Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

Busca avançada

Ano 2016 - Volume 42  - Número 5  (Setembro/Outubro)






Educação continuada: Imagem

2 - Nódulo intracavitário

Intracavitary nodule

Edson Marchiori1,2, Bruno Hochhegger3,4, Gláucia Zanetti2,5

J Bras Pneumol.2016;42(5):309

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Educação Continuada: Metodologia Científica

3 - Randomização: mais do que o lançamento de uma moeda

Randomization: beyond tossing a coin

Juliana Carvalho Ferreira1,2, Cecilia Maria Patino1,3

J Bras Pneumol.2016;42(5):310

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Artigo Original

4 - Prevalência da deficiência de alfa-1 antitripsina e frequência alélica em pacientes com DPOC no Brasil

Prevalence of alpha-1 antitrypsin deficiency and allele frequency in patients with COPD in Brazil

Rodrigo Russo1,2, Laura Russo Zillmer1, Oliver Augusto Nascimento1, Beatriz Manzano1, Ivan Teruaki Ivanaga1, Leandro Fritscher3, Fernando Lundgren4, Marc Miravitlles5, Heicilainy Del Carlos Gondim6, Gildo Santos Junior7, Marcela Amorim Alves4, Maria Vera Oliveira8, Altay Alves Lino de Souza9, Maria Penha Uchoa Sales10, José Roberto Jardim1

J Bras Pneumol.2016;42(5):311-316

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Objetivo: Determinar a prevalência da deficiência de alfa 1-antitripsina (AAT), bem como a frequência alélica, em pacientes com DPOC no Brasil. Métodos: Estudo transversal com 926 pacientes com DPOC, com 40 anos ou mais, oriundos de cinco estados brasileiros. Todos os pacientes foram submetidos a dosagem de AAT em amostras de sangue seco por meio de nefelometria. Aqueles em que a concentração de AAT no sangue seco foi ≤ 2,64 mg/dl foram submetidos a dosagem sérica de AAT. Aqueles em que a concentração sérica de AAT foi < 113 mg/dl foram submetidos a genotipagem. Quando os resultados foram discrepantes, foi realizado o sequenciamento do gene SERPINA1. Dos 926 pacientes com DPOC estudados, 85 apresentaram concentração de AAT em sangue seco ≤ 2,64 mg/dl, e 24 (2,6% da amostra) apresentaram concentração sérica de AAT < 113 mg/dl. A distribuição genotípica nesse subgrupo de 24 pacientes foi a seguinte: PI*MS, em 3 (12,5%); PI*MZ, em 13 (54,2%); PI*SZ, em 1 (4,2%); PI*SS, em 1 (4,2%); e PI*ZZ, em 6 (25,0%). Na amostra estudada, a prevalência global da deficiência de AAT foi de 2,8% e a prevalência do genótipo PI*ZZ (deficiência grave de AAT) foi de 0,8%. Conclusões: A prevalência da deficiência de AAT em pacientes com DPOC no Brasil é semelhante àquela encontrada na maioria dos países e reforça a recomendação de que se deve medir a concentração de AAT em todos pacientes com DPOC.

 


Palavras-chave: Deficiência de alfa 1-antitripsina/epidemiologia; Doença pulmonar obstrutiva crônica/epidemiologia; Alelos; alfa 1-antitripsina.

 

5 - Fatores associados à sobrevida doença-específica em pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas

Factors associated with disease-specific survival of patients with non-small cell lung cancer

Mirian Carvalho de Souza1, Oswaldo Gonçalves Cruz2, Ana Glória Godoi Vasconcelos3

J Bras Pneumol.2016;42(5):317-325

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Objetivo: O câncer de pulmão é um problema de saúde pública global e é associado a elevada mortalidade. Ele poderia ser evitado em grande parte com a redução da prevalência do tabagismo. O objetivo deste estudo foi analisar os efeitos de fatores sociais, comportamentais e clínicos sobre o tempo de sobrevida de pacientes com câncer de pulmão de células não pequenas atendidos, entre 2000 e 2003, no Hospital do Câncer I do Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva, localizado na cidade do Rio de Janeiro. Métodos: Estudo retrospectivo de coorte hospitalar com 1.194 pacientes. As probabilidades de sobrevida doença-específica em 60 meses foram calculadas com o método de Kaplan-Meier para três grupos de estadiamento. A importância dos fatores estudados foi avaliada por um modelo teórico hierarquizado após o ajuste de modelos de regressão múltipla de Cox. Resultados: Foi estimada uma taxa de letalidade doença-específica em 60 meses de 86,0%. A probabilidade de sobrevida doença-específica em 60 meses variou de 25,0%, nos estádios iniciais, a 2,5%, no estádio IV. A situação funcional, a intenção e a modalidade do tratamento inicial foram os principais fatores prognósticos identificados na população estudada. Conclusões: As probabilidades de sobrevida doença-específica estimadas na amostra estudada foram muito baixas, e não foram identificados fatores que pudessem ser modificados após o diagnóstico visando uma melhora da sobrevida. A prevenção primária, como a redução da prevalência do tabagismo, ainda é a melhor forma de evitar que mais pessoas sofram as consequências do câncer de pulmão.

 


Palavras-chave: Neoplasias pulmonares/epidemiologia; Carcinoma pulmonar de células não pequenas; Análise de sobrevida.

 

6 - Pontos de corte da resposta ao broncodilatador e valores de referência para VEF0,75 em espirometria de pré-escolares

Bronchodilator response cut-off points and FEV0.75 reference values for spirometry in preschoolers

Edjane Figueiredo Burity1, Carlos Alberto de Castro Pereira2, Marcus Herbert Jones3, Larissa Bouwman Sayão4, Armèle Dornelas de Andrade4, Murilo Carlos Amorim de Britto1

J Bras Pneumol.2016;42(5):326-332

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Objetivo: Determinar os pontos de corte de resposta ao broncodilatador do VEF1, VEF0,75, VEF0,5 e FEF25-75% em crianças pré-escolares saudáveis e gerar valores de referência para o VEF0,75. Métodos: Foi realizado um estudo transversal de base comunitária em crianças de 3-5 anos de idade. Pré-escolares saudáveis foram selecionados por um questionário padronizado. Foi realizada espirometria antes e depois do uso de broncodilatador. Foram definidos os pontos de corte dessa resposta como o percentil 95 de variação em cada parâmetro. Resultados: Foram recrutadas 266 crianças, e 160 (60,0%) foram capazes de gerar manobras expiratórias aceitáveis e reprodutíveis antes e depois do uso de broncodilatador. As médias de idade e estatura dos participantes foram 57,78 ± 7,86 meses e 106,56 ± 6,43 cm, respectivamente. A taxa de sucesso para o VEF0,5 foi de 35%, 68% e 70%, respectivamente, nos participantes com 3, 4 e 5 anos de idade. O percentil 95 de variação percentual do valor previsto na resposta ao broncodilatador foram, respectivamente, de 11,6%, 16,0%, 8,5% e 35,5%, para VEF1, VEF0,75, VEF0,5 e FEF25-75%. Conclusões: Nossos resultados definiram pontos de corte de resposta ao broncodilatador para o VEF1, VEF0,75, VEF0,5 e FEF25-75 em crianças pré-escolares saudáveis. Adicionalmente, foram propostas equações de referência para o VEF0,75, separadas por sexo. Os achados deste estudo podem melhorar a avaliação fisiológica da função respiratória em pré-escolares.

 


Palavras-chave: Espirometria; Broncodilatadores; Valores de referência; Pré-escolar.

 

7 - Efeitos da inalação passiva da fumaça de cigarro em parâmetros estruturais e funcionais no sistema respiratório de cobaias

Effects of passive inhalation of cigarette smoke on structural and functional parameters in the respiratory system of guinea pigs

Thiago Brasileiro de Vasconcelos1, Fernanda Yvelize Ramos de Araújo1, João Paulo Melo de Pinho2, Pedro Marcos Gomes Soares1, Vasco Pinheiro Diógenes Bastos3

J Bras Pneumol.2016;42(5):333-340

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Objetivo: Investigar a correlação entre a carga viral do vírus sincicial respiratório e o tempo de internação hospitalar em lactentes com episódios de sibilância aguda. Métodos: Este foi um estudo transversal de dois anos envolvendo lactentes de até 12 meses de idade com bronquiolite no momento da internação em um hospital terciário. Para a identificação dos vírus respiratórios foram coletadas secreções nasofaríngeas. As amostras foram analisadas (por todo o período do estudo) por imunofluorescência direta e (no segundo ano do estudo) por PCR quantitativa em tempo real para três vírus humanos (rinovírus, vírus sincicial respiratório e metapneumovírus). Resultados: Das 110 amostras avaliadas por imunofluorescência direta, 56 (50,9%) foram positivas para um único vírus, e 16 (14,5%) foram positivas para dois ou mais vírus. Nessas 72 amostras, o vírus mais prevalente foi o vírus sincicial respiratório, seguido por influenza. Das 56 amostras avaliadas por PCR quantitativa em tempo real, 24 (42,8%) foram positivas para um único vírus, e 1 (1,7%) foi positiva para dois vírus. Nessas 25 amostras, o vírus mais prevalente foi o vírus sincicial respiratório, seguido por rinovírus humano. A coinfecção não influenciou o tempo de internação ou outros desfechos. Além disso, não houve associação entre a carga viral de vírus sincicial respiratório e o tempo de internação. Conclusões: A coinfecção e a carga viral do vírus sincicial respiratório não parecem influenciar os desfechos em lactentes com bronquiolite aguda.

 


Palavras-chave: Inflamação; Exposição por inalação; Poluição por fumaça de tabaco.

 

8 - Volumes pulmonares e resistência das vias aéreas em pacientes com possível padrão restritivo à espirometria

Lung volumes and airway resistance in patients with a possible restrictive pattern on spirometry

Kenia Schultz1,2, Luiz Carlos D'Aquino3, Maria Raquel Soares4, Andrea Gimenez5, Carlos Alberto de Castro Pereira4,5

J Bras Pneumol.2016;42(5):341-347

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Objetivo: Muitos pacientes com redução proporcional de CVF e VEF1 na espirometria não têm CPT reduzida. O objetivo deste estudo foi avaliar o papel da medida dos volumes pulmonares e da resistência das vias aéreas para a classificação correta de pacientes com possível restrição à espirometria. Métodos: Estudo prospectivo de adultos com CVF e VEF1 reduzidos e relação VEF1/CV(F) na faixa prevista. Distúrbio ventilatório restritivo (DVR) foi definido por CPT < 5º percentil por pletismografia. Distúrbio ventilatório obstrutivo (DVO) foi caracterizado por resistência específica de vias aéreas elevada, resposta significativa do VEF1 pós-broncodilatador e/ou um FEF25-75% < 50% do previsto associado a uma relação VR/CPT elevada. Distúrbio ventilatório inespecífico (DVI) foi caracterizado por CPT na faixa prevista e ausência de obstrução. Distúrbio ventilatório combinado (DVC) foi caracterizado por CPT reduzida e achados indicativos de obstrução ao fluxo aéreo. Os diagnósticos clínicos foram baseados em suspeita clínica, um questionário respiratório e revisão de exames de interesse. Resultados: Foram incluídos 300 pacientes no estudo, dos quais 108 (36%) tiveram diagnóstico de DVR, enquanto 120 (40%) foram diagnosticados com DVO ou DVC e 72 (24%) com DVI. Destes últimos, 24 (33%) tinham diagnóstico clínico de DVO. Nesta amostra, 151 pacientes (50,3%) eram obesos, e isso se associou com todos os padrões de distúrbios funcionais. Conclusões: Medidas dos volumes pulmonares e da resistência das vias aéreas são frequentemente necessárias para a caracterização adequada do tipo de distúrbio funcional em casos com possível restrição à espirometria. A obstrução ao fluxo aéreo é comum nesses casos.

 


Palavras-chave: Espirometria; Resistência das vias respiratórias, Medidas de volume pulmonar.

 

9 - Prevalência da infecção latente por Mycobacterium tuberculosis em pessoas privadas de liberdade

Prevalence of latent Mycobacterium tuberculosis infection in prisoners

Pedro Daibert de Navarro1,2, Isabela Neves de Almeida1, Afrânio Lineu Kritski3, Maria das Graças Ceccato4, Mônica Maria Delgado Maciel1, Wânia da Silva Carvalho4, Silvana Spindola de Miranda5

J Bras Pneumol.2016;42(5):348-355

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Objetivo: Determinar a prevalência e os fatores associados à infecção latente por Mycobacterium tuberculosis (ILTB) em pessoas privadas de liberdade no Estado de Minas Gerais. Métodos: Estudo de coorte transversal realizado em duas penitenciárias em Minas Gerais. Foi realizada a prova tuberculínica nos indivíduos que aceitaram participar do estudo. Resultados: Foram selecionados 1.120 indivíduos para a pesquisa. A prevalência da ILTB foi de 25,2%. Na análise multivariada, a ILTB esteve associada com relato de contato com caso de tuberculose ativa dentro da penitenciária (OR ajustada = 1,51; IC95%: 1,05-2,18) e uso de drogas inaláveis (OR ajustada = 1,48; IC95%: 1,03-2,13). Foram identificados 131 pacientes sintomáticos respiratórios (11,7%). O teste anti-HIV foi realizado em 940 (83,9%) dos participantes, sendo positivo em 5 indivíduos (0,5%). Dois casos de tuberculose ativa foram identificados no período do estudo. Conclusões: A prevalência de ILTB dentro das penitenciárias estudadas foi alta. Além disso, a ILTB estava associada ao relato de contato com casos de tuberculose e ao uso de drogas inaláveis. Nossos achados demonstram que é necessária a melhoria das condições de encarceramento e a utilização de outras estratégias, como a triagem por radiografia de tórax, para a descoberta de casos de tuberculose e redução da infecção pelo M. tuberculosis no sistema penitenciário.

 


Palavras-chave: Prisões; Teste tuberculínico; Tuberculose latente; HIV.

 

10 - Anticorpos IgE específicos para superantígenos estafilocócicos: grau de sensibilização e associação com a gravidade da asma

Staphylococcal superantigen-specific IgE antibodies: degree of sensitization and association with severity of asthma

José Elabras Filho1,2, Fernanda Carvalho de Queiroz Mello2, Omar Lupi1,3, Blanca Elena Rios Gomes Bica1, José Angelo de Souza Papi1, Alfeu Tavares França1

J Bras Pneumol.2016;42(5):356-361

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Objetivo: Determinar a presença de anticorpos IgE específicos para superantígenos estafilocócicos e o grau de sensibilização mediada por esses, assim como se esses estão associados à gravidade da asma em pacientes adultos. Métodos: Estudo transversal incluindo asmáticos adultos em acompanhamento ambulatorial em um hospital universitário terciário no Rio de Janeiro (RJ). Os pacientes foram alocados consecutivamente em dois grupos de gravidade da asma segundo critérios da Global Initiative for Asthma: asma leve (AL), com asmáticos leves intermitentes ou persistentes, e asma moderada ou grave (AMG). Foram determinados os níveis séricos de anticorpos IgE antitoxinas estafilocócicas, e os resultados foram comparados por análise estatística. Resultados: Foram incluídos 142 pacientes no estudo: 72 no grupo AL (mediana de idade = 46 anos; 59 do sexo feminino) e 70 do grupo AMG (mediana de idade = 56 anos; 60 do sexo feminino). Na amostra geral, 62 pacientes (43,7%) apresentaram resultados positivos para dosagens de anticorpos IgE antitoxinas estafilocócicas: enterotoxina (TX) A, em 29 (20,4%); TXB, em 35 (24,6%); TXC, em 33 (23,2%); e toxic shock syndrome toxin (TSST), em 45 (31,7%). As médias das dosagens séricas de anticorpos IgE específicos anti-TXA, TXB, TXC e TSST foram, respectivamente, de 0,96 U/l, 1,09 U/l, 1,21 U/l, e 1,18 U/l. Não houve diferença estatisticamente significativa dos resultados qualitativos ou quantitativos entre os grupos. Conclusões: A presença de anticorpos IgE séricos anti-TXA, TXB, TXC e TSST, foi detectada em 43,7% nessa amostra de pacientes, mas não houve associação estatisticamente significativa entre seus resultados qualitativos ou quantitativos e gravidade clínica da asma.

 


Palavras-chave: Asma; Imunoglobulina E; Superantígenos; Toxinas bacterianas; Staphylococcus aureus.

 

11 - Travesseiro de gel com formato específico para o tratamento de apneia obstrutiva do sono com pressão positiva contínua nas vias aéreas

Gel pillow designed specifically for obstructive sleep apnea treatment with continuous positive airway pressure

Adriana Salvaggio1, Anna Lo Bue1, Serena Iacono Isidoro1, Salvatore Romano1, Oreste Marrone1, Giuseppe Insalaco1

J Bras Pneumol.2016;42(5):

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Objetivo: Determinar se o uso de um travesseiro de gel com recortes laterais para acomodar a máscara de continuous positive airway pressure (CPAP, pressão positiva contínua nas vias aéreas) e diminuir a temperatura em torno da cabeça melhora a eficácia do tratamento com auto-CPAP e a adesão dos pacientes ao tratamento. Métodos: Foram incluídos no estudo 23 pacientes consecutivos com apneia obstrutiva do sono que nunca haviam recebido tratamento com CPAP. Os pacientes receberam um aparelho de auto-CPAP com uma máscara apropriada e foram instruídos a usar CPAP durante 15 noites. Foram também instruídos a dormir com seu próprio travesseiro (o travesseiro controle) nas 5 primeiras noites e com um travesseiro de espuma ou um travesseiro de gel, ambos com recortes laterais, durante 5 noites consecutivas cada, em ordem aleatória. Depois da 15ª noite, os dados registrados nos aparelhos de auto-CPAP foram baixados e os pacientes determinaram seu grau de satisfação com cada travesseiro por meio de uma escala visual analógica. Resultados: Vinte e dois pacientes completaram o protocolo. Não houve diferenças entre os períodos durante os quais cada travesseiro foi usado quanto às pressões administradas, índice de apneia-hipopneia residual, vazamentos de ar e média de duração da CPAP. Os pacientes ficaram significativamente mais satisfeitos com o travesseiro de gel do que com o travesseiro controle e o travesseiro de espuma (p = 0,022 e p = 0,004, respectivamente), com correlação entre o grau de satisfação com o travesseiro de gel e a sonolência diurna excessiva (r2 = 0,19; p = 0,0443). Conclusões: Em pacientes com apneia obstrutiva do sono tratados com CPAP nasal, o uso de um travesseiro de gel com recortes laterais aparentemente não tem nenhum impacto na eficácia do tratamento. No entanto, esses pacientes aparentemente preferem um travesseiro de gel a outros tipos de travesseiros.

 


Palavras-chave: Sono; Pressão positiva contínua nas vias aéreas; Apneia do sono tipo obstrutiva; Máscaras.

 

12 - Efeitos do indacaterol versus tiotrópio na tolerância ao exercício em pacientes com DPOC moderada: estudo cruzado randomizado piloto

Effects of indacaterol versus tiotropium on exercise tolerance in patients with moderate COPD: a pilot randomized crossover study

Danilo Cortozi Berton1, Álvaro Huber dos Santos2, Ivo Bohn Jr.2, Rodrigo Quevedo de Lima2, Vanderléia Breda2, Paulo José Zimermann Teixeira2,3,4

J Bras Pneumol.2016;42(5):362-366

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Objetivo: Comparar um β2-agonista de longa duração administrado uma vez por dia (indacaterol 150 µg) a um anticolinérgico de longa duração administrado uma vez por dia (tiotrópio 5 µg) quanto a seus efeitos na resistência ao exercício (limite de tolerância, Tlim) em pacientes com DPOC moderada. Os desfechos secundários foram seus efeitos na hiperinsuflação pulmonar, na dispneia causada pelo exercício e na dispneia na vida diária. Métodos: Estudo piloto randomizado cruzado e simples cego com 20 pacientes (média de idade: 60,9 ± 10,0 anos; média do VEF1: 69 ± 7% do previsto). Parâmetros espirométricos, pontuação no Transition Dyspnea Index, Tlim e dispneia aos esforços foram comparados após três semanas de cada tratamento (com uma semana de intervalo entre os tratamentos). Resultados: Dezenove pacientes completaram o estudo - um foi excluído por causa de exacerbação da DPOC. A melhora no Tlim tendeu a ser maior com tiotrópio do que com indacaterol (96 ± 163 s vs. 8 ± 82 s; p = 0,06). Em comparação com os valores basais, o Tlim melhorou significativamente com tiotrópio (aumentando de 396 ± 319 s para 493 ± 347 s; p = 0,010), mas não com indacaterol (aumentando de 393 ± 246 para 401 ± 254 s; p = 0,678). Não houve diferença entre os tratamentos quanto à melhora na pontuação na escala de dispneia de Borg e na insuflação pulmonar no "isotempo" e no pico do exercício. Também não houve diferenças significativas entre os tratamentos quanto à pontuação no Transition Dyspnea Index (1,5 ± 2,1 vs. 0,9 ± 2,3; p = 0,39). Conclusões: Em pacientes com DPOC moderada, o tiotrópio tende a melhorar o Tlim em comparação com o indacaterol. Não houve diferenças significativas entre os tratamentos quanto a seus efeitos na insuflação pulmonar, na dispneia durante o exercício e na dispneia na vida diária. São necessários mais estudos, com um número maior de pacientes, para confirmar nossos achados e explorar explicações mecanicistas. (ClinicalTrials.gov identifier: NCT01693003 [http://www.clinicaltrials.gov/])

 


Keywords: Pulmonary disease, chronic obstructive; Exercise; Bronchodilator agents.

 

Artigo de Revisão

13 - Existe razão para reabilitação pulmonar após o tratamento quimioterápico bem-sucedido para tuberculose?

Is there a rationale for pulmonary rehabilitation following successful chemotherapy for tuberculosis?

Marcela Muñoz-Torrico1, Adrian Rendon2, Rosella Centis3, Lia D'Ambrosio3,4, Zhenia Fuentes5, Carlos Torres-Duque6, Fernanda Mello7, Margareth Dalcolmo8, Rogelio Pérez-Padilla9, Antonio Spanevello10,11, Giovanni Battista Migliori3

J Bras Pneumol.2016;42(5):367-373

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O papel da tuberculose como uma prioridade de saúde pública e a disponibilidade de ferramentas diagnósticas para avaliar o estado funcional (espirometria, pletismografia e DLCO), a gasometria arterial, a capacidade de realizar exercícios, as lesões (radiografia de tórax e TC) e a qualidade de vida justificam o esforço de se considerar o que deve ser feito quando os pacientes completam seu tratamento. Até onde sabemos, nenhuma revisão avaliou esse tópico de forma abrangente. Nosso objetivo foi revisar as evidências disponíveis e obter algumas conclusões sobre o futuro papel da fase de "tratamento pós-tuberculose", que irá potencialmente impactar milhões de casos todos os anos. Realizou-se uma revisão não sistemática da literatura tendo como base uma pesquisa no PubMed usando palavras-chave específicas (várias combinações dos termos "tuberculose", "reabilitação", "tuberculose multirresistente", "doença pulmonar", "doença pulmonar obstrutiva", e "medidas de volume pulmonar"). As listas de referências dos artigos principais foram recuperadas para melhorar a sensibilidade da busca. Foram selecionados manuscritos escritos em inglês, espanhol e russo. As principais áreas de interesse foram sequelas de tuberculose após diagnóstico e tratamento; "pulmão destruído"; avaliação funcional das sequelas; intervenções de reabilitação pulmonar (fisioterapia, oxigenoterapia de longo prazo e ventilação); e tuberculose multirresistente. As evidências encontradas sugerem que a tuberculose é definitivamente responsável por sequelas funcionais, principalmente causando um padrão obstrutivo na espirometria (mas também padrões restritivos e mistos) e que há razão para a reabilitação pulmonar. Fornecemos também uma lista de variáveis a serem discutidas em futuros estudos sobre reabilitação pulmonar em pacientes com sequelas pós-tuberculose.

 


Palavras-chave: Tuberculose/complicações; Tuberculose/reabilitação; Tuberculose/terapia; Qualidade de vida; Diagnóstico por imagem; Testes de função respiratória.

 

Relato de Caso

15 - Usos da sala híbrida em cirurgia torácica: de procedimentos multidisciplinares à cirurgia toracoscópica videoassistida guiada por imagem

Applications for a hybrid operating room in thoracic surgery: from multidisciplinary procedures to ­­image-guided video-assisted thoracoscopic surgery

Ricardo Mingarini Terra1,2, Juliano Ribeiro Andrade2, Alessandro Wasum Mariani1,2, Rodrigo Gobbo Garcia2, Jose Ernesto Succi2,3, Andrey Soares2,4, Paulo Marcelo Zimmer2

J Bras Pneumol.2016;42(5):387-390

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O conceito de sala híbrida traduz a união de um aparato cirúrgico de alta complexidade com recursos radiológicos de última geração (ultrassom, TC, radioscopia e/ou ressonância magnética), visando a realização de procedimentos minimamente invasivos e altamente eficazes. Apesar de bem estabelecido em outras especialidades, como neurocirurgia e cirurgia cardiovascular, o uso da sala hibrida ainda é pouco explorado na cirurgia torácica. Nosso objetivo foi discutir as aplicações e as possibilidades abertas por essa tecnologia na cirurgia torácica através do relato de três casos.

 


Palavras-chave: Cirurgia torácica videoassistida; Broncoscopia; Toracoscopia; Radiologia intervencionista.

 

Cartas ao Editor

16 - Uma massa torácica incomum: oleotórax

An uncommon chest mass: oleothorax

Bruno Hochhegger1, Gláucia Zanetti2, Edson Marchiori2

J Bras Pneumol.2016;42(5):391

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17 - Um caso raro de pneumonia hemorrágica por Cladosporium cladosporioides

A rare case of hemorrhagic pneumonia due to Cladosporium cladosporioides

Sérgio Grava1,2, Francisco Antonio Dias Lopes3, Rodrigo Silva Cavallazzi4, Melyssa Fernanda Norman Negri Grassi5, Terezinha Inez Estivalet Svidzinski1,2,5

J Bras Pneumol.2016;42(5):392-394

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Resposta do autor

19 - Resposta dos autores

Author's replay

Fábio José Fabrício de Barros Souza1, Anne Rosso Evangelista2, Juliana Veiga Silva2, Grégory Vinícius Périco3, Kristian Madeira4,5

J Bras Pneumol.2016;42(5):396

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Resposta do autor

21 - Resposta dos autores

Author's replay

Andre Luis Pereira de Albuquerque1,2, Marco Quaranta3, Biswajit Chakrabarti4, Andrea Aliverti3, Peter M. Calverley4

J Bras Pneumol.2016;42(5):398

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