Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2012 - Volume 38  - Número 4  (Julho/Agosto)






Artigo Original

3 - Impacto de la bacteriemia en una cohorte de pacientes con neumonía neumocócica

Impact of bacteremia in a cohort of patients with pneumococcal pneumonia

Ileana Palma, Ricardo Mosquera, Carmen Demier, Carlos Vay, Angela Famiglietti, Carlos Luna

J Bras Pneumol.2012;38(4):422-430

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Objetivo: Bacteriemia es la forma invasiva más común de neumonía adquirida en la comunidad (NAC) por Streptococcus pneumoniae. Investigamos si la bacteriemia en NAC neumocócica empeora los resultados y si ella guarda relación con la vacunación antineumocócica (VAN). Métodos: Análisis secundario de una cohorte de pacientes con NAC neumocócica confirmada por cultivo de sangre o esputo o antígeno urinario. Se registraron datos demográficos, clínicos, radiográficos y de laboratorio, escores Acute Physiology and Chronic Health Evaluation II (APACHE II) y pneumonia severity index (PSI), comorbilidades y antecedente de VAN. Se compararon pacientes con NAC neumocócica bacteriémica (NNB) vs. no bacteriémica (NNNB). Resultados: Cuarenta y siete pacientes tenían NNB y 71 NNNB (45 por cultivo de esputo y 26 por antígeno urinario); 107 tenían alguna indicación de VAN. Ningún paciente con NNB, pero 9 con NNNB, habían recibido VAN (p = 0,043). Los pacientes con NNB eran mayores (76,4 ± 11,5 vs. 67,5 ± 20,9 años), tenían mayor APACHE II (16,4 ± 4,6 vs. 14,1 ± 6,5) y PSI (129,5 ± 36 vs. 105,2 ± 45), más frecuentemente cardiopatía e insuficiencia renal crónica e internación en UTI (42,5% vs. 22,5%) y menor hematocrito (35,7 ± 5,8 vs. 38,6 ± 6,7%) y sodio plasmático (133,9 ± 6,0 vs. 137,1 ± 5,5 mEq/L). La mortalidad fue similar (29,8% vs. 28,2%). Conclusiones: Los niveles de VAN (8,4%) en esta población con alto riesgo de NAC por S. pneumoniae fueron extremadamente bajos. Los pacientes con NNB estaban más graves, pero la mortalidad fue similar entre los dos grupos. La VAN reduce la incidencia de NNB y es razonable incrementar el nivel de vacunación de la población en riesgo.

 


Palavras-chave: Vacunas neumocócicas; Neumonía Bacteriana; Streptococcus pneumoniae; Infecciones neumocócicas; Mortalidad; Epidemiología.

 

4 - Avaliação da eficácia e segurança da associação de budesonida e formoterol em dose fixa e cápsula única no tratamento de asma não controlada: ensaio clínico randomizado, duplo-cego, multicêntrico e controlado

Evaluation of the efficacy and safety of a fixed-dose, single-capsule budesonide-formoterol combination in uncontrolled asthma: a randomized, double-blind, multicenter, controlled clinical trial

Roberto Stirbulov, Carlos Cezar Fritscher, Emilio Pizzichini, Márcia Margaret Menezes Pizzichini

J Bras Pneumol.2012;38(4):431-437

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Objetivo: Avaliar a eficácia e a segurança da associação de budesonida e formoterol em dose fixa e cápsula única, em comparação ao uso de budesonida isolada em pacientes com asma não controlada. Métodos: Ensaio clínico randomizado, duplo-cego, multicêntrico, de fase III, com grupos paralelos, comparando a eficácia de curto prazo e a segurança da formulação em pó de budesonida (400 μg) e formoterol (12 μg) com a formulação em pó de budesonida (400 μg) em 181 participantes com asma não totalmente controlada. A idade dos participantes variou de 18-77 anos. Após um período de run-in de 4 semanas, durante o qual todos os participantes receberam budesonida duas vezes por dia, houve a randomização para um dos tratamentos do estudo. O tratamento foi administrado duas vezes ao dia por 12 semanas. Os principais desfechos foram VEF1, CVF e PFE matinal. Os dados foram analisados por intenção de tratar. Resultados: O grupo tratado com a associação, quando comparado ao grupo budesonida isolado, teve uma melhora significativa no VEF1 (0,12 L vs. 0,02 L; p  = 0.0129) e no PFE matinal (30,2 L/min vs. 6,3 L/min; p  = 0,0004). Esses efeitos foram acompanhados por boa tolerabilidade e segurança, como demonstrado pela baixa frequência de eventos adversos menores. Conclusões: A associação em cápsula única de budesonida e formoterol mostrou ser eficaz e segura. Os resultados demonstram que essa formulação é uma opção terapêutica válida para a obtenção e manutenção do controle da asma. (ClinicalTrials.gov Identifier: NCT01676987 [http://www.clinicaltrials.gov/])

 


Palavras-chave: Asma; Budesonida; Agonistas de receptores adrenérgicos beta 2.

 

5 - Capacidade aeróbica em crianças e adolescentes com asma intermitente e persistente leve no período intercrises

Children and adolescents with mild intermittent or mild persistent asthma: aerobic capacity between attacks

Eliane Zenir Corrêa de Moraes, Maria Elaine Trevisan, Sérgio de Vasconcellos Baldisserotto, Luiz Osório Cruz Portela

J Bras Pneumol.2012;38(4):438-444

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Objetivo: Aferir a capacidade aeróbica de crianças e adolescentes com diagnóstico de asma brônquica intermitente leve ou persistente leve no período intercrises. Métodos: Foram estudadas 33 crianças e adolescentes com diagnóstico clínico recente de asma leve intermitente e asma leve persistente, no período intercrises, e 36 crianças e adolescentes saudáveis. Foram realizadas avaliação clínica, avaliação do nível basal do nível de atividade física, espirometria antes e após o uso de broncodilatador e determinação de ventilação voluntária máxima, consumo máximo de oxigênio, quociente respiratório, ventilação minuto máxima, equivalente ventilatório, reserva ventilatória, FC máxima, SpO2 e lactato. Resultados: Não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos asma intermitente, asma persistente e controle em relação às variáveis antropométricas e espirométricas. Não houve diferenças significativas em relação às variáveis analisadas durante o teste de esforço máximo entre os grupos. Conclusões: O diagnóstico de asma intermitente ou persistente leve não influenciou a capacidade aeróbica em crianças e adolescentes no período intercrises.

 


Palavras-chave: Asma; Exercício; Testes de função respiratória.

 

6 - Achados de fibrobroncoscopia em pacientes com diagnóstico de neoplasia pulmonar

Fiberoptic bronchoscopy findings in patients diagnosed with lung cancer

Marcelo Fouad Rabahi, Andréia Alves Ferreira, Bruno Pereira Reciputti, Thalita de Oliveira Matos, Sebastião Alves Pinto

J Bras Pneumol.2012;38(4):445-451

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Objetivo: Catalogar alterações encontradas em imagens obtidas por fibrobroncoscopia em pacientes com diagnóstico de neoplasia pulmonar e correlacionar esses achados com achados histopatológicos. Métodos: Estudo retrospectivo envolvendo 212 pacientes com diagnóstico de câncer de pulmão confirmado por citologia obtida por lavado broncoalveolar e/ou histopatologia de biópsia endobrônquica ou transbrônquica. Os dados foram obtidos no Serviço de Endoscopia Respiratória do Hospital São Salvador (Goiânia-GO), entre 2005 e 2010. Os achados endoscópicos foram classificados como tumor endoscopicamente visível, tumor endoscopicamente não visível e lesão na mucosa, assim com quanto à presença/tipo de secreção. Os tumores visíveis também foram classificados de acordo com sua localização na árvore traqueobrônquica. Resultados: O principal achado endoscópico foi a presença de massa endobrônquica (64%), seguido por infiltração da mucosa (35%). Quanto aos tipos histológicos (n = 199), os mais prevalentes foram carcinoma escamoso (39%), adenocarcinoma (21%), carcinoma de pequenas células (12%) e carcinoma de grandes células (1%). Mais de 45% dos tumores visíveis estavam localizados nos brônquios superiores. O carcinoma escamoso (n = 78) apresentou-se mais frequentemente como massa tumoral endobrônquica (74%), infiltração da mucosa (36%), estreitamento do lúmen (10%) e compressão extrínseca (6%). Conclusões: Nossos resultados indicam que a massa tumoral endobrônquica é o achado endoscópico que mais sugere malignidade. Proporcionalmente, infiltração da mucosa é mais comumente achada em carcinoma de pequenas células. Estreitamento do lúmen, compressão extrínseca, lesão na mucosa e secreção endobrônquica prevalecem no adenocarcinoma.

 


Palavras-chave: Neoplasias pulmonares/diagnóstico; Neoplasias pulmonares/classificação; Broncoscopia.

 

7 - Comparação de dois modelos experimentais de hipertensão pulmonar

Comparison of two experimental models of pulmonary hypertension

Igor Bastos Polônio, Milena Marques Pagliarelli Acencio, Rogério Pazetti, Francine Maria de Almeida, Mauro Canzian, Bárbara Soares da Silva, Karina Aparecida Bonifácio Pereira, Rogério de Souza

J Bras Pneumol.2012;38(4):452-460

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Objetivo: Comparar dois modelos de hipertensão pulmonar (monocrotalina e monocrotalina+pneumonectomia) em relação à gravidade hemodinâmica, estrutura de artérias pulmonares, marcadores inflamatórios (IL-1 e PDGF) e sobrevida em 45 dias. Métodos: Foram utilizados 80 ratos Sprague-Dawley em dois protocolos de estudo: análise estrutural e de sobrevida. Os animais foram divididos em quatro grupos: controle, monocrotalina (M), pneumonectomia (P) e monocrotalina+pneumonectomia (M+P). Para a análise estrutural, 40 animais (10/grupo) foram cateterizados após 28 dias para a medição dos valores hemodinâmicos e sacrificados, obtendo-se tecidos cardíaco e pulmonar. O ventrículo direito (VD) foi dissecado do septo interventricular (SI), e a relação do peso do VD e do peso do ventrículo esquerdo (VE) com o SI foi obtida como índice de hipertrofia de VD. No tecido pulmonar, foram realizadas análises histológicas e dosados IL-1 e PDGF por ELISA. Para o estudo de sobrevida, 40 animais (10/grupo) foram observados por 45 dias. Resultados: Os grupos M e M+P apresentaram hipertensão pulmonar em relação aos demais. Houve um aumento significativo da relação VD/VE+S no grupo M+P em relação aos demais. Não houve diferenças significativas entre os grupos M e M+P quanto à área da camada média das artérias pulmonares, dosagens de IL-1 e PDGF ou sobrevida. Conclusões: Baseados nos resultados, não podemos afirmar que o modelo de monocrotalina+pneumonectomia é superior ao modelo de monocrotalina.

 


Palavras-chave: Monocrotalina; Hipertensão pulmonar; Pneumonectomia; Interleucina-1; Receptor beta de fator de crescimento derivado de plaquetas.

 

8 - Modelo experimental de perfusão pulmonar ex vivo em ratos: avaliação histopatológica e de apoptose celular em pulmões preservados com solução de baixo potássio dextrana vs. solução histidina-triptofano-cetoglutarato

An experimental rat model of ex vivo lung perfusion for the assessment of lungs regarding histopathological findings and apoptosis: low-potassium dextran vs. histidine-tryptophan-ketoglutarate

Edson Azevedo Simões, Paulo Francisco Guerreiro Cardoso, Paulo Manuel Pêgo-Fernandes, Mauro Canzian, Rogério Pazetti, Karina Andriguetti de Oliveira Braga, Natalia Aparecida Nepomuceno, Fabio Biscegli Jatene

J Bras Pneumol.2012;38(4):461-469

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Objetivo: Comparar os achados histopatológicos e de apoptose em pulmões de ratos preservados em soluções low-potassium dextran (LPD, baixo potássio dextrana), histidine-tryptophan-ketoglutarate (HTK, histidina-triptofano-cetoglutarato) ou salina normal (SN) em 6 h e 12 h de isquemia pela utilização de um modelo experimental de perfusão pulmonar ex vivo. Métodos: Sessenta ratos Wistar foram anestesiados, randomizados e submetidos à perfusão anterógrada pela artéria pulmonar com uma das soluções preservadoras. Após a extração, os blocos cardiopulmonares foram preservados por 6 ou 12 h a 4°C, sendo então reperfundidos com sangue homólogo em um sistema de perfusão ex vivo durante 60 min. Ao final da reperfusão, fragmentos do lobo médio foram extraídos e processados para histopatologia, sendo avaliados os seguintes parâmetros: congestão, edema alveolar, hemorragia alveolar, hemorragia, infiltrado inflamatório e infiltrado intersticial. O grau de apoptose foi avaliado pelo método TdT-mediated dUTP nick end labeling. Resultados: A histopatologia demonstrou que todos os pulmões preservados com SN apresentaram edema alveolar após 12 h de isquemia. Não houve diferenças em relação ao grau de apoptose nos grupos estudados. Conclusões: No presente estudo, os achados histopatológicos e de apoptose foram semelhantes com o uso das soluções LPD e HTK, enquanto a presença de edema foi significativamente maior com o uso de SN.

 


Palavras-chave: Preservação de órgãos; Soluções para preservação de órgãos; Transplante de pulmão; Traumatismo por reperfusão; Apoptose.

 

9 - Indicadores antropométricos e de ingestão alimentar como preditores da função pulmonar em pacientes com fibrose cística

Anthropometric and dietary intake indicators as predictors of pulmonary function in cystic fibrosis patients

Gabriele Carra Forte, Juliane Silva Pereira, Michele Drehmer, Miriam Isabel Souza dos Santos Simon

J Bras Pneumol.2012;38(4):470-476

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Objetivo: Avaliar se indicadores antropométricos e de ingestão alimentar são preditores da função pulmonar em pacientes com fibrose cística (FC). Métodos: Estudo transversal com 69 pacientes (variação, 5,4-16,5 anos de idade) diagnosticados com FC e em acompanhamento no Hospital de Clínicas de Porto Alegre, em Porto Alegre (RS). A avaliação antropométrica consistiu nas medidas do índice de massa corpórea (IMC), da circunferência muscular do braço (CMB) e da dobra cutânea tricipital (DCT). A ingestão alimentar foi avaliada pelo recordatório de ingestão habitual e comparada com recommended dietary allowances. A avaliação da função pulmonar foi realizada através da capacidade ventilatória, representada pelo VEF1. Razões de prevalência foram calculadas entre os preditores e o desfecho estudado (VEF1 < 80% do previsto). Resultados: Os pacientes com CMB e DCT abaixo do percentil 25 apresentaram significativamente maior prevalência de VEF1 < 80% do previsto (p < 0,001 e p = 0,011, respectivamente). Os pacientes com IMC menor que o percentil 50 apresentaram 4,43 vezes (IC95%: 1,58-12,41) a prevalência de VEF1 < 80% do previsto. Os pacientes colonizados por Staphylococcus aureus resistente a meticilina apresentaram 2,54 vezes (IC95%: 1,43-4,53) a prevalência do desfecho do que os não colonizados. A associação entre consumo calórico e o desfecho estudado apresentou significância limítrofe (IC95%: 0,95-3,45). Conclusões: O IMC superior ao percentil 50 e a ausência de colonização por S. aureus resistente a meticilina apresentaram uma associação direta com função pulmonar preservada em pacientes com FC.

 


Palavras-chave: Fibrose cística; Testes de função respiratória; Avaliação nutricional; Ingestão de energia.

 

10 - Hiperinsuflação manual combinada com compressão torácica expiratória para redução do período de internação em UTI em pacientes críticos sob ventilação mecânica

Manual hyperinflation combined with expiratory rib cage compression for reduction of length of ICU stay in critically ill patients on mechanical ventilation

Juliana Savini Wey Berti, Elisiane Tonon, Carlos Fernando Ronchi, Heloisa Wey Berti, Laércio Martins de Stefano, Ana Lúcia Gut, Carlos Roberto Padovani, Ana Lucia Anjos Ferreira

J Bras Pneumol.2012;38(4):477-486

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Objetivo: Embora a hiperinsuflação manual (HM) seja largamente usada para a remoção de secreções pulmonares, não há evidências para sua recomendação como rotina na prática clínica. O objetivo do estudo foi avaliar o efeito da HM combinada com compressão torácica expiratória (CTE) na duração de internação em UTI e no tempo de ventilação mecânica (VM) em pacientes sob VM. Métodos: Ensaio clínico prospectivo, randomizado e controlado com pacientes de UTI sob VM em um hospital acadêmico terciário entre janeiro de 2004 e janeiro de 2005. Dentre os 49 pacientes que preencheram os critérios do estudo, 24 e 25 foram randomicamente alocados nos grupos fisioterapia respiratória (FR) e controle, respectivamente, sendo que 6 e 8 foram retirados do estudo. Durante o período de observação de 5 dias, os pacientes do grupo FR receberam HM combinada com CTE, enquanto os controles receberam o tratamento padrão de enfermagem. Resultados: Os dois grupos apresentaram características basais semelhantes. A intervenção teve efeito positivo na duração de VM, alta da UTI e escore de Murray. Houve diferenças significativas entre os grupos controle e FR em relação à taxa de sucesso no desmame nos dias 2 (0,0% vs. 37,5%), 3 (0,0% vs. 37,5%), 4 (5,3 vs. 37,5%) e 5 (15,9% vs. 37,5%), assim como à taxa de alta da UTI nos dias 3 (0% vs. 25%), 4 (0% vs. 31%) e 5 (0% vs. 31%). No grupo FR, houve uma melhora significante no escore de Murray no dia 5. Conclusões: Nossos resultados mostraram que o uso combinado de HM e CTE por 5 dias acelerou o processo de desmame e de alta da UTI.

 


Palavras-chave: Modalidades de fisioterapia; Desmame do respirador; Tempo de internação.

 

11 - Fatores clínicos e anatomopatológicos que influenciam a sobrevida de pacientes com câncer de mama e derrame pleural neoplásico

Clinical and pathological factors influencing the survival of breast cancer patients with malignant pleural effusion

Giovana Tavares dos Santos, João Carlos Prolla, Natália Dressler Camillo, Lisiane Silveira Zavalhia, Alana Durayski Ranzi, Claudia Giuliano Bica

J Bras Pneumol.2012;38(4):487-493

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Objetivo: O objetivo deste estudo foi identificar os fatores clínicos e anatomopatológicos que possam influenciar o prognóstico de pacientes com câncer de mama e sintomas clínicos de derrame pleural neoplásico. Métodos: Trata-se de um estudo clínico de coorte, no qual foram analisados os prontuários médicos de pacientes que receberam diagnóstico de derrame pleural neoplásico entre 2006 e 2010. Por meio da análise dos prontuários, identificamos as pacientes com história de câncer de mama. Para essas pacientes, coletamos dados anatomopatológicos relacionados ao tumor primário e dados citopatológicos relacionados à metástase pleural. Resultados: Das 145 pacientes avaliadas, 87 (60%) apresentaram, no exame citológico, resultado positivo para células neoplásicas no líquido pleural; além disso, 119 (82%) apresentaram tipo histológico ductal. O fenótipo triplo-negativo foi observado em 25 pacientes (17%), as quais apresentaram o pior prognóstico, com queda acentuada na curva de sobrevida. Das 25 pacientes, 20 (80%) evoluíram a óbito durante o período de seguimento (até junho de 2011). A sobrevida média após a identificação de derrame pleural neoplásico foi de 6 meses. Conclusões: Em pacientes com câncer de mama triplo-negativo e exame citológico com resultado positivo para células neoplásicas no líquido pleural, o prognóstico é ruim e a sobrevida é menor.

 


Palavras-chave: Derrame pleural maligno/mortalidade; Neoplasias da mama/mortalidade; Neoplasias da mama/genética.

 

12 - Índice de enfisema pulmonar em coorte de pacientes sem doença pulmonar conhecida: influência da idade

Emphysema index in a cohort of patients with no recognizable lung disease: influence of age

Bruno Hochhegger, Giordano Rafael Tronco Alves, Klaus Loureiro Irion, José da Silva Moreira, Edson dos Santos Marchiori

J Bras Pneumol.2012;38(4):494-502

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Objetivo: Investigar os efeitos da idade no enfisema pulmonar, com base nos valores do índice de enfisema (IE) em uma coorte de pacientes que nunca fumou e que não possuía doença pulmonar conhecida. Métodos: Foram revisados exames de TC, considerados normais, de 315 pacientes. Tabagismo, doenças cardiorrespiratórias e exposição a drogas que poderiam causar doença pulmonar foram critérios de exclusão. Dessa coorte, selecionamos 32 pacientes (16 homens e 16 mulheres), igualmente divididos em dois grupos (idade < 50 anos e idade  50 anos), que foram pareados por gênero e índice de massa corpórea. Realizou-se a quantificação do enfisema utilizando um programa específico. O IE foi calculado com um limiar de −950 UH. O volume pulmonar total (VPT) e a densidade pulmonar média (DPM) também foram avaliados. Resultados: As médias gerais de VPT, DPM e IE foram 5.027 mL, −827 UH e 2,54%, respectivamente. A comparação entre os mais velhos e os mais novos mostrou as seguintes médias: VPT, 5.229 mL vs. 4.824 mL (p > 0,05); DPM, −846 UH vs. −813 UH (p < 0,04) e IE, 3,30% vs. 1,28% (p < 0,001). Houve correlações significativas entre IE e idade (r = 0,66; p = 0,001), IE e VPT (r = 0,58; p = 0,001) e IE e DPM (r = −0,67; p < 0,001). O IE previsto por idade foi definido através da equação de regressão (r2 = 0,43): p50(IE) = 0,049 × idade − 0,5353. Conclusões: É importante considerar a influência da idade na quantificação de enfisema em pacientes com mais de 50 anos. Baseado na análise de regressão, valores de IE de 2,6%, 3,5% e 4,5% podem ser considerados normais para pacientes com 30, 50 e 70 anos, respectivamente.

 


Palavras-chave: Enfisema pulmonar; Tomografia computadorizada espiral; Envelhecimento; Doença pulmonar obstrutiva crônica.

 

13 - Efetividade do tratamento da tuberculose

Effectiveness of tuberculosis treatment

Letícia Nazareth Fernandes da Paz, Maria Daise de Oliveira Ohnshi, Camila Melo Barbagelata, Fabiana de Arruda Bastos, João Augusto Figueiredo de Oliveira III, Igor Costa Parente

J Bras Pneumol.2012;38(4):503-510

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Objetivo: Analisar as estratégias que influenciam a efetividade do tratamento da tuberculose em Unidades Básicas de Saúde (UBS). Métodos: Levantamento epidemiológico, descritivo, retrospectivo, envolvendo os prontuários médicos de 588 pacientes com tuberculose cadastrados no programa de controle da tuberculose, entre janeiro de 2004 e dezembro de 2008, em duas UBS - Centro de Saúde Escola do Marco (CSEM) e UBS da Pedreira (UBSP) - localizadas na cidade de Belém (PA). Os critérios de exclusão foram ter idade < 18 anos ou > 59 anos e ter alta por transferência ou mudança de diagnóstico. Os dados coletados foram idade, sexo, tipo de tratamento (autoadministrado ou supervisionado), coinfecção por HIV e desfecho do tratamento. Os profissionais de saúde envolvidos no programa da tuberculose das duas UBS foram entrevistados quanto às estratégias utilizadas no controle da doença e à rotina de atendimento. Resultados: Não houve diferenças significativas quanto a idade, sexo e coinfecção com HIV nas duas UBS. A utilização de tratamento supervisionado foi significativamente maior no CSEM que na UBSP, assim como a taxa de cura, enquanto a taxa de abandono foi maior na UBSP que no CSEM. Conclusões: Para pacientes cadastrados em programas de controle da tuberculose em UBS no Brasil, o tratamento supervisionado provavelmente é uma estratégia de extrema importância para se alcançar uma menor taxa de abandono.

 


Palavras-chave: Tuberculose; Pacientes desistentes do tratamento; Planejamento de assistência ao paciente; Resultado de tratamento.

 

14 - Tuberculose, HIV e pobreza: tendência temporal no Brasil, Américas e mundo

Tuberculosis, HIV, and poverty: temporal trends in Brazil, the Americas, and worldwide

Raphael Mendonça Guimarães, Andréa de Paula Lobo, Eduardo Aguiar Siqueira, Tuane Franco Farinazzo Borges, Suzane Cristina Costa Melo

J Bras Pneumol.2012;38(4):518-525

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Objetivo: Analisar a tendência temporal das taxas de prevalência, incidência e mortalidade por tuberculose, associada ou não com HIV, no Brasil, nas Américas e no mundo. Métodos: Foram coletados os dados relacionados à tuberculose, com e sem coinfecção por HIV, entre 1990 e 2010, no Brasil, nas Américas e no mundo. As tendências foram estimadas por regressão linear. Resultados: Foi identificada uma tendência de redução nas taxas de prevalência e mortalidade de tuberculose, que foi maior no Brasil e nas Américas que no mundo. Houve uma tendência crescente na incidência da coinfecção tuberculose/HIV e nas taxas de detecção de casos de tuberculose ativa e latente. Houve uma tendência de redução da incidência de tuberculose no Brasil, mas de aumento dessa no mundo. Houve uma correlação direta das taxas de incidência de tuberculose com as taxas de pobreza e as taxas de incidência de HIV. Conclusões: Desigualdades sociais e o advento da AIDS são os principais fatores que agravam a atual situação da tuberculose. Nesse contexto, abordagens metodológicas para a avaliação das ações de vigilância da tuberculose são bem-vindas, pois essas indicarão situações de dados de notificação da tuberculose que não reflitam a verdadeira incidência dessa doença.

 


Palavras-chave: Tuberculose/epidemiologia; HIV; Fatores socioeconômicos.

 

15 - Evolução das políticas públicas e programas de controle da asma no Brasil sob a perspectiva dos consensos

Evolution of public policies and programs for asthma control in Brazil from the perspective of consensus guidelines

Ligia Menezes do Amaral, Pamella Valente Palma, Isabel Cristina Gonçalves Leite

J Bras Pneumol.2012;38(4):518-525

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Percebe-se que muito se discute sobre políticas públicas eficazes que possibilitem o tratamento adequado da asma, oferecendo um atendimento integral e centrado no paciente asmático dentro do seu contexto social. Educar profissionais de saúde e a população de asmáticos possibilita um melhor reconhecimento dos sintomas, dos fatores desencadeantes de exacerbações e das formas para evitá-los, garantindo melhor tratamento e qualidade de vida do paciente. A asma impõe crescente carga à sociedade em termos de redução da qualidade de vida, custos com cuidados de saúde e morbidade. Por isso, torna-se de suma importância sua discussão no campo das políticas públicas.

 


Palavras-chave: Política de saúde; Asma; Consenso.

 

Relato de Caso

16 - Agenesia pulmonar unilateral

Unilateral pulmonary agenesis

Maura Cavada Malcon, Claudio Mattar Malcon, Marina Neves Cavada, Paulo Eduardo Macedo Caruso, Lara Flório Real

J Bras Pneumol.2012;38(4):526-529

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A agenesia pulmonar é uma anomalia congênita rara. Relatamos um caso de um menino de 8 anos de idade com agenesia pulmonar à esquerda sem associação com outras malformações. O diagnóstico foi realizado por achados de imagem quando o paciente apresentou sintomas como tosse, sibilância e dispneia sem melhora do quadro  clínico após evolução de 30 dias.

 


Palavras-chave: Anormalidades congênitas; Doenças respiratórias; Broncoscopia.

 

Cartas ao Editor

17 - Criptosporidiose pulmonar em pacientes com AIDS, uma doença subdiagnosticada

Pulmonary cryptosporidiosis in AIDS patients, an underdiagnosed disease

Yvana Maria Maia de Albuquerque, Márcia Cristina Fraga Silva, Ana Luiza Magalhães de Andrade Lima, Vera Magalhães

J Bras Pneumol.2012;38(4):530-532

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18 - Broncoaspiração de carvão ativado

Activated charcoal bronchial aspiration

Bruna Quaranta Lobão Bairral, Makoto Saito, Nelson Morrone

J Bras Pneumol.2012;38(4):533-534

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19 - Pneumonia lipoide em lactente de 40 dias de vida

Lipoid pneumonia in a 40-day-old infant

Maria Cristina Ribeiro dos Santos Simões, Ivan Felizardo Contrera Toro, José Dirceu Ribeiro, Adyléia Aparecida Dalbo Contrera Toro

J Bras Pneumol.2012;38(4):535-537

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