Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2016 - Volume 42  - Número 3  (Maio/Junho)

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Educação continuada: Imagem

2 - Nódulos múltiplos calcificados

Multiple calcified nodules

Edson Marchiori1,2, Gláucia Zanetti2,3, Bruno Hochhegger4,5

J Bras Pneumol.2016;42(3):164

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Artigo Original

4 - Pré-tratamento com dexametasona atenua a lesão pulmonar induzida por ventilação mecânica em modelo experimental

Pre-treatment with dexamethasone attenuates experimental ventilator-induced lung injury

Fernando Fonseca dos Reis1,2, Maycon de Moura Reboredo1,2, Leda Marília Fonseca Lucinda1,2, Aydra Mendes Almeida Bianchi1,2, Maria Aparecida Esteves Rabelo1, Lídia Maria Carneiro da Fonseca1,2, Júlio César Abreu de Oliveira1, Bruno Valle Pinheiro1,2

J Bras Pneumol.2016;42(3):166-173

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Objetivo: Avaliar os efeitos da administração de dexametasona antes da indução de lesão pulmonar induzida por ventilação mecânica (LPIVM) na evolução temporal dessa lesão. Métodos: Ratos Wistar foram alocados em um dos três grupos: administração de dexametasona pré-LPIVM (grupo dexametasona); administração de salina pré-LPIVM (grupo controle); e somente ventilação (grupo sham). A LPIVM foi realizada por ventilação com volume corrente alto. Os animais dos grupos dexametasona e controle foram sacrificados em 0, 4, 24 e 168 h após LPIVM. Analisamos gasometria arterial, edema pulmonar, contagens de células (totais e diferenciais) no lavado broncoalveolar e histologia de tecido pulmonar. Resultados: Em 0, 4 e 24 h após LPIVM, os escores de lesão pulmonar aguda (LPA) foram maiores no grupo controle que no grupo sham (p < 0,05). A administração de dexametasona antes da LPIVM reduziu a gravidade da lesão pulmonar. Em 4 e 24 h após a indução, o escore de LPA no grupo dexametasona não foi significativamente diferente daquele observado no grupo sham e foi menor que o observado no grupo controle (p < 0,05). As contagens de neutrófilos no lavado broncoalveolar estavam aumentadas nos grupos controle e dexametasona, com pico em 4 h após LPIVM (p < 0,05). Entretanto, as contagens de neutrófilos foram menores no grupo dexametasona que no grupo controle em 4 e 24 h após LPIVM (p < 0,05). O pré-tratamento com dexametasona também impediu o comprometimento da oxigenação após a indução visto no grupo controle. Conclusões: A administração de dexametasona antes de LPIVM atenua os efeitos da lesão em ratos Wistar. Os mecanismos moleculares dessa lesão e o possível papel clínico dos corticosteroides na LPIVM ainda precisam ser elucidados.

 


Palavras-chave: Lesão pulmonar induzida por ventilação mecânica; Dexametasona; Síndrome do desconforto respiratório do adulto.

 

5 - Avaliação da resposta ao broncodilatador em pacientes pediátricos com bronquiolite obliterante pós-infecciosa: uso de diferentes critérios de identificação de reversibilidade das vias aéreas

Evaluating bronchodilator response in pediatric patients with post-infectious bronchiolitis obliterans: use of different criteria for identifying airway reversibility

Rita Mattiello1, Paula Cristina Vidal2, Edgar Enrique Sarria3, Paulo Márcio Pitrez1, Renato Tetelbom Stein1, Helena Teresinha Mocelin4, Gilberto Bueno Fischer4, Marcus Herbert Jones1, Leonardo Araújo Pinto1

J Bras Pneumol.2016;42(3):174-178

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Objetivo: A bronquiolite obliterante pós-infecciosa (BOPI) é uma entidade clínica que tem sido classificada como obstrução fixa e constritiva do lúmen por tecido fibrótico. Entretanto, estudos recentes utilizando oscilometria de impulso relataram resposta ao broncodilatador em pacientes com BOPI. O objetivo deste estudo foi avaliar a resposta broncodilatadora em pacientes pediátricos com BOPI, comparando critérios diferentes para a definição da resposta. Métodos: Foram avaliados pacientes pediátricos com diagnóstico de BOPI tratados em um de dois ambulatórios de pneumologia pediátrica na cidade de Porto Alegre (RS). Parâmetros espirométricos foram medidos de acordo com recomendações internacionais. Resultados: Foram incluídos 72 pacientes pediátricos com BOPI no estudo. As médias dos valores pré- e pós-broncodilatador foram claramente inferiores aos valores de referência para todos os parâmetros, especialmente FEF25-75%. Houve uma melhora pós-broncodilatador. Quando medidos como aumentos percentuais médios, VEF1 e FEF25-75% melhoraram em 11% e 20%, respectivamente. Entretanto, quando os valores absolutos foram calculados, as médias de VEF1 e FEF25-75% aumentaram somente em 0,1 l. Verificamos que a idade da agressão viral, história familiar de asma e alergia não tiveram efeitos significativos na resposta ao broncodilatador. Conclusões: Pacientes pediátricos com BOPI têm uma obstrução das vias aéreas periféricas que responde ao tratamento, mas não uma reversão completa com o broncodilatador. O conceito de BOPI como obstrução fixa e irreversível parece não se aplicar a essa população. Nossos dados sugerem que a obstrução de vias aéreas em pacientes com BOPI é variável, e esse achado pode ter importantes implicações clínicas.

 


Palavras-chave: Bronquiolite obliterante; Infecção/complicações; Obstrução das vias respiratórias; Broncodilatadores.

 

6 - Fatores de risco de doença cardiovascular em pacientes com DPOC: DPOC leve/moderada versus DPOC grave/muito grave

Risk factors for cardiovascular disease in patients with COPD: mild-to-moderate COPD versus severe-to-very severe COPD

Laura Miranda de Oliveira Caram1, Renata Ferrari1, Cristiane Roberta Naves1, Liana Sousa Coelho1, Simone Alves do Vale1, Suzana Erico Tanni1, Irma Godoy1

J Bras Pneumol.2016;42(3):179-184

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Objetivo: Avaliar e comparar a prevalência de comorbidades e de fatores de risco de doença cardiovascular (DCV) em pacientes com DPOC de acordo com a gravidade da doença. Métodos: O estudo incluiu 25 pacientes com DPOC leve/moderada (homens: 68%; média de idade: 65 ± 8 anos; média de VEF1: 73 ± 15% do previsto) e 25 com DPOC grave/muito grave (homens: 56%; média de idade: 69 ± 9 anos; média de VEF1, 40 ± 18% do previsto). As comorbidades foram registradas com base nos dados dos prontuários médicos e avaliações clínicas. O índice de comorbidades de Charlson foi calculado, e a pontuação na Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS) foi determinada. Resultados: Dos 50 pacientes avaliados, 38 (76%) receberam diagnóstico de pelo menos uma comorbidade, sendo que 21 (42%) receberam diagnóstico de pelo menos uma DCV. Vinte e quatro pacientes (48%) apresentavam mais de uma DCV. Dezoito pacientes (36%) eram fumantes, 10 (20%) tinham depressão, 7 (14%) apresentavam dislipidemia, e 7 (14%) tinham diabetes mellitus. Tabagismo atual, depressão e dislipidemia foram mais prevalentes nos pacientes com DPOC leve/moderada que naqueles com DPOC grave/muito grave (p < 0,001, p = 0,008 e p = 0,02, respectivamente). A prevalência de pressão arterial elevada, diabetes mellitus, alcoolismo, doença isquêmica do coração e insuficiência cardíaca crônica foi semelhante nos dois grupos. O índice de comorbidades de Charlson e a pontuação na HADS não diferiram entre os grupos. Conclusões: Comorbidades são muito prevalentes na DPOC, independentemente da gravidade da doença. Certos fatores de risco de DCV, eles próprios considerados doenças (incluindo tabagismo, dislipidemia e depressão), parecem ser mais prevalentes nos pacientes com DPOC leve/moderada.

 


Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica; Espirometria; Doenças cardiovasculares; Fatores de risco.

 

7 - Lobectomia pulmonar robótica para tratamento do câncer de pulmão e de metástases pulmonares: implantação do programa e experiência inicial

Robotic pulmonary lobectomy for lung cancer treatment: program implementation and initial experience

Ricardo Mingarini Terra1, Pedro Henrique Xavier Nabuco de Araujo2, Leticia Leone Lauricella2, José Ribas Milanez de Campos1, Herbert Felix Costa2, Paulo Manuel Pego-Fernandes1

J Bras Pneumol.2016;42(3):185-190

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Objetivo: Descrever a implantação de um programa de cirurgia torácica robótica em um hospital terciário público universitário e analisar seus resultados iniciais. Métodos: Este estudo é uma análise interina planejada de um ensaio clínico aleatorizado cujo objetivo é comparar resultados da lobectomia pulmonar por videotoracoscopia com a robótica. O programa de cirurgia robótica do Instituto do Câncer do Estado de São Paulo, localizado na cidade de São Paulo (SP), foi uma iniciativa multidisciplinar que envolveu diversas especialidades cirúrgicas e equipes de anestesia, enfermagem e engenharia clínica. Nesta análise, avaliamos os pacientes incluídos no braço lobectomia robótica durante os primeiros três meses do estudo (de abril a junho de 2015). Resultados: Dez pacientes foram incluídos nesta análise. Eram oito mulheres e dois homens. A média de idade foi de 65,1 anos. Todos apresentavam tumores periféricos. Foram realizadas lobectomia superior direita, em quatro pacientes; lobectomia inferior direita, em quatro; e lobectomia superior esquerda, em dois. Os tempos cirúrgicos variaram bastante (variação, 135-435 min). Não foi necessária a conversão para técnica aberta ou videotoracoscópica em nenhum paciente. Não foram observadas complicações intraoperatórias. Apenas o primeiro paciente foi encaminhado à UTI no pós-operatório. Não houve mortalidade nem reinternações em 30 dias após a alta. A única complicação pós-operatória observada foi dor torácica (grau 3), em dois pacientes. O exame anatomopatológico revelou a ressecção completa do tumor em todos os casos. Conclusões: A implantação de um programa de cirurgia torácica robótica, quando há integração e treinamento adequado de todas as equipes envolvidas, é factível e pode reduzir a morbidade e a mortalidade.

 


Palavras-chave: Pneumonectomia; Procedimentos cirúrgicos robóticos; Cirurgia torácica; Procedimentos cirúrgicos minimamente invasivos; Neoplasias pulmonares.

 

8 - Procedimentos diagnósticos broncoscópicos e exames microbiológicos para a confirmação de tuberculose endobrônquica

Bronchoscopic diagnostic procedures and microbiological examinations in proving endobronchial tuberculosis

Abdullah Şimşek1 , İlhami Yapıcı1 , Mesiha Babalık1 , Zekiye Şimşek2 , Mustafa Kolsuz1

J Bras Pneumol.2016;42(3):191-195

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Objetivo: Determinar a distribuição proporcional dos subtipos de tuberculose endobrônquica (TBEB) e avaliar os tipos de procedimentos diagnósticos broncoscópicos que podem revelar inflamação granulomatosa. Métodos: Este foi um estudo retrospectivo com 18 pacientes HIV negativos com TBEB comprovada por biópsia tratados entre 2010 e 2014. Resultados: Os subtipos mais comuns de TBEB, classificados pelas características na broncoscopia, foram tumoral e granular (em 22,2% para ambas) A baciloscopia de escarro foi realizada em 11 pacientes e foi positiva para BAAR em 4 (36,3%). A cultura de escarro também foi realizada em 11 pacientes e foi positiva para Mycobacterium tuberculosis em 10 (90,9%). A baciloscopia do LBA foi realizada em 16 pacientes e foi positiva para BAAR em 10 (62,5%). A cultura do LBA foi também realizada em 16 pacientes e foi positiva para o M. tuberculosis em 15 (93,7%). A cultura do LBA foi positiva para M. tuberculosis em 93,7% dos 16 pacientes testados. Nos 18 pacientes com TBEB, a presença de inflamação granulomatosa foi comprovada pelos seguintes procedimentos diagnósticos broncoscópicos: biópsia da mucosa brônquica, em 8 (44,4%); escovação brônquica, em 7 (38,8%); punção aspirativa por agulha fina, em 2 (11,1%); e LBA, em 2 (11,1%). Antracose/fibrose brônquica foi observada em 5 (27,7%) dos 18 casos avaliados. Conclusões: Em nossa amostra de pacientes com TBEB, os subtipos mais comuns foram o tumoral e o granular. Recomendamos que amostras de escarro e do LBA sejam avaliadas por baciloscopia para BAAR e cultura de M. tuberculosis, o que poderia aumentar as taxas de diagnóstico precoce de TBEB. Também recomendamos que a escovação brônquica seja empregada em conjunto com outros procedimentos diagnósticos broncoscópicos em pacientes com suspeita de TBEB.

 


Palavras-chave: Tuberculose pulmonar; Mycobacterium tuberculosis; Técnicas e procedimentos diagnósticos; Broncoscopia.

 

9 - Viabilidade do teste de velocidade de marcha em idosos hospitalizados

Viability of gait speed test in hospitalized elderly patients

Bruno Prata Martinez1,2, Anne Karine Menezes Santos Batista3, Isis Resende Ramos3, Júlio Cesar Dantas3, Isabela Barboza Gomes3, Luiz Alberto Forgiarini Jr4, Fernanda Rosa Warken Camelier1, Aquiles Assunção Camelier1,5

J Bras Pneumol.2016;42(3):196-202

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Objetivo: O teste de velocidade de marcha (TVM) é um teste físico que pode predizer quedas e auxiliar no diagnóstico de sarcopenia em idosos da comunidade. Entretanto, pelo que sabemos, não há estudos que avaliaram sua reprodutibilidade em idosos hospitalizados. O objetivo deste estudo foi avaliar a segurança e a reprodutibilidade do TVM de seis metros (TVM6) em idosos hospitalizados. Métodos: Estudo com medidas repetidas envolvendo idosos hospitalizados (idade ≥ 60 anos) que realizaram o TVM6 até o quinto dia de hospitalização, sendo capazes de andar sem auxílio e não apresentando dispneia ou dor que os incapacitasse para a realização dos testes. O TVM6 foi realizado sequencialmente três vezes, com período de descanso, em um corredor plano, e a velocidade de marcha foi calculada em metros/segundo. A reprodutibilidade foi avaliada pela comparação das médias, coeficientes de correlação intraclasse (CCI) e disposições gráficas de Bland-Altman. Resultados: Foram avaliados 110 idosos avaliados com um total de 330 testes. Todos os participantes completaram todos os testes. As comparações entre as velocidades obtidas nos três testes realizados indicaram CCIs elevados e viés médio baixo pela disposição gráfica de Bland-Altman. Em relação à maior velocidade aferida, a correlação e a precisão foram maiores quando comparadas à obtida no terceiro teste (1,26 ± 0,44 m/s vs. 1,22 ± 0,44 m/s; CCI = 0,99; p = 0,001; viés médio = 0,04; e limites de concordância = −0,27 a 0,15). Conclusões: O TVM6 mostrou-se seguro e teve boa reprodutibilidade nessa amostra de idosos hospitalizados. A terceira aferição parece corresponder à velocidade máxima, já que duas primeiras subestimaram o desempenho real.

 


Palavras-chave: Avaliação da deficiência; Reprodutibilidade dos testes; Hospitalização; Limitação da mobilidade; Saúde do idoso.

 

10 - Utilidade da avaliação de bactérias revestidas por anticorpos em aspirados traqueais para o diagnóstico de pneumonia associada à ventilação mecânica: um estudo caso-controle

The value of antibody-coated bacteria in tracheal aspirates for the diagnosis of ventilator-associated pneumonia: a case-control study

Otavio Tavares Ranzani1, Daniel Neves Forte2, Antonio Carlos Forte3, Igor Mimica3, Wilma Carvalho Neves Forte3

J Bras Pneumol.2016;42(3):203-210

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Objetivo: A pneumonia associada à ventilação mecânica (PAVM) é o principal tipo de infecção adquirida no ambiente hospitalar em pacientes em UTIs. O diagnóstico de PAVM é desafiador, principalmente devido a limitações dos métodos diagnósticos disponíveis. O objetivo deste estudo foi determinar se a avaliação de bactérias revestidas por anticorpos (BRA) pode melhorar a especificidade de culturas de aspirado traqueal (AT) no diagnóstico de PAVM. Métodos: Estudo diagnóstico caso-controle envolvendo 45 pacientes sob ventilação mecânica. Amostras de AT foram obtidas de pacientes com e sem PAVM (casos e controles, respectivamente), e verificamos o número de bactérias revestidas com anticorpos monoclonais conjugados com FITC (IgA, IgM ou IgG) ou anticorpo polivalente conjugado com FITC. Utilizando microscopia de imunofluorescência, foi determinada a proporção de BRA em um número fixo de 80 bactérias. Resultados: A mediana das proporções de BRA foi significativamente maior nos casos (n = 22) que nos controles (n = 23) - IgA (60,6% vs. 22,5%), IgM (42,5% vs. 12,5%), IgG (50,6% vs. 17,5%) e polivalente (75,6% vs. 33,8%) - p < 0,001 para todos. A acurácia dos melhores pontos de corte para o diagnostico de PAVM em relação aos BRA monoclonais e polivalentes foi > 95,0% e > 93,3%, respectivamente. Conclusões: O número de BRA em amostras de AT foi maior nos casos que nos controles. Nossos achados indicam que a avaliação de BRA no AT é uma ferramenta promissora para aumentar a especificidade do diagnóstico de PAVM. A técnica pode ser custo-efetiva e, portanto, útil em locais com poucos recursos, com as vantagens de minimizar resultados falso-positivos e evitar o tratamento excessivo.

 


Palavras-chave: Pneumonia associada à ventilação mecânica/diagnóstico; Imuno-histoquímica; Imunofluorescência; Anticorpos antibacterianos; Traqueia/microbiologia; Unidades de terapia intensiva.

 

Comunicação Breve

11 - Análise da estabilidade da expressão de genes de referência no ventrículo cardíaco esquerdo de ratos submetidos à hipóxia intermitente crônica

Analysis of the stability of housekeeping gene expression in the left cardiac ventricle of rats submitted to chronic intermittent hypoxia

Guilherme Silva Julian1, Renato Watanabe de Oliveira1, Sergio Tufik1, Jair Ribeiro Chagas1,2

J Bras Pneumol.2016;42(3):211-214

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A apneia obstrutiva do sono (AOS) tem sido associada ao estresse oxidativo e a várias consequências cardiovasculares, tais como risco aumentado de doença cardiovascular. A PCR quantitativa em tempo real é frequentemente empregada para avaliar alterações na expressão gênica em modelos experimentais. Neste estudo, analisamos os efeitos da hipóxia intermitente crônica (um modelo experimental de AOS) na expressão de genes de referência no ventrículo cardíaco esquerdo de ratos. Análises a partir de quatro abordagens - uso dos algoritmos geNorm, BestKeeper e NormFinder e análise de dados 2−ΔCt (ciclo limiar) - produziram resultados semelhantes: todos os genes mostraram-se adequados para uso, sendo que gliceraldeído-3-fosfato desidrogenase e 18S foram classificados como o mais e o menos estável, respectivamente. A utilização de mais de um gene de referência é altamente recomendada.

 


Palavras-chave: Hipóxia celular; Padrões de referência; Apneia do sono tipo obstrutiva; Doenças cardiovasculares; Modelos animais; Reação em cadeia da polimerase.

 

Artigo Especial

12 - Ressecção pulmonar anatômica por videotoracoscopia: experiência brasileira (VATS Brasil)

Anatomic pulmonary resection by video-assisted thoracoscopy: the Brazilian experience (VATS Brazil study)

Ricardo Mingarini Terra1, Thamara Kazantzis1, Darcy Ribeiro Pinto-Filho2, Spencer Marcantonio Camargo3, Francisco Martins-Neto4,5, Anderson Nassar Guimarães6, Carlos Alberto Araújo7, Luis Carlos Losso8, Mario Claudio Ghefter9, Nuno Ferreira de Lima10, Antero Gomes-Neto5, Flávio Brito-Filho10, Rui Haddad11, Maurício Guidi Saueressig12, Alexandre Marcelo Rodrigues Lima13, Rafael Pontes de Siqueira5, Astunaldo Júnior de Macedo e Pinho14, Fernando Vannucci15

J Bras Pneumol.2016;42(3):215-221

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Objetivo: O objetivo deste estudo foi descrever os resultados de ressecções pulmonares anatômicas por videotoracoscopia no Brasil. Métodos: Cirurgiões torácicos (membros da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica) foram convidados, por correio eletrônico, a participar do estudo. Dezoito cirurgiões participaram do projeto enviando seus bancos de dados retrospectivos referentes a ressecções anatômicas de pulmão por videotoracoscopia. Dados demográficos, cirúrgicos e pós-operatórios foram coletados em um instrumento padronizado e posteriormente compilados e analisados. Resultados: Dados referentes a 786 pacientes foram encaminhados (média de 43,6 ressecções por cirurgião), sendo 137 excluídos por informações incompletas. Logo, 649 pacientes constituíram nossa população estudada. A média de idade dos pacientes foi de 61,7 anos, 295 eram homens (45,5%), e a maioria - 521 (89,8%) - foi submetida à cirurgia por neoplasia, mais frequentemente classificada como estádio IA. A mediana do tempo de drenagem pleural foi de 3 dias, e a do tempo de internação, 4 dias. Dos 649 procedimentos realizados, 598 (91,2%) foram lobectomias. A taxa de conversão para toracotomia foi de 4,6% (30 casos). Complicações pós-operatórias ocorreram em 124 pacientes (19,1%), sendo pneumonia, escape aéreo prolongado e atelectasia as mais frequentes. A mortalidade em 30 dias foi de 2,0%, tendo como preditores idade avançada e diabetes. Conclusões: A casuística brasileira mostra que as ressecções pulmonares por cirurgia torácica videoassistida são factíveis e seguras, além de comparáveis àquelas de registros internacionais.

 


Palavras-chave: Cirurgia torácica videoassistida; Toracoscopia; Pneumonectomia.

 

Ensaio Pictórico

13 - A etiologia do pneumotórax espontâneo primário

Etiology of primary spontaneous pneumothorax

Roberto de Menezes Lyra1,2

J Bras Pneumol.2016;42(3):222-226

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Com o advento da TCAR, o pneumotórax espontâneo primário passou a ser mais bem entendido e conduzido, pois sua etiologia pode ser atualmente identificada na maioria dos casos. O pneumotórax espontâneo primário tem como principal causa a rotura de uma pequena vesícula enfisematosa subpleural, denominada bleb ou de uma lesão enfisematosa parasseptal subpleural, denominada bulla. O objetivo deste ensaio pictórico foi melhorar o entendimento do pneumotórax espontâneo primário e propor uma descrição das principais lesões anatômicas encontradas durante a cirurgia.

 


Palavras-chave: Pneumotórax; Enfisema pulmonar; Tomografia computadorizada por raios X.

 

Imagens em Pneumologia

14 - Implicações de um brônquio traqueal em um paciente com timoma

Implications of a tracheal bronchus in a patient with thymoma

Luis Gorospe1, Ana Paz Valdebenito-Montecino2, Ana Patricia Ovejero-Díaz2

J Bras Pneumol.2016;42(3):227

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Relato de Caso

15 - Impacto do tratamento de longo prazo com corticosteroides e broncodilatadores inalatórios na função pulmonar em um paciente com bronquiolite obliterante pós-infecciosa

Impact of long-term treatment with inhaled corticosteroids and bronchodilators on lung function in a patient with post-infectious bronchiolitis obliterans

Cecilia Calabrese1, Nadia Corcione1, Gaetano Rea2, Francesco Stefanelli3, Ilernando Meoli3, Alessandro Vatrella4

J Bras Pneumol.2016;42(3):228-231

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A bronquiolite obliterante pós-infecciosa (BOPI) é uma doença das pequenas vias aéreas caracterizada por limitação fixa do fluxo aéreo. Portanto, os broncodilatadores e os corticosteroides inalatórios não são recomendados como opções de terapia de manutenção. Atualmente, o manejo da BOPI consiste apenas de um acompanhamento rigoroso dos pacientes afetados, visando à prevenção e ao tratamento precoce de infecções pulmonares. A incidência de BOPI tem aumentado na população pediátrica nos últimos anos. Os pacientes com BOPI caracterizam-se por um declínio progressivo da função pulmonar, associado a uma diminuição da capacidade funcional global. Relatamos aqui o caso de um homem relativamente jovem diagnosticado com BOPI, acompanhado por três anos. Após terapia de curto e de longo prazo com uma combinação de corticosteroide/β2-agonista de longa duração inalatórios, associada a um agente antimuscarínico de longa duração inalatório, o paciente apresentou uma melhora relevante da obstrução das vias aéreas, a qual fora irreversível durante o teste de broncodilatação. A função pulmonar do paciente piorou quando ele interrompeu a terapia inalatória tripla. Além disso, um programa de reabilitação pulmonar de três semanas significativamente melhorou seu desempenho físico.

 


Palavras-chave: Bronquiolite obliterante/terapia; Infecção/complicações; Antagonistas de receptores adrenérgicos beta 2/uso terapêutico; Administração por inalação; Anti-inflamatórios/uso terapêutico; Antagonistas muscarínicos/uso terapêutico; Pneumopatias/reabilitação.

 

Cartas ao Editor

Correspondência

18 - Terapia inalatória em ventilação mecânica

Inhalation therapy in mechanical ventilation

Ângelo Roncalli Miranda Rocha1,2,3, Caio Henrique Veloso da Costa1

J Bras Pneumol.2016;42(3):235

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Resposta do autor

19 - Resposta dos autores

AUTHORS' REPLY

Juçara Gasparetto Maccari1,2, Cassiano Teixeira1,2,3

J Bras Pneumol.2016;42(3):236

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