Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2014 - Volume 40  - Número 5  (Setembro/Outubro)






Artigo Especial

3 - Recomendações brasileiras de ventilação mecânica 2013. Parte 2

Brazilian recommendations of mechanical ventilation 2013. Part 2

Essas recomendações são uma iniciativa conjunta do Comitê de Ventilação Mecânica da Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e da Comissão de Terapia Intensiva da Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT).

J Bras Pneumol.2014;40(5):458-486

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O suporte ventilatório artificial invasivo e não invasivo ao paciente grave tem evoluído e inúmeras evidências têm surgido, podendo ter impacto na melhora da sobrevida e da qualidade do atendimento oferecido nas unidades de terapia intensiva no Brasil. Isto posto, a Associação de Medicina Intensiva Brasileira (AMIB) e a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT) - representadas por seu Comitê de Ventilação Mecânica e sua Comissão de Terapia Intensiva, respectivamente, decidiram revisar a literatura e preparar recomendações sobre ventilação mecânica, objetivando oferecer aos associados um documento orientador das melhores práticas da ventilação mecânica na beira do leito, com base nas evidências existentes, sobre os 29 subtemas selecionados como mais relevantes no assunto. O projeto envolveu etapas que visaram distribuir os subtemas relevantes ao assunto entre experts indicados por ambas as sociedades, que tivessem publicações recentes no assunto e/ou atividades relevantes em ensino e pesquisa no Brasil, na área de ventilação mecânica. Esses profissionais, divididos por subtemas em duplas, responsabilizaram-se por fazer uma extensa revisão da literatura mundial. Reuniram-se todos no Fórum de Ventilação Mecânica, na sede da AMIB, na cidade de São Paulo (SP), em 3 e 4 de agosto de 2013, para finalização conjunta do texto de cada subtema e apresentação, apreciação, discussão e aprovação em plenária pelos 58 participantes, permitindo a elaboração de um documento final.

 


Palavras-chave: Recomendações; Ventilação Mecânica; Insuficiência Respiratória.

 

Artigo Original

4 - Nível de controle da asma e sua relação com o uso de medicação em asmáticos no Brasil

Level of asthma control and its relationship with medication use in asthma patients in Brazil

Josiane Marchioro, Mariana Rodrigues Gazzotti, Oliver Augusto Nascimento, Federico Montealegre, James Fish, José Roberto Jardim

J Bras Pneumol.2014;40(5):487-494

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Objetivo: Avaliar pacientes asmáticos no Brasil em relação ao grau de controle da asma, a aderência ao tratamento de manutenção e o uso de medicação de alivio em pacientes asmáticos. Métodos: Foram utilizados os dados de um inquérito latino-americano, obtidos em quatro capitais brasileiras, de 400 pacientes com asma através de um questionário sobre o controle e o tratamento da doença. Resultados: A prevalência de asma nesta amostra foi de 8,8%. Dos 400 pacientes estudados, 37 (9,3%), 226 (56,5%) e 137 (34,3%), respectivamente, foram classificados, segundo critérios da Global Initiative for Asthma, como tendo asma controlada, parcialmente controlada e não controlada. A proporção de pacientes em terapia de manutenção nas últimas quatro semanas naqueles três grupos, respectivamente, foi de 5,4%, 19,9% e 41,6%. O uso de medicação de alivio foi significativamente mais comum nos pacientes com asma não controlada (86,9%; p < 0,001). Conclusões: Nossos achados sugerem que a grande maioria dos pacientes com asma no Brasil não apresenta sua doença controlada segundo critérios internacionais. As medicações de manutenção ainda são subutilizadas no Brasil, e o uso de medicações de alívio e corticoide oral é mais frequente em pacientes com asma parcialmente controlada ou não controlada.

 


Palavras-chave: Asma/terapia; Asma/prevenção e controle; Adesão à medicação.

 

5 - Utilidade de se combinar o nível sérico de proteína C reativa de alta sensibilidade no momento da alta com um índice de risco para prever a reinternação por exacerbação aguda da DPOC

Utility of the combination of serum highly-sensitive C-reactive protein level at discharge and a risk index in predicting readmission for acute exacerbation of COPD

Chun Chang, Hong Zhu, Ning Shen, Xiang Han, Yahong Chen, Bei He

J Bras Pneumol.2014;40(5):495-503

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Objetivo: Reinternações frequentes por exacerbações agudas da DPOC (EADPOC) são um fator de risco independente para maior mortalidade e uso de recursos de saúde. A gravidade da doença e o nível de proteína C reativa (PCR) são preditores validados do prognóstico em longo prazo para tais pacientes. Investigamos a utilidade da combinação do nível sérico de PCR com a classificação de risco de exacerbação da Global Initiative for Chronic Obstructive Lung Disease (GOLD) para predizer a reinternação por EADPOC. Métodos: Estudo observacional prospectivo de pacientes consecutivos hospitalizados por EADPOC no Peking University Third Hospital, in Pequim, China. Avaliamos a idade; gênero, história e carga tabágicas (anos-maço), função pulmonar, frequência de EADPOC no último ano; qualidade de vida; categoria de risco GOLD (A-D, D indicando maior risco); e nível sérico de PCR de alta sensibilidade na alta (PCRas-A). Resultados: A amostra final consistiu em 135 pacientes. Desses, 71 (52,6%) foram reinternados ao menos uma vez durante o período de seguimento de 12 meses. A mediana (intervalo interquartílico) do tempo de reinternação foi de 78 dias (42-178 dias). A análise multivariada revelou que PCRas-A sérico ≥ 3 mg/L e categoria GOLD D foram preditores independentes de reinternação (razão de risco = 3,486; IC95%: 1,968-6,175; p < 0,001 e razão de risco = 2,201; IC95%: 1,342-3,610; p = 0,002, respectivamente). A ordem das combinações dos fatores por risco cumulativo de readmissão, da maior para a menor foi a seguinte: PCRas-A ≥ 3 mg/L e categoria GOLD D; PCRas-A ≥ 3 mg/L e categorias GOLD A-C; PCRas-A < 3 mg/L e categoria GOLD D; e PCRas-A < 3 mg/L e categorias GOLD A-C. Conclusões: O nível sérico de PCRas-A e a classificação GOLD são preditores independentes de reinternação por EADPOC, e seu valor preditivo aumenta quanto usados conjuntamente.

 


Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica/epidemiologia; Doença aguda; Hospitalização; Readmissão do paciente; Inflamação.

 

6 - Barreiras associadas à menor atividade física em portadores de DPOC

Barriers associated with reduced physical activity in COPD patients

Priscila Batista Amorim, Rafael Stelmach, Celso Ricardo Fernandes Carvalho, Frederico Leon Arrabal Fernandes, Regina Maria Carvalho-Pinto, Alberto Cukier

J Bras Pneumol.2014;40(5):504-512

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Objetivo: Avaliar a capacidade de portadores de DPOC em realizar atividades de vida diária (AVD), identificar barreiras que impedem a sua realização, e correlacionar essas barreiras com gravidade da dispneia, teste de caminhada de seis minutos (TC6) e um escore de limitação de AVD. Métodos: Nos pacientes com DPOC e controles saudáveis pareados por idade, o número de passos, a distância percorrida e o tempo de caminhada foram registrados por um acelerômetro tridimensional durante sete dias consecutivos. Um questionário de barreiras percebidas e a escala London Chest Activity of Daily Living (LCADL) foram utilizados para identificar os fatores que impedem a realização de AVD. A dispneia foi medida por duas escalas distintas, e a capacidade física submáxima foi determinada com base no TC6. Resultados: Foram avaliados 40 sujeitos com DPOC e 40 controles. Os pacientes com DPOC, comparados aos controles, realizaram menor tempo de caminhada (68,5  25,8 min/dia vs. 105,2  49,4 min/dia; p < 0,001), menor distância caminhada (3,9  1,9 km/dia vs. 6,4  3,2 km/dia; p < 0,001) e menor número de passos/dia. As principais barreiras referidas para realização de AVD foram falta de estrutura, influência social e falta de vontade. A distância caminhada no TC6 correlacionou-se com os resultados do acelerômetro, mas não os resultados da LCADL. Conclusões: Portadores de DPOC são menos ativos quando comparados a adultos saudáveis com idade comparável. O sedentarismo e as barreiras para a realização de AVD têm implicações imediatas na prática clínica, exigindo medidas precoces de intervenção.

 


Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica; Atividades cotidianas; Tolerância ao exercício.

 

7 - Avaliação da técnica de utilização de dispositivos inalatórios no tratamento de doenças respiratórias no sul do Brasil: estudo de base populacional

Assessment of inhaler techniques employed by patients with respiratory diseases in southern Brazil: a population-based study

Paula Duarte de Oliveira, Ana Maria Baptista Menezes, Andréa Dâmaso Bertoldi, Fernando César Wehrmeister, Silvia Elaine Cardozo Macedo

J Bras Pneumol.2014;40(5):513-520

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Objetivo: Conhecer os erros na técnica de uso de dispositivos inalatórios empregada por pacientes com doenças respiratórias no sul do Brasil e o perfil daqueles que possuem dificuldades em realizá-la. Métodos: Estudo transversal, de base populacional, com indivíduos com idade ≥ 10 anos e em uso de inaladores pressurizados (IPrs) ou inaladores de pó (IP) em 1.722 domicílios de Pelotas (RS). Resultados: Foram incluídos 110 indivíduos que utilizavam 94 IPrs e 49 IP. Os principais erros no uso dos IPrs e IP foram não expirar antes da inalação (66% e 47%, respectivamente), não fazer uma pausa inspiratória após a inalação (29% e 25%) e não agitar o IPr antes do uso (21%). Os indivíduos com idade ≥ 60 anos mais frequentemente cometeram erros. Das demonstrações de uso do IPr e IP, respectivamente, 72% e 51% apresentaram ao menos um erro, enquanto 13% das demonstrações foram plenamente corretas e 11% apresentaram erros em todas as fases. A proporção de indivíduos com menor nível de escolaridade que cometeram ao menos um erro foi significativamente maior do que a daqueles com maior nível de escolaridade tanto no uso de IPrs (85% vs. 60%; p = 0,018) quanto no de IPs (81% vs. 35%; p = 0,010). Conclusões: Nesta amostra, os principais erros cometidos no uso dos inaladores foram não realizar a expiração antes da inalação, não fazer a pausa inspiratória após a inalação e não agitar o IPr. Pacientes com menor nível socioeconômico e educacional, assim como aqueles com idade avançada, merecem especial atenção na educação sobre a realização da técnica inalatória, pois apresentam um maior risco de cometer erros durante o uso dos inaladores.

 


Palavras-chave: Asma; Doença pulmonar obstrutiva crônica; Inaladores de pó seco; Inaladores dosimetrados.

 

8 - Efeitos do método Pilates na força muscular e na função pulmonar de pacientes com fibrose cística

Effects of Pilates mat exercises on muscle strength and on pulmonary function in patients with cystic fibrosis

Caroline Buarque Franco, Antonio Fernando Ribeiro, André Moreno Morcillo, Mariana Porto Zambon, Marina Buarque Almeida, Tatiana Rozov

J Bras Pneumol.2014;40(5):521-527

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Objetivo: Analisar os efeitos do método Pilates em pacientes com fibrose cística (FC). Métodos: Foi realizado um ensaio clínico, casuística de 19 pacientes com FC. Os pacientes foram recrutados no Ambulatório de FC do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas e no Instituto da Criança do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Todos os pacientes foram submetidos a uma sessão semanal de Pilates de 60 min durante quatro meses. As variáveis estudadas, antes e após a intervenção, foram força muscular respiratória, PImáx, PEmáx, CVF e VEF1. Resultados: Houve um aumento significativo na PImáx nos pacientes do sexo masculino (p = 0,017), enquanto houve aumentos significativos na PImáx e PEmáx nos pacientes do sexo feminino (p = 0,005 e p = 0,007, respectivamente) após a intervenção. Não houve diferenças significativas nos valores de CVF e VEF1 antes e após a intervenção no grupo total de participantes, nem nos subgrupos em relação ao gênero. Conclusões: Os resultados deste estudo mostraram os efeitos benéficos da aplicação do método Pilates na força muscular respiratória nos pacientes estudados. (Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos - ReBEC; número de identificação RBR-86vp8x [http://www.ensaiosclinicos.gov.br])

 


Palavras-chave: Fibrose cística; Força muscular; Técnicas de exercício e de movimento; Testes de função respira-tória.

 

9 - Efeitos do treinamento de empilhamento de ar na função pulmonar de pacientes com amiotrofia espinhal e distrofia muscular congênita

Air stacking: effects on pulmonary function in patients with spinal muscular atrophy and in patients with congenital muscular dystrophy

Tanyse Bahia Carvalho Marques, Juliana de Carvalho Neves, Leslie Andrews Portes, João Marcos Salge, Edmar Zanoteli, Umbertina Conti Reed

J Bras Pneumol.2014;40(5):528-534

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Objetivo: As complicações respiratórias são as principais causas de morbidade e mortalidade em pacientes com doenças neuromusculares (DNM). Os objetivos deste estudo foram determinar os efeitos que o treinamento diário domiciliar com manobras de empilhamento de ar tem na função respiratória de pacientes com amiotrofia espinhal (AE) e distrofia muscular congênita (DMC), e identificar possíveis associações entre deformidades na coluna vertebral e os efeitos das manobras. Métodos: Dezoito pacientes com DNM (dez com DMC e oito com AE) foram submetidos a treinamento diário domiciliar de empilhamento de ar com ressuscitador manual por um período de quatro a seis meses e submetidos a testes de função pulmonar antes e após tal período. Os testes de função pulmonar incluíram medidas de CVF, PFE, a capacidade de insuflação máxima (CIM) e a medida do pico de fluxo de tosse não assistido e assistido (PFTNA e PFTASS, respectivamente). Resultados: Após o uso das manobras de empilhamento de ar no domicílio, houve uma melhora significativa na PFTNA e PFTASS. Nos pacientes sem escoliose, houve também um aumento significativo na CVF. No grupo de pacientes sem escoliose, o ganho na PFTNA e PFTASS foi superior ao do grupo com escoliose. Conclusões: A utilização rotineira diária de manobras de empilhamento de ar com ressuscitador manual parece melhorar a PFTNA e PFTASS em pacientes com DNM, especialmente naqueles sem escoliose.

 


Palavras-chave: Doenças neuromusculares; Tosse; Testes de função respiratória; Terapia respiratória.

 

10 - Textilomas intratorácicos: achados tomográficos

Thoracic textilomas: CT findings

Dianne Melo Machado, Gláucia Zanetti, Cesar Augusto Araujo Neto, Luiz Felipe Nobre, Gustavo de Souza Portes Meirelles, Jorge Luiz Pereira e Silva, Marcos Duarte Guimarães, Dante Luiz Escuissato, Arthur Soares Souza Jr, Bruno Hochhegger, Edson Marchiori

J Bras Pneumol.2014;40(5):535-542

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Objetivo: Analisar retrospectivamente os aspectos encontrados em TCs de tórax com textiloma torácico. Métodos: Estudo retrospectivo de 16 pacientes (11 homens e 5 mulheres) com diagnóstico de textiloma torácico confirmado cirurgicamente. As TCs de tórax foram avaliadas, de modo independente, por dois observadores, e os casos discordantes foram resolvidos por consenso. Resultados: Na maioria dos casos (62,5%), o fator causal foi a cirurgia cardíaca prévia. Os sintomas mais frequentes foram dor torácica (em 68,75%) e tosse (em 56,25%). Em todos os casos, o principal achado tomográfico foi de massa com contornos regulares e limites bem definidos ou parcialmente definidos. A localização dos textilomas ocorreu na mesma proporção no hemitórax direito e esquerdo, mas foi mais comum no terço inferior (em 56,25%). O tamanho das massas foi ≤ 10 cm e > 10 cm, respectivamente, em 10 (62,5%) e em 6 pacientes (37,5%). A maioria dos textilomas apresentou densidade heterogênea (81,25%), observando-se no seu interior calcificações, gás, marcador radiopaco ou material da compressa. A impregnação periférica da lesão foi observada em 12 (92,3%) dos 13 pacientes que receberam o meio de contraste. A cirurgia demonstrou acometimento do espaço pleural e pericárdico, respectivamente, em 14 (87,5%) e em 2 pacientes (12,5%). Conclusões: É importante reconhecer os principais aspectos tomográficos dos textilomas intratorácicos a fim de incluir essa possibilidade no diagnóstico diferencial em pacientes com dor torácica e tosse e história de cirurgia cardíaca ou torácica, contribuindo assim para o tratamento precoce dessa complicação cirúrgica.

 


Palavras-chave: Reação a corpo estranho; Tomografia computadorizada espiral; Cirurgia torácica.

 

11 - Análise espacial dos óbitos por tuberculose pulmonar em São Luís, Maranhão

Spatial analysis of deaths from pulmonary tuberculosis in the city of São Luís, Brazil

Marcelino Santos-Neto, Mellina Yamamura, Maria Concebida da Cunha Garcia, Marcela Paschoal Popolin, Tatiane Ramos dos Santos Silveira, Ricardo Alexandre Arcêncio

J Bras Pneumol.2014;40(5):543-551

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Objetivo: Caracterizar os óbitos por tuberculose pulmonar em São Luís (MA) segundo variáveis sociodemográficas e operacionais e descrever sua distribuição espacial. Métodos: Estudo ecológico e exploratório baseado em dados secundários oriundos das declarações de óbitos por tuberculose pulmonar do Sistema de Informação sobre Mortalidade. Foram incluídos todos os óbitos por tuberculose pulmonar ocorridos na zona urbana de São Luís entre 2008 e 2012. Foram realizadas análises univariadas e bivariadas das variáveis sociodemográficas e operacionais dos óbitos investigados e a distribuição espacial dos eventos por kernel density estimation. Resultados: No período estudado, foram registrados 193 óbitos. A mediana de idade foi de 52 anos. Dos 193 indivíduos, 142 (73,60%) eram do sexo masculino, 133 (68,91%) da raça/cor parda, 102 (53,13%) eram solteiros, e 64 (33,16%) haviam completado o ensino fundamental. Observou-se que não ter recebido assistência médica antes do óbito teve uma associação estatisticamente significativa com a realização de necropsia (p = 0,001). O mapa temático por densidade de pontos demonstrou uma heterogeneidade na distribuição espacial dos óbitos, com taxas de até 8,12 óbitos/km2. Conclusões: As características sociodemográficas e operacionais dos óbitos por tuberculose pulmonar evidenciadas nessa investigação, bem como a identificação dos locais prioritários para o controle e a vigilância da doença, poderão auxiliar a gestão pública na diminuição das iniquidades em saúde e permitir uma otimização dos recursos, fornecendo subsídios para a escolha de estratégias e intervenções específicas direcionadas às populações mais vulneráveis.

 


Palavras-chave: Tuberculose pulmonar/mortalidade; Controle de doenças transmissíveis; Análise espacial.

 

Meta-análise

12 - Efeitos da prednisona na bronquite eosinofílica na asma: uma revisão sistemática e meta-análise

Effects of prednisone on eosinophilic bronchitis in asthma: a systematic review and meta-analysis

Thiago Mamôru Sakae, Rosemeri Maurici, Daisson José Trevisol, Marcia Margaret Menezes Pizzichini, Emílio Pizzichini

J Bras Pneumol.2014;40(5):552-563

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Objetivo: Avaliar o tamanho do efeito do tratamento com prednisona oral na bronquite eosinofílica na asma por meio de revisão sistemática e meta-análise. Métodos: Revisão sistemática de artigos nas bases de dados do Medline, Cochrane Controlled Trials Register, EMBASE e LILACS. Foram selecionados estudos que preencheram os seguintes critérios: comparar ao menos dois grupos ou dois momentos (prednisona vs. controle, prednisona vs. outra droga ou pré vs. pós-tratamento com prednisona) e avaliar parâmetros antes e depois do uso de prednisona, incluindo eosinófilos, proteína catiônica eosinofílica (PCE) e IL-5 no escarro - com ou sem valores de VEF1 pós-broncodilatador - com os IC95% correspondentes ou com dados suficientes para calculá-los. As variáveis independentes foram uso e dose de prednisona e duração do tratamento. Os desfechos avaliados foram eosinófilos, IL-5 e PCE no escarro, bem como VEF1 pós-broncodilatador. Resultados: A análise conjunta dos dados de pré e pós-tratamento revelou uma redução significativa nas médias de eosinófilos no escarro (8,18%; IC95%: 7,69-8,67; p < 0,001), IL-5 no escarro (83,64 pg/mL; IC95%: 52,45-114,83; p < 0,001), PCE no escarro (267,60 g/L; IC95%: 244,57-290,93; p < 0,001), assim como um aumento significativo na média de VEF1 pós-broncodilatador (8,09%; IC95%: 5,35-10,83; p < 0,001). Conclusões: Em pacientes com bronquite eosinofílica de moderada a grave, o tratamento com prednisona determinou uma redução significativa nos níveis de eosinófilos no escarro, assim como nos níveis de IL-5 e PCE no escarro. Essa redução na resposta inflamatória foi acompanhada de um aumento significativo do VEF1 pós-broncodilatador.

 


Palavras-chave: Metanálise; Bronquite; Asma; Eosinofilia pulmonar; Medicina baseada em evidências; Prednisona.

 

Artigo de Revisão

13 - Cigarro eletrônico: o novo cigarro do século 21?

The electronic cigarette: the new cigarette of the 21st century?

Marli Maria Knorst, Igor Gorski Benedetto, Mariana Costa Hoffmeister, Marcelo Basso Gazzana

J Bras Pneumol.2014;40(5):564-573

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O cigarro eletrônico é um sistema eletrônico de liberação de nicotina que está gerando controvérsias, tanto entre a população quanto entre profissionais da saúde. O uso crescente do cigarro eletrônico é observado em tabagistas de diversos países, tanto para auxiliar na cessação do tabagismo quanto como substituto do cigarro convencional. Dados sobre a segurança do uso do cigarro eletrônico são limitados. Do mesmo modo, até o momento, não há evidências de que o cigarro eletrônico seja efetivo para tratar a adição à nicotina. Usuários relataram usar o cigarro eletrônico por mais de um ano, frequentemente combinado com o cigarro convencional, prolongando assim a dependência de nicotina. Ainda, o uso crescente do cigarro eletrônico por adolescentes gera preocupação. Neste artigo é feita uma descrição do cigarro eletrônico e de seus constituintes, assim como são revistos os dados disponíveis sobre segurança, impacto na iniciação e na cessação do tabagismo, e questões relacionadas à regulação do uso do cigarro eletrônico.

 


Palavras-chave: Hábito de Fumar; Produtos do Tabaco; Nicotina.

 

Relato de Caso

14 - Malformação de Chiari e síndrome de apneia central do sono: eficácia do tratamento com servoventilação adaptativa

Chiari malformation and central sleep apnea syndrome: efficacy of treatment with adaptive servo-ventilation

Jorge Marques do Vale, Eloísa Silva, Isabel Gil Pereira, Catarina Marques, Amparo Sanchez-Serrano, António Simões Torres

J Bras Pneumol.2014;40(5):574-578

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A malformação de Chiari tipo I (MC-I) tem sido associada a distúrbios respiratórios do sono, sobretudo à síndrome de apneia central do sono. Apresentamos o caso de uma paciente do sexo feminino de 44 anos de idade com MC-I que foi encaminhada à nossa unidade de sono por suspeita de apneia do sono. A paciente havia sido submetida a cirurgia descompressiva 3 anos antes. A gasometria arterial mostrou hipercapnia. A polissonografia revelou um índice de distúrbio respiratório de 108 eventos/h, sendo todos os eventos apneias centrais. Foi iniciado tratamento com servoventilação adaptativa e houve resolução da apneia central. Este relato demonstra a eficácia da servoventilação no tratamento da síndrome de apneia central do sono associada à hipoventilação alveolar em uma paciente com MC-I previamente submetida a cirurgia descompressiva.

 


Palavras-chave: Apneia do sono tipo central; Malformação de Arnold-Chiari; Ventilação não invasiva.

 

Cartas ao Editor

15 - Sistema de drenagem digital: até onde podemos chegar?

Digital drainage system: how far can we go?

Altair da Silva Costa Jr, Luiz Eduardo Villaça Leão, Jose Ernesto Succi, Erika Rymkiewicz, Juliana Folador, Thamara Kazantzis

J Bras Pneumol.2014;40(5):579-581

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16 - Ingestão de bateria: uma causa incomum de mediastinite

Battery ingestion: an unusual cause of mediastinitis

Rosana Souza Rodrigues, Fátima Aparecida Ferreira Figueiredo, César Augusto Amorim, Gláucia Zanetti, Edson Marchiori

J Bras Pneumol.2014;40(5):582-583

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Resposta do autor

18 - Resposta dos autores

Authors' reply

Leonardo de Assis, Mauro César Isoldi

J Bras Pneumol.2014;40(5):586-587

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Errata

19 - Errata

J Bras Pneumol.2014;40(5):588

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