Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2015 - Volume 41  - Número 4  (Julho/Agosto)

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Artigo Original

3 - Melhora funcional em portadores de fibrose pulmonar idiopática submetidos a transplante pulmonar unilateral

Functional improvement in patients with idiopathic pulmonary fibrosis undergoing single lung transplantation

Adalberto Sperb Rubin1,2, Douglas Zaione Nascimento1, Letícia Sanchez1, Guilherme Watte2, Arthur Rodrigo Ronconi Holand1, Derrick Alexandre Fassbind1, José Jesus Camargo1,2

J Bras Pneumol.2015;41(4):299-304

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Objetivo: Avaliar as alterações de função pulmonar no primeiro ano após transplante de pulmão unilateral em pacientes portadores de fibrose pulmonar idiopática (FPI). Métodos: Foi avaliada retrospectivamente a variação da função pulmonar de portadores de FPI submetidos a transplante pulmonar unilateral entre janeiro de 2006 e dezembro de 2012 no decorrer do primeiro ano após o procedimento. Resultados: Dos 218 pacientes submetidos a transplante pulmonar durante o período do estudo, 79 (36,2%) eram portadores de FPI. Desses 79 pacientes, 24 (30%) foram a óbito e 11 (14%) não realizaram espirometria ao final do primeiro ano. Dos 44 pacientes incluídos no estudo, 29 (66%) eram homens. A média de idade dos pacientes foi de 57 anos.Antes do transplante, as médias de CVF, VEF1 e relação VEF1/CVF foram de 1,78 l (50% do previsto), 1,48 l (52% do previsto) e 83%, respectivamente. No primeiro mês após o transplante, houve um aumento médio de 12% tanto na CVF (400 ml) como no VEF1 (350 ml). No terceiro mês após o transplante, houve um aumento adicional médio de 5% (170 ml) na CVF e de 1% (50 ml) no VEF1. Ao final do primeiro ano, a melhora funcional foi persistente, com um ganho médio de 19% (620 ml) na CVF e de 16% (430 ml) no VEF1. Conclusões: O transplante pulmonar unilateral em portadores de FPI que sobrevivam por pelo menos um ano proporciona importante e progressivo benefício na sua função pulmonar no decorrer do primeiro ano. Este procedimento é uma importante alternativa terapêutica no manejo da FPI.

 


Palavras-chave: Fibrose pulmonar; Testes de função respiratória; Transplante de pulmão.

 

4 - Análise de três diferentes fórmulas de predição de força muscular do quadríceps femoral em pacientes com DPOC

Analysis of three different equations for predicting quadriceps femoris muscle strength in patients with COPD

Aline Gonçalves Nellessen¹, Leila Donária¹, Nidia Aparecida Hernandes¹, Fabio Pitta¹

J Bras Pneumol.2015;41(4):305-312

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Objetivo: Comparar diferentes fórmulas de predição do pico de força muscular do quadríceps femoral (QF); investigar a concordância entre elas para identificar fraqueza muscular de QF em pacientes com DPOC; e verificar as diferenças nas características nos grupos de pacientes classificados com presença ou ausência dessa fraqueza de acordo com cada fórmula. Métodos: Cinquenta e seis pacientes com DPOC foram avaliados quanto ao pico de força muscular do QF por dinamometria (contração isométrica voluntária máxima de extensão de joelho). Os valores preditos foram calculados com três fórmulas: uma fórmula composta por idade-altura-peso-gênero (F-IAPG); uma por idade-peso-gênero (F-IPG); e uma por idade-massa magra-gênero (F-IMMG). Resultados: A comparação da porcentagem do predito obtida pelas fórmulas mostrou a F-IAPG com maiores valores do que os valores de F-IPG e F-IMMG, sem diferença entre as duas últimas. A F-IAPG apresentou concordância moderada com F-IPG e F-IMMG, enquanto essas últimas também apresentaram concordância moderada, mas menor, entre si. Do total de pacientes, a fraqueza muscular de QF (< 80% do predito) foi identificada por F-IAPG, F-IPG e F-IMMG em 59%, 68% e 70% dos pacientes, respectivamente (p > 0,05). Idade, massa magra e índice de massa corpórea são características que diferenciam pacientes com e sem fraqueza muscular de QF. Conclusões: As três fórmulas foram estatisticamente equivalentes para classificar pacientes com DPOC como portadores ou não de fraqueza muscular de QF. Entretanto, a F-IAPG apresentou maiores valores de pico de força do que F-IPG e F-IMMG, assim como maior concordância com as outras fórmulas.

 


Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica; Força muscular; Músculo quadríceps; Valores de referência.

 

5 - Validação de escores de uso de dispositivos para inalação: valoração dos erros cometidos

Validation of scores of use of inhalation devices: valoration of errors

Letícia Zambelli-Simões1, Maria Cleusa Martins2, Juliana Carneiro da Cunha Possari3, Greice Borges Carvalho4, Ana Carla Carvalho Coelho5, Sonia Lucena Cipriano6, Regina Maria de Carvalho-Pinto7, Alberto Cukier7, Rafael Stelmach7

J Bras Pneumol.2015;41(4):313-322

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Objetivo: Validar dois escores para medir a habilidade de pacientes em utilizar inaladores pressurizados (IPs) ou inaladores de pó (IPos), verificar os erros mais comuns na sua utilização e identificar os pacientes que necessitam de um programa educacional para o uso desses dispositivos. Métodos: Este estudo foi realizado em três etapas: validação da confiabilidade dos escores de uso dos dispositivos inalatórios; validação do conteúdo dos escores utilizando-se uma amostra de conveniência; e realização de testes para a validação de critério e a validação discriminante desses instrumentos em pacientes que preenchiam os critérios de inclusão do estudo. Resultados: A amostra de conveniência foi composta por 16 pacientes, e houve discordância interobservador em 19% e 25% para os escores de IPo e IP, respectivamente. Após a análise de expertos no assunto, os escores sofreram modificações e foram aplicados em 72 pacientes. A dificuldade mais relevante no uso de ambos os dispositivos foi a manutenção da capacidade pulmonar total após inspiração profunda. O grau de correlação dos escores por observador foi de 0,97 (p < 0,0001). Houve boa concordância interobservador na classificação dos pacientes como aptos/não aptos para uso de IPo (50%/50% e 52%/58%; p < 0,01) e de IP (49%/51% e 54%/46%; p < 0,05). Conclusões: Os escores validados permitem identificar e corrigir os erros da técnica inalatória ao longo das consultas e, em consequência, melhorar o manejo dos dispositivos para inalação.

 


Palavras-chave: Asma; Inaladores de pó seco; Inaladores dosimetrados, Estudos de validação.

 

6 - Alterações pulmonares induzidas pelo uso de cocaína: avaliação por TCAR de tórax

Cocaine-induced pulmonary changes: HRCT findings

Renata Rocha de Almeida1, Gláucia Zanetti1,2, Arthur Soares Souza Jr.3, Luciana Soares de Souza4, Jorge Luiz Pereira e Silva5, Dante Luiz Escuissato6, Klaus Loureiro Irion7, Alexandre Dias Mançano8, Luiz Felipe Nobre9, Bruno Hochhegger10, Edson Marchiori1,11

J Bras Pneumol.2015;41(4):323-330

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Objetivo: Avaliar achados em TCAR de tórax de 22 pacientes com doença pulmonar induzida pelo uso de cocaína. Métodos: Foram incluídos pacientes com idades variando de 19 a 52 anos. As TCAR foram avaliadas por dois radiologistas, de forma independente, e os casos discordantes foram resolvidos por consenso. O critério de inclusão foi a presença de anormalidades na TCAR temporalmente relacionadas ao uso de cocaína, sem outros fatores causais justificáveis. Resultados: Oito pacientes (36,4%) apresentavam quadro clínico-tomográfico compatível com "pulmão de crack", e esses casos foram estudados separadamente. Os achados tomográficos predominantes nesse subgrupo de pacientes foram opacidades em vidro fosco, em 100% dos casos; consolidações, em 50%; e sinal do halo, em 25%. Em 12,5% dos casos, observou-se espessamento septal liso, enfisema parasseptal, nódulos centrolobulares e padrão de árvore em brotamento. Dentre os outros 14 pacientes (63,6%), observou-se barotrauma em 3 casos, apresentando-se como pneumomediastino, pneumotórax, e hemopneumotórax, respectivamente. Talcose foi diagnosticada em 3 pacientes, caracterizada como massas conglomeradas peri-hilares, distorção arquitetural e enfisema. Outros padrões encontrados com menor frequência foram pneumonia em organização e enfisema bolhoso, observados em 2 pacientes cada; e infarto pulmonar, embolia séptica, pneumonia eosinofílica e edema pulmonar cardiogênico, em 1 paciente cada. Conclusões: As alterações pulmonares induzidas pelo uso de cocaína são múltiplas e inespecíficas, e sua suspeita diagnóstica depende, na maioria dos casos, de uma cuidadosa correlação clínico-radiológica.

 


Palavras-chave: Cocaína; Transtornos relacionados ao uso de cocaína; Tomografia computadorizada por raios X; Pneumopatias.

 

7 - Doença pulmonar em pacientes com artrite reumatoide: avaliação radiográfica e espirométrica

Pulmonary involvement in rheumatoid arthritis: evaluation by radiography and spirometry

Alexandre Melo Kawassaki1, Daniel Antunes Silva Pereira1, Fernando Uliana Kay2, Ieda Maria Magalhães Laurindo3, Carlos Roberto Ribeiro Carvalho4, Ronaldo Adib Kairalla1

J Bras Pneumol.2015;41(4):331-342

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Objetivo: Determinar se métodos diagnósticos de baixa complexidade podem fornecer informações relevantes sobre doença pulmonar em pacientes com artrite reumatoide (AR). Métodos: Pacientes com AR foram selecionados aleatoriamente para um estudo transversal envolvendo avaliação clínica pulmonar, oximetria de pulso (SpO2) em repouso, radiografia de tórax e espirometria. Resultados: Um total de 246 pacientes foi submetido à avaliação completa. Metade dos pacientes na amostra relatou história de tabagismo. A proporção de pacientes com resultados anormais na espirometria, radiografia de tórax e SpO2 foi de, respectivamente, 30%, 45% e 13%. Resultados normais em radiografia de tórax, espirometria e SpO2 foram observados simultaneamente em apenas 41% dos pacientes com AR. História de tabagismo foi associada a achados espirométricos anormais, de doença pulmonar obstrutiva e de doença pulmonar restritiva, assim como radiografia de tórax anormal e com padrão intersticial. Na comparação dos pacientes com exames normais (n = 101) com aqueles com exames com alguma alteração (n = 145), houve uma diferença estatisticamente significante entre os dois grupos em relação a idade e história de tabagismo. Interessantemente, sinais de doença de vias aéreas foram observados em quase metade dos pacientes com relato de baixa exposição ao tabagismo ou de nunca ter sido fumante. Conclusões: O comprometimento pulmonar na AR pode ser identificado através de uma combinação de métodos diagnósticos simples, seguros e de baixo custo. Nossos resultados sugerem que pacientes com AR e sinais de acometimento pulmonar devem ser avaliados quanto a possíveis anormalidades pulmonares, mesmo na ausência de sintomas respiratórios.

 


Palavras-chave: Artrite reumatoide; Doenças pulmonares intersticiais; Espirometria; Radiografia torácica; Obstrução das vias respiratórias.

 

8 - Características clínicas de crianças e adolescentes brasileiros com asma grave resistente a terapia

Clinical characteristics of children and adolescents with severe therapy-resistant asthma in Brazil

Andrea Mendonça Rodrigues1, Cristian Roncada1, Giovana Santos2, João Paulo Heinzmann-Filho1, Rodrigo Godinho de Souza2, Mauro Henrique Moraes Vargas1, Leonardo Araújo Pinto3, Marcus Herbert Jones3, Renato Tetelbom Stein3, Paulo Márcio Pitrez3

J Bras Pneumol.2015;41(4):343-350

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Objetivo: Descrever as principais características clínicas, a função pulmonar, as características radiológicas e o perfil inflamatório do escarro induzido de crianças e adolescentes com asma grave resistente a terapia (AGRT) tratados em um centro de referência do sul do Brasil. Métodos: Foram analisadas retrospectivamente crianças e adolescentes de 3-18 anos com diagnóstico de AGRT não controlada acompanhados durante pelo menos 6 meses e tratados com doses elevadas de corticoide inalatório associado a um β2-agonista de longa duração. Foram coletados prospectivamente dados relativos ao controle da doença, função pulmonar, teste cutâneo para alérgenos, perfil inflamatório do escarro induzido, TC de tórax e pHmetria esofágica. Resultados: Foram analisados 21 pacientes (média de idade: 9,2 ± 2,98 anos). Dos 21, 18 (86%) eram atópicos. A maioria apresentava asma não controlada e função pulmonar basal próxima do normal. Em 4 e 7 pacientes, o escarro induzido revelou-se eosinofílico e neutrofílico, respectivamente, e 67% dos pacientes que repetiram o exame apresentaram mudança no perfil inflamatório. Dos 8 pacientes que receberam omalizumabe (um anticorpo anti-IgE), 7 (87,5%) apresentaram melhora importante da qualidade de vida, com redução importante das exacerbações e hospitalizações. Conclusões: Crianças com AGRT apresentam função pulmonar próxima do normal e padrão inflamatório das vias aéreas variável durante o seguimento clínico, com importante resposta clínica ao omalizumabe. A AGRT em crianças difere da AGRT em adultos, e são necessários mais estudos para esclarecer os mecanismos da doença.

 


Palavras-chave: Alergia e imunologia; Inflamação; Escarro; Testes de função respiratória.

 

9 - Distúrbios respiratórios do sono em pacientes com fibrose cística

Sleep-disordered breathing in patients with cystic fibrosis

Jefferson Veronezi1,2, Ana Paula Carvalho3, Claudio Ricachinewsky4, Anneliese Hoffmann4, Danielle Yuka Kobayashi5, Otavio Bejzman Piltcher6, Fernando Antonio Abreu e Silva7, Denis Martinez1,2,8

J Bras Pneumol.2015;41(4):351-357

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Objetivo: Testar a hipótese de que a gravidade da doença em pacientes com fibrose cística (FC) correlaciona-se com maior risco de apneia do sono. Métodos: Um total de 34 pacientes com FC foram submetidos a avaliação clínica e funcional, polissonografia portátil, espirometria e dosagem de IL-1β. Resultados: As médias do índice de apneia e hipopneia (IAH), da SpO2 em ar ambiente e da pontuação na Escala de Sonolência de Epworth foram de 4,8 ± 2,6, 95,9 ± 1,9% e 7,6 ± 3,8, respectivamente. Dos 34 pacientes, 19 eram eutróficos, 6 apresentavam risco nutricional e 9 apresentavam desnutrição. No modelo multivariado para prever o IAH, permaneceram significativos o estado nutricional (β = −0,386; p = 0,014), a SpO2 (β = −0,453; p = 0,005) e a pontuação na Escala de Sonolência de Epworth (β = 0,429; p = 0,006). O modelo explicou 51% da variação do IAH. Conclusões: Os maiores determinantes de apneia do sono foram o estado nutricional, a SpO2 e a sonolência diurna. Esse conhecimento representa não somente uma oportunidade de definir o risco clínico de apresentar apneia do sono, mas também de atuar na prevenção e tratamento da doença.

 


Palavras-chave: Fibrose cística; Oxigenação; Apneia do sono tipo obstrutiva.

 

10 - Pico de fluxo de tosse reflexa como preditor de sucesso na extubação em pacientes neurológicos

Reflex cough PEF as a predictor of successful extubation in neurological patients

Fernanda Machado Kutchak1,2, Andressa Maciel Debesaitys2, Marcelo de Mello Rieder2,3, Carla Meneguzzi2, Amanda Soares Skueresky3, Luiz Alberto Forgiarini Junior3,4, Marino Muxfeldt Bianchin5

J Bras Pneumol.2015;41(4):358-364

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Objetivo: Avaliar o uso do pico de fluxo de tosse reflexa (PFTR) como preditor do sucesso da extubação de pacientes neurológicos candidatos a desmame da ventilação mecânica. Métodos: Estudo transversal com 135 pacientes ventilados mecanicamente por mais de 24 h na UTI do Hospital Cristo Redentor, em Porto Alegre (RS). Foram medidos o PFTR, o índice de respiração rápida e superficial, a PImáx e a PEmáx, bem como parâmetros ventilatórios, hemodinâmicos e clínicos. Resultados: A média de idade dos pacientes foi de 47,8 ± 17 anos. A taxa de insucesso na extubação foi de 33,3%. O PFTR < 80 l/min apresentou risco relativo de 3,6 (IC95%: 2,0-6,7), e a pontuação final na Escala de Coma de Glasgow apresentou risco relativo de 0,64 (IC95%: 0,51-0,83). A partir de 8 pontos, cada aumento de 1 ponto diminuiu em 36% o risco de insucesso na extubação. Conclusões: O PFTR e a pontuação na Escala de Coma de Glasgow são preditores independentes de falha na extubação em pacientes neurológicos internados na UTI.

 


Palavras-chave: Desmame; Unidades de terapia intensiva; Tosse.

 

Artigo de Revisão

11 - Identificação de mutações ativadoras no gene EGFR: implicações no prognóstico e no tratamento do carcinoma pulmonar de células não pequenas

Identifying activating mutations in the EGFR gene: prognostic and therapeutic implications in non-small cell lung cancer

Gabriel Lima Lopes1, Edoardo Filippo de Queiroz Vattimo2, Gilberto de Castro Junior2,3

J Bras Pneumol.2015;41(4):365-375

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O câncer de pulmão é a principal causa de mortes por câncer no mundo. Recentemente, novas estratégias promissoras de tratamento foram criadas a partir do desenvolvimento de terapias de alvo molecular, particularmente aquelas que interferem em vias de transdução de sinais em células neoplásicas. Uma das vias de transdução de sinais mais estudadas é aquela ativada a partir do EGFR, que leva a perda do controle da proliferação celular, aumento da angiogênese celular e aumento da capacidade de invasão celular. Mutações ativadoras no EGFR (deleções no éxon 19 e mutação L858R no éxon 21), primeiramente descritas em 2004, foram detectadas em aproximadamente 10% dos pacientes com carcinoma de pulmão de células não pequenas (CPCNP) não escamoso em países ocidentais e são os fatores preditivos mais importantes de resposta aos tyrosine-kinase inhibitors (inibidores de tirosina quinase) do EGFR (EGFR-TKIs). Estudos de tratamento de primeira linha com esses EGFR-TKIs (gefitinibe, erlotinibe e afatinibe) em pacientes sem tratamento sistêmico prévio, em comparação com regimes baseados em platinas, têm demonstrado que os EGFR-TKIs resultam em ganhos em sobrevida livre de progressão e taxas globais de resposta, embora somente em pacientes cujos tumores alberguem mutações ativadoras no EGFR. Ensaios clínicos também mostraram a efetividade dos EGFR-TKIs como tratamentos de segunda e terceira linha de CPCNP avançado. Neste artigo, revisamos os principais aspectos da ativação da via do EGFR em CPCNP, reforçamos a importância da identificação correta das mutações ativadoras no EGFR e discutimos os principais resultados do tratamento do CPCNP com EGFR-TKIs.

 


Palavras-chave: Terapia de alvo molecular; Receptor do fator de crescimento epidérmico; Neoplasias pulmona-res/quimioterapia; Mutação; Oncogenes.

 

12 - Radioterapia estereotáxica extracraniana em câncer de pulmão: atualização

Stereotactic body radiotherapy in lung cancer: an update

Carlos Eduardo Cintra Vita Abreu1, Paula Pratti Rodrigues Ferreira1, Fabio Ynoe de Moraes1, Wellington Furtado Pimenta Neves Jr1, Rafael Gadia2, Heloisa de Andrade Carvalho1,3

J Bras Pneumol.2015;41(4):376-387

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O tratamento de escolha para o câncer de pulmão em estádio inicial é a cirurgia. Para os pacientes sem condições clínicas ou que recusam a cirurgia, a radioterapia é a principal opção terapêutica. Apresentamos uma revisão sobre radioterapia estereotáxica extracraniana, uma técnica que vem apresentando resultados bastante promissores nesse grupo de pacientes e que, se disponível, deve ser o tratamento de escolha. Também são apresentados as principais indicações, os aspectos técnicos, resultados e situações especiais relacionados à técnica.

 


Palavras-chave: Radioterapia (especialidade); Neoplasias pulmonares/radioterapia; Neoplasias pulmonares/cirurgia; Testes de função respiratória.

 

Educação continuada: Imagem

13 - Consolidação densa

Dense consolidation

Edson Marchiori1,2, Gláucia Zanetti2,3, Bruno Hochhegger4,5

J Bras Pneumol.2015;41(4):388

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Série de Casos

14 - Pneumonia por Streptococcus pneumoniae complicada por pericardite purulenta: uma série de casos

Streptococcus pneumoniae-associated pneumonia complicated by purulent pericarditis: case series

Catia Cillóniz1, Ernesto Rangel2, Cornelius Barlascini3, Ines Maria Grazia Piroddi4, Antoni Torres1, Antonello Nicolini4

J Bras Pneumol.2015;41(4):389-394

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Objetivo: Na era dos antibióticos, a pericardite purulenta é uma entidade rara. Entretanto, ainda há relatos de casos da doença, associados a alta mortalidade, muitos deles atribuídos ao diagnóstico tardio. Aproximadamente 40-50% de todos os casos de pericardite purulenta são causados por bactérias gram-positivas, particularmente Streptococcus pneumoniae. Métodos: Relatamos quatro casos de pneumonia pneumocócica complicada por pericardite, com diferentes características clínicas e níveis de gravidade. Resultados: Em três dos quatro casos, a principal complicação foi tamponamento cardíaco. A pesquisa microbiológica (teste de antígeno urinário e cultura de líquido pleural) confirmou o diagnóstico de pneumonia pneumocócica grave complicada por pericardite purulenta. Conclusões: Em casos de pneumonia pneumocócica complicada por pericardite, o pronto diagnóstico é de extrema importância para evitar comprometimento hemodinâmico grave. As complicações da pericardite aguda aparecem no início do curso clínico da infecção. As complicações mais graves são tamponamento cardíaco e suas consequências. A antibioticoterapia com pericardiocentese reduz sobremaneira a mortalidade associada à pericardite purulenta.

 


Palavras-chave: Pneumonia pneumocócica/complicações; Pneumonia pneumocócica/mortalidade; Pericardite/terapia; Tamponamento cardíaco; Streptococcus pneumoniae/patogenicidade.

 

Imagens em Pneumologia

15 - Embolia pulmonar por cimento ósseo

Pulmonary cement embolism

Manuel Lessa Ribeiro Neto1, Marcel Lima Albuquerque1, Daniela Barboza Santos Cavalcante1, João Ricardo Maltez de Almeida2

J Bras Pneumol.2015;41(4):395-396

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