Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2015 - Volume 41  - Número 2  (Março/Abril)

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Artigo Especial

3 - Métodos diagnósticos para avaliação da força muscular inspiratória e expiratória

Diagnostic methods to assess inspiratory and expiratory muscle strength

Pedro Caruso, André Luis Pereira de Albuquerque, Pauliane Vieira Santana, Leticia Zumpano Cardenas, Jeferson George Ferreira, Elena Prina, Patrícia Fernandes Trevizan, Mayra Caleffi Pereira, Vinicius Iamonti, Renata Pletsch, Marcelo Ceneviva Macchione, Carlos Roberto Ribeiro Carvalho

J Bras Pneumol.2015;41(2):110-123

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O acometimento da musculatura ventilatória (inspiratória e expiratória) é um achado clínico frequente, não somente nos pacientes com doenças neuromusculares, mas também nos pacientes com doenças primárias do parênquima pulmonar ou das vias aéreas. Embora esse acometimento seja frequente, seu reconhecimento costuma ser demorado porque seus sinais e sintomas são inespecíficos e tardios. Esse reconhecimento tardio, ou mesmo a falta de reconhecimento, é acentuado porque os exames diagnósticos usados para a avaliação da musculatura respiratória não são plenamente conhecidos e disponíveis. Usando diferentes métodos, a avaliação da força muscular ventilatória é feita para a fase inspiratória e expiratória. Os métodos usados dividem-se em volitivos (que exigem compreensão e colaboração do paciente) e não volitivos. Os volitivos, como a medida da pressão inspiratória e expiratória máximas, são os mais empregados por serem facilmente disponíveis. Os não volitivos dependem da estimulação magnética do nervo frênico associada a medida da pressão inspiratória na boca, no esôfago ou transdiafragmática. Finalmente, outro método que vem se tornando frequente é a ultrassonografia diafragmática. Acreditamos que o pneumologista envolvido nos cuidados a pacientes com doenças respiratórias deve conhecer os exames usados na avaliação da musculatura ventilatória. Por isso, o objetivo do presente artigo é descrever as vantagens, desvantagens, procedimentos de mensuração e aplicabilidade clínica dos principais exames utilizados para avaliação da força muscular ventilatória.

 


Palavras-chave: Músculos respiratórios; Força muscular; Diafragma; Testes de função respiratória, Testes diagnósticos de rotina.

 

Artigo Original

4 - Comparação entre medidas objetivas do tabagismo e tabagismo autodeclarado em pacientes com asma ou DPOC: será que nossos pacientes dizem a verdade?

Comparison between objective measures of smoking and self-reported smoking status in patients with asthma or COPD: are our patients telling us the truth?

Rafael Stelmach, Frederico Leon Arrabal Fernandes, Regina Maria Carvalho-Pinto, Rodrigo Abensur Athanazio, Samia Zahi Rached, Gustavo Faibischew Prado, Alberto Cukier

J Bras Pneumol.2015;41(2):124-132

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Objetivo: O tabagismo autodeclarado é usado frequentemente para estimar a prevalência dessa condição. As taxas de tabagismo podem ser subestimadas por esse método. O objetivo deste estudo foi avaliar a diferença entre o tabagismo autodeclarado e o tabagismo determinado pelo uso de medidas objetivas em um ambulatório de doenças respiratórias. Métodos: Estudo transversal realizado em 144 indivíduos: 51 pacientes com asma, 53 pacientes com DPOC, 20 fumantes e 20 não fumantes. O tabagismo foi determinado por meio de autorrelato em entrevistas e medição de monóxido de carbono no ar exalado (COex) e de cotinina urinária. Resultados: Todos os pacientes com asma e DPOC declararam não ser fumantes. Nos pacientes com DPOC e asma, a mediana de concentração de cotinina urinária foi de 167 ng/ml (variação, 2-5.348) e de 47 ng/ml (variação, 5-2.735 ppm), respectivamente (p < 0,0001), enquanto . a mediana de COex foi de 8 ppm (variação, 0-31) e 5,0 ppm (variação, 2-45 ppm), respectivamente (p < 0,05). Em 40 (38%) dos pacientes com asma ou DPOC (n = 104), houve discordâncias entre o tabagismo autodeclarado e a concentração de cotinina urinária (> 200 ng/mL). Em 48 (46%) desses 104 pacientes, o não tabagismo autodeclarado foi refutado por um nível de COex > 6 ppm, considerado indicativo de fumo atual. Em 30 (29%) dos pacientes com asma ou DPOC, a concentração de cotinina urinária e o nível de COex contradisseram o autorrelato desses como não fumantes. Conclusões: Nossos achados sugerem que altas proporções de pacientes fumantes com doenças respiratórias declaram ser não fumantes. A classificação correta do tabagismo é fundamental no tratamento dessas doenças. Medidas objetivas do tabagismo podem ser úteis na melhora do manejo clínico e no aconselhamento.

 


Palavras-chave: Asma; Doença pulmonar obstrutiva crônica; Cotinina; Monóxido de carbono; Hábito de fumar.

 

5 - Avaliação da qualidade de vida de pacientes com carcinoma pulmonar de células não pequenas em estágio avançado, tratados com carboplatina associada a paclitaxel

Assessment of quality of life in patients with advanced non-small cell lung carcinoma treated with a combination of carboplatin and paclitaxel

Camila Uanne Resende Avelino, Rafael Marques Cardoso, Suzana Sales de Aguiar, Mário Jorge Sobreira da Silva

J Bras Pneumol.2015;41(2):133-142

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Objetivo: O carcinoma pulmonar de células não pequenas (CPCNP) é tipo mais comum de câncer de pulmão. Como a maioria dos pacientes é diagnosticada em estágio avançado, a quimioterapia paliativa é a única opção de tratamento. Este estudo avaliou a qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) de pacientes com CPCNP avançado no decorrer da quimioterapia paliativa com carboplatina e paclitaxel. Métodos: Trata-se de um estudo de casos múltiplos de pacientes ambulatoriais com CPCNP em estágio avançado recebendo quimioterapia em um hospital público no Rio de Janeiro (RJ). Para a avaliação da QVRS, foram usados o European Organization for Research and Treatment of Cancer Core Quality of Life Questionnaire e seu módulo específico para câncer de pulmão. Resultados: Houve diferenças significativas na pontuação nas escalas de capacidade física e cognitiva durante a quimioterapia, indicando melhora e piora da QVRS, respectivamente. As diferenças na pontuação nos itens dor, perda de apetite, dor no tórax e dor no braço ou ombro indicaram melhora da QVRS. Conclusões: Observou-se que a quimioterapia melhora alguns aspectos da QVRS de pacientes com CPCNP avançado.

 


Palavras-chave: Carcinoma pulmonar de células não pequenas; Qualidade de vida; Cuidados paliativos; Carboplatina; Paclitaxel.

 

6 - Variabilidade da percepção da dispneia medida através de um sistema de cargas resistivas inspiratórias em indivíduos saudáveis

Variability of the perception of dyspnea in healthy subjects assessed through inspiratory resistive loading

Bruna Ziegler, Andréia Kist Fernandes, Paulo Roberto Stefani Sanches, Glauco Luís Konzen, Paulo de Tarso Roth Dalcin

J Bras Pneumol.2015;41(2):143-150

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Objetivo: Poucos estudos avaliaram a variabilidade da percepção da dispneia em indivíduos saudáveis. O objetivo deste estudo foi avaliar a variabilidade da percepção da dispneia em indivíduos saudáveis através do uso de cargas resistivas inspiratórias crescentes, assim como avaliar a associação entre o nível de percepção da dispneia e o nível de atividade física. Métodos: Estudo transversal realizado em indivíduos saudáveis com idade ≥ 16 anos. Os indivíduos foram submetidos ao teste de cargas resistivas inspiratórias, no qual o nível de percepção da dispneia foi quantificado pela escala de Borg modificada. Foram também determinados os índices de massa corpórea (IMC), pressões respiratórias máximas, testes de função pulmonar, international physical activity questionnaire (IPAQ)-long form, e testes de caminhada de seis minutos (TC6). Os indivíduos foram classificados em percepção baixa (Borg < 2), intermediária (Borg, 2-5) e alta (Borg > 5). Resultados: Foram incluídos no estudo 48 indivíduos saudáveis. Desses, 42 completaram o teste até a carga de 46,7 cmH2O/l/s. O nível de percepção da dispneia foi classificado como baixo, intermediário e alto em 13, 19 e 10 indivíduos, respectivamente. Não houve associações significativas do nível de percepção da dispneia com idade, sexo, IMC, IPAQ e testes de função pulmonar. Conclusões: Os escores da percepção da dispneia induzida por cargas resistivas inspiratórias em indivíduos saudáveis apresentaram uma ampla variabilidade. A percepção da dispneia foi classificada como baixa, intermediária e alta em 31%, 45% e 24%, respectivamente. Não houve associações entre o nível de percepção da dispneia e o nível de atividade física (IPAQ ou distância no TC6).

 


Palavras-chave: Dispneia; Testes de função respiratória; Teste de esforço.

 

7 - Colagenose pulmão dominante em pacientes com doença pulmonar intersticial: prevalência, estabilidade funcional e manifestações extratorácicas comuns

Lung-dominant connective tissue disease among patients with inter-stitial lung disease: prevalence, functional stability, and common extrathoracic features

Daniel Antunes Silva Pereira, Olívia Meira Dias, Guilherme Eler de Almeida, Mariana Sponholz Araujo, Letícia Barbosa Kawano-Dourado, Bruno Guedes Baldi, Ronaldo Adib Kairalla, Carlos Roberto Ribeiro Carvalho

J Bras Pneumol.2015;41(2):151-160

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Objetivo: Descrever as características de uma coorte de pacientes com colagenose pulmão dominante (CPD). Métodos: Estudo retrospectivo de pacientes com doença pulmonar intersticial (DPI), anticorpo antinuclear (ANA) positivo (≥ 1/320), com ou sem autoanticorpos específicos, e com a presença de ao menos uma manifestação clínica sugestiva de doença do tecido conjuntivo (DTC). Resultados: Dos 1.998 avaliados, 52 preencheram inicialmente os critérios para o diagnóstico de CPD: 37% eram homens; a média de idade ao diagnóstico era de 56 anos e a mediana do tempo de seguimento era de 48 meses. Durante o seguimento, 8 pacientes preencheram os critérios para um diagnóstico definitivo de DTC. Os 44 pacientes restantes formaram o grupo CPD, no qual as manifestações extratorácicas mais prevalentes foram artralgia, doença do refluxo gastroesofágico e fenômeno de Raynaud. Os autoanticorpos mais prevalentes nesse grupo foram ANA (89%) e anti-SSA (anti-Ro, 27%). A média de CVF no início e na última avaliação foi de 69,5% e 74,0% do predito, respectivamente (p > 0,05). Pneumonia intersticial não específica e pneumonia intersticial usual foram identificadas em 45% e 9% das TCARs, respectivamente; 36% das TCARs eram não classificáveis. Uma prevalência semelhante foi identificada na histologia. Dilatação esofágica difusa foi identificada em 52% das TCARs. Capilaroscopia subungueal foi realizada em 22 pacientes; 17 apresentavam um padrão de esclerodermia. Conclusões: No grupo CPD, houve predominância feminina, e os pacientes apresentaram alterações espirométricas leves ao diagnóstico, com diferentes padrões de DPI, em sua maioria não classificáveis, tanto em TCAR como na histologia. Estabilidade funcional foi identificada no seguimento. A dilatação esofágica em TCAR e o padrão de esclerodermia na capilaroscopia subungueal foram achados frequentes que poderiam servir como critérios diagnósticos.

 


Palavras-chave: Pneumonias intersticiais idiopáticas; Autoanticorpos; Doenças do tecido conjuntivo; Autoimunidade.

 

8 - Bronquiolite aspirativa difusa: análise de 20 pacientes consecutivos

Diffuse aspiration bronchiolitis: analysis of 20 consecutive patients

J Bras Pneumol.2015;41(2):161-166

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Objetivo: A aspiração pode causar diferentes síndromes pulmonares, algumas das quais não são bem reconhecidas. O objetivo deste estudo foi avaliar as correlações demográficas, clínicas, radiológicas e histopatológicas da bronquiolite aspirativa difusa (BAD), um distúrbio bronquiolocêntrico causado por aspiração recorrente. Métodos: Estudo retrospectivo de 20 pacientes consecutivos com BAD atendidos na Clínica Mayo, em Rochester, Minnesota, entre 1 de janeiro de 1998 e 30 de junho de 2014. Resultados: A mediana de idade dos pacientes foi de 56,5 anos (variação, 22-76 anos), e a relação homem/mulher foi de 2,3:1,0. Em 18 pacientes, o diagnóstico de BAD foi baseado nos resultados de biópsia do pulmão; nos 2 casos restantes, ele foi baseado em características clínicas e radiológicas, em conjunto com aspiração documentada observada em um estudo de deglutição videofluoroscópico. Em 19 pacientes (95%), foram identificados fatores predisponentes para a aspiração, incluindo doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), abuso de drogas e disfagia. Características de apresentação comuns incluíam tosse, produção de escarro, dispneia e febre. Doze pacientes (60%) tinham uma história de pneumonias de repetição. Em todos os pacientes, a TC de tórax revelou infiltrado pulmonar bilateral com micronódulos e opacidades do tipo árvore em brotamento. Na maioria dos pacientes, as intervenções destinadas a impedir a aspiração recorrente (por exemplo, terapias anti-DRGE) levaram a uma melhoria nos sintomas de BAD. Conclusões: Indivíduos jovens até os de meia-idade com fatores predisponentes reconhecíveis para aspiração e que relatam uma história de pneumonias de repetição apresentam um risco aumentado para BAD. Embora BAD não seja bem reconhecida, certos aspectos na TC de tórax são característicos da doença.

 


Palavras-chave: Pneumonia aspirativa; Bronquiolite; Refluxo gastroesofágico; Doenças pulmonares intersticiais.

 

9 - Expressão do mRNA da uncoupling protein-2 em camundongos submetidos à hipóxia intermitente

Uncoupling protein-2 mRNA expression in mice subjected to intermittent hypoxia

Luciana Rodrigues Vieira, Denis Martinez, Luiz Felipe Forgiarini, Darlan Pase da Rosa, Gustavo Alfredo Ochs de Muñoz, Micheli Fagundes, Emerson Ferreira Martins, Carolina Caruccio Montanari, Cintia Zappe Fiori

J Bras Pneumol.2015;41(2):167-174

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Objetivo: Investigar o efeito da hipóxia intermitente com um modelo de apneia obstrutiva do sono (AOS) sobre a expressão de uncoupling protein-2 (UCP2), assim como sobre perfis glicêmicos e lipídicos, em camundongos C57BL. Métodos: Camundongos C57BL machos foram expostos a hipóxia intermitente ou hipóxia simulada (grupo controle) 8 h/dia durante 35 dias. A condição de hipóxia intermitente envolveu a exposição dos camundongos a uma atmosfera de 92% de N e 8% de CO2 por 30 s, com redução progressiva de fração de O2 inspirado até 8 ± 1%, seguida por exposição a ar ambiente por 30 s e repetições do ciclo (480 ciclos no período experimental de 8 h). Os pâncreas foram dissecados para isolar as ilhotas. Foi realizada PCR em tempo real utilizando o método TaqMan. Resultados: A expressão do mRNA da UCP2 nas ilhotas pancreáticas foi 20% maior no grupo controle que no grupo hipóxia (p = 0,11). A insulina sérica de jejum foi maior no grupo hipóxia do que no grupo controle (p = 0,01). O modelo de avaliação da homeostase de resistência à insulina indicou que, em comparação com os camundongos controle, aqueles expostos à hipóxia intermitente apresentaram 15% menor resistência à insulina (p = 0,09) e 21% maior função das células beta (p = 0,01). A coloração das ilhotas pancreáticas por imuno-histoquímica não mostrou diferenças significativas entre os grupos em termos da área ou da intensidade das células alfa e beta, marcadas por insulina e glucagon. Conclusões: Segundo nosso conhecimento, esta é a primeira descrição do efeito da hipóxia intermitente sobre a expressão da UCP2. Nossos achados sugerem que UCP2 regula a produção de insulina na AOS. Futuras investigações sobre o papel da UCP2 no controle glicêmico em pacientes com AOS são justificadas.

 


Palavras-chave: Glicemia; Síndromes da apneia do sono; Pâncreas; Células secretoras de glucagon. Abstract

 

10 - Prevenção do tabagismo na gravidez: importância do conhecimento materno sobre os malefícios para a saúde e opções de tratamento disponíveis

Preventing smoking during pregnancy: the importance of maternal knowledge of the health ha-zards and of the treatment options available

André Luís Bertani, Thais Garcia, Suzana Erico Tanni, Irma Godoy

J Bras Pneumol.2015;41(2):175-181

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Objetivo: Examinar o padrão de consumo do tabaco e conhecimentos sobre as doenças relacionadas ao tabaco, assim como identificar os tipos mais populares de mídias entre gestantes para aprimorar estratégias para a prevenção e a cessação do tabagismo entre essas mulheres. Métodos: Estudo transversal com 61 gestantes atendidas em um hospital universitário e em unidades básicas de saúde em Botucatu, SP. A Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão foi aplicada a todas as participantes. Para aquelas com história de tabagismo, também foi aplicado o Teste de Fagerström para Dependência de Nicotina, e foi avaliado o grau de motivação para cessação tabágica nas fumantes. Resultados: Das 61 gestantes avaliadas, 25 (40,9%) eram fumantes (média de idade, 26,4  7,4 anos), 24 (39,3%) eram ex-fumantes (média de idade, 26,4  8,3 anos), e 12 (19,8%) nunca fumaram (média de idade, 25,1  7,2 anos). A exposição passiva foi relatada por 39 gestantes (63,9%). Das 49 fumantes/ex-fumantes, 13 (29,6%) conheciam as consequências pulmonares do tabagismo; somente 2 (4,9%) conheciam os riscos cardiovasculares; 23 (46,9%) acreditavam que fumar não causa nenhum problema para o feto ou o recém-nascido; 21 (42,9%) consumiram álcool durante a gestação; 18 (36,7%) relataram aumento no consumo de cigarros quando bebiam; 25 (51,0%) experimentaram cigarros com sabores; e 12 (24,5%) fumaram narguilé. Entre as 61 gestantes avaliadas, a televisão foi o tipo de mídia mais disponível e favorita (85,2%), assim como a mais preferida (49,2%). Conclusões: Entre gestantes, o fumo ativo, o fumo passivo e o uso de formas alternativas de consumo de tabaco parecem ser altamente prevalentes, e tais mulheres parecem possuir poucos conhecimentos sobre as consequências do uso de tabaco. Programas educacionais que incluam informações sobre as consequências de todas as formas de uso de tabaco, utilizando formatos novos e efetivos para esta população específica, devem ser desenvolvidos para promover a prevenção/cessação do tabagismo entre gestantes. Amostras adicionais para explorar diferenças culturais e regionais são necessárias.

 


Palavras-chave: Gravidez; Conhecimentos, atitudes e prática em saúde; Hábito de fumar; Meios de comunicação de massa; Abandono do hábito de fumar; Prevenção primária.

 

Artigo de Revisão

11 - Comprometimento cognitivo em pacientes com DPOC: uma revisão sistemática

Cognitive impairment in COPD: a systematic review

Irene Torres-Sánchez, Elisabeth Rodríguez-Alzueta, Irene Cabrera-Martos, Isabel López-Torres, Maria Paz Moreno-Ramírez, Marie Carmen Valenza

J Bras Pneumol.2015;41(2):182-190

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Os objetivos deste estudo foram caracterizar e esclarecer as relações entre os vários domínios cognitivos afetados em pacientes com DPOC e a doença em si, assim como determinar a prevalência de comprometimentos cognitivos em tais pacientes. Para tanto, foi realizada uma revisão sistemática utilizando as seguintes bases de dados: PubMed, Scopus e ScienceDirect. Os artigos incluídos forneciam informações sobre os comprometimentos cognitivos em pacientes com DPOC. A revisão dos achados de tais artigos mostrou uma relação significativa entre DPOC e comprometimento cognitivo. Os domínios cognitivos mais estudados são a memória e a atenção. Memória verbal e aprendizagem constituem o segundo domínio cognitivo mais comumente prejudicado em pacientes com DPOC. A prevalência de comprometimento da memória visuoespacial e da memória visual intermediária é 26,9% e 19.2%, respectivamente. Observamos que o comprometimento cognitivo está associado ao perfil de gravidade da DPOC e suas comorbidades. A revisão dos artigos demonstrou que há um comprometimento considerável dos domínios memória e atenção em pacientes com DPOC. Investigações futuras devem abordar os comprometimentos em diferentes domínios cognitivos em conformidade com o estágio da doença em pacientes com DPOC.

 


Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica; Comprometimento cognitivo leve; Hipóxia encefálica.

 

Relato de Caso

12 - Linfadenomegalia e febre em chefe de cozinha durante viagem à Europa

Lymphadenopathy and fever in a chef during a stay in Europe

Letícia Kawano-Dourado, Daniel Antunes Silva Peirera, Alexandre de Melo Kawassaki, Marisa Dolhnikoff, Marcos Vinicius da Silva, Ronaldo Adib Kairalla

J Bras Pneumol.2015;41(2):191-195

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Ilustramos aqui um caso de uma apresentação atípica (na forma de linfadenomegalia e febre) de uma das doenças zoonóticas mais comuns no mundo - brucelose - em um paciente brasileiro de 22 anos (chefe de cozinha) que retornara ao Brasil recentemente após ter morado e viajado na Europa por um ano. A histopatologia, a história clínica e a resposta ao tratamento foram consistentes com o diagnóstico de brucelose, que foi confirmada por PCR em uma amostra de urina. Também revisamos alguns aspectos da brucelose, como manifestações clínicas, diagnóstico e tratamento.

 


Palavras-chave: Brucelose; Febre; Linfonodos; Brucella; Sistema fagocitário mononuclear; Granuloma.

 

Cartas ao Editor

13 - Malformações torácicas congênitas na infância: experiência de duas décadas

Congenital thoracic malformations in pediatric patients: two decades of experience

Tatiane da Anunciação Ferreira1, Isabella Santana Santos Chagas2, Regina Terse Trindade Ramos3, Edna Lúcia Souza4

J Bras Pneumol.2015;41(2):196-199

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14 - Tuberculose cutânea como abscesso tuberculoso metastático

Cutaneous tuberculosis as metastatic tuberculous abscess

Cecília Pacheco1, Eloísa Silva2, José Miranda3, Raquel Duarte4

J Bras Pneumol.2015;41(2):200-202

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