Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2004 - Volume 30  - Número 1  (Janeiro/Fevereiro)






Editorial

1 - Jornal Brasileiro de Pneumologia

Carlos Alberto de Castro Pereira

J Bras Pneumol.2004;30(1):1

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Aprimoramento

2 - O JP de cara nova

Geraldo Lorenzi-Filho

J Bras Pneumol.2004;30(1):1

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Artigo Original

3 - Sobrevida de longo prazo em carcinoma brônquico após tratamento cirúrgico: sexo é fator prognóstico?

Long-term survival in lung cancer after surgical treatment: is gender a prognostic factor?

Carolina Mariante de Abreu, José Miguel Chatkin, Carlos Cezar Fritscher, Mário Bernardes Wagner, José A. L. Figueiredo Pinto

J Bras Pneumol.2004;30(1):2-8

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INTRODUÇÃO: À semelhança de resultados relatados por outros autores, anteriormente havíamos encontrado possível associação entre sexo e prognóstico em carcinoma brônquico não-pequenas células (CBNPC) em estágio I, com melhores taxas de sobrevida em mulheres. OBJETIVO: O objetivo do presente trabalho foi o de ampliar o estudo dos possíveis fatores prognósticos em CBNPC. MÉTODO: Em estudo de coorte retrospectivo, foi avaliada a sobrevida de 163 pacientes com CBNPC tratados cirurgicamente, com intenção curativa, no Hospital São Lucas da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUCRS), entre 1990 e 1997, até o óbito ou o seguimento por cinco anos. Os dados foram analisados através de curvas de Kaplan-Meier e pelo teste de Mann-Whitney para comparar os tempos de sobrevida e pelo modelo de regressão de Cox para avaliar possíveis fatores de confusão. RESULTADOS: Foram incluídos 124 (76,07%) homens e 39 (23,93%) mulheres. A sobrevida mediana foi 32,3 e 60,6 meses e a sobrevida em cinco anos de 38,0% e 55,4%, para homens e mulheres, respectivamente (p=0,030). Considerando apenas pacientes em Estágio I, as taxas de sobrevida foram 44,4% e 81,8% para homens e mulheres, respectivamente (p=0,009). O efeito do sexo persistiu após ajuste para vários fatores (idade, hemoglobina, histologia, tamanho do tumor, extensão da cirurgia e complicações pós-operatórias), realizado através da regressão de Cox. O risco relativo em mulheres foi 0,09 (IC90%:0,03-0,25, p<0,001) quando comparado com o de homens. CONCLUSÃO: Este estudo confirmou achados prévios de que as mulheres vivem por mais tempo após cirurgia para tratamento de CBNPC, quando comparadas aos homens. Esse efeito é observado apenas em estágio precoce e persiste após ajuste de vários fatores.

 


Palavras-chave: Carcinoma broncogênico [cirurgia]; Carcinoma broncogênico [epidemiologia]; Prognóstico; Distribuição pro sexo; Sobrevida livre de doença.

 

4 - Fibrose cística em adultos: aspectos clínicos e espirométricos

Cystic fibrosis in adults clinical and spirometric aspects

Antônio Carlos M. Lemos; Eliana Matos; Rosana Franco; Pablo Santana; Maria Angélica Santana

J Bras Pneumol.2004;30(1):9-13

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INTRODUÇÃO: A fibrose cística é diagnosticada usualmente na infância. No Brasil, poucos estudos abordam seu diagnóstico na idade adulta. OBJETIVO: Descrever as características demográficas, clínicas e os achados de espirometria dos pacientes com fibrose cística diagnosticados na idade adulta, na Bahia (Brasil). MÉTODO: Foram avaliados 28 pacientes com fibrose cística diagnosticada na idade adulta no Centro de Referência de Fibrose Cística do Estado da Bahia. As variáveis de interesse foram: idade, gênero, cor, índice de massa corpórea (IMC), cultivo do escarro, porcentagem do previsto da capacidade vital forçada (% CVF), porcentagem do previsto do volume expiratório forçado no primeiro segundo (% VEF1) e resposta ao broncodilatador. RESULTADOS: A média de idade dos pacientes foi de 31,1±12,4 anos. A proporção de negros e mulatos foi de 53,7%, e a média de IMC foi 18,7±3,0Kg/m2. Em doze pacientes (43%) foi confirmada P. aeruginosa no escarro. As médias ±DP dos percentuais do previsto da CVF e do VEF1 foram de 58,9±21,6% e 44,1±23% respectivamente. No grupo colonizado por P. aeruginosa as médias dos parâmetros espirométricos foram inferiores às do grupo não colonizado. Entretanto, somente em relação à CVF esta diferença alcançou significância estatística (p= 0,007). CONCLUSÃO: Concordante com a literatura, este estudo reforça que o diagnóstico de fibrose cística deve ser investigado em pacientes com infecções respiratórias de repetição, sinusite e bronquiectasias, mesmo na idade adulta. Os valores dos percentuais da CVF e VEF1 em relação ao previsto foram menores nos pacientes colonizados por P aeruginosa, evidenciando uma maior deterioração da função pulmonar.

 


Palavras-chave: Fibrose cística/diagnóstico. Adulto. Espirometria/métodos.

 

5 - Influência da ascite na avaliação da função pulmonar em portadores de hipertensão portal

Influence of ascites in the pulmonary function of patients with portal hypertension

Angela Maria Stiefano Nitrini; Roberto Stirbulov; Ernani Geraldo Rolim

J Bras Pneumol.2004;30(1):14-19

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INTRODUÇÃO: A oxigenação inadequada nos pacientes com hipertensão portal pode ser secundária a alterações na mecânica respiratória, determinadas pela presença da ascite. OBJETIVO: Avaliar a função pulmonar de doentes com hipertensão portal antes e após redução do volumeda ascite. Método: Quinze doentes com hipertensão portal e ascite foram submetidos a provas de função pulmonar, constituindo-se de espirometria e gasometria arterial, antes e após redução do volume da ascite. Os parâmetros analisados foram: capacidade vital forçada (CVF); volume expiratório no primeiro segundo (VEF1); fluxo expiratório entre 25 e 75% da CVF (FEF 25-75% ); volume de reserva expiratória (VRE); relação VEF1 / CVF; pressão arterial de oxigênio (PaO2), pressão arterial de dióxido de carbono (PaCO2) e saturação arterial de oxigênio (SaO2). RESULTADOS: Houve melhora significativa dos volumes pulmonares analisados após a diminuição da ascite com o tratamento diurético associado ou não à paracentese. CONCLUSÃO: Concluímos que nos doentes com hipertensão portal e ascite, há diminuição dos volumes pulmonares emrelação aos valores preditos, com melhora significativa após diminuição da ascite. Do mesmo modo, observamos aumento na PaO2 e na SaO2.

 


Palavras-chave: Ascite/terapia. Hipertensão portal. Testes de função respiratória.

 

6 - Bronquiolite obliterante pós-infecciosa: aspectos clínicos e exames complementares de 48 crianças

Post-infectious bronchiolitis obliterans: clinical aspects and complementary tests of 48 children

Rosaly Vieira dos Santos; Nelson A. Rosário; Carlos Antônio Ried

J Bras Pneumol.2004;30(1):20-25

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INTRODUÇÃO: A evolução clínica da bronquiolite obliterante pós infecciosa é variável. OBJETIVO: Verificar as características clínicas, a evolução e os exames complementares de 48 pacientes com bronquiolite obliterante (BO) pós-infecciosa. MÉTODO: Estudo observacional e retrospecitvo. O diagnóstico de bronquiolite obliterante foi baseado em critérios clínicos, tomográficos e pela exclusão de outras doenças. Avaliou-se a história prévia ao diagnóstico e exames complementares. A saturação arterial foi avaliada pela primeira e última medidas. RESULTADOS: A média da idade dos pacientes (32 do sexo masculino e 16 do feminino) no quadro agudo da doença infecciosa foi de 9,6 meses e na primeira consulta de 30,5 meses, com um tempo médio de acompanhamento de 3,3 anos. Todos foram internados no quadro agudo, sendo que 14 (29%) em UTI.Quatro pacientes faleceram dois anos após o quadro de bronquiolite aguda. Na evolução, todos necessitaram de consultas de emergência por exacerbação do quadro pulmonar e 24 (50%) de hospitalização, dos quais 2 em UTI. A maioria persistiu com tosse, sibilos e estertores, porém em menor intensidade. A média da saturação arterial inicial foi de 89% e a final de 92%. Na cultura de escarro, os agentes infecciosos mais comuns foram: H. influenzae, S. pneumoniae e M. catarrhalis. As imunoglobulinas séricas M e G encontravam-se elevadas em 9 e 7 pacientes, respectivamente. Os achados mais freqüentes na tomografia axial computadorizada de tórax foram: perfusão em mosaico, bronquiectasias, aprisionamento de ar, atelectasia e espessamento brônquico. CONCLUSÃO: A BO pós-infecciosa é uma doença crônica e grave, com sintomas contínuos, que geralmente compromete lactentes. A microbiologia de escarro e as imunoglubulinas séricas aumentadas refletem um processo infeccioso e inflamatório crônico persitente.

 


Palavras-chave: Bronquiolite obliterante. Pneumopatias obstrutivas.

 

 


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