoterapia consistiu em glicocorticosteroides, azitromicina e maleate de enalapril. Adicionalmente, a criança recebeu nebulização de solução de NaCl a 3%, que provou ser benéfica. Em crianças submetidas a operações do tipo Fontan, devemos nos manter alerta quanto à BP, que pode ser desencadeada por infecção do trato respiratório.

 


Palavras-chave: Bronquite; Cardiopatias congênitas; Solução salina hipertônica.

 

 


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