Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2016 - Volume 42  - Número 6  (Novembro/Dezembro)

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2 - JBP e a medicina do sono

The JBP and sleep medicine

Pedro Rodrigues Genta1

J Bras Pneumol.2016;42(6):401

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Educação continuada: Imagem

3 - Aglomerados de pequenos nódulos sem confluência

Clusters of small nodules with no confluence

Edson Marchiori1,2, Bruno Hochhegger3,4, Gláucia Zanetti2,5

J Bras Pneumol.2016;42(6):402

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Educação Continuada: Metodologia Científica

Artigo Original

5 - Efeitos da pressão expiratória positiva na depuração pulmonar do ácido dietilenotriaminopentacético marcado com tecnécio-99m em aerossol em indivíduos saudáveis

Effects of positive expiratory pressure on pulmonary clearance of aerosolized technetium-99m-labeled diethylenetriaminepentaacetic acid in healthy individuals

Isabella Martins de Albuquerque1, Dannuey Machado Cardoso2, Paulo Ricardo Masiero3, Dulciane Nunes Paiva4, Vanessa Regiane Resqueti5, Guilherme Augusto de Freitas Fregonezi5, Sérgio Saldanha Menna-Barreto6

J Bras Pneumol.2016;42(6):404-408

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Objetivo: Avaliar os efeitos da pressão expiratória positiva (PEP) na permeabilidade da membrana epitelial pulmonar em indivíduos saudáveis. Métodos: Foi avaliada uma coorte de 30 indivíduos saudáveis (15 homens e 15 mulheres), com média de idade de 28,3 ± 5,4 anos, média da relação VEF1/CVF de 0,89 ± 0,14 e média de VEF1 de 98,5 ± 13,1% do previsto. Os indivíduos foram submetidos a cintilografia pulmonar por inalação de radioaerossol de ácido dietilenotriaminopentacético marcado com tecnécio-99m (99mTc-DTPA em inglês) em dois estágios: durante respiração espontânea e durante respiração com uma máscara de PEP de 10 cmH2O (n = 10), 15 cmH2O (n = 10) ou 20 cmH2O (n = 10). O 99mTc-DTPA foi nebulizado por 3 min, e sua depuração foi registrada por cintilografia por um período de 30 min durante respiração espontânea e por um período de 30 min durante a respiração com uma máscara de PEP. Resultados: A depuração pulmonar do 99mTc-DTPA foi significativamente menor quando PEP foi aplicada a 10 cmH2O (p = 0,044), 15 cmH2O (p = 0,044) e 20 cmH2O (p = 0,004), em comparação com a observada durante a respiração espontânea. Conclusões: Nossos achados indicam que o uso de PEP nos níveis testados pode induzir um aumento na permeabilidade da membrana epitelial pulmonar e no volume pulmonar em indivíduos saudáveis.

 


Palavras-chave: Pulmão/metabolismo; Pentetato de tecnécio Tc 99m/farmacocinética; Compostos radiofarmacêuticos; Respiração com pressão positiva.

 

6 - Função pulmonar em crianças e adolescentes com doença falciforme: temos dado atenção adequada a esse problema?

Pulmonary function in children and adolescents with sickle cell disease: have we paid proper attention to this problem?

Ana Karine Vieira1, Cristina Gonçalves Alvim2, Maria Cristina Marquez Carneiro3, Cássio da Cunha Ibiapina4

J Bras Pneumol.2016;42(6):409-415

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Objetivo: Avaliar a função pulmonar e a capacidade funcional em crianças e adolescentes com doença falciforme. Métodos: Estudo transversal com 70 crianças e adolescentes com doença falciforme (8-15 anos), submetidos a testes de função respiratória (espirometria) e de capacidade funcional (teste de caminhada de seis minutos). Os resultados da avaliação da função pulmonar foram comparados com variáveis relacionadas à gravidade da doença falciforme e à presença de história de asma e de síndrome torácica aguda. Resultados: Dos 64 pacientes submetidos à espirometria, 15 (23,4%) apresentaram resultados alterados: distúrbio ventilatório restritivo, em 8; (12,5%) e distúrbio respiratório obstrutivo, em 7 (10,9%). Dos 69 pacientes submetidos ao teste de caminhada de seis minutos, 18 (26,1%) apresentaram resultados alterados na distância em % do previsto para a idade, e houve uma queda ≥ 3% na SpO2 em 36 (52,2%) dos pacientes. Não houve associações significativas entre função pulmonar alterada e as outras variáveis analisadas, exceto para hipoxemia e distúrbio ventilatório restritivo. Conclusões: Observou-se uma significativa prevalência de alterações na função pulmonar nesta amostra de crianças e adolescentes com doença falciforme. A elevada prevalência de distúrbios ventilatórios sugere a necessidade de um olhar mais atento à função pulmonar desde a infância nessa população.

 


Palavras-chave: Anemia falciforme; Testes de função respiratória; Teste de esforço.

 

7 - Análise temporal dos casos notificados de tuberculose e de coinfecção tuberculose- -HIV na população brasileira no período entre 2002 e 2012

Temporal analysis of reported cases of tuberculosis and of tuberculosis-HIV co-infection in Brazil between 2002 and 2012*

Renato Simões Gaspar1, Natália Nunes1, Marina Nunes2, Vandilson Pinheiro Rodrigues3

J Bras Pneumol.2016;42(6):416-422

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Objetivo: Investigar os casos notificados de tuberculose e de sua coinfecção com o HIV na população brasileira no período entre 2002 e 2012. Métodos: Realizou-se um estudo observacional de série temporal, no qual foram analisados dados secundários coletados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação, no período entre 2002 e 2012. As incidências de tuberculose e tuberculose-HIV foram estratificadas por sexo, faixa etária, macrorregião e situação de encerramento. Resultados: A incidência de tuberculose decaiu 18%, enquanto a de coinfecção tuberculose-HIV aumentou 3,8% no país. Houve uma redução geral da incidência de tuberculose apesar do aumento expressivo de tuberculose-HIV em mulheres. A taxa de incidência de tuberculose diminuiu apenas na faixa etária de 0-9 anos, permanecendo estável ou com variação positiva nas outras faixas etárias. A incidência da coinfecção tuberculose-HIV cresceu 209% na faixa etária ≥ 60 anos. A incidência de tuberculose diminuiu em todas as macrorregiões, exceto no Sul, enquanto a de tuberculose-HIV aumentou mais de 150% no Norte e Nordeste. Quanto à situação de encerramento, revelou-se que pacientes com tuberculose-HIV têm 48% menos chance de cura, 50% mais chance de abandonar o tratamento e 94% mais chance de óbito por tuberculose em relação àqueles sem a coinfecção. Conclusões: O presente estudo evidencia a tuberculose como um importante problema de saúde pública no Brasil, uma vez que as metas estabelecidas de cura e controle da doença ainda não foram alcançadas. Ademais, o aumento vertiginoso na incidência de tuberculose-HIV em mulheres, idosos e nas regiões Norte e Nordeste evidencia a feminização, a transição etária e a pauperização pelo HIV.

 


Palavras-chave: Tuberculose/epidemiologia; Infecções por HIV/epidemiologia; Comorbidade.

 

8 - Associação entre asma grave e alterações do sistema estomatognático

Association between severe asthma and changes in the stomatognathic system

Mayra Carvalho-Oliveira1,2, Cristina Salles3, Regina Terse4, Argemiro D'Oliveira Júnior2,5

J Bras Pneumol.2016;42(6):423-428

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Objetivo: Descrever os achados da avaliação miofuncional orofacial em pacientes com asma grave. Métodos: Estudo descritivo comparando pacientes com asma grave controlada (AGC) e asma grave não controlada (AGNC). Foram selecionados 160 participantes, que responderam a um questionário sociodemográfico e o Asthma Control Questionnaire com seis questões (ACQ-6) e realizaram avaliação miofuncional orofacial. Resultados: Na amostra estudada, 126 (78,8%) e 34 (21,2%) pacientes, respectivamente, apresentavam AGC e AGNC segundo os critérios da Global Initiative for Asthma. Independentemente do nível de controle da asma grave, as alterações mais frequentes observadas na avaliação miofuncional foram problemas de mastigação, padrão de respiração oronasal, estado de conservação da arcada dentária médio ou ruim e problemas na deglutição. Quando a amostra foi estratificada pelo VEF1 (% do previsto), os resultados foram significativamente maiores no grupo AGNC que no grupo AGC quanto a mastigação habitual com boca aberta (24,8% vs. 7,7%; p < 0,02), deglutição de água com dificuldade (33,7% vs. 17,3%; p < 0,04) e problemas de voz (81,2% vs. 51,9%; p < 0,01). Quando estratificada pelo ACQ-6, os resultados do grupo AGNC foram significativamente maiores que no grupo AGC quanto à deglutição de pão com dificuldade (66,6% vs. 26,6%; p < 0,01). Conclusões: A prevalência de alterações do sistema estomatognático parece ser alta em adultos com asma grave independentemente do nível de controle da doença. No grupo AGNC, algumas dessas alterações foram significativamente mais frequentes que no grupo AGC.

 


Palavras-chave: Fala/fisiologia; Sistema estomatognático/fisiopatologia; Asma/complicações; Transtornos de deglutição; Mastigação/fisiologia.

 

9 - Perme Intensive Care Unit Mobility Score e ICU Mobility Scale: tradução e adaptação cultural para a língua portuguesa falada no Brasil

Perme Intensive Care Unit Mobility Score and ICU Mobility Scale: translation into Portuguese and cross-cultural adaptation for use in Brazil

Yurika Maria Fogaça Kawaguchi1, Ricardo Kenji Nawa2,3, Thais Borgheti Figueiredo4, Lourdes Martins5, Ruy Camargo Pires-Neto1,6

J Bras Pneumol.2016;42(6):429-431

Resumo PDF PT PDF EN English Text Anexo

Objetivo: Realizar a tradução e a validação cultural para a língua portuguesa falada no Brasil e determinar a concordância e a confiabilidade dos instrumentos Perme Intensive Care Unit Mobility Score (designado Perme Escore) e ICU Mobility Scale (designada Escala de Mobilidade em UTI, EMU). Métodos: Os processos de tradução e adaptação cultural seguiram as seguintes etapas: preparação, tradução, reconciliação, síntese, tradução reversa, revisão, aprovação e pré-teste. Após esses processos, as versões em português dos dois instrumentos foram utilizadas por dois pesquisadores na avaliação de pacientes críticos em UTI. O índice kappa ponderado e a disposição gráfica de Bland-Altman foram utilizados para verificar a concordância entre os instrumentos. O coeficiente alfa de Cronbach foi utilizado para verificar a confiabilidade entre as respostas dos avaliadores dentro de cada domínio dos instrumentos. A correlação entre os instrumentos foi verificada pelo teste de correlação de Spearman. Resultados: A amostra foi composta por 103 pacientes, sendo a maioria homens (n = 56; 54%), com média de idade = 52 ± 18 anos. O principal motivo de internação nas UTIs foi insuficiência respiratória (em 44%). Os dois instrumentos apresentaram excelente concordância interobservador (κ > 0,90) e confiabilidade (α > 0,90) em todos os domínios. Constatou-se um baixo viés interobservador na EMU e no Perme Escore (−0,048 ± 0,350 e −0,06 ± 0,73, respectivamente). Os IC95% para os mesmos instrumentos variaram, respectivamente, de −0,73 a 0,64 e de −1,50 a 1,36, respectivamente. Além disso, verificou-se alta correlação positiva entre os dois instrumentos (r = 0,941; p < 0,001). Conclusões: As versões dos dois instrumentos apresentaram alta concordância e confiabilidade interobservador.

 


Palavras-chave: Objetivo: Realizar a tradução e a validação cultural para a língua portuguesa falada no Brasil e determinar a concordância e a confiabilidade dos instrumentos Perme Intensive Care Unit Mobility Score (designado Perme Escore) e ICU Mobility Scale (designad

 

10 - Sinal do halo: achados de TCAR em 85 pacientes

The halo sign: HRCT findings in 85 patients

Giordano Rafael Tronco Alves1, Edson Marchiori1, Klaus Irion2, Carlos Schuler Nin3, Guilherme Watte3, Alessandro Comarú Pasqualotto3, Luiz Carlos Severo3, Bruno Hochhegger1,3

J Bras Pneumol.2016;42(6):435-439

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Objetivo: O sinal do halo consiste em uma área de opacidade em vidro fosco ao redor de lesões pulmonares em imagens de TC de tórax. Pacientes imunocompetentes e imunodeprimidos foram comparados quanto a características do sinal do halo a fim de identificar as de maior valor diagnóstico. Métodos: Estudo retrospectivo de tomografias realizadas em sete centros entre janeiro de 2011 e maio de 2015. Os pacientes foram classificados de acordo com seu estado imunológico. Dois radiologistas torácicos analisaram os exames a fim de determinar o número de lesões e sua distribuição, tamanho e contorno, bem como a espessura do halo e quaisquer outros achados associados. Resultados: Dos 85 pacientes avaliados, 53 eram imunocompetentes e 32 eram imunodeprimidos. Dos 53 pacientes imunocompetentes, 34 (64%) receberam diagnóstico de neoplasia primária. Dos 32 pacientes imunodeprimidos, 25 (78%) receberam diagnóstico de aspergilose. Lesões múltiplas e distribuídas aleatoriamente foram mais comuns nos imunodeprimidos do que nos imunocompetentes (p < 0,001 para ambas). A espessura do halo foi maior nos imunodeprimidos (p < 0,05). Conclusões: As etiologias do sinal do halo em pacientes imunocompetentes são bastante diferentes das observadas em pacientes imunodeprimidos. Embora halos mais espessos ocorram mais provavelmente em pacientes com doenças infecciosas, o número e a distribuição das lesões também devem ser levados em conta na avaliação de pacientes que apresentem o sinal do halo.

 


Palavras-chave: Tomografia computadorizada por raios X; Aspergilose; Neoplasias pulmonares.

 

Comunicação Breve

11 - Educação para a melhora da técnica inalatória e seu impacto no controle da asma e DPOC: um estudo piloto de efetividade-intervenção

Educational interventions to improve inhaler techniques and their impact on asthma and COPD control: a pilot effectiveness-implementation trial

Tiago Maricoto1, Sofia Madanelo2, Luís Rodrigues3, Gilberto Teixeira3, Carla Valente3, Lília Andrade3, Alcina Saraiva3

J Bras Pneumol.2016;42(6):440-443

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Para avaliar o impacto do ensino da técnica inalatória no controle clínico e funcional de pacientes com asma ou DPOC, incluíram-se 44 participantes antes e após essa intervenção. Houve uma diminuição significativa no número de erros cometidos, sendo que 20 pacientes (46%) melhoraram significativamente sua técnica na expiração prévia e apneia final. No grupo asma, houve significativa melhora nas médias de FEV1 (6,4%), CVF (8,6%) e PFE (8,3%), e essa melhora correlacionou-se com os resultados no Control of Allergic Rhinitis and Asthma Test, mas não com os do Asthma Control Test. No grupo DPOC, não houve variações significativas. O ensino da técnica inalatória parece melhorar seu desempenho e os controles clínico e funcional em pacientes com asma.

 


Palavras-chave: Asma; Doença pulmonar obstrutiva crônica; Nebulizadores e vaporizadores.

 

Série de Casos

12 - Experiência inicial com um sistema de drenagem digital no pós-operatório de cirurgia torácica pediátrica

An initial experience with a digital drainage system during the postoperative period of pediatric thoracic surgery

Altair da Silva Costa Jr1,2,3, Thiago Bachichi1, Caio Holanda1, Luiz Augusto Lucas Martins De Rizzo4

J Bras Pneumol.2016;42(6):444-446

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Objetivo: Relatar a experiência inicial com um sistema de drenagem digital no pós-operatório de cirurgia torácica pediátrica. Métodos: Estudo observacional e prospectivo envolvendo pacientes consecutivos do ambulatório de cirurgia torácica pediátrica da instituição, com idade até 14 anos, e com indicação de ressecção pulmonar (lobectomia e/ou segmentectomia através de toracotomia poupadora muscular). Os parâmetros avaliados foram perda aérea (quantificada com o sistema digital), biossegurança, tempo de drenagem, tempo de internação e complicações. Resultados: O sistema digital foi utilizado em 11 crianças, com média de idade de 5,9 ± 3,3 anos. A média do tempo de internação foi de 4,9 ± 2,6 dias, a de tempo de drenagem foi de 2,5 ± 0,7 dias, e a de volume de drenagem foi de 270,4 ± 166,7 ml. A média da perda aérea máxima foi de 92,78 ± 95,83 ml/min (variação, 18-338 ml/min). Dois pacientes apresentaram complicações pós-operatórias (atelectasia e pneumonia, respectivamente). Conclusões: O uso desse sistema digital facilitou a tomada de decisão durante o pós-operatório, diminuindo o risco de erros na interpretação e no manejo da perda aérea.

 


Palavras-chave: Drenagem; Cirurgia torácica; Pediatria.

 

13 - Doença pulmonar por metal duro: uma série de casos

Hard metal lung disease: a case series

Rafael Futoshi Mizutani1, Mário Terra-Filho1,2, Evelise Lima1, Carolina Salim Gonçalves Freitas1, Rodrigo Caruso Chate3, Ronaldo Adib Kairalla1,2, Regiani Carvalho-Oliveira4, Ubiratan Paula Santos1

J Bras Pneumol.2016;42(6):447-452

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Objetivo: Descrever aspectos relacionados ao diagnóstico e tratamento de pacientes com doença pulmonar por metal duro (DPMD) e realizar uma revisão da literatura. Métodos: Estudo retrospectivo dos prontuários médicos de pacientes atendidos no Serviço de Doenças Respiratórias Ocupacionais do Instituto do Coração, localizado na cidade de São Paulo, entre 2010 e 2013. Resultados: Entre 320 pacientes atendidos no período do estudo, 5 (1,56%) foram diagnosticados com DPMD. Todos os pacientes eram do sexo masculino, com média de idade de 42,0 ± 13,6 anos e média de tempo de exposição a metal duro de 11,4 ± 8,0 anos. Os pacientes foram submetidos a avaliação clinica, história ocupacional, TCAR de tórax, prova de função pulmonar, broncoscopia com LBA e biópsia pulmonar. Todos apresentaram distúrbio ventilatório restritivo. O achado de imagem à TCAR de tórax mais frequente foi de opacidades em vidro fosco (em 80%). Em 4 pacientes, o LBA revelou presença de células gigantes multinucleadas. Em 3, foi diagnosticada pneumonia intersticial por células gigantes na biópsia pulmonar. Houve o diagnóstico de pneumonia intersticial descamativa associada à bronquiolite celular em 1 paciente e de pneumonite de hipersensibilidade em 1. Todos foram afastados da exposição e tratados com corticoide. Houve melhora em 2 pacientes e progressão da doença em 3. Conclusões: Apesar de ser uma entidade rara, a DPMD deve ser sempre considerada em trabalhadores com risco ocupacional elevado de exposição a metais duros. A história clínica e ocupacional associada a achados em TCAR de tórax e LBA sugestivos da doença podem ser suficientes para o diagnóstico.

 


Palavras-chave: Doenças pulmonares intersticiais; Cobalto; Tungstênio; Exposição ocupacional; Metal duro.

 

14 - Ventilação bucal na distrofia muscular de Duchenne: uma estratégia de resgate para pacientes não aderentes

Mouthpiece ventilation in Duchenne muscular dystrophy: a rescue strategy for noncompliant patients

Giuseppe Fiorentino1, Anna Annunziata1, Rosa Cauteruccio1, Gianfranco Scotto di Frega1, Antonio Esquinas2

J Bras Pneumol.2016;42(6):453-456

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Objetivo: Avaliar a ventilação bucal (VB) em pacientes com distrofia muscular de Duchenne (DMD) não aderentes à ventilação não invasiva (VNI). Métodos: Foram avaliados quatro pacientes jovens com DMD que anteriormente recusaram-se a se submeter à VNI. Cada paciente foi reavaliado e encorajado a tentar VB. Resultados: Os quatro pacientes toleraram bem a VB e aderiram ao uso de VNI em casa. O uso de VB provou ser uma alternativa preferível e mais confortável que o uso de VNI com qualquer outro tipo de interface. Dois dos pacientes necessitaram de VNI noturna e eventualmente aceitaram utilizar uma máscara nasal durante a noite. Conclusões: As vantagens da VB sobre outros tipos de VNI incluem menores problemas na fala, melhor aparência e menor impacto no paciente, eliminando o risco de lesões na pele, distensão gástrica, conjuntivite e claustrofobia. O uso da interface bucal sempre deve ser considerado em pacientes com DMD que necessitam iniciar VNI a fim de promover uma abordagem positiva e uma rápida aceitação da VNI. O uso diurno de VB faz com que os pacientes sintam-se seguros e mais propensos a utilizar VNI à noite. Além disso, a VB aumenta a adesão ao tratamento naqueles pacientes que se recusam a utilizar outros tipos de interfaces.

 


Palavras-chave: Distrofia muscular de Duchenne; Ventilação não invasiva; Cooperação do paciente.

 

Artigo de Revisão

15 - O papel do exercício físico na apneia obstrutiva do sono

The role of physical exercise in obstructive sleep apnea

Flávio Maciel Dias de Andrade1,2, Rodrigo Pinto Pedrosa1,2

J Bras Pneumol.2016;42(6):457-464

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A apneia obstrutiva do sono (AOS) é uma condição clínica comum, possuindo prevalência variável e subestimada. Principal condição associada à hipertensão arterial sistêmica secundária, associa-se ainda à fibrilação atrial, acidente vascular encefálico e doença arterial coronariana, aumentando a morbidade e mortalidade cardiovascular. O tratamento da AOS com pressão positiva contínua em vias aéreas não é tolerado por todos os pacientes e, muitas vezes, não é indicado para formas leves. Daí, métodos alternativos de tratamento da AOS e de suas consequências cardiovasculares são necessários. A prática usual de exercícios físicos promove benefícios adicionais à redução do peso em pacientes com AOS; contudo, os mecanismos ainda são incertos. Entre as adaptações fisiológicas proporcionadas pelo exercício físico nessa população destacam-se o aumento do tônus da musculatura dilatadora das vias aéreas superiores e do tempo do estágio do sono de ondas lentas e a redução do acúmulo cervical de líquido, da resposta inflamatória sistêmica e do peso corpóreo. Os principais benefícios de programas de exercício físico para essa população incluem a redução da gravidade da AOS e da sonolência diurna e o aumento da eficiência do sono e consumo máximo de oxigênio. Poucos estudos avaliaram o papel do exercício físico realizado de forma isolada no tratamento da AOS, além de existirem muitas diferenças relacionadas aos protocolos de exercício utilizados. Entretanto, o emprego de exercícios aeróbios isolados ou combinados aos exercícios resistidos é um ponto comum entre os estudos. Nessa revisão, os principais estudos e mecanismos envolvidos no tratamento da AOS por meio da realização de exercícios físicos são apresentados. Além dos benefícios clínicos sistêmicos proporcionados pelo exercício físico, pacientes com AOS submetidos a um programa regular de exercícios predominantemente aeróbicos, apresentam redução da gravidade da doença e da sonolência diurna, aumento da eficiência do sono e do pico de consumo de oxigênio, independentemente da perda de peso.

 


Palavras-chave: Terapia por exercício, Apneia do sono tipo obstrutiva, Doenças cardiovasculares.

 

Cartas ao Editor

17 - Embolia pulmonar gordurosa de origem neoplásica

Pulmonary fat embolism of neoplastic origin

Flávia Pinto1, Miriam Menna Barreto1, Daniela Braz Parente1, Edson Marchiori1

J Bras Pneumol.2016;42(6):466-467

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