Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2015 - Volume 41  - Número 6  (Novembro/Dezembro)

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Editorial

1 - A imagem e a DPOC

Imaging and COPD

Bruno Hochhegger1,2

J Bras Pneumol.2015;41(6):487-488

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Artigo Original

2 - Influência da distribuição do enfisema nos parâmetros de função pulmonar em pacientes com DPOC

Influence of emphysema distribution on pulmonary function parameters in COPD patients

Helder Novais e Bastos1,2,3, Inês Neves1, Margarida Redondo1, Rui Cunha4,5, José Miguel Pereira4,5, Adriana Magalhães1, Gabriela Fernandes1,5

J Bras Pneumol.2015;41(6):489-495

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Objetivo: Avaliar o impacto que a distribuição do enfisema tem na gravidade clínica e funcional em pacientes com DPOC. Métodos: A distribuição do enfisema foi analisada em pacientes com DPOC, que foram classificados de acordo com um sistema de classificação visual de cinco pontos a partir de achados de TC de tórax. Avaliou-se a influência do tipo de distribuição do enfisema na apresentação funcional e clínica da DPOC. Hipoxemia após o teste da caminhada de seis minutos (TC6) foi também avaliada e a distância percorrida (DTC6) foi determinada. Resultados: Foram incluídos 86 pacientes. A média de idade foi de 65,2 ± 12,2 anos, 91,9% eram homens, e todos menos um eram fumantes (média de carga tabágica, 62,7 ± 38,4 anos-maço). A distribuição do enfisema foi categorizada como obviamente predominante no pulmão superior (tipo 1), em 36,0% dos pacientes; levemente predominante no pulmão superior (tipo 2), em 25,6%; homogêneo entre o pulmão superior e inferior (tipo 3), em 16,3%; e levemente predominante no pulmão inferior (tipo 4), em 22,1%. A distribuição do enfisema do tipo 2 foi associada a menores valores de VEF1, CVF, relação VEF1/CVF e DLCO. Em comparação com os pacientes do tipo 1, os do tipo 4 apresentaram maior probabilidade de ter VEF1 < 65% do previsto (OR = 6,91, IC95%: 1,43-33,45; p = 0,016), DTC6 < 350 m (OR = 6,36, IC95%: 1,26-32,18; p = 0,025),e hipoxemia após o TC6 (OR = 32,66, IC95%: 3,26-326,84; p = 0,003). Os pacientes do tipo 3 tiveram uma relação VR/CPT maior, embora sem diferença significativa. Conclusões: A gravidade da DPOC parece ser maior nos pacientes do tipo 4, e os do tipo 3 tendem a apresentar maior hiperinsuflação. A distribuição do enfisema pode ter um impacto importante nos parâmetros funcionais e deve ser considerada na avaliação de pacientes com DPOC.

 


Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica; Enfisema pulmonar; Testes de função respiratória; Tomografia computadorizada por raios X.

 

3 - Fatores associados à qualidade de vida sob a perspectiva da terapia medicamentosa em pacientes com asma grave

Factors associated with quality of life in patients with severe asthma: the impact of pharmacotherapy

Daiane Silva Souza1, Lúcia de Araújo Costa Beisl Noblat2, Pablo de Moura Santos1

J Bras Pneumol.2015;41(6):496-501

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Objetivo: Identificar, caracterizar e medir a associação de fatores relacionados à qualidade de vida (QV) de pacientes asmáticos sob a perspectiva da farmacoterapia. Métodos: Estudo de corte transversal com 49 pacientes (≥ 18 anos) portadores de asma grave não controlada ou asma refratária, atendidos em um ambulatório especializado do Sistema Único de Saúde, em uso regular de altas doses de corticoides inalatórios (CIs) e/ou de diversos medicamentos e com comorbidades. Obtiveram-se as medidas de QV através da aplicação do questionário Asthma Quality of Life Questionnaire (AQLQ) num único momento. O escore global e dos domínios do AQLQ foram relacionados com variáveis demográficas (gênero e idade), escore do Asthma Control Questionnaire, terapia medicamentosa (dose inicial de CI, dispositivos inalatórios e politerapia) e comorbidades. Resultados: Melhores escores do AQLQ associaram-se com asma controlada - escore global (OR = 0,38; IC95%: 0,004-0,341; p < 0,001) e domínios "sintomas" (OR = 0,086; IC95%: 0,016-0,476; p = 0,001) e "função emocional" (OR = 0,086; IC95%: 0,016-0,476; p = 0,001) - e com dose de CI ≤ 800 µg - domínio "limitação de atividades" (OR = 0,249; IC95%: 0,070-0,885; p = 0,029). Piores escores do AQLQ correlacionaram-se com politerapia - domínio "limitação de atividades" (OR = 3,651; IC95%: 1,061-12,561; p = 0,036) - e com número de comorbidades ≤ 5 - domínio "estímulo ambiental" (OR = 5,042; IC95%: 1,316-19,317; p = 0,015). Conclusões: Nossos resultados, a importância do tema, e a escassez de estudos sob a perspectiva da farmacoterapia apontam a necessidade da realização de estudos longitudinais para se estabelecer uma relação de causalidade entre os fatores identificados e a QV em pacientes com asma.

 


Palavras-chave: Asma; Asma/quimioterapia; Qualidade de Vida; Conduta do tratamento medicamentoso.

 

4 - Avaliação da qualidade de vida de acordo com o nível de controle e gravidade da asma em crianças e adolescentes

Evaluation of quality of life according to asthma control and asthma severity in children and adolescents.

Natasha Yumi Matsunaga1, Maria Angela Gonçalves de Oliveira Ribeiro2, Ivete Alonso Bredda Saad3, André Moreno Morcillo4, José Dirceu Ribeiro2,5, Adyléia Aparecida Dalbo Contrera Toro2,5

J Bras Pneumol.2015;41(6):502-508

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Objetivo: Avaliar a qualidade de vida de acordo com o nível de controle e gravidade da asma em crianças e adolescentes. Métodos: Foram selecionados crianças e adolescentes com asma (7-17 anos de idade) acompanhados no Ambulatório de Pneumologia Pediátrica do Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas, localizado na cidade de Campinas (SP). O nível de controle e a gravidade da asma foram avaliados pelo Teste de Controle da Asma e pelo questionário baseado na Global Initiative for Asthma, respectivamente. Os pacientes responderam o Paediatric Asthma Quality of Life Questionnaire (PAQLQ), validado para uso no Brasil, para a avaliação de sua qualidade de vida. Resultados: A média de idade dos asmáticos foi de 11,22 ± 2,91 anos, com mediana de 11,20 (7,00-17,60) anos. Foram selecionados 100 pacientes, dos quais 27, 33 e 40, respectivamente, foram classificados com asma controlada (AC), asma parcialmente controlada (APC) e asma não controlada (ANC). Quanto à gravidade da asma, 34, 19 e 47 foram classificados, respectivamente, com asma leve (AL), asma moderada (AM) e asma grave (AG). Os grupos AC e APC, quando comparados ao grupo ANC, apresentaram maiores valores no escore geral do PAQLQ e em seus domínios (limitação de atividades, sintomas e função emocional; p < 0,001 para todos). O grupo AL apresentou os maiores escores em todos os componentes do PAQLQ quando comparado aos grupos AM e AG. Conclusões: A qualidade de vida parece estar diretamente relacionada com o nível de controle e a gravidade da asma, uma vez que as crianças e adolescentes com maior controle e menor gravidade da doença apresentaram melhor qualidade de vida.

 


Palavras-chave: Asma, Qualidade de vida, Criança, Adolescente.

 

5 - Variação na função pulmonar está associada com piores desfechos clínicos em indivíduos com fibrose cística

Variation in lung function is associated with worse clinical outcomes in cystic fibrosis

João Paulo Heinzmann-Filho1,2, Leonardo Araujo Pinto1,2, Paulo José Cauduro Marostica3, Márcio Vinícius Fagundes Donadio1,2,4

J Bras Pneumol.2015;41(6):509-515

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Objetivo: Determinar se a variação na função pulmonar em um ano está associada com piores desfechos clínicos e declínio da função pulmonar nos anos seguintes em pacientes com fibrose cística (FC). Métodos: Estudo retrospectivo incluindo pacientes com FC (4-19 anos de idade), avaliados por um período de três anos. Avaliamos características demográficas, infecção crônica por Pseudomonas aeruginosa, uso de antibióticos, internação hospitalar, distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos (DTC6) e função pulmonar. Os critérios de inclusão foram ter sido submetido a testes de função pulmonar por ao menos três vezes no primeiro ano e a pelo menos um teste em cada um dos dois anos subsequentes. Resultados: Foram avaliados 35 pacientes com FC. A variação do VEF1 no primeiro ano (ΔVEF1) foi maior entre aqueles que, no terceiro ano, apresentaram VEF1 reduzido, DTC6 abaixo do normal ou que foram hospitalizados do que entre aqueles que apresentaram VEF1 normal, DTC6 normal ou sem hospitalização naquele mesmo ano (p < 0,05), embora não tenha havido tal diferença em relação ao uso de antibióticos no terceiro ano. Os pacientes com ΔVEF1 ≥ 10% também apresentaram maior declínio do VEF1 ao longo dos dois anos subsequentes (p = 0,04). A ΔVEF1 também apresentou uma correlação inversa com o VEF1 no terceiro ano (r = −0,340; p = 0,04) e com a taxa de declínio do VEF1 (r = −0,52; p = 0,001). A regressão linear identificou ΔVEF1 como um preditor da taxa de declínio do VEF1 (coeficiente de determinação = 0,27). Conclusões: Variações significativas na função pulmonar em um ano parecem estar associadas com uma maior taxa de declínio do VEF1 e piores desfechos clínicos nos anos subsequentes em pacientes com FC. A ΔVEF1 de curto prazo pode ser útil como um preditor da progressão da FC na prática clínica.

 


Palavras-chave: Fibrose cística; Testes de função respiratória; Progressão da doença; Hospitalização; Volume expiratório forcado no primeiro segundo.

 

6 - Influências específicas do esporte nos padrões respiratórios em atletas de elite

Sport-specific influences on respiratory patterns in elite athletes.

Tijana Durmic1,2, Biljana Lazovic2,3, Marina Djelic2,4, Jelena Suzic Lazic5, Dejan Zikic2,6, Vladimir Zugic2,7, Milica Dekleva2,8, Sanja Mazic2,4

J Bras Pneumol.2015;41(6):516-522

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Objetivo: Analisar as diferenças na função pulmonar em atletas praticantes de esportes de natureza semelhante e determinar quais características antropométricas/demográficas se correlacionam com os fluxos e volumes pulmonares. Métodos: Estudo transversal com atletas de elite do sexo masculino (N = 150; média de idade de 21 ± 4 anos), praticantes de um dos quatro esportes investigados. Os atletas foram classificados de acordo com o tipo e a intensidade de exercício relacionado ao esporte. Todos os atletas foram submetidos a antropometria completa e testes de função pulmonar (espirometria). Resultados: Em todas as faixas etárias e tipos de esporte, os atletas de elite apresentaram valores espirométricos significativamente maiores que os valores de referência. Os valores de CVF, VEF1, capacidade vital e ventilação voluntária máxima foram maiores nos praticantes de polo aquático que nos praticantes dos outros esportes avaliados (p < 0,001). Além disso, o PFE foi significativamente maior em jogadores de basquete do que em jogadores de handebol (p < 0,001). A maioria dos parâmetros antropométricos/demográficos apresentou correlações positivas com os parâmetros espirométricos avaliados. O IMC se correlacionou positivamente com todos os parâmetros espirométricos avaliados (p < 0,001), sendo a correlação mais forte entre o IMC e a ventilação voluntária máxima (r = 0,46; p < 0,001). De forma contrária, o percentual de gordura corporal se correlacionou negativamente com todos os parâmetros espirométricos, mais significativamente com VEF1 (r = −0,386; p < 0,001). Conclusões: Nossos resultados sugerem que o tipo de esporte praticado tem um impacto significativo na adaptação fisiológica do sistema respiratório. Esse conhecimento é particularmente importante quando os atletas apresentam sintomas respiratórios tais como dispneia, tosse e sibilância. Visto que os especialistas em medicina do esporte utilizam valores previstos (de referência) para os parâmetros espirométricos, o risco de se subestimar a gravidade de doença restritiva ou obstrução de vias aéreas pode ser maior nos atletas.

 


Palavras-chave: Atletas; Esportes; Espirometria; Testes de função respiratória.

 

7 - O impacto das leis antifumo em alunos do ensino médio em Ancara, Turquia

The impact of anti-smoking laws on high school students in Ankara, Turkey

Melike Demir1, Gulistan Karadeniz2, Fikri Demir3, Cem Karadeniz4, Halide Kaya1, Derya Yenibertiz5, Mahsuk Taylan1, Sureyya Yilmaz1, Velat Sen3

J Bras Pneumol.2015;41(6):523-529

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Objetivo: Determinar os fatores que afetam os hábitos de fumar de estudantes do ensino médio, seus pensamentos sobre as mudanças resultantes das leis antifumo e como eles são afetados por essas leis. Métodos: Neste estudo transversal, alunos do 11º ano de oito escolas de ensino médio em Ancara, Turquia, foram convidados para preencher um questionário. Resultados: Preencheram o questionário 1.199 estudantes de forma satisfatória. A média de idade dos participantes foi de 17,0 ± 0,6 anos; 56,1% eram mulheres; das quais 15,3% eram fumantes; e 43,9% eram homens, dos quais 43,7% eram fumantes (p < 0,001). Os fatores de risco independentes para o tabagismo foram ser homem, frequentar escola técnica, ter um irmão/irmã que fuma, ter um amigo que fuma e ter baixo desempenho acadêmico. Dos participantes, 74,7% conheciam o conteúdo das leis antifumo; 8,1% aprovavam as restrições e multas, e 8,1% haviam cessado o tabagismo devido a essas leis. Na opinião dos participantes, as intervenções mais efetivas foram a exibição de curtas na TV sobre os malefícios do tabagismo e a proibição da venda de cigarros a menores. A prevalência do tabagismo foi maior (31,5%) nos estudantes de escolas técnicas, mas menor (7,5%) nos estudantes de escolas técnicas médicas. Embora 57,1% dos fumantes soubessem da existência de um serviço telefônico de ajuda para a cessação tabágica, somente 3,7% haviam ligado para esse serviço, mas nenhum tentou parar de fumar. Conclusões: Embora a maioria dos alunos avaliados conhecesse os efeitos deletérios do tabagismo e aprovasse as leis antifumo, apenas uma minoria dos fumantes procurou ajuda profissional para a cessação tabágica.

 


Palavras-chave: Hábito de fumar/prevenção & controle; Hábito de fumar/tendências; Hábito de fumar/psicologia; Estudantes/estatística & dados numéricos; Adolescente; Adulto Jovem.

 

8 - Índice de respiração rápida e superficial como previsor de sucesso de desmame da ventilação mecânica: utilidade clínica quando mensurado a partir de dados do ventilador

The rapid shallow breathing index as a predictor of successful mechanical ventilation weaning: clinical utility when calculated from ventilator data

Leonardo Cordeiro de Souza1,2,3,4, Jocemir Ronaldo Lugon1,5

J Bras Pneumol.2015;41(6):530-535

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Objetivo: O uso do índice de respiração rápida e superficial (IRRS) é recomendado em UTIs como um preditor de sucesso de desmame da ventilação mecânica (VM). O objetivo deste estudo foi comparar o desempenho do IRRS quando calculado pelo método tradicional (descrito em 1991) com o do IRRS medido diretamente dos parâmetros de VM. Métodos: Estudo observacional prospectivo com pacientes em VM por mais de 24 h e candidatos ao desmame. O IRRS foi randomicamente obtido pelo mesmo examinador pelos dois métodos (com um ventilômetro e a partir dos parâmetros da tela do ventilador). Na comparação dos valores obtidos com os dois métodos, utilizamos o teste de Mann-Whitney, o teste de correlação linear de Pearson e a disposição gráfica de Bland-Altman. O desempenho dos métodos foi comparado através das áreas sob as curvas ROC. Resultados: Dos 109 pacientes selecionados (60 homens; média de idade de 62 ± 20 anos), o desmame foi bem-sucedido em 65, e 36 foram a óbito. Entre os dois métodos, a frequência respiratória, o volume corrente e o IRRS apresentaram diferenças estatisticamente significativas (p < 0,001). Entretanto, quando os dois métodos foram comparados, a concordância e o coeficiente de variação intraobservador foram de, respectivamente, 0,94 (0,92-0,96) e 11,16%. Para o propósito do estudo, foi relevante o fato de que as áreas sob as curvas ROC dos dois métodos foram semelhantes (0,81 ± 0,04 vs. 0,82 ± 0,04; p = 0,935). Conclusões: O desempenho satisfatório do IRRS como um previsor do sucesso do desmame, independentemente do método utilizado, demonstra a utilidade do método com o ventilador mecânico.

 


Palavras-chave: Respiração artificial; Desmame do respirador; Espirometria.

 

Comunicação Breve

9 - Análise de custos de um teste de amplificação de ácido nucleico para o diagnóstico da tuberculose pulmonar sob a perspectiva do Sistema Único de Saúde

Cost analysis of nucleic acid amplification for diagnosing pulmonary tuberculosis, within the context of the Brazilian Unified Health Care System

Márcia Pinto1, Aline Piovezan Entringer1,Ricardo Steffen2, Anete Trajman2,3

J Bras Pneumol.2015;41(6):536-538

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Foram estimados os custos unitários de um teste molecular para Mycobacterium tuberculosis e resistência à rifampicina (Xpert MTB/RIF) e da baciloscopia sob a perspectiva do Sistema Único de Saúde (SUS). Foi utilizado o método de custeio por atividade com a técnica de microcusto em laboratórios do SUS nas cidades do Rio de Janeiro e Manaus. As médias de custo unitário foram de R$ 35,57 e R$ 14,16 para Xpert MTB/RIF e baciloscopia, respectivamente. Os principais direcionadores de custo do Xpert MTB/RIF e da baciloscopia foram, respectivamente, insumos/reagentes e recursos humanos. Estes resultados podem contribuir com estudos futuros de custo-efetividade de novos testes e com o processo de tomada de decisão acerca da expansão da adoção do Xpert MTB/RIF no Brasil.

 


Palavras-chave: Custos e análise de custo; Tuberculose; Técnicas de amplificação de ácido nucleico.

 

Artigo de Revisão

10 - Sono na unidade de terapia intensiva

Sleep in the intensive care unit

Flávia Gabe Beltrami1, Xuân-Lan Nguyen2, Claire Pichereau3, Eric Maury3, Bernard Fleury4, Simone Fagondes1,5

J Bras Pneumol.2015;41(6):539-546

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O sono de má qualidade é uma situação persistentemente descrita em UTIs. O sono nesse ambiente potencialmente hostil é caracterizado pela sua extrema fragmentação e arquitetura não convencional, com predomínio de fases leves e limitada quantidade de tempo nos estágios reparadores. Entre as causas da privação do sono na UTI estão fatores intrínsecos aos pacientes e à condição aguda de sua doença, assim como fatores relacionados ao ambiente da UTI e ao tratamento em curso, como o suporte ventilatório e a terapia medicamentosa. Embora as consequências da má qualidade do sono no processo de recuperação desses pacientes ainda sejam desconhecidas, ela parece influenciar os sistemas imune, metabólico, cardiovascular, respiratório e neurológico. Evidências sugerem que intervenções multifacetadas, focadas na minimização das perturbações do sono noturno, promovem melhora na qualidade do sono nesses pacientes. Este artigo revisa a literatura acerca do sono normal e do sono na UTI. Também analisa seus métodos de avaliação, as causas da má qualidade do sono, suas potenciais implicações no processo de recuperação de pacientes críticos e estratégias para sua promoção.

 


Palavras-chave: Sono; Privação do sono; Unidades de terapia intensiva.

 

11 - Transplante pulmonar: abordagem geral sobre seus principais aspectos.

Lung transplantation: overall approach regarding its major aspects.

Priscila Cilene León Bueno de Camargo1, Ricardo Henrique de Oliveira Braga Teixeira1, Rafael Medeiros Carraro1, Silvia Vidal Campos1, José Eduardo Afonso Junior1, André Nathan Costa1, Lucas Matos Fernandes1, Luis Gustavo Abdalla1, Marcos Naoyuki Samano1, Paulo Manuel Pêgo-Fernandes1,2

J Bras Pneumol.2015;41(6):547-553

Resumo PDF PT PDF EN English Text Anexo

O transplante pulmonar é uma terapia bem estabelecida para pacientes com doença pulmonar avançada.A avaliação do candidato para o transplante é uma tarefa complexa e envolve uma equipe multidisciplinar que acompanha o paciente para além do período pós-operatório.O tempo médio atual em lista de espera para transplante pulmonar é de aproximadamente 18 meses no estado de São Paulo. Em 2014, dados da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos mostram que 67 transplantes pulmonares foram realizados no Brasil e que 204 pacientes estavam na lista de espera para transplante pulmonar.O transplante pulmonar é principalmente indicado no tratamento de DPOC, fibrose cística, doença intersticial pulmonar, bronquiectasia não fibrocística e hipertensão pulmonar.Esta revisão abrangente teve como objetivos abordar os aspectos principais relacionados ao transplante pulmonar: indicações, contraindicações, avaliação do candidato ao transplante, avaliação do candidato doador, gestão do paciente transplantado e complicações maiores. Para atingirmos tais objetivos, utilizamos como base as diretrizes da Sociedade Internacional de Transplante de Coração e Pulmão e nos protocolos de nosso Grupo de Transplante Pulmonar localizado na cidade de São Paulo.

 


Palavras-chave: Transplante de pulmão; Doença pulmonar obstrutiva crônica; fibrose cística; Infecções respiratórias; Fibrose pulmonar; Hipertensão pulmonar.

 

Relato de Caso

12 - O desafio do tratamento da tuberculose extensivamente resistente em um hospital de referência no estado de São Paulo: um relato de três casos

The challenge of managing extensively drug-resistant tuberculosis at a referral hospital in the state of São Paulo, Brazil: a report of three cases

Marcos Abdo Arbex1,2, Hélio Ribeiro de Siqueira3,4, Lia D'Ambrosio5,6, Giovanni Battista Migliori5

J Bras Pneumol.2015;41(6):554-559

Resumo PDF PT PDF EN English Text Anexo

Relatamos aqui os casos de três pacientes portadores de tuberculose extensivamente resistente, internados em um hospital de referência no estado de São Paulo, e mostramos sua evolução clínica, radiológica e laboratorial pelo período de um ano. O tratamento instituído foi baseado nas diretrizes da Organização Mundial da Saúde, com a inclusão de uma nova proposta de uso de uma associação de drogas antituberculose (linezolida e imipenem). Nos casos estudados, demonstrou-se o desafio de construir um esquema terapêutico aceitável e eficiente com drogas mais tóxicas, mais dispendiosas e que foram utilizadas por períodos mais prolongados. Mostramos também o importante acréscimo nos custos do tratamento desses pacientes, com possíveis impactos no sistema de saúde mesmo após a alta hospitalar. Ressaltamos que, em casos extremos como os apresentados neste estudo, a hospitalização em centros de referência mostrou-se o caminho mais efetivo para oferecer tratamento adequado com possibilidade de cura. Em conclusão, todos os esforços dos profissionais da saúde e do poder público devem ser direcionados a evitar casos de tuberculose multirresistente e extensivamente resistente.

 


Palavras-chave: Tuberculose resistente a múltiplos medicamentos; Tuberculose extensivamente resistente a drogas; Antituberculosos; Antibióticos antituberculose.

 

Educação continuada: Imagem

15 - Sinal do halo invertido

Reversed halo sign

Edson Marchiori1,2, Gláucia Zanetti2,3, Bruno Hochhegger4,5

J Bras Pneumol.2015;41(6):564

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