Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2000 - Volume 26  - Número 1  (Janeiro/Fevereiro)






Editorial

1 - O "bug" do ano 2000: foi melhor prevenir do que remediar

Thais Helena A. Thomaz Queluz

J Bras Pneumol.2000;26(1):1-2

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Artigo Original

2 - Tratamento cirúrgico de pneumonia necrosante: análise de quatro casos

Surgical treatment of necrotizing pneumonia: analysis of four cases

Fernando Luiz Westphal, Luiz Carlos de Lima, Cyntia Almeida Ferreira, Maria Auxiliadora de Carvalho

J Bras Pneumol.2000;26(1):1-4

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A pneumonia necrosante é uma patologia grave que surge como complicação rara de pneumonia lobar. Quatro crianças na faixa etária entre dez e 28 meses foram hospitalizadas com pneumonia bacteriana aguda, evoluindo com toxemia, derrame pleural e insuficiência respiratória, respondendo insatisfatoriamente a antibioticoterapia e drenagem pleural. Todos os pacientes foram submetidos a tratamento cirúrgico para descorticação pulmonar e ressecção de tecido pulmonar necrosado. Complicações como fístulas broncopleurais ocorreram em dois pacientes, havendo óbito em um dos casos. Os autores concluem que a ressecção pulmonar de emergência é indicada quando a necrose pulmonar é diagnosticada em pacientes septicêmicos ou com fístula broncopleural de alto débito, visando a melhora do prognóstico dessas crianças, mesmo cientes de que o índice de morbimortalidade nesses casos é alto.

 


Palavras-chave: pneumonia estafilocócica; toracotomia; pulmão, cirurgia

 

3 - Pneumonia adquirida na comunidade em pacientes tratados ambulatorialmente: aspectos epidemiológicos, clínicos e radiológicos das pneumonias atípicas e não atípicas

Community-acquired pneumonia in outpatients: epidemiological, clinical and radiographic features between atypical and non-atypical pneumonia

Rosali Teixeira Rocha, Anna Cristina Vital, Clystenes Odyr Santos Silva, Carlos Alberto de Castro Pereira, Jorge Nakatani

J Bras Pneumol.2000;26(1):5-14

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Objetivo: Avaliar o percentual etiológico das pneumonias atípicas tratadas ambulatorialmente. Identificar os fatores epidemiológicos, clínicos e radiológicos que permitam diferenciar pneumonia atípica de não atípica. Métodos: Os pacientes foram submetidos a avaliação clínica, radiológica, coleta de escarro para estudo pelo método de Gram e sangue para testes sorológicos, incluindo Legionella pneumophila, Chlamydia sp, Mycoplasma pneumoniae, vírus Influenza A e Influenza B, no primeiro dia e 21 dias após inclusão. As radiografias de tórax foram revistas por três observadores independentes que desconheciam o quadro clínico. Resultados: Avaliados inicialmente 129 pacientes durante 22 meses. A amostra final para estudo comparativo entre os grupos consistiu de 69 pacientes que tinham em média 37 anos, sendo 46 (67%) homens e 23 (33%) mulheres. O diagnóstico etiológico foi definido em 34 (50%) dos pacientes. Chlamydia sp foi o agente atípico mais freqüente, com 11 (16%) casos, seguido por M. pneumoniae com 7 (10%). Influenza A respondeu por 4 (6%) dos casos e Legionella em 4 (6%) pacientes. Infecções mistas foram evidenciadas, com associação de Chlamydia sp e M. pneumoniae em 5 (7%) casos, Chlamydia sp e Influenza B em um caso e M. pneumoniae e Influenza A em outro. A presença de sintomas respiratórios e achados gerais sugestivos de pneumonia atípica foram comparados entre os grupos e não foram observadas diferenças significantes. A avaliação radiológica realizada por três observadores independentes mostrou discordância entre eles para os tipos de pneumonia. O diagnóstico radiográfico de cada observador comparado com o diagnóstico clínico não mostrou associação significante. Conclusões: A pneumonia causada por agente atípico ocorre em 50% dos pacientes com pneumonia adquirida na comunidade em tratamento ambulatorial. Não é possível distinguir pacientes com pneumonia atípica de pneumonia não atípica. A apresentação clínica e a radiológica são similares nos dois grupos.

 


Palavras-chave: pneumonia; etiologia; diagnóstico; epidemiologia

 

4 - Profilaxia para tromboembolia venosa em uma unidade de tratamento intensivo

Venous thromboembolism prophylaxis in an intensive care unit

Sérgio Saldanha Menna Barreto, Paula Mallman da Silva, Carlo Sasso Faccin, Alexandro de Lucena Theil, Alice Hoefel Nunes, Cleovaldo T. S. Pinheiro

J Bras Pneumol.2000;26(1):

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Objetivos: Identificar o nível de risco e a prática de profilaxia para TEV em pacientes hospitalizados em um centro de tratamento intensivo (CTI). Métodos: A amostra foi constituída por pacientes admitidos no CTI-HCPA entre dezembro de 1997 e fevereiro de 1998. Foram excluídos pacientes em tratamento com anticoagulantes ou que apresentavam contra-indicações para uso de heparina. Os critérios utilizados para determinação dos fatores de risco para TEV e sua estratificação em níveis de risco seguiram parâmetros estabelecidos em consensos internacionais. O estudo não foi de conhecimento do pessoal médico da unidade. Resultados: Foram analisados 180 pacientes, com média de idade de 58 anos (± 16,5). Os fatores de risco mais freqüentes foram: idade ³ 40 anos (85,0%), grande cirurgia (47,8%), infecção torácica ou abdominal (22,8%). Dois ou mais fatores de risco simultâneos estiveram presentes em 146 (81%) casos. Na avaliação do risco para TEV, 142 (79%) foram classificados como risco moderado/alto. Medidas profiláticas foram prescritas para 102 pacientes (57%), sendo a heparina utilizada em 60% dos casos de risco moderado ou alto. Evidenciou-se uma associação significativa entre o aumento do nível de risco e do número de fatores de risco com o aumento do uso de profilaxia (p < 0,05). Conclusão: Fatores de risco para TEV foram freqüentes na amostra estudada. No entanto, 40% dos pacientes com risco moderado/alto não receberam profilaxia farmacológica para TEV.

 


Palavras-chave: tromboembolismo, prevenção e controle

 

5 - Aspiração de corpo estranho na árvore traqueobrônquica em crianças: avaliação de seqüelas através de exame cintilográfico

Sequelae of foreign body aspiration in the respiratory tract of children

João Antônio Bonfadini Lima, Gilberto Bueno Fischer, José Carlos Felicetti, José Antônio Flores, Christina N. Penna, Eduardo Ludwig

J Bras Pneumol.2000;26(1):20-24

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Introdução: Embora a aspiração de corpo estranho (ACE) seja um acidente freqüente na faixa pediátrica, com importante morbidade e mortalidade, poucos dados estão disponíveis em nosso meio em relação às seqüelas. O quadro clínico pode ser inespecífico, com ausência de sinais ao exame físico, o que torna necessário um alto grau de suspeição para evitar retardo no diagnóstico e, conseqüentemente, seqüelas brônquicas. Foram descritas alterações na perfusão pulmonar após a retirada de corpos estranhos endobrônquicos de permanência prolongada na via aérea, mesmo com radiograma normal. Objetivo: Descrever as características clínico-radiológicas de crianças com diagnóstico de ACE e analisá-las como prognósticas para seqüelas brônquicas. Instituição: Serviço de Pneumologia Pediátrica de Hospital da Criança Santo Antônio - Porto Alegre. Método: Selecionaram-se crianças com quadro clínico sugestivo e comprovado à broncoscopia de ACE avaliadas no serviço no período de 12 anos. Foram coletados dados referentes a gênero, tipo de corpo estranho, tempo de aspiração, localização na via respiratória e características radiológicas. Os pacientes foram encaminhados a exame cintilográfico de tórax 30 dias após a retirada do corpo estranho. Resultados: Dentre as crianças internadas por ACE no período de março de 1985 a setembro de 1997 obtiveram-se dados mais precisos em 44 delas. A maioria dos corpos estranhos era de origem orgânica (77%). Em 61% das crianças o tempo de aspiração foi maior que sete dias. O local mais comum de impactação foi o brônquio do LID. A cintilografia perfusional, realizada em 24 pacientes, apresentou redução de perfusão em 65% dos exames. A aspiração por mais de sete dias representou risco 3,8 vezes maior de seqüela brônquica quando avaliada por cintilografia. Conclusão: O retardo na retirada do corpo estranho aspirado determina alto risco de seqüelas brônquicas e perfusionais; portanto, deveria ser indicado precocemente o exame broncoscópico em toda história sugestiva, mesmo na ausência de sinais clínicos ou radiológicos.

 


Palavras-chave: aspiração; corpos estranhos; brônquios; prognóstico

 

6 - Perfil de resistência de "M. tuberculosis" isolados de pacientes portadores do HIV/AIDS atendidos em um hospital de referência

M. tuberculosis resistance profile in HIV/AIDS patients in a reference hospital

Cid Gomes, Darcita Buerger Rovaris, João Laus Severino, Mônica Ferreira Gruner

J Bras Pneumol.2000;26(1):25-29

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Estudo realizado em 117 pacientes infectados pelo HIV, internados em um hospital de referência, no período de um ano, compreendido entre 1/10/95 a 30/9/96. Todos os pacientes tinham idade igual ou superior a 15 anos e se submeteram à coleta de escarro para pesquisa de BAAR, por indicação clínica. Todas as 117 amostras coletadas foram submetidas à baciloscopia, 116 à cultura (ocorreu contaminação em uma amostra) e teste de sensibilidade em todas as 39 cepas isoladas. As cepas foram avaliadas pelos testes de PNB e TCH e em seguida encaminhadas a um centro de referência laboratorial para tipificação da espécie. A baciloscopia foi positiva em 34,2% (40/117) das amostras. Entre as 39 cepas isoladas, três não pertenciam ao complexo M. tuberculosis (M. avium intracelulare em duas e não identificada em uma). A taxa de resistência atribuída ao M. tuberculosis isoladamente foi de 13,90% (5/36). Não foi encontrada resistência atribuída a uma única droga e a combinação responsável pela maior taxa de resistência foi a de rifampicina com isoniazida. A resistência primária e secundária foi, respectivamente, de 20% (4/20) e de 9,1% (1/10). Entre os aspectos sociodemográficos e clínicos, a resistência às drogas esteve significativamente associada apenas a maior número de internações prévias (p < 0,03). Esses dados sugerem uma possível transmissão intra-hospitalar de cepas multirresistentes entre pacientes infectados pelo HIV.

 


Palavras-chave: mycobacterium tuberculosis; tuberculose pulmonar; resistência a drogas; síndrome de imunodeficiência adquirida

 

Aprimoramento

7 - Redação de trabalho científico

Álvaro Oscar Campana

J Bras Pneumol.2000;26(1):30-35

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Artigo de Revisão

8 - Óxido nítrico exalado no diagnóstico e acompanhamento das doenças respiratórias

Exhaled nitric oxide for the diagnosis and monitoring of respiratory diseases

José Miguel Chatkin, Per Djupesland, Wei Qian, James Haight, Noe Zamel

J Bras Pneumol.2000;26(1):36-43

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O presente trabalho apresenta uma sucinta revisão sobre o papel do óxido nítrico na fisiologia respiratória e na fisiopatologia de algumas pneumopatias. A perspectiva de seu uso para diagnóstico e acompanhamento de inúmeras situações clínicas é discutida.

 


Palavras-chave: doenças respiratórias; pneumopatias obstrutivas; asma; tabagismo; fibrose cística; bronquiectasia; pulmão; transplante de pulmão

 

9 - A síndrome da imunodeficiência adquirida e o pulmão

Acquired immunodeficiency syndrome and the lung

Rosemeri Maurici da Silva

J Bras Pneumol.2000;26(1):44-48

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As maiores causas de morbimortalidade em pacientes infectados com o vírus da imunodeficiência humana são as infecções oportunísticas e os processos neoplásicos. Grande parte dessas afecções apresenta-se como desordens pulmonares. Seu correto diagnóstico e tratamento adequado melhoram tanto a sobrevida como a qualidade de vida desse grupo de pacientes.

 


Palavras-chave: pneumopatias; síndrome da imunodeficiência adquirida; broncoscopia

 

Relato de Caso

10 - Tumor de células granulares da traquéia

Granular cell tumor of the trachea: case report

Jefferson Luiz Gross, Riad Naim Younes, Fabio José Haddad, Clóvis Antonio Lopes Pinto

J Bras Pneumol.2000;26(1):49-51

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Tumor de células granulares é uma neoplasia incomum com origem nas células de Schwann. Raramente tem origem no trato respiratório, havendo descrição de apenas 32 pacientes com tumor primário situado na traquéia. Relata-se o caso de uma mulher, jovem, portadora de tumor de células granulares da traquéia, tratada cirurgicamente com bons resultados.

 


Palavras-chave: tumor de células granulares; traquéia

 

In Memoriam

11 - Saudação a Mario Rigatto

Carlos Antônio Mascia Gottschall

J Bras Pneumol.2000;26(1):1-3

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Relato de Caso

11 - Bronquiolite obliterante com pneumonia em organização e aspergiloma em paciente com linfoma-leucemia de células T

Bronchiolitis obliterans with organizing pneumonia and aspergilloma in patient with T cell leukemia-lymphoma

Teresa S. Jhayya, Domingo B. Perez, Celia Mallart Llarges, Rimarcs G. Ferreira

J Bras Pneumol.2000;26(1):52-54

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Há poucos relatos na literatura médica referentes à associação de bronquiolite obliterante com pneumonia em organização (BOPO) e aspergiloma. Apresenta-se uma associação de BOPO e aspergiloma pulmonar em uma paciente com linfoma-leucemia de células T do adulto. Sugere-se que os achados deste caso representam uma associação fortuita e não a expressão de unidade nosológica.

 


Palavras-chave: bronquiolite obliterante; aspergilose; linfoma de células T; pneumonia

 

Cartas ao Editor

12 - A história da descoberta da circulação pulmonar

Rubens Bedrikow, Valdir Golin

J Bras Pneumol.2000;26(1):11-

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