Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2018 - Volume 44  - Número 6  (Novembro/Dezembro)

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Educação continuada: Imagem

2 - Calcificações pleurais

Pleural calcifications

Edson Marchiori1,a, Bruno Hochhegger2,b, Gláucia Zanetti1,c

J Bras Pneumol.2018;44(6):

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Educação Continuada: Metodologia Científica

Artigo Original

4 - Valores de referência para espirometria forçada em adultos negros no Brasil

Spirometry reference values for Black adults in Brazil

Tarciane Aline Prata1,a, Eliane Mancuzo2,3,b, Carlos Alberto de Castro Pereira4,c,Silvana Spíndola de Miranda2,d, Larissa Voss Sadigursky5,e, Camila Hirotsu6,f, Sérgio Tufik6,g

J Bras Pneumol.2018;44(6):449-455

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Objetivo: Derivar equações de referência para a espirometria forçada em adultos brasileiros negros, saudáveis, que nunca fumaram, e comparar os resultados com os valores previstos para a raça branca publicados em 2007. Métodos: Os exames seguiram as normas recomendadas pela Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia, e os espirômetros preencheram os requisitos técnicos exigidos pelas diretrizes da American Thoracic Society/European Respiratory Society. Os limites inferiores foram derivados pela análise do 5º percentil dos resíduos. Resultados: Equações e limites de referência foram derivados de uma amostra com 120 homens e 124 mulheres, habitantes de oito cidades brasileiras, utilizando-se um espirômetro de fluxo. Os valores previstos para CVF, VEF1, relação VEF1/CVF e PFE foram mais bem ajustados por regressões lineares, enquanto os fluxos, por equações logarítmicas. Os valores de eferência de VEF1 e CVF para ambos os sexos foram significativamente menores quando comparados aos previstos para adultos da raça branca no Brasil. Conclusões: O fato de que os valores previstos da espirometria forçada derivados para a população negra no Brasil tenham sido inferiores aos previstos para a raça branca no país justifica a utilização de uma equação específica para adultos negros.

 


Palavras-chave: Espirometria; Valores de Referência; Grupo com ancestrais do continente

 

5 - Acompanhamento longitudinal da atividade vagal cardíaca de indivíduos submetidos à simpatectomia torácica endoscópica

Longitudinal follow-up of cardiac vagal activity in individuals undergoing endoscopic thoracic sympathectomy

Ana Paula Ferreira1,2,3,a, Plinio dos Santos Ramos1,2,3,b, Jorge Montessi2,3,4,c, Flávia Duarte Montessi2,3,d, Eveline Montessi Nicolini3,4,e, Edmilton Pereira de Almeida4,f, Djalma Rabelo Ricardo1,2,3,g

J Bras Pneumol.2018;44(6):456-460

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Objetivo: Investigar longitudinalmente o comportamento da atividade vagal cardíaca (AVC) por meio da FC de repouso e do índice vagal cardíaco (IVC) de indivíduos submetidos à simpatectomia para o tratamento de hiperidrose primária. Métodos: Estudo de natureza descritiva e longitudinal que avaliou 22 pacientes (13 mulheres), com média de idade de 22,5 ± 8,8 anos. Os locais mais afetados eram as mãos, pés e axilas. A FC de repouso média foi mensurada através de eletrocardiograma 20 min antes do teste de exercício de 4 segundos (T4s), que foi utilizado para a avaliação da AVC em três momentos: antes da cirurgia, um mês após a cirurgia e quatro anos após a cirurgia. Resultados: A média ± erro-padrão da FC de repouso apresentou uma redução significativa entre a avaliação pré-operatória e um mês após a cirurgia (73,1 ± 1,6 bpm vs. 69,7 ± 1,2 bpm; p = 0,01), tendendo a retornar aos valores pré-operatórios quatro anos após a cirurgia (p = 0,31). Houve um aumento significativo do IVC entre o pré-operatório e um mês após a cirurgia (1,44 ± 0,04 vs. 1,53 ± 0,03; p = 0,02), tendendo também a retornar próximo aos valores do pré-operatório após quatro anos da cirurgia (p = 0,10). Conclusões: A simpatectomia resultou em alteração na FC de repouso e na AVC um mês após a cirurgia, retornando, após quatro anos, aos valores próximos do pré-operatório.

 


Palavras-chave: Hiperidrose; Simpatectomia; Sistema nervoso autônomo; Teste de esforço;

 

6 - Prevalência da infecção latente por Mycobacterium tuberculosis em transplantados renais

Prevalence of latent Mycobacterium tuberculosis infection in renal transplant recipients

Mônica Maria Moreira Delgado Maciel1,2,a, Maria das Graças Ceccato3,b, Wânia da Silva Carvalho3,c, Pedro Daibert de Navarro1,d, Kátia de Paula Farah1,e, Silvana Spindola de Miranda1,f

J Bras Pneumol.2018;44(6):461-467

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Objetivo: Estimar a prevalência da infecção latente por Mycobacterium tuberculosis (ILTB) em transplantados renais e avaliar as associações sociodemográficas, comportamentais e clínicas com a prova tuberculínica (PT) positiva. Métodos: Estudo transversal, com pacientes com idade ≥ 18 anos, transplantados renais no Centro de Transplante Renal do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais, em Belo Horizonte (MG). Foram incluídos os pacientes submetidos a transplante renal que realizaram a PT no período entre janeiro de 2011 e julho de 2013. Quando o resultado da primeira PT foi negativo, uma segunda PT foi realizada. As análises bivariada e multivariada, por meio de regressão logística, foram utilizadas para determinar os fatores associados com PT positiva. Resultados: A amostra incluiu 216 pacientes. A taxa de prevalência para ILTB foi de 18.5%. Na análise multivariada, história de contato com caso de tuberculose e função do enxerto preservada (taxa de filtração glomerular estimada ≥ 60 ml/min/1,73 m2) foram associadas com PT positiva. O incremento da primeira PT para a segunda PT foi de 5,8%, considerado significante (p = 0,012). Conclusões: A prevalência da ILTB foi baixa nessa amostra de pacientes transplantados renais. A PT deve ser efetuada quando a função do enxerto renal estiver preservada. Uma segunda PT deve ser realizada quando a primeira PT for negativa.

 


Palavras-chave: Tuberculose; Teste tuberculínico; Hospedeiro imunocomprometido.

 

7 - Impacto da radioterapia torácica na função respiratória e capacidade de exercício em pacientes com câncer de mama

Impact of thoracic radiotherapy on respiratory function and exercise capacity in patients with breast cancer

Milena Mako Suesada1,a, Heloisa de Andrade Carvalho2,b, André Luis Pereira de Albuquerque1,c, João Marcos Salge1,d, Silvia Radwanski Stuart2,e, Teresa Yae Takagaki1,f

J Bras Pneumol.2018;44(6):469-476

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Objetivo: Avaliar o impacto da radioterapia torácica na função respiratória e capacidade de exercício em pacientes com câncer de mama. Métodos: Pacientes com câncer de mama com indicação de radioterapia torácica após tratamento cirúrgico e quimioterápico foram submetidas a TCAR, avaliação respiratória e avaliação da capacidade de exercício antes da radioterapia torácica e três meses após o término do tratamento. Foram realizados teste de força muscular respiratória, medição da mobilidade torácica e prova de função pulmonar completa para a avaliação respiratória; realizou-se teste de exercício cardiopulmonar para avaliar a capacidade de exercício. A dose total de radioterapia foi de 50,4 Gy (1,8 Gy/fração) na mama ou na parede torácica, incluindo ou não a fossa supraclavicular (FSC). Histogramas dose-volume foram calculados para cada paciente com especial atenção para o volume pulmonar ipsilateral que recebeu 25 Gy (V25), em números absolutos e relativos, e a dose pulmonar média. Resultados: O estudo incluiu 37 pacientes. Após a radioterapia, observou-se diminuição significativa da força muscular respiratória, mobilidade torácica, capacidade de exercício e resultados da prova de função pulmonar (p < 0,05). A DLCO permaneceu inalterada. A TCAR mostrou alterações relacionadas à radioterapia em 87% das pacientes, o que foi mais evidente nas pacientes submetidas à irradiação da FSC. O V25% correlacionou-se significativamente com a pneumonite por radiação. Conclusões: Em nossa amostra de pacientes com câncer de mama, a radioterapia torácica parece ter causado perdas significativas na capacidade respiratória e de exercício, provavelmente por causa da restrição torácica; a irradiação da FSC representou um fator de risco adicional para o desenvolvimento de pneumonite por radiação.

 


Palavras-chave: Neoplasias da mama; Radioterapia; Pneumonite por radiação; Testes de função respiratória; Teste de esforço.

 

8 - Tabagismo entre asmáticos: avaliação por autorrelato e dosagem de cotinina urinária

Self-reported smoking status and urinary cotinine levels in patients with asthma

Gabriela Pimentel Pinheiro1,2,a, Carolina de Souza-Machado1,3,b, Andréia Guedes Oliva Fernandes4,c, Raquel Cristina Lins Mota5,d, Liranei Limoeiro Lima2,e, Diego da Silva Vasconcellos6,f, Ives Pereira da Luz Júnior7,g, Yvonbergues Ramon dos Santos Silva7,h, Valmar Bião Lima1,4,i, Sérgio Telles de Oliva8,j, Luane Marques de Mello9,k, Ricardo David Couto10,l, José Miguel Chatkin11,m, Constança Margarida Sampaio Cruz12,13,n, Álvaro Augusto Cruz1,14,o

J Bras Pneumol.2018;44(6):477-485

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Objetivo: Descrever a frequência de tabagismo ativo entre pacientes com asma e indivíduos sem asma, usando questionários padronizados e dosagem da cotinina urinária. Métodos: Estudo transversal realizado em Salvador (BA), com 1.341 indivíduos, sendo 498 com asma grave, 417 com asma leve/moderada e 426 sem asma. O tabagismo foi identificado por meio de autorrelato utilizando questionários e por mensuração da cotinina urinária. Para a comparação das variáveis estudadas, utilizaram-se os testes do qui-quadrado e de Kruskal-Wallis. Resultados: Dos 55 participantes (4,1%) que se declararam tabagistas atuais, 5, 17 e 33 eram dos grupos asma grave, asma leve/moderada e sem asma, respectivamente. Desses 55, 32 (58,2%) eram tabagistas diários e 23 (41,8%) eram tabagistas ocasionais. Observaram-se níveis elevados de cotinina urinária entre não fumantes autodeclarados e tabagistas pregressos, especialmente no grupo asma grave, o que sugere omissão do hábito atual de fumar. A carga tabágica entre os fumantes e a proporção de ex-tabagistas foram maiores no grupo asma grave do que no grupo asma leve/moderada. Conclusões: O tabagismo pregresso esteve associado à asma grave. Tabagismo atual também foi observado em alguns pacientes com asma grave e detectou-se omissão em alguns casos. A investigação de tabagismo deve ser meticulosa em pacientes com asma grave e a entrevista desses deve ser complementada por uma avaliação objetiva.

 


Palavras-chave: Asma; Fumar; Cotinina.

 

9 - Mitomicina C no tratamento endoscópico de estenose traqueal: estudo prospectivo de coorte

Mitomycin C in the endoscopic treatment of tracheal stenosis: a prospective cohort study

Daniele Cristina Cataneo1,a, Aglaia Moreira Garcia Ximenes2,b, Antônio José Maria Cataneo1,c

J Bras Pneumol.2018;44(6):486-490

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Objetivo: Avaliar a eficácia da mitomicina C (MMC) no tratamento endoscópico de estenose traqueal. Métodos: Pacientes com estenose laringotraqueal, traqueal ou traqueobrônquica foram tratados por meio de dilatação e MMC tópica. Foram empregados os seguintes critérios de inclusão: pacientes inaptos para cirurgia (por motivos médicos) no momento da avaliação; estenose membranosa com boa resposta a dilatação e estenose pós-operatória no local da anastomose. Foram analisadas as seguintes variáveis: etiologia da estenose; indicação de tratamento com MMC; local e extensão da estenose, bem como a porcentagem de estenose; presença de traqueostomia e tempo de seguimento. Os desfechos avaliados foram 12 meses ou mais sem sintomas, número de dilatações com aplicação de MMC tópica e complicações. Resultados: Vinte e dois pacientes (15 homens e 7 mulheres) foram tratados entre 2003 e 2010. As causas da estenose foram intubação endotraqueal em 15 pacientes e cirurgia em 8. A estenose traqueal pura foi observada em 13 pacientes, a subglótica, em 4, a traqueobrônquica, em 3 e a complexa, em 2. A extensão da estenose variou de 0,5 a 2,5 cm, e a porcentagem de estenose variou de 40 a 100%. Nove pacientes haviam sido submetidos a traqueostomia e apresentavam tubo T de Montgomery in situ. O tratamento teve êxito em 14 pacientes, que permaneceram sem sintomas durante pelo menos 12 meses. O número de aplicações de MMC tópica variou de 1 a 5, e as complicações foram infecção fúngica, queloide, granuloma e enfisema mediastinal. Conclusões: A MMC é aparentemente eficaz no tratamento endoscópico de estenose traqueal.

 


Palavras-chave: Estenose traqueal; Mitomicina; Endoscopia.

 

10 - Tendência da prevalência de asma autorreferida no Brasil de 2003 a 2013 em adultos e fatores associados à prevalência

Trend of self-reported asthma prevalence in Brazil from 2003 to 2013 in adults and factors associated with prevalence

Felipe Moraes dos Santos1,a, Karynna Pimentel Viana1,b, Luciana Tarbes Saturnino1,c, Evelyn Lazaridis1,d, Mariana Rodrigues Gazzotti1,e, Rafael Stelmach2,f, Claudia Soares1,g

J Bras Pneumol.2018;44(6):491-497

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Objetivos: Determinar a tendência da prevalência de diagnóstico de asma autorreferida e descrever os fatores associados à asma em adultos brasileiros. Método: Estudo transversal de análise de dados de três pesquisas domiciliares nacionais: Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2003, PNAD 2008 e Pesquisa Nacional de Saúde (PNS) 2013. Participantes entre 18 e 45 anos foram incluídos. A análise de tendência da prevalência do diagnóstico de asma foi realizada utilizando modelo logístico linear. Aplicou-se o modelo de regressão logística hierárquico para selecionar fatores significativamente associados à prevalência de asma. Resultados: A prevalência do diagnóstico de asma foi de 3,6% (2003), 3,7% (2008) e 4,5% (2013), apresentando tendência de elevação significativa. A prevalência do diagnóstico de asma também se elevou quando analisada por sexo (variação anual entre homens: 2,47%, p < 0,003; mulheres: 2,16%, p < 0,001), área urbana (variação anual: 2,15% p < 0,001), plano de saúde (variação anual sem plano: 2,18%, p < 0,001; com plano: 1,84%, p = 0,014) e regiões geográficas (variação anual Norte: 4,68%, p < 0,001; Nordeste 4,14%, p < 0,001; e Sudeste 1,84%, p = 0,025). Sexo feminino, obesidade, viver em áreas urbanas e depressão foram associados positivamente com a prevalência de diagnóstico de asma. Discussão: PNAD e PNS são bases populacionais representativas de adultos brasileiros que possibilitam a investigação da prevalência de asma. De 2003 a 2013, a prevalência de diagnóstico autorreferido de asma aumentou, especialmente nas regiões Norte e Nordeste. Sexo, região geográfica e área de residência (urbana/rural), obesidade e diagnóstico de depressão parecem desempenhar papéis significativos na epidemiologia da asma no Brasil.

 


Palavras-chave: Adultos; Asma; Modelos logísticos; Prevalência; Fatores de risco.

 

11 - Características genéticas e fenotípicas de crianças e adolescentes com fibrose cística no Sul do Brasil

Genetic and phenotypic traits of children and adolescents with cystic fibrosis in Southern Brazil

Katiana Murieli da Rosa1,a, Eliandra da Silveira de Lima2,b, Camila Correia Machado3,c, Thaiane Rispoli4,d, Victória d'Azevedo Silveira3,e, Renata Ongaratto2,f, Talitha Comaru2,g, Leonardo Araújo Pinto5,h

J Bras Pneumol.2018;44(6):498-504

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Objetivos: Caracterizar as principais mutações identificadas no cystic fibrosis transmembrane conductance regulator (CFTR) em um grupo de crianças e adolescentes de um centro multidisciplinar de tratamento de fibrose cística e sua associação com características clínicas e laboratoriais. Método: Estudo transversal descritivo que incluiu pacientes com fibrose cística que possuíam dois alelos identificados com mutação no CFTR. Dados clínicos, antropométricos, laboratoriais e de função pulmonar (espirometria) foram coletados de registros em prontuários e descritos com os resultados de genotipagem da amostra. Resultados: Foram incluídos 42 pacientes com fibrose cística. A mutação mais frequente foi a F508del, abrangendo 60 alelos (71,4%). A segunda mutação mais comum foi a G542X (seis alelos, 7,1%), seguida das mutações N1303K e R1162X (ambas com quatro alelos cada uma). Três pacientes (7,14%) apresentaram mutações de classes III e IV, e 22 pacientes (52,38%), homozigose para F508del. Trinta e três pacientes (78,6%) tinham insuficiência pancreática, 11 (26,2%) apresentaram íleo meconial e sete (16,7%) déficit nutricional. Dos pacientes do estudo, 59,52% seriam potenciais candidatos ao uso de fármacos moduladores de CFTR. Conclusões: As mutações do CFTR identificadas com mais frequência foram F508del e G542X, as quais são mutações pertencentes às classes II e I, respectivamente, e que, juntamente à classe III, conferem um fenótipo de fibrose cística com mais gravidade. Mais da metade (52,38%) da amostra apresentava F508del em homozigose, população candidata ao novo tratamento com Lumacaftor/Ivacaftor. Aproximadamente 7% dos pacientes apresentavam mutações de classes III e IV, sendo candidatos ao tratamento com Ivacaftor.

 


Palavras-chave: Fibrose cística; Mutação; Genética; Fenótipo; Criança.

 

12 - Perda de peso proporcional em seis meses como fator de risco para mortalidade no câncer de pulmão de células não pequenas estádio IV

Proportional weight loss in six months as a risk factor for mortality in stage IV nonsmall cell lung cancer

Guilherme Watte1,2,5,a, Claudia Helena de Abreu Nunes1,b, Luzielio Alves Sidney-Filho3,c, Matheus Zanon2,4,d, Stephan Philip Leonhardt Altmayer4,5,e, Gabriel Sartori Pacini4,f, Marcelo Barros5,g, Ana Luiza Schneider Moreira4,h, Rafael José Vargas Alves1,i, Alice de Medeiros Zelmanowicz4,j, Bashir Mnene Matata2,k, Jose da Silva Moreira1,l

J Bras Pneumol.2018;44(6):505-509

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Objetivo: Avaliar diferentes pontos de corte da perda de peso (PP) como marcadores prognósticos de sobrevida em 3 meses após o diagnóstico de câncer de pulmão de células não pequenas estádio IV (CPCNP). Métodos: Estudo prospectivo envolvendo 104 pacientes com CPCNP metastático (estádio IV) que foram internados em um centro de tratamento de câncer no sul do Brasil entre janeiro de 2014 e novembro de 2016. Avaliamos a PP total e PP por mês, bem como PP e PP por mês nos 6 meses anteriores ao diagnóstico. Os pacientes foram acompanhados por 3 meses após o diagnóstico. Um modelo de regressão de riscos proporcionais de Cox e curvas de Kaplan-Meier foram utilizados para avaliar a sobrevida em 3 meses. Resultados: A mediana da PP nos 6 meses anteriores ao diagnóstico foi de 6% (intervalo interquartil, 0,0-12,9%). Pacientes com PP ≥ 5% tiveram uma sobrevida mediana de 78 dias, comparados a 85 dias para aqueles com PP < 5% (p = 0,047). A sobrevida em 3 meses foi de 72% para os pacientes com PP ≥ 5% (p = 0,047), 61% para aqueles com PP ≥ 10% (p < 0,001) e 45% para aqueles com PP ≥ 15% (p < 0,001). Na análise multivariada, a taxa de risco para óbito foi de 4,51 (IC95%: 1,32-15,39) para os pacientes com PP ≥ 5%, 6,34 (IC95%: 2,31-17,40) para aqueles com PP ≥ 10%, e 14,17 (IC95%: 5,06-39,65) para aqueles com PP ≥ 15%. Conclusões: A PP nos 6 meses anteriores ao diagnóstico de CPCNP é um fator prognóstico relevante e parece ser diretamente proporcional à taxa de sobrevida em 3 meses.

 


Palavras-chave: Perda de peso; Carcinoma pulmonar de células não pequenas; Prognóstico.

 

Artigo de Revisão

13 - Síndrome de obesidade-hipoventilação: uma revisão atual

Obesity hypoventilation syndrome: a current review

Rodolfo Augusto Bacelar de Athayde1,2,a, José Ricardo Bandeira de Oliveira Filho1,b, Geraldo Lorenzi Filho2,c, Pedro Rodrigues Genta2,d

J Bras Pneumol.2018;44(6):510-518

Resumo English Text

A síndrome de obesidade-hipoventilação (SOH) é definida pela presença de obesidade (índice de massa corpórea ≥ 30 kg/m2) e hipercapnia arterial diurna (PaCO2 ≥ 45 mmHg), na ausência de outras causas. A SOH é frequentemente negligenciada e confundida com outras patologias associadas à hipoventilação, em particular à DPOC. A importância do reconhecimento da SOH se dá por sua elevada prevalência, assim como alta morbidade e mortalidade se não tratada. Na presente revisão, abordamos os recentes avanços na fisiopatologia e no manejo da SOH. Revisamos a utilidade da medição do bicarbonato venoso como rastreamento e os critérios diagnósticos que descartam a necessidade de polissonografia. Destacamos ainda os avanços no tratamento da SOH, incluindo medidas comportamentais, e estudos recentes que comparam a eficácia do uso de pressão positiva contínua nas vias aéreas e de ventilação não invasiva.

 


Palavras-chave: Obesidade; Síndrome de hipoventilação por obesidade; Ventilação não invasiva.

 

Cartas ao Editor

16 - Comprometimento pulmonar na doença de Crohn

Pulmonary involvement in Crohn's disease

Rodolfo Augusto Bacelar de Athayde1,a, Felipe Marques da Costa1,b, Ellen Caroline Toledo do Nascimento2,c, Roberta Karla Barbosa de Sales1,d, Andre Nathan Costa1,e

J Bras Pneumol.2018;44(6):519-521

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17 - Pneumonia eosinofílica: lembre-se de medicamentos tópicos como possível etiologia

Eosinophilic pneumonia: remember topical drugs as a potential etiology

Olívia Meira Dias1,a, Ellen Caroline Toledo do Nascimento2,b, Rodrigo Caruso Chate3,c, Ronaldo Adib Kairalla1,d, Bruno Guedes Baldi1,e

J Bras Pneumol.2018;44(6):522-524

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18 - Embolia pulmonar quase fatal: perspectiva capnográfica

Near-fatal pulmonary embolism: capnographic perspective

Marcos Mello Moreira1,2,a, Luiz Claudio Martins3,b, Konradin Metze4,c, Marcus Vinicius Pereira2,d, Ilma Aparecida Paschoal1,e

J Bras Pneumol.2018;44(6):525-528

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