Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2001 - Volume 27  - Número 6  (Novembro/Dezembro)






Artigo Original

1 - Timoma: discussão sobre tratamento e prognóstico

Thymoma: discussion about treatment and diagnosis

Paulo Manuel Pêgo-Fernandes, Gustavo Xavier Ebaid, Maurício Stanzione Galizia, Paulo Marchiori, Francisco Vargas Suso, Fábio Biscegli Jatene

J Bras Pneumol.2001;27(6):289-294

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Objetivo: Mostrar uma casuística de pacientes com timoma, tratados cirurgicamente, com ou sem outra terapia associada, no Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, São Paulo, Sudeste do Brasil, avaliando o prognóstico destes. Métodos: Entre 1965 e 1998 foram operados 104 pacientes com neoplasias do timo, sendo 69 (66,3%) do sexo masculino; a idade média ao diagnóstico foi de 47,9 ± 16,3 anos, com faixa de variação de 13 a 76 anos de idade. Resultados: Dos 104 operados, 89 (85,6%) foram submetidos a ressecção total do timoma, 6 (5,8%) a ressecção parcial e 9 (8,6%) a biópsia. O diagnóstico anatomopatológico (timoma x timoma maligno) e a cirurgia (biópsia x ressecção total x ressecção parcial) foram significativamente preditivos (p < 0,02) para o tempo médio de sobrevida. Conclusão: A ressecção completa é o tratamento de escolha para os timomas. Esses tumores, quando não invasivos e ressecados completamente, apresentam bom prognóstico imediato e tardio.

 


Palavras-chave: Timoma.

 

2 - Teste da caminhada de seis minutos em pacientes com DPOC durante programa de reabilitação

Six minute walk test in COPD patients under a rehabilitation program

Maria Auxiliadora Carmo Moreira, Maria Rosedália de Moraes, Rogério Tannus

J Bras Pneumol.2001;27(6):295-300

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Objetivos: Relatar resultados obtidos em testes da caminhada de seis minutos (TC6) de pacientes com DPOC integrantes de programa de reabilitação pulmonar (PRP), com objetivo de contribuir para interpretação e adequada utilização deste teste. Paralelamente, estudar alguns fatores que interferem no treinamento físico durante a reabilitação pulmonar. Materiais e métodos: Foram avaliados, retrospectivamente, dados de 18 homens e cinco mulheres integrantes do PRP. Os pacientes foram submetidos a treinamento dos membros inferiores por três meses em três sessões por semana. Alguns parâmetros pré e pós-treinamento foram analisados: distância percorrida no TC6 e sua relação com os valores calculados pelas equações de Enright e Sherril para valores de referência, volume expiratório forçado no 1º segundo (VEF1), carga de treinamento, freqüência cardíaca (FC) freqüência respiratória (f), saturação do oxigênio por oximetria (SpO2), índice de massa corpórea (IMC). Resultados: Os valores obtidos durante o TC6 pré-treinamento nos pacientes não diferiram dos de referência resultantes das equações de Enright e Sherril (p = 0,777). Houve diferença significativa nesses valores, após treinamento (p = 0,001). O aumento médio, na distância percorrida no TC6, após treinamento, foi de 76m; contudo, três pacientes não atingiram o aumento mínimo significativo de 54m. A distância percorrida, pós-treinamento correlacionou-se positivamente com o VEF1 pré-treinamento (p = 0,012), mas não com o incremento de carga durante o treinamento (p = 0,693). Não se observou diferença significativa na f, SpO2 no TC6 antes e após treinamento. A FC aumentou significantemente no final do TC6 após treinamento. Nove pacientes (39%) apresentaram o IMC abaixo do limite inferior; destes, 6 (66%) atingiram 54m ou mais de incremento na distância caminhada após treinamento. Conclusão: Sugere-se utilizar-se metodologia padronizada e adequada para realização do TC6, inclusive quando o objetivo for obter valores de referência. As equações de Enright e Sherril para indivíduos normais parecem tender a valores subestimados, não diferindo estatisticamente dos valores obtidos pré-treinamento nesses pacientes com DPOC. Isso se deve, provavelmente, a diferenças na técnica de encorajamento utilizada pelos autores. Confirma-se o ganho de performance física, após reabilitação, independente do estado funcional inicial, justificando sua indicação mesmo para pacientes com limitação respiratória acentuada. A resposta heterogênea ao incremento de carga sugere a necessidade de analisar fatores preditivos da melhor resposta ao treinamento, para personalizá-lo e obter a melhor performance possível dos pacientes.

 


Palavras-chave: Teste de esforço. Pneumopatias obstrutivas. Reabilitação. Testes de função respiratória. Exercícios.

 

3 - Ventilação não-invasiva com pressão positiva em pacientes com insuficiência respiratória aguda: fatores associados à falha ou ao sucesso

Non-invasive positive pressure ventilation in patients with acute respiratory failure: factors associated with failure or success

Marcelo Alcantara Holanda, Carlos Henrique Oliveira, Emília Matos Rocha, Rita Moara Bandeira, Isabel Veras Aguiar, Waltéria Leal, Ana Karina Monte Cunha, Alexandre Medeiros Silva

J Bras Pneumol.2001;27(6):301-309

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Objetivo: Determinar a eficiência da ventilação não-invasiva com pressão positiva (VNIPP) na insuficiência respiratória aguda e identificar fatores associados ao sucesso ou falha. Pacientes e métodos: Estudo aberto e prospectivo analisando 60 episódios de uso de VNIPP em 53 pacientes em insuficiência respiratória. Resultados: Em 37 episódios (62%) obteve-se sucesso sem intubação (grupo Sucesso, GS), enquanto em 23 ocasiões (38%) os pacientes foram intubados (grupo Falha, GF). Os pacientes do GF apresentaram escore de Apache II mais elevado do que os do GS (30,4 ± 9 versus 22,2 ± 8, p = 0,001). Após 2h de VNIPP houve redução da freqüência respiratória, sendo menos intensa no GF (de 33 ± 9 para 30 ± 8irpm, p = 0,094) do que no GS (de 39 ± 11 para 28 ± 9irpm, p < 0,001). Houve aumento da PaO2 (de 62 ± 22 para 101 ± 65mmHg, p < 0,001), sem diferenças entre os grupos. Nos pacientes com hipercapnia houve redução da PaCO2 no GS (de 76 ± 20 para 68 ± 21mmHg, p = 0,032) e não no GF (de 89 ± 23 para 93 ± 40mmHg, p = 0,54). O pH se elevou de 7,25 ± 0,10 e 7,34 ± 0,11, p = 0,007 no GS, mas não no GF (7,24 ± 0,07 e 7,21 ± 0,12, p = 0,48). A VNIPP foi utilizada por mais tempo no GS (3,4 ± 2,5 versus 2,3 ± 2 dias, p = 0,003) e com níveis mais altos de pressão respiratória positiva em via aérea (IPAP) (13,2 ± 3 versus 11 ± 4cmH2O, p = 0,02). Dez pacientes (17%) foram a óbito, todos no GF. A complicação mais freqüente foi lesão de pele no ponto de contato da máscara com o nariz (5, 8%). A VNIPP foi eficiente no tratamento da insuficiência respiratória aguda em cerca de 2/3 das vezes. Pacientes mais graves, menor eficiência em reduzir a freqüência respiratória, em reverter a acidose respiratória e o uso de níveis relativamente mais baixos de pressão respiratória positiva em via aérea (IPAP) associaram-se à falha. A alta mortalidade (10, 43%) nos casos de falha justifica esforços para otimizar sua utilização e ao mesmo tempo para reconhecer precocemente suas falhas, evitando-se protelar a intubação traqueal.

 


Palavras-chave: Ventilação não-invasiva com pressão positiva. Insuficiência respiratória. Apache II. Hipercapnia.

 

4 - Prevalência da tuberculose multirresistente no Estado do Ceará, 1990-1999*

Multidrug-resistant tuberculosis prevalence in Ceará State - Northeastern Brazil, 1990-1999

Elizabeth Clara Barroso, Jorge Luís Nobre Rodrigues, Valéria Góes Ferreira Pinheiro, Creuza L. Campelo

J Bras Pneumol.2001;27(6):310-314

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Tuberculose multirresistente (TBMR) é uma preocupação mundial, mas sua magnitude era desconhecida no Estado do Ceará, região Nordeste do Brasil. Objetivos: Determinar a prevalência da TBMR em nosso meio, bem como a sensibilidade do M. tuberculosis às drogas antituberculose. Método: Estudo retrospectivo foi conduzido utilizando a lista de 1.500 testes de sensibilidade (TS) para rifampicina (RFP), isoniazida (INH), estreptomicina (SM), pirazinamida (PZA), etambutol (EMB) e etionamida (ETH) realizados no Laboratório Central de Saúde Pública do Estado do Ceará (Lacen), no período de 1990-1999. Foi utilizado o método das proporções. Resultados: Resistência primária ou adquirida a pelo menos uma droga foi observada em 404 de 1.500 (27%) cepas; 266 (17,7%) casos foram classificados como TBMR devido à resistência a pelo menos RFP + INH. O total de casos de tuberculose (TB) notificados no Estado no período de estudo foi de 41.073, a prevalência da TBMR foi, então, de 0,65%. Dos examinados, 62,3% eram do sexo masculino. A média etária foi de 40,17 ± 14,62. A resistência a uma droga isolada foi de 8,1%, para INH = 5,7%, SM = 1,5% e RFP = 0,9%. A resistência a duas, três, quatro, cinco e seis drogas foi, respectivamente, de 10,8; 3,1; 0,9; 1,5 e 2,9%. A sorologia anti-HIV foi realizada em todos os internados e alguns ambulatoriais, totalizando 86 pacientes. Foi negativa em todos. A probabilidade de sobrevivência em cinco anos (138 pacientes analisados) foi significantemente maior no grupo com TBMR tratado com medicamentos de terceira linha, mesmo para o grupo de falência a essas drogas, comparado com o grupo não tratado com esses fármacos. Conclusão: A prevalência da TBMR nesse estudo foi intermediária, quando comparada com o Brasil e outras partes do mundo. Medidas preventivas, diagnóstico precoce e incentivo à pesquisa de novas drogas efetivas e seguras devem ser estimulados no combate à TBMR.

 


Palavras-chave: Tuberculose multirresistente. Análise de sobrevivência.Prevalência.

 

5 - Comparação entre valores espirométricos de referência obtidos a partir das equações de Knudson e de Pereira - Adultos

Comparing reference spirometric values obtained from Knudson and Pereira equations - Adults

Waldemar Ladosky, Rogerson T. Andrade, Noel Guedes Loureiro, Jesus M.B. Gandar, Marcos M. Botelho

J Bras Pneumol.2001;27(6):315-320

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Em revisão de 1991, a American Thoracic Society (ATS) recomenda que cada região defina equações próprias para obtenção dos valores teóricos (VTs) dos parâmetros espirométricos, que traduzam a realidade funcional para a população local. Quando dessa recomendação, os EUA já dispunham de diversos sistemas de equações próprios, bem como a Comunidade Européia e a Polônia em particular. Em 1992, Pereira et al., analisando 4.200 espirogramas de brasileiros normais, encontraram VT para capacidade vital forçada (CVF), volume expiratório forçado de 1 seg. (VEF1) e de fluxo expiratório médio (FEF25-75) diferentes dos descritos pelos autores americanos e europeus. Este estudo foi realizado para comparar as equações de Pereira et al., desenvolvida a partir de amostra de população brasileira, e as americanas de Knudson et al., bastante utilizadas em nosso meio. Foi também investigada a conseqüente influência nos laudos espirométricos, quando uma ou outra é empregada. Foram analisados 1.070 espirogramas de pacientes de ambos os sexos (389 homens e 681 mulheres) que vieram ao serviço para avaliação funcional de rotina. Não foi excluída qualquer patologia nem levada em conta a situação tabágica do paciente. Para cada paciente foi feito o cálculo do VT para CVF, VEF1 e FEF25-75 segundo as equações de Pereira (VT-P) e de Knudson 1983 (VT-K) e comparados as médias, desvios padrões e os laudos obtidos por um e por outro. Os VT-K para a CVF foram de 4,01% [p < 0,005] maiores entre as mulheres, levando a sobrevalorização das restrições respiratórias, mas entre os homens não houve diferença relevante. Quanto à VEF1, os VT-P foram superiores tanto em homens (4,76% [p < 0,005]) como em mulheres (5,04% [p < 0,05]), levando a maior sensibilidade na identificação de obstruções respiratórias. Não se observou diferença relevante entre os VT-P e VT-K para o FEF25-75 em nenhum dos sexos.

 


Palavras-chave: Espirometria. Valores de referência. Fluxo expiratório

 

Artigo de Revisão

6 - Entendendo o papel de marcadores biológicos no câncer de pulmão

Understanding the role of biological markers in lung cancer

Vera Luiza Capelozzi

J Bras Pneumol.2001;27(6):321-328

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Marcadores biológicos são componentes celulares, estruturais e bioquímicos, que podem definir alterações celulares e moleculares tanto em células normais quanto aquelas associadas a transformação maligna. Podem ser de dois tipos: 1) marcadores intermediários, que medem alterações celulares e moleculares antes do aparecimento da malignidade; 2) marcadores diagnósticos, presentes em associação com a malignidade. O processo de identificação e validação para uso clínico do marcador tem diversas etapas: identificação inicial feita em linhagens celulares do tumor em questão; teste do marcador em tecido proveniente de biópsias de pacientes com diagnóstico estabelecido do tumor em questão; teste em biópsias de tecidos normais e com processo inflamatório; teste em escarro, sangue ou urina para validação como teste não-invasivo que possa ser usado em população de alto risco. Marcadores biológicos diagnósticos sorológicos e histológicos são componentes celulares, estruturais e bioquímicos, presentes não só em células tumorais como também em células normais, que podem ser medidos quantitativamente por métodos bioquímicos, imunológicos e moleculares nos fluidos ou nos tecidos corporais, respectivamente, associados a neoplasias e possivelmente ao órgão de origem da neoplasia. Marcadores biológicos são estudados em diferentes neoplasias primárias, porém poucos tiveram seu valor clínico definido. O papel dos marcadores biológicos em câncer de pulmão ainda é incerto, pois apenas um pequeno número de marcadores foi avaliado de maneira adequada. O objetivo deste trabalho é entender o papel dos marcadores biológicos sorológicos e diagnósticos no prognóstico e sobrevida de pacientes com câncer de pulmão baseado em uma coletânea de trabalhos realizada pela autora. Apresenta-se também uma perspectiva futura para a detecção precoce do câncer de pulmão baseada no papel dos marcadores biológicos intermediários.

 


Palavras-chave: Marcadores biológicos. Câncer de pulmão. Prognóstico. Sobrevida.

 

7 - Imagem em tuberculose pulmonar

Pulmonary tuberculosis imaging

Sidney Bombarda, Cláudia Maria Figueiredo, Marcelo Buarque de Gusmão Funari, José Soares Júnior, Márcia Seiscento, Mário Terra Filho

J Bras Pneumol.2001;27(6):329-340

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A tuberculose é uma doença de alta incidência e prevalência no Brasil. Sinais sugestivos de atividade ou seqüela da tuberculose podem ser obtidos através dos métodos de imagem. Na radiografia de tórax, a tuberculose pulmonar ativa pode manifestar-se sob a forma de consolidações, cavitações, padrões intersticiais (reticulares/retículo-nodulares), linfonodomegalias hilares ou mediastinais e derrame pleural. Imagens compatíveis com doença ativa, como nódulos centrolobulares de distribuição segmentar, cavidades de paredes espessas, espessamento de parede brônquica ou bronquiolar, bronquiectasias e linfonodomegalias, podem ser observadas pela tomografia computadorizada do tórax; cavidades de paredes finas, bronquiectasias de tração e estrias são imagens sugestivas de seqüela da doença, assim como o enfisema e o aspecto em mosaico do parênquima pulmonar. A cintilografia com o citrato de gálio-67 é um método complementar útil na detecção de processos infecciosos, incluindo a tuberculose, especialmente em pacientes imunossuprimidos. Estudos de inalação e perfusão pulmonar são utilizados na avaliação pré-operatória de pacientes com seqüelas de tuberculose ou tuberculose multirresistente. A tomografia por emissão de pósitrons utilizando a deoxiglicose marcada com o flúor-18 permite a detecção do processo inflamatório que ocorre na fase ativa da tuberculose e que pode persistir, em menor intensidade, após o término do tratamento. Métodos de imagem constituem importantes recursos para o diagnóstico e acompanhamento da tuberculose pulmonar.

 


Palavras-chave: Tuberculose. Radiografia. Tomografia computadorizada. Cintilografia. Tomografia por emissão.

 

Relato de Caso

8 - Dispnéia aguda e morte súbita em paciente com má percepção da intensidade da obstrução brônquica

Acute breathlessness and sudden death in a patient with blunted perception of the intensity of bronchial obstruction

Adelmir Souza-Machado, Gustavo Alcoforado, Álvaro A. Cruz

J Bras Pneumol.2001;27(6):341-344

Resumo PDF PT English Text

Asmáticos com doença grave e má percepção da intensidade da obstrução brônquica provavelmente apresentam risco elevado de morte por asma. Os autores descrevem o caso de uma mulher de 52 anos com asma, cujos testes, em um estudo prospectivo para identificação de pacientes com percepção alterada da intensidade da obstrução brônquica, haviam mostrado o escore mínimo da escala visual analógica na presença de VEF1 e PFE matinal reduzidos. Após o estudo, a paciente voltou ao ambulatório sem queixas e com exame físico normal, relatando estar sem uso de nenhuma medicação e, abruptamente, ainda no ambulatório, desenvolveu dispnéia não reversível. A má percepção da intensidade da obstrução brônquica provavelmente concorreu para a insuficiência respiratória aguda e a morte da paciente.

 


Palavras-chave: Dispnéia. Asma. Espasmo brônquico. Morte. Percepção.

 

9 - Estenose benigna dos brônquios principais

Bilateral benign mainstem bronchus stenosis

Manoel Ximenes-Netto, Marcos Amorim Piauilino, Ulisses Eduardo Ramiro, Clarice F.G. Santos

J Bras Pneumol.2001;27(6):345-348

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É descrito o caso de uma paciente de 37 anos de idade atendida em virtude de dispnéia progressiva com duração de 18 meses. O diagnóstico inicial foi de asma brônquica. Teve 10 episódios de pneumonia envolvendo principalmente a língula nos últimos sete anos. Dezessete anos antes da admissão foi submetida a intubação orotraqueal por 15 dias, devido a coma por meningite meningocócica. A broncofibroscopia revelou alargamento da carina e estenose dos brônquios principais, confirmado pela broncoscopia virtual. A estenose era mais acentuada e curta à direita (1cm) e menos cerrada e mais longa à esquerda (2cm). Foi submetida a ressecção da carina e anastomose do brônquio principal direito à traquéia e do brônquio principal esquerdo ao brônquio intermediário. Quinze meses depois do procedimento a paciente apresenta boa evolução clínica, radiológica e funcional.

 


Palavras-chave: Estenose da carina. Estenose brônquios principais. Reconstrução da carina.

 

10 - Doença cística traqueobrônquica

Tracheobronchial cystic disease

Hugo Alejandro Vega Ortega, Nelson de Araújo Vega, Jece Comparini, Leonardo Vieira do Carmo, Luciano Penha Pereira

J Bras Pneumol.2001;27(6):349-354

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Cistos aéreos que emergem anormalmente da traquéia e/ou brônquios de maior calibre são doença extremamente rara. Na literatura encontram-se poucas descrições de casos isolados de cistos paratraqueais associados a pneumopatias crônicas. Relatamos dois casos dessa entidade clínica, rara, em membros de uma mesma família: o pai das pacientes faleceu dessa doença com 43 anos de idade e as duas filhas encontram-se em tratamento. O quadro clínico é semelhante ao da supuração pulmonar crônica. O diagnóstico foi firmado através de broncovideoscopia e tomografia computadorizada de tórax com reconstrução em 3D e broncoscopia virtual. As pacientes estão sob observação e tratamento clínico paliativo.

 


Palavras-chave: Pneumopatias. Cistos. Traquéia. Brônquios. Broncoscopia. Tomografia computadorizada.

 

 


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