Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2017 - Volume 43  - Número 3  (Maio/Junho)

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Educação continuada: Imagem

3 - Hemitórax opaco

Opaque hemithorax

Edson Marchiori1, Bruno Hochhegger2, Gláucia Zanetti1

J Bras Pneumol.2017;43(3):161

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Artigo Original

5 - Impacto da asma no Brasil: análise longitudinal de dados extraídos de um banco de dados governamental brasileiro

The impact of asthma in Brazil: a longitudinal analysis of data from a Brazilian national database system

Thiago de Araujo Cardoso1, Cristian Roncada1, Emerson Rodrigues da Silva2, Leonardo Araujo Pinto1, Marcus Herbert Jones1, Renato Tetelbon Stein1, Paulo Márcio Pitrez1

J Bras Pneumol.2017;43(3):163-168

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Objetivo: Apresentar dados longitudinais oficiais sobre o impacto da asma no Brasil entre 2008 e 2013. Métodos: Estudo descritivo de dados extraídos de um banco de dados do governo brasileiro entre 2008 e 2013, no qual foram analisados as hospitalizações e óbitos por asma, bem como o custo das hospitalizações. Foi também realizada uma subanálise geográfica. Resultados: Em 2013, 2.047 pessoas morreram de asma no Brasil (5 óbitos/dia), com mais de 120.000 hospitalizações por asma. Durante o período de estudo, o número absoluto de óbitos e hospitalizações por asma diminuiu 10% e 36%, respectivamente. No entanto, a taxa de mortalidade hospitalar aumentou aproximadamente 25%. A subanálise geográfica mostrou que as regiões Norte/Nordeste e Sudeste apresentaram as maiores taxas de hospitalização e mortalidade hospitalar por asma, respectivamente. A análise dos estados representativos de cada região mostrou discrepâncias entre as hospitalizações por asma e as taxas de mortalidade hospitalar por asma. Durante o período de estudo, as hospitalizações por asma custaram US$ 170 milhões ao sistema público de saúde. Conclusões: Embora os óbitos e hospitalizações por asma no Brasil estejam diminuindo desde 2009, os números absolutos ainda são altos, com elevados custos diretos e indiretos para a sociedade, o que mostra a relevância do impacto da asma em países de renda média.

 


Palavras-chave: Asma/epidemiologia; Asma/mortalidade; Saúde pública; Hospitalização.

 

6 - Avaliação da fadiga utilizando a Escala de Identificação e Consequências da Fadiga em pacientes com câncer de pulmão

Assessment of fatigue using the Identity-Consequence Fatigue Scale in patients with lung cancer

Ingrid Correia Nogueira1,2, Amanda Souza Araújo1,2, Maria Tereza Morano1,2,3, Antonio George Cavalcante1, Pedro Felipe de Bruin1, Johana Susan Paddison4, Guilherme Pinheiro da Silva1,3, Eanes Delgado Pereira1,2

J Bras Pneumol.2017;43(3):169-175

Resumo PDF PT PDF EN English Text Anexo

Objetivo: Avaliar as propriedades da Escala de Identificação e Consequências da Fadiga (EICF) em pacientes com câncer de pulmão (CP), analisando a intensidade da fadiga e fatores associados. Métodos: Estudo transversal com pacientes com CP, atendidos em um hospital-escola no Brasil, que preencheram a EICF. Pacientes com doenças cardíacas crônicas (DCC) e controles saudáveis, pareados por idade e sexo, também preencheram a escala. Inicialmente, uma versão brasileira da escala foi aplicada a 50 pacientes com CP por dois entrevistadores independentes; para testar a reprodutibilidade, ela foi reaplicada aos mesmos pacientes. No momento basal, os pacientes com CP realizaram espirometria e teste de caminhada de seis minutos, bem como preencheram a Epworth Sleepiness Scale (ESS), Hospital Anxiety and Depression Scale (HADS), Medical Outcomes Study 36-item Short-Form Health Survey (SF-36) e Fatigue Severity Scale (FSS). O estado inflamatório foi avaliado pelos níveis de proteína C reativa (PCR) no sangue. Para validar a EICF, avaliamos as correlações entre as pontuações na mesma e essas variáveis. Resultados: A amostra foi composta por 50 pacientes em cada grupo (CP, DCC e controle). No grupo CP, os coeficientes de correlação intraclasse para confiabilidade intra e interobservador para as variáveis resumidas da EICF variaram de 0,94 a 0,76 e de 0,94 a 0,79, respectivamente. A EICF apresentou excelente consistência interna, e as disposições gráficas de Bland-Altman demonstraram boa confiabilidade teste-reteste. A EICF apresentou correlações significativas com as pontuações na FSS, HADS e SF-36, bem como com os níveis de PCR. As médias das pontuações na EICF do grupo CP diferiram significativamente das dos grupos DCC e controle. Conclusões: A EICF é um instrumento válido e confiável para a avaliação de pacientes com CP, nos quais depressão, qualidade de vida e níveis de PCR parecem estar significativamente associados à fadiga.

 


Palavras-chave: Fadiga; Neoplasias pulmonares; Avaliação de sintomas.

 

7 - Prevalência e variáveis preditivas de distúrbios respiratórios do sono em pacientes com DPOC e hipoxemia leve

Sleep-disordered breathing in patients with COPD and mild hypoxemia: prevalence and predictive variables

José Laerte Rodrigues Silva Júnior1,4, Marcus Barreto Conde2,3, Krislainy de Sousa Corrêa4, Helena Rabahi4, Arthur Alves Rocha5, Marcelo Fouad Rabahi1,4

J Bras Pneumol.2017;43(3):176-182

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Objetivo: Inferir a prevalência e as variáveis preditivas de hipoxemia noturna e apneia obstrutiva do sono (AOS) em pacientes portadores de DPOC com hipoxemia leve. Métodos: Estudo transversal realizado em pacientes ambulatoriais, clinicamente estáveis, portadores de DPOC e hipoxemia leve (saturação de oxigênio = 90-94%) em um centro clínico especializado no atendimento de doenças respiratórias em Goiânia (GO). Os pacientes foram submetidos à avaliação clínica, espirometria, polissonografia, ecocardiografia, gasometria arterial, teste de caminhada de seis minutos e radiografia de tórax. Resultados: Foram avaliados 64 pacientes com DPOC e hipoxemia leve, e 39 (61%) apresentaram distúrbios respiratórios do sono (14 com AOS e 25 com hipoxemia noturna isolada). A análise de correlação mostrou moderada correlação da PaO2 com saturação média do sono (r = 0,45; p = 0,0002), saturação média do sono rapid eye movement (REM; r = 0,43; p = 0,001) e saturação média do sono não-REM (r = 0,42; p = 0,001). Um ponto de corte de PaO2 ≤ 70 mmHg (OR = 4,59; IC95%: 1,54-13,67; p = 0,01) na gasometria arterial foi significativamente associada com distúrbios respiratórios do sono. O modelo mostrou que, para identificar distúrbios respiratórios do sono, o ponto de corte teve uma especificidade de 73,9% (IC95%: 51,6-89,8%), uma sensibilidade de 63,4% (IC95%: 46,9-77,9%) e valores preditivos positivo e negativo de 81,3% (IC95%: 67,7-90,0%) e 53,1% (IC95%: 41,4-64,4%), respectivamente. A área sob a curva ROC foi de 0,69 (IC95%: 0,57-0,80), e a proporção de observações corretamente classificadas foi de 67,2% dos casos. Conclusões: A elevada prevalência de distúrbios respiratórios do sono em portadores de DPOC e hipoxemia leve nesta amostra (61%) sugere que esses pacientes podem se beneficiar da realização de estudos do sono.

 


Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica/complicações; Transtornos do sono-vigília/epidemiologia; Anóxia/etiologia.

 

8 - Tarefas motoras simples predizem independentemente a falha de extubação em pacientes neurológicos críticos

Simple motor tasks independently predict extubation failure in critically ill neurological patients

Fernanda Machado Kutchak1,2,3,4, Marcelo de Mello Rieder1,2,4, Josué Almeida Victorino1,4, Carla Meneguzzi4, Karla Poersch3, Luiz Alberto Forgiarini Junior5, Marino Muxfeldt Bianchin1,2,6

J Bras Pneumol.2017;43(3):183-189

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Objetivo: Avaliar a utilidade de tarefas motoras simples, tais como preensão de mão e protrusão da língua, para predizer extubação malsucedida em pacientes neurológicos críticos. Métodos: Estudo prospectivo de coorte realizado na UTI neurológica de um hospital terciário em Porto Alegre (RS). Pacientes adultos que haviam sido intubados por motivos neurológicos e que eram candidatos ao desmame foram incluídos no estudo. O estudo avaliou se a capacidade dos pacientes de realizar tarefas motoras simples como apertar as mãos do examinador e pôr a língua para fora seria um preditor de extubação malsucedida. Foram coletados dados referentes ao tempo de ventilação mecânica, tempo de internação na UTI, tempo de internação hospitalar, mortalidade e incidência de pneumonia associada à ventilação mecânica. Resultados: Foram incluídos na análise 132 pacientes intubados que haviam recebido ventilação mecânica durante pelo menos 24 h e que passaram no teste de respiração espontânea. A regressão logística mostrou que a incapacidade dos pacientes de apertar a mão do examinador (risco relativo = 1,57; IC95%: 1,01-2,44; p < 0,045) e de pôr a língua para fora (risco relativo = 6,84; IC95%: 2,49-18,8; p < 0,001) foram fatores independentes de risco de extubação malsucedida. Houve diferenças significativas entre os pacientes nos quais a extubação foi malsucedida e aqueles nos quais a extubação foi bem-sucedida quanto à pontuação obtida no Acute Physiology and Chronic Health Evaluation II (p = 0,02), pontuação obtida na Escala de Coma de Glasgow no momento da extubação (p < 0,001), abertura dos olhos em resposta ao comando (p = 0,001), PImáx (p < 0,001), PEmáx (p = 0,006) e índice de respiração rápida e superficial (p = 0,03). Conclusões: A incapacidade de obedecer a comandos motores simples é preditora de extubação malsucedida em pacientes neurológicos críticos. Preensão de mão e protrusão da língua em resposta ao comando podem ser testes rápidos e fáceis realizados à beira do leito para identificar pacientes neurológicos críticos que sejam candidatos à extubação.

 


Palavras-chave: Desmame do respirador; Extubação/efeitos adversos; Cuidados críticos; Neurocirurgia.

 

9 - Posicionamento intrapleural, guiado por ultrassonografia, de cateteres pleurais: influência na expansão pulmonar imediata e na pleurodese em pacientes com derrame pleural maligno recorrente

Ultrasound-guided intrapleural positioning of pleural catheters: influence on immediate lung expansion and pleurodesis in patients with recurrent malignant pleural effusion

Pedro Henrique Xavier Nabuco de Araujo1, Ricardo Mingarini Terra1, Thiago da Silva Santos1, Rodrigo Caruso Chate2, Antonio Fernando Lins de Paiva2, Paulo Manuel Pêgo-Fernandes1

J Bras Pneumol.2017;43(3):190-194

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Objetivo: Avaliar o papel do posicionamento intrapleural do cateter pleural na expansão pulmonar precoce e no sucesso da pleurodese em pacientes com derrame pleural maligno recorrente (DPMR). Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo aninhado em um estudo prospectivo de coorte maior com pacientes com DPMR recrutados em um hospital-escola universitário terciário entre junho de 2009 e setembro de 2014. Os pacientes foram submetidos a inserção de cateter pleural e, em seguida, pleurodese à beira do leito. A TC de tórax foi realizada duas vezes: imediatamente antes da pleurodese (TCi) e 30 dias após a pleurodese (TC30). Com base na TCi, a posição do cateter foi classificada em posterolateral, anterior, fissural e subpulmonar. Usamos o volume pleural na TCi para estimar a expansão pulmonar precoce e a diferença entre os volumes pleurais na TC30 e na TCi a fim de avaliar o sucesso radiológico da pleurodese. Considerou-se que a pleurodese teve êxito clínico quando não foi necessário realizar nenhum outro procedimento pleural. Resultados: Dos 131 pacientes elegíveis do estudo original, 85 foram incluídos neste estudo aninhado (64 mulheres; média de idade: 60,74 anos). A posição da ponta do cateter foi subpulmonar em 35 pacientes (41%), anterior em 23 (27%), posterolateral em 17 (20%) e fissural em 10 (12%). Não houve diferenças significativas entre os grupos quanto à expansão pulmonar precoce (mediana da cavidade pleural residual = 377 ml; intervalo interquartil: 171-722 ml; p = 0,645), sucesso radiológico da pleurodese (mediana do volume = 33 ml; intervalo interquartil: −225 a 257 ml; p = 0,923) e sucesso clínico da pleurodese (85,8%; p = 0,676). Conclusões: Nossos resultados sugerem que a posição da ponta do cateter pleural não influencia nem a expansão pulmonar precoce nem o sucesso da pleurodese à beira do leito em pacientes com DPMR.

 


Palavras-chave: Pleurodese; Derrame pleural maligno; Tomografia; Cateteres.

 

10 - Limiares auditivos em pacientes com tuberculose resistente: configurações do audiograma basal e associações

Hearing thresholds in patients with drug-resistant tuberculosis: baseline audiogram configurations and associations

Olusola Ayodele Sogebi1, Muse Olatunbosun Fadeyi2, Bolanle Olufunlola Adefuye3, Festus Olukayode Soyinka4

J Bras Pneumol.2017;43(3):195-201

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Objetivo: Utilizar parâmetros do audiograma basal para verificar se a tuberculose resistente (TB-R) tem efeitos na audição, descrever as configurações dos audiogramas e determinar se há parâmetros que possam ser associados a essas configurações. Métodos: Estudo prospectivo com pacientes diagnosticados com TB-R em um centro de tratamento de tuberculose no estado de Ogun, Nigéria. Os pacientes incluídos no estudo foram submetidos à audiometria de tons puros em até duas semanas após o início do tratamento (audiometria basal). Características demográficas e clínicas foram coletadas dos prontuários médicos dos pacientes para análises comparativas. Resultados: A amostra final envolveu 132 pacientes. A média de idade dos pacientes foi de 34,5 ± 12,6 anos (variação, 8-82 anos), e a razão homem:mulher foi de 2:1. A maioria dos pacientes (n = 103; 78,0%) residia nos estados vizinhos e tinha história de falha de tratamento antituberculose (n = 125; 94.7%); 18 (13.6%) apresentavam status retroviral positivo. Doze pacientes (9,1%) apresentaram audiogramas normais, e 104 (78,8%) apresentaram perda auditiva neurossensorial, sendo as configurações mais comuns do tipo ascendente, em 54 (40,9%), e descendente, em 26 (19,7%). As médias de tons puros em frequências baixas (0,25-1,0 kHz) e altas (2,0-8,0 kHz) foram de 33,0 dB e 40,0 dB, respectivamente. Quanto ao grau de perda auditiva no melhor ouvido, 36 pacientes (27,3%) apresentaram audição normal, e 67 (50,8%) apresentaram perda auditiva leve (26-40 dB), enquanto 29 (21,9%) mostraram perda auditiva moderada ou grave. Entre as variáveis estudadas (idade, gênero, status retroviral, desfecho de tratamento anterior e peso na admissão), somente o gênero masculino foi associado às configurações audiométricas. Conclusões: Nesta amostra de pacientes com TB-R, a maioria apresentou perda auditiva neurossensorial leve e subótima bilateralmente, com configurações audiométricas ascendentes/descendentes associadas ao gênero masculino.

 


Palavras-chave: Audiometria de tons puros; Perda auditiva de alta frequência; Efeitos colaterais e reações adversas relacionadas a drogas; Tuberculose resistente a múltiplos medicamentos.

 

11 - Medidas eficazes de controle do tabagismo: concordância entre estudantes de medicina

Effective tobacco control measures: agreement among medical students

Stella Regina Martins1, Renato Batista Paceli1, Marco Antônio Bussacos2, Frederico Leon Arrabal Fernandes1, Gustavo Faibischew Prado1, Elisa Maria Siqueira Lombardi1, Mário Terra-Filho1, Ubiratan Paula Santos1

J Bras Pneumol.2017;43(3):202-207

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Objetivo: Determinar o grau de concordância com medidas eficazes de controle do tabaco recomendadas pela Organização Mundial da Saúde e avaliar as atitudes, o conhecimento e as crenças a respeito do tabagismo em alunos do terceiro ano de medicina da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, em São Paulo (SP). Métodos: Entre 2008 e 2012, todos os alunos do terceiro ano de medicina foram convidados a preencher um questionário autoaplicável baseado na Global Health Professions Student Survey e em seus módulos adicionais. Resultados: A amostra consistiu em 556 estudantes. O grau de concordância com as recomendações da Organização Mundial da Saúde foi alto, à exceção de "receberam treinamento a respeito de cessação do tabagismo" e "aumentar os impostos é uma medida eficaz para reduzir a prevalência do tabagismo". A maioria dos estudantes relatou que concorda com a proibição da venda de produtos do tabaco a menores de idade (95%), acredita que os médicos são modelos de comportamento para seus pacientes (84%) e acredita que deveriam aconselhar seus pacientes a parar de fumar cigarros (96%) e de usar outros produtos do tabaco (94%). No tocante aos métodos de cessação do tabagismo, observamos que a maioria dos estudantes sabe mais sobre terapia de reposição da nicotina do que sobre terapias não nicotínicas (93% vs. 53%). Apenas 37% dos participantes estavam cientes da importância de material educacional antitabagismo, e apenas 31% relataram que acreditam na eficácia de incentivar seus pacientes, durante as consultas médicas, a parar de fumar. Em nossa amostra, a prevalência de tabagismo atual foi de 5,23%; entretanto, 43,82% dos participantes relataram ter experimentado fumar tabaco com um narguilé. Conclusões: Nossos resultados revelaram a necessidade de deixar claro para os alunos do terceiro ano de medicina o quão importante é aumentar os preços e impostos dos produtos do tabaco. É também preciso conscientizar os alunos dos perigos de experimentar outros produtos do tabaco que não os cigarros, particularmente o narguilé.

 


Palavras-chave: Produtos do tabaco; Política de saúde; Educação de graduação em medicina; Conhecimentos, atitudes e prática em saúde.

 

12 - Efeitos das emissões geradas pela queima da cana-de-açúcar em traqueia e pulmões de ratos Wistar

Effects of emissions from sugar cane burning on the trachea and lungs of Wistar rats

Verena Sampaio Barbosa Matos1, Felipe da Silva Gomes2, Tarcio Macena Oliveira2, Renata da Silva Schulz1, Lídia Cristina Villela Ribeiro3, Astria Dias Ferrão Gonzales3,4, Januário Mourão Lima4, Marcos Lázaro da Silva Guerreiro3,4

J Bras Pneumol.2017;43(3):208-214

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Objetivo: Avaliar os efeitos da exposição à fumaça da queima da cana-de-açúcar sobre mecanismos inflamatórios em tecidos de traqueia e de parênquima pulmonar de ratos Wistar após diferentes períodos de exposição. Métodos: Estudo experimental, randomizado, não cego. Os animais foram divididos em quatro grupos: controle (GC), sob condições padrão de laboratório e os demais expostos à fumaça da queima da cana-de-açúcar por diferentes períodos: em 1 (GE1), 7 (GE7) e 21 (GE21) dias. Após a eutanásia com 200 mg/kg de ketamina/xilazina, foram coletados fragmentos de traqueia e pulmão e fixadas em formol 10%. Análises histológicas foram realizadas com coloração com H&E e picrosírius. Resultados: Não houve infiltrado inflamatório nos tecidos no GC. O processo inflamatório na análise histológica de tecidos de traqueia e de parênquima pulmonar foi significativamente mais intenso no GE7 quando comparado ao GC (p < 0,05 e p < 0,01, respectivamente). Em comparação com os grupos GC e GE1, apenas no GE21 foi observada angiogênese significativa no parênquima pulmonar e aumento significativo de depósitos de colágeno em tecido de traqueia (p < 0,001 e p < 0,01, respectivamente). Conclusões: Nesta amostra, a fumaça da queima de cana-de-açúcar induziu processo inflamatório focal, difuso e agudo em tecidos de traqueia na lâmina própria, sem perda do tecido epitelial ciliado. Houve presença de edemas intersticiais e alveolares e infiltrados de células polimorfonucleares no parênquima pulmonar nos animais dos grupos experimentais.

 


Palavras-chave: Saccharum; Fumaça; Inflamação; Sistema respiratório.

 

13 - Taxa de resultados indeterminados de ensaio de liberação de interferon-gama entre pessoas infectadas pelo HIV

Frequency of indeterminate results from an interferon-gamma release assay among HIV-infected individuals

Sandra Maria do Valle Leone de Oliveira1,2, Anete Trajman3,4, Anamaria Mello Miranda Paniago1, Ana Rita Coimbra Motta-Castro1,2, Antonio Ruffino-Netto5, Ethel Leonor Noia Maciel6, Julio Croda2,7, Maria da Gloria Bonecini-Almeida8

J Bras Pneumol.2017;43(3):215-218

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Objetivo: Avaliar a frequência de resultados indeterminados de um interferon-gamma release assay (IGRA, ensaio de liberação de interferon-gama) e os fatores relacionados com esses resultados em pessoas vivendo com HIV/AIDS (PVHA). Métodos: Foram avaliadas 81 PVHA na região Centro-Oeste do Brasil, por meio do teste tuberculínico e de um IGRA. Informações a respeito de variáveis sociodemográficas e clínicas foram obtidas por meio de questionários e prontuários médicos. A relação entre essas variáveis e os resultados indeterminados foi avaliada por meio do cálculo da OR ajustada em um modelo de regressão logística multivariada. A concordância foi avaliada por meio do coeficiente kappa. Resultados: Os resultados do teste tuberculínico e do IGRA foram positivos em 18 (22,2%) e 10 (12,3%), respectivamente, dos 81 pacientes avaliados (κ = 0,62). O resultado do IGRA foi indeterminado em 22 (27,1%) dos pacientes (IC95%: 17,8-38,1%). A chance de resultados indeterminados foi significativamente maior em fumantes (OR ajustada = 6,0; IC95%: 1,4-26,7) e em amostras armazenadas durante menos de 35 dias (OR ajustada = 14,0; IC95%: 3,1-64,2). Pacientes com imunossupressão avançada (contagem de células T CD4+ < 200 células/mm3) apresentaram maior risco de resultados indeterminados (OR ajustada para tabagismo e tempo inadequado de armazenamento das amostras = 4,7; IC95%: 0,91-24,0), embora a diferença não tenha sido significativa. Conclusões: A alta prevalência de resultados indeterminados pode ser um grande obstáculo ao uso rotineiro de IGRAs em PVHA. A necessidade de repetir o teste aumenta seu custo e deve ser levada em conta em estudos da relação entre custo e eficácia. O processamento das amostras pode alterar significativamente os resultados.

 


Palavras-chave: Testes de liberação de interferon-gama; Interferon gama; Tuberculose; HIV; Tuberculose latente; Teste tuberculínico.

 

Artigo Especial

14 - Diretrizes brasileiras de diagnóstico e tratamento da fibrose cística

Brazilian guidelines for the diagnosis and treatment of cystic fibrosis

Rodrigo Abensur Athanazio1*, Luiz Vicente Ribeiro Ferreira da Silva Filho2,3*, Alberto Andrade Vergara4, Antônio Fernando Ribeiro5, Carlos Antônio Riedi6, Elenara da Fonseca Andrade Procianoy7, Fabíola Villac Adde2, Francisco José Caldeira Reis4, José Dirceu Ribeiro5, Lídia Alice Torres8, Marcelo Bicalho de Fuccio9, Matias Epifanio10, Mônica de Cássia Firmida11, Neiva Damaceno12, Norberto Ludwig-Neto13,14, Paulo José Cauduro Maróstica7,15, Samia Zahi Rached1, Suzana Fonseca de Oliveira Melo4; Grupo de Trabalho das Diretrizes Brasileiras de Diagnóstico e Tratamento da Fibrose Cística.

J Bras Pneumol.2017;43(3):219-245

Resumo PDF PT PDF EN English Text Anexo

A fibrose cística (FC) é uma doença genética autossômica recessiva caracterizada pela disfunção do gene CFTR. Trata-se de uma doença multissistêmica que ocorre mais frequentemente em populações descendentes de caucasianos. Nas últimas décadas, diversos avanços no diagnóstico e tratamento da FC mudaram drasticamente o cenário dessa doença, com aumento expressivo da sobrevida e qualidade de vida. Atualmente, o Brasil dispõe de um programa de ampla cobertura para a triagem neonatal de FC e centros de referência distribuídos na maior parte desses estados para seguimento dos indivíduos. Antigamente confinada à faixa etária pediátrica, tem-se observado um aumento de pacientes adultos com FC tanto pelo maior número de diagnósticos de formas atípicas, de expressão fenotípica mais leve, assim como pelo aumento da expectativa de vida com os novos tratamentos. Entretanto, ainda se observa uma grande heterogeneidade no acesso aos métodos diagnósticos e terapêuticos para FC entre as diferentes regiões brasileiras. O objetivo dessas diretrizes foi reunir as principais evidências científicas que norteiam o manejo desses pacientes. Um grupo de 18 especialistas em FC elaborou 82 perguntas clínicas relevantes que foram divididas em cinco categorias: características de um centro de referência; diagnóstico; tratamento da doença respiratória; tratamento gastrointestinal e nutricional; e outros aspectos. Diversos profissionais brasileiros atuantes na área da FC foram convidados a responder as perguntas formuladas pelos coordenadores. A literatura disponível foi pesquisada na base de dados PubMed com palavras-chave, buscando-se as melhores respostas às perguntas dos autores.

 


Palavras-chave: Fibrose cística/diagnóstico; Fibrose cística/terapia; Fibrose cística/complicações; Guia de prática clínica.

 

Edital de Seleção

16 - Edital de Seleção

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Fernando Lundgren, Rogerio Souza

J Bras Pneumol.2017;43(3):

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