Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2016 - Volume 42  - Número 2  (Março/Abril)

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Artigo Original

3 - Prevalência do relato de experimentação de cigarro em adolescentes com asma e rinite alérgica

Prevalence of self-reported smoking experimentation in adolescents with asthma or allergic rhinitis

Silvia de Sousa Campos Fernandes1, Cláudia Ribeiro de Andrade1, Alessandra Pinheiro Caminhas2, Paulo Augusto Moreira Camargos1, Cássio da Cunha Ibiapina1

J Bras Pneumol.2016;42(2):84-87

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Objetivo: Avaliar a prevalência da experimentação de cigarro em adolescentes com asma ou de rinite alérgica. Métodos: Estudo transversal envolvendo escolares com 13-14 anos de idade na cidade de Belo Horizonte (MG). Os escolares preencheram os questionários do Centers for Disease Control and Prevention e do International Study of Asthma and Allergies in Childhood, ambos validados para uso no Brasil. Foram calculadas as prevalências de experimentação de cigarro na população geral estudada, naqueles com sintomas de asma ou de rinite alérgica e nos subgrupos em relação ao gênero e à idade da experimentação. Resultados: A amostra foi constituída por 3.325 adolescentes. Não houve diferenças estatisticamente significativas em relação ao gênero e a idade dos participantes. Na amostra geral, a prevalência da experimentação de cigarro foi de 9,6%. A média de idade da experimentação de cigarro pela primeira vez foi de 11,1 anos (variação, 5-14 anos). Nos adolescentes com sintomas de asma e de rinite alérgica, a prevalência autorrelatada de experimentação de cigarro foi de 13,5% e 10,6%, respectivamente. Conclusões: A proporção de adolescentes com asma ou rinite alérgica que relataram ter experimentado cigarro é preocupante, visto que há fortes evidências de que o tabagismo ativo é um fator de risco para a ocorrência e maior gravidade de doenças alérgicas.

 


Palavras-chave: Asma/epidemiologia; Rinite/epidemiologia; Hábito de fumar/epidemiologia.

 

4 - Identificação da diminuição da mobilidade diafragmática e do espessamento diafragmático na doença pulmonar intersticial: utilidade da ultrassonografia

Identifying decreased diaphragmatic mobility and diaphragm thickening in interstitial lung disease: the utility of ultrasound imaging

Pauliane Vieira Santana1,2, Elena Prina1, André Luis Pereira Albuquerque1, Carlos Roberto Ribeiro Carvalho1, Pedro Caruso1,2

J Bras Pneumol.2016;42(2):88-94

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Objetivo: Investigar a aplicabilidade da ultrassonografia do diafragma na doença pulmonar intersticial (DPI). Métodos: Por meio da ultrassonografia, pacientes com DPI e voluntários saudáveis (controles) foram comparados quanto à mobilidade diafragmática durante a respiração profunda e a respiração tranquila, à espessura diafragmática no nível da capacidade residual funcional (CRF) e da capacidade pulmonar total (CPT) e à fração de espessamento (FE, espessamento diafragmático proporcional da CRF até a CPT). Foram também avaliadas correlações entre disfunção diafragmática e variáveis de função pulmonar. Resultados: Entre os pacientes com DPI (n = 40) e os controles (n = 16), a média da mobilidade diafragmática foi comparável durante a respiração tranquila, embora tenha sido significativamente menor nos pacientes durante a respiração profunda (4,5 ± 1,7 cm vs. 7,6 ± 1,4 cm; p < 0,01). Os pacientes apresentaram maior espessura diafragmática na CRF (p = 0,05), embora tenham também apresentado, devido à menor espessura diafragmática na CPT, menor FE (p < 0,01). A CVF em porcentagem do previsto (CVF%) correlacionou-se com a mobilidade diafragmática (r = 0,73; p < 0,01), e um valor de corte < 60% da CVF% apresentou alta sensibilidade (92%) e especificidade (81%) na identificação de mobilidade diafragmática reduzida. Conclusões: Com a ultrassonografia, foi possível demonstrar que a mobilidade diafragmática e a FE estavam mais reduzidas nos pacientes com DPI do que nos controles saudáveis, apesar da maior espessura diafragmática na CRF nos pacientes. A mobilidade diafragmática correlacionou-se com a gravidade funcional da DPI, e um valor de corte < 60% da CVF% mostrou ser altamente acurado na identificação da disfunção diafragmática por ultrassonografia.

 


Palavras-chave: Diafragma/ultrassonografia; Doenças pulmonares intersticiais; Músculos respiratórios; Testes de função respiratória.

 

5 - A experiência brasileira na perfusão pulmonar ex vivo

Ex vivo lung perfusion in Brazil

Luis Gustavo Abdalla1, Karina Andrighetti de Oliveira Braga1, Natalia Aparecida Nepomuceno1, Lucas Matos Fernandes1, Marcos Naoyuki Samano1, Paulo Manuel Pêgo-Fernandes1

J Bras Pneumol.2016;42(2):95-99

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Objetivo: Avaliar o emprego da técnica de perfusão pulmonar ex vivo (PPEV) clinicamente com a finalidade de transplante. Métodos: Estudo prospectivo envolvendo o recondicionamento de pulmões limítrofes, definidos por critérios específicos, tais como relação PaO2/FiO2 < 300 mmHg, com um sistema de PPEV. Entre fevereiro de 2013 e fevereiro de 2014, os pulmões de cinco doadores foram submetidos à PPEV por até 4 h. Durante a PPEV, a mecânica pulmonar foi avaliada continuamente. Amostras do perfusato foram colhidas a cada hora, assim como foi realizada a avaliação funcional dos órgãos. Resultados: A média de PaO2 dos pulmões captados foi de 262,9 ± 119,7 mmHg, sendo que, ao final da terceira hora de perfusão, essa foi de 357,0 ±108,5 mmHg. A capacidade de oxigenação dos pulmões apresentou discreta melhora durante a PPEV nas primeiras 3 h (246,1 ± 35,1; 257,9 ± 48,9; e 288,8 ± 120,5 mmHg, respectivamente), sem diferenças significativas entre os momentos (p = 0,508). As médias de complacência estática foram de, respectivamente, 63.0 ± 18,7; 75,6 ± 25,4; e 70,4 ± 28,0 mmHg após 1, 2 e 3 h, com melhora significativa entre a hora 1 e 2 (p = 0,029), mas não entre a hora 2 e 3 (p = 0,059). A resistência vascular pulmonar permaneceu estável durante a PPEV, sem diferenças entre os momentos (p = 0,284). Conclusões: Os pulmões avaliados permaneceram em condições fisiológicas de preservação; no entanto, o protocolo não foi efetivo para promover a melhora na função pulmonar, inviabilizando o transplante.

 


Palavras-chave: Transplante de pulmão; Preservação de órgãos; Morte encefálica, Seleção de doador.

 

6 - Aplicação do Sarcoidosis Health Questionnaire em pacientes com sarcoidose na Sérvia

Administering the Sarcoidosis Health Questionnaire to sarcoidosis patients in Serbia

Violeta Mihailović-Vučinić1,2, Branislav Gvozdenović3, Mihailo Stjepanović2, Mira Vuković4, Ljiljana Marković-Denić5, Aleksandar Milovanović6, Jelica Videnović-Ivanov2, Vladimir Zugić1,2, Vesna Skodrić-Trifunović 1,2, Snezana Filipović2, Maja Omčikus2

J Bras Pneumol.2016;42(2):99-105

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Objetivo: O objetivo deste estudo foi utilizar uma versão no idioma sérvio do Sarcoidosis Health Questionnaire (SHQ), um questionário de autorrelato doença-específico, concebido e originalmente validado nos EUA, para verificar o estado de saúde de pacientes com sarcoidose na Sérvia, além de validar o instrumento para uso no país. Métodos: Estudo transversal com 346 pacientes com sarcoidose confirmada por biópsia. Para avaliar o estado de saúde dos pacientes, utilizamos o SHQ, o qual foi traduzido para o sérvio para os propósitos deste estudo. Comparamos os escores do SHQ por gênero, idade, duração da doença e tratamento. Escores do SHQ mais baixos indicam pior estado de saúde. Resultados: Os escores do SHQ demonstraram diferenças no estado de saúde entre os subgrupos de pacientes avaliados. O estado de saúde foi significativamente pior entre as mulheres e pacientes mais velhos, assim como entre aqueles com sarcoidose crônica ou com manifestações extrapulmonares da doença. A monoterapia com metotrexato associou-se com melhor estado de saúde do que a monoterapia com prednisona ou a terapia combinada com prednisona e metotrexato. Conclusões: O SHQ é um instrumento de autorrelato doença-específico confiável. Embora originalmente concebido para uso nos EUA, o SHQ pode ser uma ferramenta útil na avaliação do estado de saúde de populações de pacientes com sarcoidose em vários países de língua não inglesa.

 


Palavras-chave: Sarcoidose; Nível de saúde; Estudos de validação; Questionários; Autorrelato; Sérvia.

 

7 - Tuberculose pleural no estado de Roraima no período de 2005-2013: qualidade diagnóstica

Pleural tuberculosis in the state of Roraima, Brazil, between 2005 and 2013: quality of diagnosis

Tao Machado1, Allex Jardim da Fonseca2, Sandra Maria Franco Buenafuente2

J Bras Pneumol.2016;42(2):106-113

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Objetivo: Avaliar a qualidade dos diagnósticos e o perfil epidemiológico de portadores de tuberculose pleural no estado de Roraima, visando embasar tecnicamente o fomento e a aplicação de políticas públicas para o enfrentamento dessa doença. Métodos: Estudo transversal, desenhado para determinar a prevalência de formas pleurais da tuberculose em Roraima entre 2005 e 2013 e avaliar os critérios diagnósticos utilizados e seus determinantes. Este estudo foi baseado na revisão de dados secundários do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, incluindo todos os casos notificados como tuberculose pleural no estado durante o período de estudo. Diagnósticos baseados em confirmação bacteriológica ou histopatológica foram definidos como de qualidade. Resultados: Dos 1.395 casos de tuberculose notificados no período do estudo, 116 (8,3%) foram da apresentação pleural, totalizando 38,9% das formas extrapulmonares na amostra. A taxa de incidência dessa apresentação clínica não acompanhou a tendência decrescente da forma pulmonar da doença no período. A prevalência de diagnósticos de qualidade encontrada foi de 28,5% (IC95%: 20,4-37,6%) e, na análise univariada, nenhuma variável explicativa dentre as características demográficas e clínicas coletadas do banco de dados tiveram um impacto significativo no desfecho (como variáveis explicativas). Conclusões: A qualidade dos diagnósticos na amostra estudada foi considerada insatisfatória. O acesso limitado a métodos diagnósticos específicos pode ter contribuído para esses resultados.

 


Palavras-chave: Tuberculose/diagnóstico; Tuberculose/epidemiologia; Tuberculose pleural.

 

8 - Correlação entre a gravidade de pacientes críticos e preditores clínicos de risco para a broncoaspiração

Correlation between the severity of critically ill patients and clinical predictors of bronchial aspiration

Gisele Chagas de Medeiros1, Fernanda Chiarion Sassi2, Lucas Santos Zambom3, Claudia Regina Furquim de Andrade2

J Bras Pneumol.2016;42(2):114-120

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Objetivo: Correlacionar a gravidade de pacientes críticos não neurológicos com preditores clínicos do risco de broncoaspiração. Métodos: Participaram do estudo adultos com histórico de intubação orotraqueal prolongada (> 48 h) e submetidos à avaliação da deglutição à beira do leito nas primeiras 48 h após a extubação. Dados relacionados a avaliação fonoaudiológica clínica do risco de aspiração broncopulmonar, nível funcional da deglutição por meio da escala American Speech-Language-Hearing Association National Outcome Measurement System (ASHA NOMS) e status de saúde pelo Sequential Organ Failure Assessment (SOFA) foram coletados. Resultados: A amostra do estudo foi composta por 150 pacientes. Para fins da análise estatística, os pacientes foram agrupados com base nos escores ASHA NOMS: ASHA1 (níveis 1-2), ASHA2 (níveis 3-5) e ASHA3 (níveis 6-7). Os indivíduos no grupo ASHA3 eram significativamente mais jovens, permaneceram intubados por menos tempo e apresentaram menor gravidade de quadro clínico geral (escore SOFA) do que os indivíduos nos demais grupos. Os preditores clínicos de broncoaspiração que melhor caracterizaram os grupos foram achados de ausculta cervical alterada e presença de tosse após a deglutição. O grupo ASHA3 não apresentou esses sinais. Conclusões: Pacientes críticos com idade ≥ 55 anos, período de intubação ≥ 6 dias, gravidade de quadro clínico geral (escore SOFA ≥ 5), escore na Escala de Coma de Glasgow ≤ 14, ausculta cervical alterada e tosse após a deglutição devem ser priorizados para a avaliação fonoaudiológica completa.

 


Palavras-chave: Deglutição, Transtornos de deglutição, Intubação intratraqueal; Pneumonia aspirativa; Unidades de terapia intensiva.

 

9 - Desempenho ao exercício e diferenças na resposta fisiológica à reabilitação pulmonar em doença pulmonar obstrutiva crônica grave com hiperinsuflação

Exercise performance and differences in physiological response to pulmonary rehabilitation in severe chronic obstructive pulmonary disease with hyperinflation

Andre Luis Pereira de Albuquerque1, Marco Quaranta2, Biswajit Chakrabarti3, Andrea Aliverti2, Peter M. Calverley3

J Bras Pneumol.2016;42(2):121-129

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Objetivo: A reabilitação pulmonar (RP) melhora a capacidade de exercício na maioria (mas não todos) dos pacientes com DPOC. Os fatores associados ao sucesso do tratamento e o papel da mecânica da parede torácica na determinação desse sucesso ainda não é claro. Investigamos o impacto da RP no desempenho ao exercício em pacientes com DPOC e hiperinsuflação grave. Métodos: Foram avaliados 22 pacientes com DPOC (idade, 66 ± 7 anos; VEF1 = 37,1 ± 11,8% do previsto) submetidos a oito semanas de exercícios aeróbicos e treino de força. Antes e depois da RP, cada paciente também realizou um teste de caminhada de seis minutos e um teste de exercício incremental em uma bicicleta ergométrica. Durante esse último, os volumes da parede torácica (total e compartimental por pletismografia optoeletrônica) e a carga de trabalho máxima foram determinados. Resultados: Diferenças significativas foram observadas entre as médias pré e pós-RP da distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos (305 ± 78 vs. 330 ± 96 m; p < 0,001) e da carga máxima (33 ± 21 vs. 39 ± 20 W; p = 0,02). Sob parâmetros de carga de trabalho equivalente, a RP levou a valores menores de consumo de oxigênio, produção de dióxido de carbono (VCO2) e ventilação minuto. O volume inspiratório (operacional) da caixa torácica diminuiu significativamente após a RP. Em 6 pacientes, a RP não aumentou a carga máxima. Após a RP, esses pacientes não apresentaram uma diminuição significativa na VCO2 durante o exercício, tiveram maiores volumes expiratórios finais da parede torácica com padrão respiratório mais rápido e superficial e continuaram a apresentar fadiga sintomática nas pernas. Conclusões: Na DPOC grave, a RP parece melhorar o consumo de oxigênio e reduzir VCO2, com uma diminuição proporcional no drive respiratório, mudanças essas que são refletidas nos volumes operacionais da parede torácica. Pacientes com hiperinsuflação grave pós-exercício e fadiga nas pernas podem ser incapazes de melhorar seu desempenho máximo apesar de completarem um programa de RP.

 


Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica/reabilitação; Terapia por exercício; Terapia respiratória.

 

10 - Associação entre o nível de atividade física na vida diária e a função pulmonar em tabagistas adultos

Association between physical activity in daily life and pulmonary function in adult smokers

Miriane Lilian Barboza1, Alan Carlos Brisola Barbosa1, Giovanna Domingues Spina1, Evandro Fornias Sperandio1, Rodolfo Leite Arantes2, Antonio Ricardo de Toledo Gagliardi2, Marcello Romiti2, Victor Zuniga Dourado1

J Bras Pneumol.2016;42(2):130-135

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Objetivo: Determinar se há associações entre o nível de atividade física na vida diária (AFVD) e a função pulmonar em tabagistas adultos. Métodos: Foram selecionados 62 tabagistas adultos de um estudo epidemiológico, realizado na cidade de Santos (SP). Os participantes realizaram o teste de espirometria forçada para a avaliação da função pulmonar. O nível de AFVD foi avaliado pelo Questionário Internacional de Atividade Física e por acelerometria triaxial (aparelho utilizado por sete dias). O nível mínimo de AFVD, em termos de quantidade e intensidade, foi definido como 150 min/semana de atividade física moderada a vigorosa durante o monitoramento. As correlações entre as variáveis estudadas foram avaliadas pelo coeficiente de correlação de Pearson ou de Spearman conforme a distribuição das variáveis. A influência de AFVD nas variáveis espirométricas foi avaliada por meio de análise de regressão múltipla linear. O nível de significância foi estipulado em 5%. Resultados: Quando avaliados todos os preditores corrigidos para fatores de confusão e utilizando dados da função pulmonar como variáveis de desfecho, não foram observadas associações significativas entre a inatividade física avaliada por acelerometria e os índices espirométricos. As análises mostraram valores inferiores da CVF em participantes com hipertensão arterial e da relação VEF1/CVF nos participantes com diabetes mellitus. Os participantes obesos e os dislipidêmicos apresentaram valores inferiores de CVF e VEF1. Conclusões: Nossos resultados sugerem que a inatividade física apresenta associação pouco consistente com a função pulmonar de tabagistas adultos. A carga tabágica, assim como comorbidades cardiovasculares e metabólicas, deveriam ser priorizadas em estratégias preventivas da DPOC.

 


Palavras-chave: Hábito de fumar; Testes de função respiratória; Atividade motora; Acelerometria.

 

11 - Mitos populares e características do tratamento da asma em crianças e adolescentes de zona urbana do sul do Brasil

Asthma treatment in children and adolescents in an urban area in southern Brazil: popular myths and features

Cristian Roncada1, Suelen Goecks de Oliveira1, Simone Falcão Cidade1, Joseane Guimarães Rafael1, Beatriz Sebben Ojeda1, Beatriz Regina Lara dos Santos1, Andréia da Silva Gustavo1, Paulo Márcio Pitrez1

J Bras Pneumol.2016;42(2):136-142

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Objetivo: Descrever a frequência de mitos populares e as características do tratamento em asma em crianças e adolescentes em uma amostra urbana no sul do Brasil. Métodos: Foi aplicado um questionário específico, contendo perguntas sobre entendimento da doença, controle da asma e características do tratamento a pais/responsáveis de escolares da rede pública (8-16 anos de idade) com diagnóstico de asma (n = 127) e de controles saudáveis (n = 124). Resultados: Participaram do estudo 251 pais/responsáveis, com predomínio de mães como acompanhantes dos escolares (n = 127; 68,5%) e de etnia caucasiana (n = 130; 51,8%), com média de idade de 38,47 ± 12,07 anos. Sobre os mitos, 37 (29,1%) dos participantes do grupo asma e 26 (21,0%) dos do grupo controle relataram possuir receio de utilizar medicamentos para asma, e 61 (48%) e 56 (45,2%), respectivamente, acreditam que os inaladores pressurizados podem levar a dependência ao fármaco. No entanto, apenas 17 (13,4%) dos participantes do grupo asma e 17 (13,7%) dos do grupo controle relataram ter receio de utilizar corticoide oral. A ausência de controle da asma foi detectada em 55 (43,3%) dos escolares no grupo asma, apenas 41 (32,3%) possuíam uma receita ou um plano por escrito de como tratar da asma e 38 (29,9%) fazia uso contínuo de medicamentos para a doença. Conclusões: A presença de mitos populares sobre o tratamento da asma, a falta de controle da doença e seu manejo inadequado mostraram ser elevados nesta amostra. Nossos achados apontam para a necessidade de novos estudos nesse campo em países em desenvolvimento e de uma avaliação dos programas de manejo da asma pediátrica na saúde pública.

 


Palavras-chave: Asma/terapia; Asma/prevenção & controle; Saúde da criança.

 

Comunicação Breve

12 - Influência da idade e do gênero no perfil de compostos orgânicos voláteis exalados analisados por nariz eletrônico

Influence of age and gender on the profile of exhaled volatile organic compounds analyzed by an electronic nose

Miriane Lilian Barboza1, Alan Carlos Brisola Barbosa1, Giovanna Domingues Spina1, Evandro Fornias Sperandio1, Rodolfo Leite Arantes2, Antonio Ricardo de Toledo Gagliardi2, Marcello Romiti2, Victor Zuniga Dourado1

J Bras Pneumol.2016;42(2):143-145

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Objetivo: Determinar se há associações entre o nível de atividade física na vida diária (AFVD) e a função pulmonar em tabagistas adultos. Métodos: Foram selecionados 62 tabagistas adultos de um estudo epidemiológico, realizado na cidade de Santos (SP). Os participantes realizaram o teste de espirometria forçada para a avaliação da função pulmonar. O nível de AFVD foi avaliado pelo Questionário Internacional de Atividade Física e por acelerometria triaxial (aparelho utilizado por sete dias). O nível mínimo de AFVD, em termos de quantidade e intensidade, foi definido como 150 min/semana de atividade física moderada a vigorosa durante o monitoramento. As correlações entre as variáveis estudadas foram avaliadas pelo coeficiente de correlação de Pearson ou de Spearman conforme a distribuição das variáveis. A influência de AFVD nas variáveis espirométricas foi avaliada por meio de análise de regressão múltipla linear. O nível de significância foi estipulado em 5%. Resultados: Quando avaliados todos os preditores corrigidos para fatores de confusão e utilizando dados da função pulmonar como variáveis de desfecho, não foram observadas associações significativas entre a inatividade física avaliada por acelerometria e os índices espirométricos. As análises mostraram valores inferiores da CVF em participantes com hipertensão arterial e da relação VEF1/CVF nos participantes com diabetes mellitus. Os participantes obesos e os dislipidêmicos apresentaram valores inferiores de CVF e VEF1. Conclusões: Nossos resultados sugerem que a inatividade física apresenta associação pouco consistente com a função pulmonar de tabagistas adultos. A carga tabágica, assim como comorbidades cardiovasculares e metabólicas, deveriam ser priorizadas em estratégias preventivas da DPOC.

 


Palavras-chave: Hábito de fumar; Testes de função respiratória; Atividade motora; Acelerometria.

 

Artigo de Revisão

13 - Os novos anticoagulantes no tratamento do tromboembolismo venoso

New anticoagulants for the treatment of venous thromboembolism

Caio Julio Cesar dos Santos Fernandes1, José Leonidas Alves Júnior1, Francisca Gavilanes1, Luis Felipe Prada1, Luciana Kato Morinaga1, Rogerio Souza1

J Bras Pneumol.2016;42(2):146-154

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O tromboembolismo venoso (TEV) está entre as principais causas de morte por doenças cardiovasculares no mundo, atrás apenas do infarto agudo do miocárdio e do acidente vascular cerebral. O TEV possui espectro de apresentação que vai desde a trombose venosa profunda até o tromboembolismo pulmonar agudo, de acordo com gravidade crescente de acometimento, sendo seu tratamento baseado na anticoagulação plena dos pacientes. Há muitas décadas, sabe-se que a anticoagulação interfere diretamente na mortalidade associada ao TEV. Até o início deste século a terapia anticoagulante se baseava no uso de heparina, em suas formas não fracionada ou de baixo peso molecular, e de antagonistas da vitamina K, principalmente a varfarina. Ao longo das últimas décadas, foram desenvolvidos novas classes de medicamentos anticoagulantes, inibidores do fator Xa e inibidores diretos da trombina, que mudaram significativamente o arsenal terapêutico do TEV, em função de suas características de eficácia e segurança em relação ao tratamento convencional, sendo o foco principal de esta revisão avaliar seu papel neste contexto clínico.

 


Palavras-chave: Coagulação sanguínea; Tromboembolia venosa\terapia; Tromboembolia venosa\prevenção & controle.

 

Cartas ao Editor

14 - Termoplastia brônquica em paciente com asma de difícil controle

Bronchial thermoplasty in a patient with difficult-to-control asthma

Adalberto Rubin1,2, Suzana Zelmanovitz1, Manuela Cavalcanti1, Fernanda Spilimbergo1, Paulo Goldenfum1, José Felicetti3, Paulo Cardoso4

J Bras Pneumol.2016;42(2):155-156

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Resposta do autor

17 - Resposta dos autores

Authors' reply

Ricardo Luiz de Menezes Duarte1,2, Flavio José Magalhães-da-Silveira1

J Bras Pneumol.2016;42(2):159

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Educação continuada: Imagem

19 - Espessamento de septos interlobulares

Interlobular septal thickening

Edson Marchiori1,2, Gláucia Zanetti2,3, Bruno Hochhegger4,5

J Bras Pneumol.2016;42(2):161

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Educação Continuada: Metodologia Científica

 


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