Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2014 - Volume 40  - Número 6  (Novembro/Dezembro)

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Artigo Original

2 - Diferenças entre os sexos na percepção de asma e sintomas respiratórios em uma amostra populacional em quatro cidades brasileiras

Gender differences in the perception of asthma and respiratory symptoms in a population sample of asthma patients in four Brazilian cities

Laura Russo Zillmer, Mariana Rodrigues Gazzotti, Oliver Augusto Nascimento, Federico Montealegre, James Fish, José Roberto Jardim

J Bras Pneumol.2014;40(6):591-598

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Objetivo: Avaliar o impacto da asma em relação ao sexo em uma amostra populacional de pacientes asmáticos no Brasil. Métodos: Foram entrevistados pessoalmente 400 pacientes asmáticos com idade > 12 anos de uma amostra probabilística nacional por contato telefônico nas cidades de São Paulo, Rio de Janeiro, Curitiba e Salvador. Os indivíduos responderam um questionário de 53 questões relacionadas com cinco domínios da asma: sintomas; impacto da asma na vida; percepção do controle da asma; exacerbações; tratamento e medicação. Resultados: Dos 400 pacientes entrevistados, 272 (68%) eram do sexo feminino. Em relação aos sintomas respiratórios, uma maior proporção de mulheres relatou se sentir extremamente incomodada com seus sintomas (tosse com secreção, sensação de aperto no peito, tosse/falta de ar/sensação de aperto no peito durante exercícios, falta de ar noturna e tosse noturna) do que os homens. Sintomas diurnos, como tosse, falta de ar, chiado e sensação de aperto no peito, foram mais comuns nas mulheres que nos homens. Além disso, a asma interferiu mais frequentemente nos esforços físicos normais, atividades sociais, durante o sono e na vida em geral nas mulheres. Sobre o impacto da asma na qualidade de vida, as mulheres relataram mais frequentemente que os homens que a asma causava uma sensação de falta de controle sobre a própria vida e que eram afetadas na forma como se sentiam em relação a si mesmas. Conclusões: As mulheres asmáticas apresentam mais sintomas e são mais afetadas em suas atividades diárias e qualidade de vida.

 


Palavras-chave: Asma/diagnóstico; Asma/prevenção & controle; Qualidade de vida.

 

3 - Eficácia e segurança da associação fluticasona/formoterol em cápsula única em pacientes com asma persistente: estudo de não inferioridade

Efficacy and safety of the single-capsule combination of fluticasone/formoterol in patients with persistent asthma: a non-inferiority trial

Marti Antilla, Fábio Castro, Álvaro Cruz, Adalberto Rubin, Nelson Rosário, Rafael Stelmach

J Bras Pneumol.2014;40(6):599-608

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Objetivo: A fluticasona e o formoterol são efetivos no tratamento da asma. A terapia combinada é o tratamento de escolha quando o corticosteroide isolado não controla a asma. O objetivo deste estudo foi comparar a eficácia e segurança de formulações contendo budesonida/formoterol (BUD/FOR), fluticasona (FLU) e fluticasona/formoterol (FLU/FOR) em cápsula única sobre a função pulmonar em pacientes com asma persistente leve e moderada. Métodos: Estudo de fase III multicêntrico brasileiro, aleatorizado e aberto. A análise primária de eficácia foi a avaliação de não inferioridade da combinação FLU/FOR perante a combinação BUD/FOR em relação ao VEF1 (em L) na visita final. As análises secundárias foram PFE, nível de controle da asma, nível de cortisol sérico, frequência de eventos adversos, aderência ao tratamento e uso adequado do inalador. Resultados: Foram randomizados 243 pacientes nos grupos FLU/FOR (n = 79), BUD/FOR (n = 83) e FLU (n = 81). Após 12 semanas de tratamento, a média da diferença do VEF1 foi de 0,22 L (IC95%: −0,06 a 0,49) entre os grupos FLU/FOR e BUD/FOR e de 0,26 L (IC95%: −0,002 a 0,52) entre os grupos FLU/FOR e FLU. A não inferioridade ficou demonstrada pela diferença de limite inferior do IC95% (−0,06 vs. −0,002). O nível de controle da asma e o PFE foram significativamente maiores nos grupos FLU/FOR e BUD/FOR em comparação com o grupo FLU. Não houve diferenças significativas em relação a adesão, uso do inalador e perfil de segurança entre os grupos. Conclusões: A combinação FLU/FOR em cápsula única apresentou eficácia e segurança não inferior às formulações BUD/FOR e FLU e representa uma nova opção de tratamento para asma persistente. (ClinicalTrials.gov Identifier:NCT01202084 [http://www.clinicaltrials.gov/])

 


Palavras-chave: Asma; Esteroides; Broncodilatadores; Administração por inalação.

 

4 - Disfunção ventricular esquerda em pacientes com suspeita de hipertensão arterial pulmonar

Left ventricular dysfunction in patients with suspected pulmonary arterial hypertension

Francisca Gavilanes, José Leonidas Alves Jr, Caio Fernandes, Luis Felipe Lopes Prada, Carlos Viana Poyares Jardim, Luciana Tamie Kato Morinaga, Bruno Arantes Dias, Susana Hoette, Rogerio Souza

J Bras Pneumol.2014;40(6):609-616

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Objetivo: Avaliar o papel do cateterismo de câmaras cardíacas direitas no diagnóstico de hipertensão arterial pulmonar (HAP). Métodos: Entre 2008 e 2013, foram avaliadas as características clínicas, funcionais e hemodinâmicas de todos os pacientes que realizaram cateterismo cardíaco direito por suspeita de HAP em nosso laboratório, depois de afastada a presença de disfunção ventricular esquerda (DVE) grave, de alterações significativas nos testes de função pulmonar ou de resultados de cintilografia pulmonar de inalação/perfusão compatíveis com tromboembolismo pulmonar crônico. Resultados: Durante o período de estudo, 384 pacientes foram submetidos a cateterismo cardíaco diagnóstico. A hipertensão pulmonar (HP) foi confirmada em 302 pacientes (78,6%). A média de idade desses pacientes foi de 48,7 anos. Os pacientes sem HP apresentaram melhor perfil hemodinâmico e menores níveis de peptídio natriurético do tipo B que aqueles diagnosticados com HP. No entanto, 13,8% dos pacientes sem HP apresentavam-se em classe funcional III/IV do New York Heart Association. Dos 218 pacientes que cumpriam os critérios de inclusão, 40 (18,3%) e 178 (81,7%) foram diagnosticados como portadores de HP associada à DVE (HP-DVE) e HAP, respectivamente. O grupo HP-DVE tinha idade significativamente mais avançada que aqueles com HAP (p < 0,0001). Conclusões: A diferença proporcional entre os grupos HAP e HP-DVE foi bastante significativa, considerando a inexistência de sinais ecocardiográficos sugestivos de DVE importante como parte da investigação que antecedeu o cateterismo. Nossos resultados reforçam o papel fundamental do cateterismo cardíaco no diagnóstico da HAP, ainda mais em faixas etárias mais avançadas, nas quais a prevalência de DVE não diagnosticada através de exames não invasivos é particularmente importante.

 


Palavras-chave: Hipertensão pulmonar, Cateterismo cardíaco; Disfunção ventricular esquerda.

 

5 - Aspectos epidemiológicos e fatores de risco para sibilância no primeiro ano de vida

Epidemiological aspects of and risk factors for wheezing in the first year of life

Hamilton Rosendo Fogaça, Fernando Augusto de Lima Marson, Adyléia Aparecida Dalbo Contrera Toro, Dirceu Solé, José Dirceu Ribeiro

J Bras Pneumol.2014;40(6):617-625

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Objetivo: Determinar a prevalência e os fatores de risco para sibilância ocasional (SO) e recorrente - síndrome do lactente sibilante (SLS). Métodos: Pais de lactentes (12-15 meses de idade) responderam o questionário escrito Estudio Internacional de Sibilancias en Lactantes. Resultados: Foram incluídos 1.269 lactentes residentes na cidade de Blumenau (SC). Desses, 715 (56,34%) apresentavam sibilância, sendo essa mais frequente nos meninos. As prevalências de SO e SLS foram de 27,03% (n = 343) e 29,31% (n = 372), respectivamente. O primeiro episódio de sibilância ocorreu aos 5,55 ± 2,87 meses de idade em média. Em 479/715 (66,99%) lactentes com sibilância, o primeiro episódio ocorreu nos primeiros seis meses de vida, enquanto 372/715 (52,03%) apresentaram três ou mais episódios. Os fatores associados com sibilância foram pneumonia; uso de corticoide oral; resfriado; frequência a creches; pais com asma e/ou alergia; mãe com emprego; gênero masculino; sem aleitamento materno; e mofo. Os fatores associados com SLS foram resfriado; diagnóstico médico de asma; visitas a serviço de emergência; uso de corticoide oral/inalatório; pneumonia, bronquite; dispneia; frequência a creches; uso de broncodilatador; pais com asma; sem aleitamento materno; mãe com emprego; e presença de cachorro na residência. Conclusões: A prevalência de sibilância na população estudada foi elevada, sendo multifatorial e com fatores de risco intrínsecos e extrínsecos (infecções do trato respiratório, alergia nos pais, frequência a creches e idade precoce de chiado). A elevada prevalência e os fatores de risco intrínsecos encontrados indicam a necessidade e a oportunidade para estudos epidemiológicos e genéticos nessa população. Além disso, estratégias para que as mães aumentem o período de amamentação ao seio e evitem que seus filhos frequentem creches antes dos seis primeiros meses de vida devem ser estimuladas.

 


Palavras-chave: Asma; Prevalência; Fatores de risco.

 

6 - Efeitos do treinamento muscular respiratório domiciliar em crianças e adolescentes com doença pulmonar crônica

Effects of home-based respiratory muscle training in children and adolescents with chronic lung disease

Iván Rodríguez, Daniel Zenteno, Carlos Manterola

J Bras Pneumol.2014;40(6):626-633

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Objetivo: A fraqueza muscular respiratória é uma repercussão funcional da doença pulmonar crônica (DPC). O objetivo deste estudo foi avaliar os efeitos do treinamento muscular respiratório (TMR) domiciliar em crianças e adolescentes com DPC ou doença neuromuscular (DNM). Métodos: Estudo quasi-experimental com crianças e adolescentes com DPC ou DNM. Foram medidos a força muscular respiratória (PEmáx e PImáx) e o pico de fluxo da tosse (PFT) antes e depois de 6 meses de TMR domiciliar. Foram realizadas comparações estatísticas entre valores pré- e pós-TMR e foram avaliadas as correlações entre a duração e o efeito do TMR. Resultados: Foram incluídos no estudo 29 pacientes, com média de idade de 12 anos (variação, 5-17 anos), dos quais 18 (62,1%) eram meninos. O grupo DPC consistiu em 11 pacientes (37,9%) e o grupo DNM, em 18 (62,1%). A média da duração do TMR foi de 60 semanas (variação, 46-90 semanas) no grupo DPC e de 39 semanas (variação, 24-89 semanas) no grupo DNM. Em comparação com os valores pré-TMR, os valores pós-TMR para PImáx e PEmáx foram significativamente maiores nos dois grupos, enquanto aqueles para PFE e PFT foram significativamente maiores apenas no grupo DNM. Não houve correlações entre a duração e o efeito do TMR. Conclusões: O TMR domiciliar parece ser uma estratégia eficaz para o aumento da força muscular respiratória em crianças e adolescentes com DPC ou DNM, embora aumente efetivamente a capacidade de tosse somente naqueles com DNM.

 


Palavras-chave: Exercícios respiratórios; Fibrose cística; Bronquiolite obliterante; Doenças neuromusculares; Tos-se.

 

7 - Correlatos de experimentação e consumo atual de cigarros entre adolescentes

Correlates of experimentation with smoking and current cigarette consumption among adolescents

Amanda Gimenes Bonilha, Antonio Ruffino-Netto, Mayara Piani Sicchieri, Jorge Alberto Achcar, Antonio Luiz Rodrigues-Júnior, José Baddini-Martinez

J Bras Pneumol.2014;40(6):634-642

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Objetivo: Analisar características sociais e estresse como correlatos de consumo de cigarros na adolescência. O principal objetivo foi identificar elementos que distingam adolescentes que experimentaram cigarros e não progrediram para o tabagismo regular daqueles que se tornaram fumantes correntes. Métodos: Estudantes de 10 escolas do ensino médio de Ribeirão Preto responderam um questionário baseado em instrumento empregado em um estudo com escala semelhante. Os estudantes foram classificados em indivíduos que nunca fumaram (NF) e experimentadores de cigarros (E). O grupo E foi subcategorizado em fumantes atuais e indivíduos que não progrediram para tabagismo corrente. As análises foram realizadas usando modelos logísticos ajustados. Resultados: Um total de 2.014 estudantes (16,2 ± 1,1 anos; mulheres, 53%) responderam o questionário. Categorizamos 1.283 alunos (63,7%) em nunca fumantes, 244 (12,1%) como fumantes atuais e 487 (24,2%) como não progressores. A experimentação de cigarros foi associada a repetição de anos na escola (OR = 1,80), consumo de álcool (baixo/ocasional, OR = 8,92; intenso/frequente, OR = 2,64), uso de drogas ilícitas (OR = 9,32), fumantes entre irmãos ou primos (OR = 1,39), fumantes entre amigos (OR = 2,08) e níveis elevados de estresse (apenas em mulheres, OR = 1,32). Fatores associados com um risco maior de passar de experimentador de cigarros para fumante atual foram consumo de álcool (baixo/ocasional, OR = 3,28; regular/elevado, OR = 2,16), uso de drogas ilícitas (OR = 3,61) e amigos fumantes (OR = 7,20). Conclusões: O tabagismo atual associou-se com um perfil de correlatos socioeconômicos diferentes daqueles associados apenas à experimentação. Nossos achados (tabagismo atual associou-se a amigos fumantes, consumo de álcool e de drogas ilícitas) sugerem a necessidade de abordagens abrangentes para o desencorajamento do uso dessas substâncias na adolescência.

 


Palavras-chave: Hábito de fumar; Comportamento do adolescente; Estresse psicológico.

 

8 - Cultura quantitativa de amostras de aspirado endotraqueal e lavado broncoalveolar no manejo de pacientes com pneumonia associada à ventilação mecânica: um ensaio clínico randomizado

Quantitative culture of endotracheal aspirate and BAL fluid samples in the management of patients with ventilator-associated pneumonia: a randomized clinical trial

Ricardo de Amorim Corrêa, Carlos Michel Luna, José Carlos Fernandez Versiani dos Anjos, Eurípedes Alvarenga Barbosa, Cláudia Juliana de Rezende, Adriano Pereira Rezende, Fernando Henrique Pereira, Manoel Otávio da Costa Rocha

J Bras Pneumol.2014;40(6):643-651

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Objetivo: Comparar a mortalidade em 28 dias e desfechos clínicos em pacientes com pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM) internados em UTI conforme a estratégia diagnóstica utilizada. Métodos: Ensaio clínico randomizado prospectivo. Dos 73 pacientes incluídos no estudo, 36 e 37, respectivamente, foram randomizados para a realização de LBA ou aspiração traqueal (AT). A antibioticoterapia inicial baseou-se em diretrizes e foi ajustada de acordo com os resultados das culturas quantitativas. Resultados: A taxa de mortalidade em 28 dias foi semelhante nos grupos LBA e AT (25,0% e 37,8%, respectivamente; p = 0,353). Não houve diferenças entre os grupos em relação a duração da ventilação mecânica, antibioticoterapia, complicações secundárias, recidiva de PAVM ou tempo de permanência hospitalar e na UTI. A antibioticoterapia inicial foi considerada adequada em 28 (77,8%) e 30 (83,3%) dos pacientes nos grupos LBA e AT, respectivamente (p = 0,551). A mortalidade em 28 dias não se associou com a adequação da antibioticoterapia inicial nos grupos LBA e AT (tratamento apropriado: 35,7% vs. 43,3%; p = 0,553; e tratamento inapropriado: 62,5% vs. 50,0%; p = 1,000). O uso prévio de antibióticos não interferiu no rendimento das culturas nos grupos AT e LBA (p = 0,130 e p = 0,484, respectivamente). Conclusões: No contexto deste estudo, o manejo dos pacientes com PAVM, baseado nos resultados da cultura quantitativa do aspirado traqueal, resultou em desfechos clínicos semelhantes aos obtidos com os resultados da cultura quantitativa do LBA. (Registro Brasileiro de Ensaios Clínicos - ReBEC; número de identificação RBR-86DCDX [http://www.ensaiosclinicos.gov.br])

 


Palavras-chave: Lavado broncoalveolar/diagnóstico; Aspiração respiratória; Pneumonia associada à ventilação mecânica.

 

9 - Pontos de tensão de uma interface oronasal para ventilação não invasiva: uma análise através de um modelo computacional

Facial pressure zones of an oronasal interface for noninvasive ventilation: a computer model analysis

Luana Souto Barros, Pedro Talaia, Marta Drummond, Renato Natal-Jorge

J Bras Pneumol.2014;40(6):652-657

Resumo PDF PT PDF EN English Text Vídeo

Objetivo: Estudar os efeitos de uma interface oronasal (IO) durante a ventilação não invasiva usando um modelo computacional tridimensional (3D) com a capacidade de simular e avaliar os principais pontos de pressão (PP) na face humana. Métodos: Foi utilizado um modelo digital 3D da face humana, baseado em um geométrico pré-estabelecido. O modelo simulava tecidos moles, crânio e cartilagem nasal. O modelo geométrico foi obtido por varredura a laser 3D e pós-processado para uso no modelo criado. Uma simulação computacional foi realizada para determinar a pressão necessária para criar os PP faciais com o objetivo de separar a almofada da parte rígida da IO. Imagens gráficas descritivas dos PP e de sua intensidade foram obtidas. Resultados: Para as análises gráficas de cada par de modelos face-IO e suas respectivas avaliações, foram realizadas 21 simulações. O modelo computacional identificou vários PP com alto impacto sobre a ponte nasal e área paranasal. A variação da profundidade nos tecidos moles teve um impacto direto na quantidade da pressão aplicada (438-724 cmH2O). Conclusões: Os resultados da simulação computacional indicam que, em pacientes submetidos à ventilação não invasiva com uma IO, a probabilidade de ocorrência de lesões cutâneas é maior na ponte nasal e nas áreas paranasais. Esta metodologia pode aumentar a aplicabilidade na investigação biomecânica das interfaces de ventilação não invasiva, fornecendo informações necessárias para a escolha de uma IO que minimize o risco de lesão na pele.

 


Palavras-chave: Ventilação não invasiva; Simulação por computador; Respiração artificial.

 

Artigo de Revisão

10 - O impacto do tipo de máscara na eficácia e na adesão ao tratamento com pressão positiva contínua nas vias aéreas da apneia obstrutiva do sono

Impact of the type of mask on the effectiveness of and adherence to continuous positive airway pressure treatment for obstructive sleep apnea

Rafaela Garcia Santos de Andrade, Vivien Schmeling Piccin, Juliana Araújo Nascimento, Fernanda Madeiro Leite Viana, Pedro Rodrigues Genta, Geraldo Lorenzi-Filho

J Bras Pneumol.2014;40(6):658-668

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O tratamento com continuous positive airway pressure (CPAP, pressão positiva continua nas vias aéreas) é o padrão ouro na apneia obstrutiva do sono (AOS). Apesar de a CPAP ter sido originalmente aplicada através de máscara nasal, várias interfaces são atualmente disponíveis. Revisamos conceitos teóricos e questionamos a premissa de que todas as máscaras produzem resultados semelhantes. Compilamos as evidências na literatura sobre o impacto do tipo de máscara na eficácia e na adesão ao tratamento com CPAP em pacientes com AOS. Foram pesquisados artigos escritos em inglês na base de dados PubMed com as palavras-chave "CPAP", "mask" e "obstructive sleep apnea". Dos 91 artigos encontrados, somente 12 foram selecionados por descrever o impacto do tipo de máscara sobre a efetividade (n = 6) ou a adesão (n = 6) ao tratamento. Apesar de alguns resultados conflitantes, não encontramos efeitos significativos da máscara pillow nasal e da máscara oral na eficácia ou adesão ao tratamento da AOS. Em contraste, a maior parte dos estudos mostrou que a máscara oronasal é menos efetiva e mais frequentemente associada a menor adesão e maior abandono do tratamento do que a máscara nasal. Concluímos que a máscara oronasal pode comprometer a eficácia e a adesão ao tratamento da AOS com CPAP. Estudos futuros são necessários para a compreensão dos mecanismos exatos envolvidos neste efeito.

 


Palavras-chave: Apneia do sono tipo obstrutiva; Pressão positiva contínua nas vias aéreas; Máscaras

 

Relato de Caso

11 - Divertículo da traqueia infectado: um caso de associação rara com deficiência de alfa-1-antitripsina

Infected tracheal diverticulum: a rare association with alpha-1 antitrypsin deficiency

Beatriz Amaral, Sónia Silva, Salvato Feijó

J Bras Pneumol.2014;40(6):669-672

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Divertículos da traqueia são evaginações benignas da parede traqueal e raramente diagnosticados na prática clínica. Podem ser congênitos ou adquiridos, e na maioria dos casos são assintomáticos, sendo tipicamente diagnosticados em estudos post-mortem. Relatamos o caso de uma mulher de 69 anos que foi hospitalizada após apresentar febre, fadiga, dor torácica pleurítica e uma massa cervical à direita complicada por disfagia. Tinha antecedentes pessoais de enfisema pulmonar (deficiência de alfa-1 antitripsina), bronquiectasias e tireoidectomia. Ao exame físico apresentava murmúrio vesicular diminuído, hipofonese cardíaca e um sopro sistólico. Laboratorialmente apresentava marcadores inflamatórios elevados, e uma TC mostrou uma massa aérea, multiloculada na parede direita da traqueia, achados confirmados por ressonância magnética nuclear. Realizou ainda uma fibrobroncoscopia que se revelou normal. Assumiu-se o diagnóstico de divertículo da traqueia. O tratamento proposto foi conservador, consistindo principalmente de antibioticoterapia. Após melhora clínica, a paciente recebeu alta.

 


Palavras-chave: Doenças da traqueia; Enfisema pulmonar; Divertículo; Deficiência de alfa 1-antitripsina.

 

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