Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2004 - Volume 30  - Número 6  (Novembro/Dezembro)






Editorial

1 - Trinta anos de Jornal Brasileiro de Pneumologia: Crescimento de 100% em 2 anos apontam futuro promissor

Thirty years of the Brazilian Journal of Pulmonology: 100% growth in 2 years points to a promising future

Geraldo Lorenzi-Filho

J Bras Pneumol.2004;30(6):499

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Abstract

This will be my last editorial as the editor of the Jornal Brasileiro de Pneumologia (JBP, Brazilian Journal of Pulmonology).

 


2 - A SBPT e os conflitos de interesse

The SBPT and conflicts of interest

Carlos AC Pereira

J Bras Pneumol.2004;30(6):500

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Dados norte-americanos mostram que no ano de 2000, a indústria de medicamentos financiou mais de 314.000 eventos para médicos, desde jantares até finais de semana em lugares interessantes, ao custo de quase dois bilhões de dólares. Isto levanta a questão do conflito de interesse (COI).

 


Artigo Original

3 - Índice antropométrico para classificação quantitativa do pectus excavatum*

Anthropometric index for quantitative assessment of pectus excavatum

Eduardo B. Rebeis, Marcos N. Samano, Carlos T. Santos Dias, Ângelo Fernandez, José R. M. Campos, Fábio B. Jatene, Sérgio A. Oliveira

J Bras Pneumol.2004;30(6):501-507

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Introdução: O pectus excavatum caracteriza-se por uma depressão do esterno e das cartilagens para-esternais inferiores. Medidas clínicas para classificar essas depressões são poucas e de difícil aplicação. Objetivo: Criar medidas clínicas para quantificar a deformidade e poder comparar os resultados entre os períodos pré e pós-operatório. Método: Dez pacientes portadores de pectus excavatum, foram operados utilizando-se a técnica de Robicsek modificada pelo grupo de Cirurgia Torácica do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, sendo também medidos clínica e radiologicamente nos periodos pré e pós operatõrio. Dez pacientes controles que não apresentavam anormalidades torácicas clínicas e ou radiológicas foram medidos da mesma forma. O defeito foi avaliado no nível do manúbrio e da maior deformidade através do índice antropométrico e do índice de Haller. Resultados: A análise multivariada para as médias do índice antropométrico mostrou diferenças significativas entre o pré operatório e o grupo controle e entre as médias do pré e do pós operatório, e diferença não significativa entre o pós operatório e o grupo controle. A mesma análise, aplicada às médias do índice de Haller, demonstrou os mesmos resultados. O estudo pareado entre as médias do pré e do pós operatório mostrou tratarem-se de grupos diferentes. A correlação canônica evidenciou que o índice antropométrico e o índice de Haller têm correlação de 86%. Conclusão: Pacientes portadores de pectus excavatum podem ter a deformidade quantificada através de medidas do índice antropométrico no pré e no pós operatório, as quais permitem uma avaliação objetiva e comparativa dos resultados, e são de fácil realização.

 


Palavras-chave: Funnel Chest. Anthropometry/methods.

 

4 - Avaliação da função pulmonar na obesidade graus I e II

Evaluation of Pulmonary Function in Class I and II Obesity

Zied Rasslan, Roberto Saad Junior, Roberto Stirbulov, Renato Moraes Alves Fabbri, Carlos Alberto da Conceição Lima

J Bras Pneumol.2004;30(6):508-514

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Introdução: A obesidade pode afetar o tórax, diafragma e músculos abdominais, determinando alterações na função respiratória. Objetivo: Avaliar os efeitos da obesidade e correlacionar o índice de massa corporal (IMC) e a circunferência abdominal com os valores espirométricos em individuos obesos. Método: Foram estudados 48 indivíduos não obesos e 48 indivíduos com obesidade graus I e II, não fumantes, ambos os sexos, idade variando entre 18 e 75 anos, IMC entre 30 e 40kg/ m2 e ausência de história progressa de morbidade. Foram realizadas espirometria e medidas da circunferência abdominal. Resultados: Não houve diferenças significativas quando se comparou valores espirométricos de homens com obesidade graus I e II com de não obesos. Nas mulheres obesas, a capacidade vital forçada e o volume expirado forçado no primeiro segundo foram significativamente menores que nas não obesas. Homens e mulheres obesos apresentaram volumes de reserva expiratório significativamente menores que não obesos. Embora a capacidade inspiratória tenha sido maior em homens e mulheres obesos, esse aumento foi significativo apenas em homens. Em homens obesos houve correlação negativa e significativa entre o IMC e circunferência abdominal e o volume de reserva expiratório, e também correlação negativa e significativa entre a circunferência abdominal e o volume expirado forçado no primeiro segundo, o que não ocorreu entre as mulheres. Conclusão: Mulheres com obesidade graus I e II apresentaram alterações na função pulmonar. Esta não é influenciada pelo IMC em homens obesos. No entanto, observou-se que eles apresentaram correlação negativa e significativa entre o IMC e o volume de reserva expiratório. A função pulmonar é influenciada pelos valores da circunferência abdominal em homens com obesidade graus I e II.

 


Palavras-chave: Testes de função respiratória. Espirometria. Índice de massa corporal. Obesidade.

 

5 - Pressões respiratórias máximas e capacidade vital: comparação entre avaliações através de bocal e de máscara facial

Maximal respiratory pressures and vital capacity: comparison mouthpiece and face-mask evaluation methods

Julio Flavio Fiore Junior, Denise de Morais Paisani, Juliana Franceschini, Luciana Dias Chiavegato, Sonia Maria Faresin

J Bras Pneumol.2004;30(6):515-520

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Introdução: A medida das pressões respiratórias máximas e a capacidade vital são importantes na avaliação da função pulmonar, no entanto, variações metodológicas podem interferir na interpretação dos resultados obtidos. Objetivo: Comparar os valores das pressões respiratórias máximas e da capacidade vital, obtidos através de bocal e de máscara facial. Método: Foram estudados 30 pacientes (16 homens), com idade de 55,9 ± 15,7 anos, em período pré-operatório de cirurgia abdominal. As variáveis pressão inspiratória máxima, pressão expiratória máxima e capacidade vital foram avaliadas através de um bocal rígido achatado e de uma máscara facial, em ordem randomizada. Resultados: A avaliação com máscara facial não alterou de forma significativa os valores de capacidade vital e pressão inspiratória máxima, porém a pressão expiratória máxima foi significantemente menor do que quando avaliado com bocal rigido. A presença de escape aéreo ao redor da máscara durante a medida da pressão expiratória máxima foi observada em 60% das avaliações. Quando consideradas apenas as medidas de pressão expiratória máxima avaliadas sem a presença de escape de ar, os valores com o uso da máscara foram maiores do que os com o bocal. Conclusão: A avaliação da pressão inspiratória máxima e capacidade vital pode ser realizada com uso de máscara facial, sem interferência nos resultados obtidos. A avaliação da pressão expiratória máxima através de máscara facial mostrou-se adequado quando foi possível evitar o escape de ar ao redor da máscara, porém a grande prevalência de vazamentos e a conseqüente redução dos valores obtidos na avaliação tornam seu uso limitado.

 


Palavras-chave: Testes de função respiratória. Ventilação voluntária máxima. Músculos respiratórios.

 

6 - A reação em cadeia da polimerase na detecção da resistência à penicilina em Streptococcus pneumoniae

Polymerase chain reaction used to detect Streptococcus pneumoniae resistance to penicillin

Eduardo Walker Zettler, Rosane M. Scheibe, Cícero A.G. Dias, Patricia Santafé, José da Silva Moreira, Diógenes S. Santos, Carlos Cezar Fritscher

J Bras Pneumol.2004;30(6):521-527

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Intrdodução: O Streptococcus pneumoniae é o mais freqüente agente etiológico de infecções respiratórias adquiridas na comunidade e sua resistência aos antimicrobianos tem aumentado nos últimos anos. A determinação da resistência é feita rotineiramente por método lento que depende do crescimento em cultura e determinação da concentração inibitória mínima (CIM). A reação em cadeia da polimerase (PCR) detecta os genes responsáveis pela resistência do Streptococcus pneumoniae a penicilina em cerca de 8 horas. Objetivo: Comparar a PCR com o método da CIM no diagnóstico da resistência da Streptococcus pneumoniae a penicilina. Método: Foram estudadas 153 amostras de Streptococcus pneumoniae, isoladas de diferentes sítios anatômicos, usando-se para detecção de mutações nos genes que codificam as proteínas ligadoras de penicilina 1a, 2b e 2x, responsáveis pela resistência à penicilina. A ocorrência das mutações foi correlacionada com a CIM de penicilina, determinada pelo teste de difusão em ágar. Resultados: A resistência global à penicilina do Streptococcus pneumoniae foi de 22,8% (16,3% de resistência intermediária e 6,5% de resistência alta). Em proporções estatisticamente significativas, as amostras sensíveis à penicilina não tinham mutações, as intermediárias apenas uma, geralmente na proteína ligadora de penicilina 2x, e as altamente resistentes tinham mutações nas três proteínas investigadas. Conclusão: A PCR é um método rápido para a detecção da resistência à penicilina do Streptococcus pneumoniae, que poderá vir a ser utilizado na prática clínica.

 


Palavras-chave: Streptococcus pneumoniae. Resistência à penicilina/métodos. Reação em cadeia por polimerase.

 

7 - Dispnéia crônica e alterações funcionais respiratórias em ex-trabalhadores com asbestose avaliados para concessão de benefício

Chronic Dyspnea and Altered Respiratory Function in Former Workers with Asbestosis Evaluated to Determine Benefits

Lara M. Nápolis, Andréa Ap. Sette, Ericson Bagatin, Mário Terra Filho, Reynaldo T. Rodrigues, Jorge Issamu Kavakama, José Alberto Neder, Luiz Eduardo Nery

J Bras Pneumol.2004;30(6):528-534

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Introdução: A dispnéia é um sintoma de difícil avaliação, principalmente nas doenças ocupacionais. Objetivo: Avaliar a relação entre presença e intensidade de dispnéia crônica, e sua repercussão funcional em ex-trabalhadores com asbestose na avaliação de disfunção e incapacidade. Método: Escores de dispnéia pelas escalas Medical Research Council modificada, American Medical Association de 1984 e 1993 e Baseline Dyspnea Index foram obtidos em 40 ex-trabalhadores com diagnóstico de asbestose, os quais foram também submetidos a espirometria, medidas da capacidade de difusão pulmonar do monóxido de carbono e testes de exercício cardiopulmonar incremental e submáximo. Resultados: Dispnéia esteve presente em 72,5% e 67,5% dos indíviduos de acordo com as escalas do Medical Research Council e American Medical Association de 1984, respectivamente e em apenas 37,5% e 31,6% dos pacientes de acordo com as escalas American Medical Association de 1.993 e Baseline Dyspnea Index. Houve melhor concordância entre as escalas Medical Research Council e American Medical Association de 1993, e American Medical Association de 1984 e American Medical Association de 1993 quando as graduações "ausente" e "leve" foram agrupadas. Não foi observada relação significativa entre dispnéia de acordo com cada uma das escalas e presença de anormalidades funcionais no repouso e/ou exercício. Conclusão: O nível de concordância entre as escalas de dispnéia varia significativamente em indivíduos com asbestose. Há falta de relação dos índices de dispnéia com variáveis que avaliam disfunção respiratória em repouso e exercício.

 


Palavras-chave: Asbestose/diagnóstico. Dispnéia/fisiopatologia. Espirometria/métodos.

 

8 - Efeitos da pressão positiva contínua em vias aéreas sobre os sintomas nasofaríngeos em pacientes com a síndrome da apnéia obstrutiva do sono

Effects of continuos positive airway pressure on nasal and pharyngeal symptoms in patients with obstructive sleep apnea

Adelaide Cristina de Figueiredo, Maria Cecília Lorenzi, Simone Prezzoti, Marília Montenegro Cabral, Luiz Ubirajara Sennes, Geraldo Lorenzi-Filho

J Bras Pneumol.2004;30(6):535-539

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Introdução: Sintomas nasofaríngeos são comuns em pacientes com a síndrome da apnéia obstrutiva do sono (SAOS) em tratamento com pressão positiva contínua em vias aéreas (CPAP). No entanto, sintomas nasofaríngeos são também comuns em pacientes com SAOS antes do início do tratamento. Objetivo: Determinar o impacto do tratamento com CPAP nasal sobre os sintomas nasofaríngeos em pacientes com SAOS. Método: Foram avaliados 35 pacientes (28 homens), com idade de 54 ±10 anos portadores de SAOS moderada a grave diagnosticada através de polissonografia. Os sintomas nasofaríngeos (espirros, coriza, prurido, obstrução, sangramento e ressecamento nasal e de garganta) foram quantificados através de questionário aplicado antes e depois de pelo menos 3 meses de tratamento com CPAP nasal. Resultados: O índice de apnéia + hipopnéia foi de 50±25 eventos por hora. Ao menos um sintoma nasofaríngeo estava presente em 26 pacientes (74%) antes do tratamento. A obstrução nasal foi o sintoma mais comum, presente em 18 pacientes (51%). Dentre os pacientes inicialmente assintomáticos (n = 9), 78% apresentaram alguma reação nasofaríngea adversa com o tratamento. Em contraste, nos pacientes inicialmente sintomáticos, houve redução significativa da intensidade da obstrução, do ressecamento nasal e de garganta e do sangramento nasal após o tratamento. Conclusões: Sintomas nasofaríngeos são freqüentes em pacientes com SAOS. O uso de CPAP pode tanto desencadear sintomas nasofaríngeos em pacientes assintomáticos, como reduzir sua intensidade nos pacientes com sintomas prévios.

 


Palavras-chave: Síndrome da apnéia obstrutiva do sono. Sintomas nasofaríngeos. Obstrução nasal. Máscara de pressão positiva contínua em vias aéreas superiores.

 

9 - Pneumonia associada à ventilação mecânica: impacto da multirresistência bacteriana na morbidade e mortalidade

Ventilator-associated pneumonia: impact of bacterial multidrug-resistance on morbidity and mortality

Paulo José Zimermann Teixeira, Felipe Teixeira Hertz, Dennis Baroni Cruz, Fernanda Caraver, Ronaldo Campos Hallal, José da Silva Moreira

J Bras Pneumol.2004;30(6):540-548

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Introdução: A pneumonia associada à ventilação mecânica é a infecção hospitalar mais comum nas unidades de terapia intensiva. Objetivo: Determinar o impacto da multirresistência dos microorganismos na morbidade e mortalidade dos pacientes com pneumonia associada à ventilação mecânica. Método: Estudo de coorte retrospectivo. Em 40 meses consecutivos, 91 pacientes sob ventilação mecânica tiveram o diagnóstico de pneumonia. Os casos foram divididos entre causados por microorganismo multirresistente e causados por microorganismo sensível à antibioticoterapia. Resultados: Pneumonia foi causada por microorganismo multirresistente em 75 casos (82,4%) e por microorganismo sensível 16 (17,6%) deles. As características clínicas e epidemiológicas não foram estatisticamente diferentes entre os grupos. O Staphylococcus aureus foi responsável por 27,5% dos episódios de pneumonia associada à ventilação mecânica e a Pseudomonas aeruginosa por 17,6%. A doença foi de início recente em 33 pacientes (36,3%) e de início tardio em 58 deles (63,7%). Os tempos de ventilação mecânica, de internação em unidade de terapia intensiva e de internação hospitalar total não diferiram. O tratamento empírico foi considerado inadequado em 42 pacientes com pneumonia por microorganismo multirresistente (56%) e em 4 com pneumonia por microorganismo sensível (25%) (p = 0,02). Óbito ocorreu em 46 pacientes com a pneumonia por microorganismo multirresistente (61,3%), e em 4 daqueles com pneumonia por microorganismo sensível (25%) (p = 0,008). Conclusão: A multirresistência bacteriana não determinou nenhum impacto na morbidade, mas esteve associada à maior mortalidade.

 


Palavras-chave: Pneumonia bacteriana/etiologia. Respiração artificial/complicação. Indicadores de morbi-mortalidade.

 

10 - Dosagem da atividade da adenosina deaminase no líquido pleural para o diagnóstico da tuberculose pleural

Pleural fluid adenosine deaminase detection for the diagnosis of pleural tuberculosis

Morrys Casagrande Kaisemann, Afrânio Lineu Kritski, Maria de Fátima C Pereira, Anete Trajman

J Bras Pneumol.2004;30(6):549-556

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Introdução: O diagnóstico da tuberculose pleural permanece um desafio, pois a sensibilidade dos testes tradicionais é baixa. O exame histopatológico da pleura é o método mais preciso, com até 80% de sensibilidade. A dosagem da adenosina deaminase foi introduzida mais recentemente, mas sua utilidade no diagnóstico da tuberculose pleural no Brasil não foi suficientemente esclarecida. Objetivo: Verificar a sensibilidade e a especificidade de um método experimental de dosagem da atividade da adenosina deaminase em uma série de pacientes com derrame pleural investigados entre agosto de 1998 e novembro de 2002 no Rio de Janeiro (RJ). Resultados: De 137 casos, em 111 havia amostras de líquido pleural disponíveis, das quais 83 pertenciam a pacientes com tuberculose pleural. Entre os 67 pacientes testados com tuberculose pleural, 10 apresentavam co-infecção pelo vírus da imunodeficiência humana (14,9%). O valor de corte da adenosina deaminase de 35U/L foi determinado por uma curva receiver operator characteristic. A sensibilidade, especificidade, e razões de verossimilhança positiva e negativa da adenosina deaminase foram de 92,8%, 93,2%, 25,8 e 13,9, respectivamente. A média de adenosina deaminase no grupo com tuberculose pleural foi de 84,7 ± 43,1 U/L e no grupo com outras doenças de 15,9 ±11,1 U/L. Não houve diferença significativa na dosagem da adenosina deaminase entre pacientes com tuberculose pleural co-infectados ou não pelo vírus da imunodeficiência humana. Conclusão: A dosagem da adenosina deaminase no líquido pleural é um método sensível e específico para o diagnóstico da tuberculose pleural e seu uso rotineiro pode reduzir a necessidade de realização de biópsias pleurais na abordagem inicial de um derrame pleural. O valor de corte de 35U/L para a adenosina deaminase é recomendado.

 


Palavras-chave: Tuberculose. Derrame pleural. Adenosina deaminase. Vírus da imunodeficiência humana. Diagnóstico.

 

Artigo de Revisão

11 - Lesão por inalação de fumaça

Smoke inhalation injury

Rogério Souza, Carlos Jardim, João Marcos Salge, Carlos Roberto Ribeiro Carvalho

J Bras Pneumol.2004;30(6):557-565

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A lesão inalatória é hoje a principal causa de morte nos pacientes queimados, motivo pelo qual se justifica o grande número de estudos publicados sobre o assunto. Os mecanismos envolvidos na gênese da lesão inalatória envolvem tanto os fatores de ação local quanto os de ação sistêmica, o que acaba por aumentar muito as repercussões da lesão. Atualmente, buscam-se ferramentas que permitam o diagnóstico cada vez mais precoce da lesão inalatória e ainda estratégias de tratamento que minimizem as conseqüências da lesão já instalada. Esta revisão aborda os mecanismos fisiopatológicos, os métodos diagnósticos e as estratégias de tratamento dos pacientes vítimas de lesão inalatória. Ressalta ainda as perspectivas terapêuticas em desenvolvimento.

 


Palavras-chave: Lesão por inalação de fumaça/diagnóstico. Lesão por inalação de fumaça/fisiopatologia. Lesão por inalação de fumaça/complicações. Queimaduras por inalação/terapia. Literatura de revisão. Intoxicação por monóxido de carbono/complicações.

 

12 - Fisiopatologia e manejo clínico da ventilação seletiva

Physiopathology and clinical management of one-lung ventilation

Halina Cidrini Ferreira, Walter Araújo Zin, Patrícia Rieken Macedo Rocco

J Bras Pneumol.2004;30(6):566-573

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A ventilação seletiva consiste em ventilar um pulmão mecanicamente enquanto o outro é ocluído ou exposto ao ar ambiente. Essa técnica permite visualizar as estruturas intratorácicas e, assim, fornecer excelentes condições cirúrgicas. Todo o volume corrente é administrado apenas para um único pulmão. Entretanto, este procedimento está associado à redução da pressão parcial arterial de oxigênio, principalmente em pacientes com comprometimento pulmonar prévio, por diminuição na superfície da área de troca gasosa e perda da auto-regulação pulmonar normal. Sendo assim, a manutenção da oxigenação e a eliminação de gás carbônico adequadas representam o maior desafio durante o manejo da ventilação seletiva. Preconiza-se que o pulmão dependente seja ventilado com um volume corrente similar àquele utilizado para ventilar ambos os pulmões na ventilação mecânica convencional, além de altas frações inspiradas de oxigênio. Entretanto, vários outros métodos vêm sendo propostos a fim de minimizar a hipoxemia durante a ventilação seletiva: conferir o correto posicionamento do tubo de duplo-lúmen, uso de pressão positiva ao final da expiração, pressão contínua nas vias aéreas, uso de óxido nítrico, ventilação de alta freqüência e recrutamento alveolar. O manejo da ventilação seletiva continua sendo um desafio à prática clínica.

 


Palavras-chave: Volume corrente. Hipoxemia. Manejo ventilatório. Ventilação mecânica.

 

Relato de Caso

13 - Doença pulmonar intersticial associada a bronquiolite respiratória

Respiratory bronchilitis-associated interstitial lung disease

Silvia CS. Rodrigues, Mauri M. Rodrigues, Ester MC Colleta, Nailê S Rocha, Carlos AC Pereira

J Bras Pneumol.2004;30(6):574-580

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A doença pulmonar intersticial associada a bronquiolite respiratória faz parte do espectro anatomopatológico das lesões pulmonares infiltrativas difusas induzidas pela fumaça de cigarro. Raramente tem apresentação clínicofuncional exuberante. Descrevemos dois casos diagnosticados por biópsia pulmonar aberta, caracterizados por dispnéia de evolução insidiosa, baqueteamento digital, lesões císticas à tomografia computadorizada e hipoxemia ao exercício. Enfatizamos considerar, em indivíduos tabagistas, a doença pulmonar intersticial associada a bronquiolite respiratória no contexto das pneumopatias intersticiais císticas, juntamente com a linfangioleiomiomatose, o granuloma eosinofílico e a fibrose pulmonar idiopática.

 


Palavras-chave: Tabagismo. Doenças pulmonares intersticiais.

 

14 - Amiloidose traqueobrônquica

Tracheobronchial amyloidosis

Luciano Müller Corrêa da Silva, Jamila Bellicanta, Renata Diniz Marques, Luiz Carlos Corrêa da Silva

J Bras Pneumol.2004;30(6):581-584

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A amiloidose é uma doença caracterizada pelo depósito extracelular de proteínas fibrilares em órgãos e tecidos. A amiloidose traqueobrônquica difusa isolada é rara. Relata-se o caso de um homem portador de amiloidose traqueobrônquica difusa, cujo diagnóstico inicial foi considerado como asma brônquica.

 


Palavras-chave: Asma/patologia. Amiloidose/diagnóstico. Traquéia/patologia.

 

15 - Lesões sobre cicatrizes, uma das manifestações da sarcoidose

Infiltration of old scars: a manifestation of sarcoidosis

Paulo Ricardo Martins Souza, Rodrigo Pereira Duquia, Gerson Vetoratto, Hiram Larangeira de Almeida Junior

J Bras Pneumol.2004;30(6):585-587

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Relata-se o caso de uma paciente de 41 anos, negra, que apresentou infiltração de cicatrizes pré-existentes na face, decorrentes de acidente automobilístico havia dez anos. O exame histológico de biópsia de pele evidenciou granuloma não caseoso sugestivo de sarcoidose e a tomografia de tórax demonstrou linfoadenomegalia mediastinal. Não foi realizado tratamento e a paciente apresentou regressão espontânea das lesões.

 


Palavras-chave: Sarcoidose/complicações. Cicatriz/etiologia. Granuloma/complicações.

 

Cartas ao Editor

16 - Escarro induzido, recomendações do Programa de Controle de Tuberculose do Estado do Rio de Janeiro*

Marneili Martins, Eliane Dale Sucupira, Lísia M. R. de Freitas, Lia Selig, Eduardo Pamplona Bethlem Rodrigo Siqueira Batista

J Bras Pneumol.2004;30(6):591-592

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17 - Procedimentos Minimamente Invasivos: Complicações Também Minimizadas ou Subestimadas?

Miguel Lia Tedde, Fabio Biscegli Jatene

J Bras Pneumol.2004;30(6):593-594

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18 - Centros de Referência ou Realidade: Videotoracoscopia para todos?

Paulo de Tarso G. Muller, Liana Peres Duailibe

J Bras Pneumol.2004;30(6):595

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