Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2005 - Volume 31  - Número 1  (Janeiro/Fevereiro)






Editorial

1 - Novos tempos, antigos desafios

New times, old challenges

José Antônio Baddini Martinez

J Bras Pneumol.2005;31(1):

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Artigo Original

3 - Associação entre controle ambiental domiciliar e exacerbação da asma em crianças e adolescentes do município de Camaragibe, Pernambuco*

Relationship between home environmental control and exacerbation of asthma in children and adolescents in the city of Camaragibe in the state of Pernambuco, Brazil

Rosane M. Barreto de Melo, Luciane S. de Lima, Emanuel S.Cavalcanti Sarinho

J Bras Pneumol.2005;31(1):5-15

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Introdução: A hipersensibilidade aos ácaros da poeira doméstica, mofo e pêlos de animais é comum entre pacientes com asma. As medidas de controle ambiental estão entre as várias ações terapêuticas, e buscam reduzir a exposição aos alérgenos. Objetivo: Verificar a prevalência de controle ambiental adequado em uma população atendida pelo programa de saúde da família e a possível associação com exacerbações de asma em crianças e adolescentes na faixa etária de 5 a 14 anos no município de Camaragibe (PE). Método: Estudo transversal com 210 mães/responsáveis por crianças/adolescentes em que se aplicaram os formulários do International Study of Asthma and allergies in children para caracterizar a exacerbação das crises de asma, e em que se utilizou o Guia de Avaliação Ambiental do Alérgico na observação direta do quarto e da sala das residências. Resultados: Entre as 210 crianças/adolescentes que apresentaram asma em 2001, foi observado controle ambiental adequado em 141 casos (67,1%), não havendo associação entre o grau de controle ambiental e menor freqüência (< 3) de crises de asma (p = 0,39). Por outro lado, acessórios inadequados estavam presentes em 93 dormitórios (44,3%), inclusive com presença de cortinas de pano em 84 deles (40,2%). Exposição passiva ao fumo foi constatada em 77 asmáticos (36,7%). Conclusão: Na grande maioria das residências dos asmáticos encontrou-se nível de controle ambiental satisfatório. Esse fato pode ter contribuído para a não existência de associação significativa de controle ambiental adequado com menor freqüência de crises agudas na população estudada.

 


Palavras-chave: Descritores: Asma. Controle ambiental. Freqüência de crises.

 

4 - Efeito da acidificação esofágica na obstrução brônquica de pacientes asmáticos com refluxo gastroesofágico*

The effect of esophageal acidification on bronchial obstruction in asthmatics with gastroesophageal reflux

Ana Carla Sousa de Araujo, Lílian Rose Otoboni Aprile, João Terra Filho, Roberto Oliveira Dantas, Milton Arruda Martins, Elcio Oliveira Vianna

J Bras Pneumol.2005;31(1):

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Introdução: A relação entre asma e refluxo gastroesofágico permanece pouco compreendida. O reflexo vagal e a microaspiração estão entre os mecanismos propostos para explicar a piora da asma pelo refluxo gastroesofágico. Objetivo: Avaliar o volume expirado forçado no primeiro segundo após a acidificação esofágica. Método: O estudo investigou os efeitos da infusão ácida em treze voluntários portadores de asma moderada e refluxo gastroesofágico. Foram realizadas espirometrias antes e depois da inserção esofágica de uma sonda nasogástrica 8F e um cateter de pHmetria. Outras medidas de volume expirado forçado no primeiro segundo foram realizadas depois de quinze minutos de infusão de solução salina no ponto médio entre o esfíncter esofágico superior e o inferior, e depois de quinze minutos da acidificação esofágica, a cada cinco minutos mantida a acidificação, até a obtenção de um valor estável (variação < 5%). Resultados: O volume expirado forçado no primeiro segundo (média do grupo) apresentou-se estável durante os procedimentos de sondagem, infusão de solução salina, infusão de ácido clorídrico e manutenção de ácido clorídrico (p = 0,72). Dois casos apresentaram queda do volume expirado forçado no primeiro segundo (de 11% e 22%) devida à sondagem, outros dois pela infusão de solução salina (13% e 14%) e um caso após a infusão ácida (de 22%). Conclusão: A acidificação esofágica por pequenos períodos não desencadeia alterações espirométricas num grupo de asmáticos com refluxo gastroesofágico. Entretanto, há casos em que a simples manipulação esofágica ou infusões causam broncoespasmo.

 


Palavras-chave: Descritores: Asma. Refluxo gastroesofágico. Testes de função respiratória. Endoscopia/métodos

 

5 - Ação da adenosina na circulação pulmonar de pacientes com hipertensão pulmonar primária

Effect of adenosine on pulmonary circulation in patients with primary pulmonary hypertension

Rogerio Souza, Marcelo Britto Passos Amato, Sergio Eduardo Demarzo, Daniel Deheinzelin, Carmen Silvia Valente Barbas, Pedro Caruso, Carlos Roberto Ribeiro Carvalho

J Bras Pneumol.2005;31(1):

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Introdução: A adenosina é um nucleosídeo com potente ação vasodilatadora. Apesar de seus efeitos sobre o território arterial pulmonar ser conhecido, seu efeito sobre o território capilar/venoso ainda não foi descrito. Objetivo: Estudar o comportamento das resistências arterial e venosa da circulação pulmonar de pacientes com hipertensão pulmonar primária antes e depois da administração de adenosina. Método: Foram estudados sete pacientes com hipertensão pulmonar primária que apresentaram resposta positiva durante o teste agudo com adenosina. Resistência arterial e resistência venosa foram determinadas pela estimativa da pressão capilar pulmonar realizada através da análise da curva de decaimento da pressão arterial pulmonar, antes e depois da administração da adenosina. Resultados: Após a administração da adenosina, houve um aumento do índice cardíaco (1,71 ± 0,23 para 2,72 ± 0,74 L.min-1.m-2) com concomitante diminuição da resistência vascular pulmonar (2.924 ± 1.060 para 1.975 ± 764 dina.s.cm-5.m-2), sem variações significativas da pressão arterial pulmonar média (75,6 ± 16,8 para 78,1 ± 18,8 mmHg), da pressão de oclusão da artéria pulmonar (15,3 ± 1,5 para 15,4 ± 1,9 mmHg) e da pressão capilar pulmonar (43,8 ± 5,8 para 44,5 ± 4,9 mmHg). A proporção entre a resistência arterial e a resistência vascular pulmonar total também apresentou variação não significativa (50 ± 15 para 49 ± 17%). Estes achados sugerem que a adenosina teve ação não somente sobre o território arterial mas também sobre o território capilar/venoso. Conclusão: Os autores concluem que o mecanismo de ação da adenosina não é restrito ao território arterial da circulação pulmonar e que este tipo de análise, através da determinação da pressão capilar pulmonar, pode ser útil no estudo das diversas drogas que agem sobre a circulação pulmonar.

 


Palavras-chave: Descritores: Adenosina/farmacocinética. Adenosina/uso terapêutico. Pressão arterial. Hipertensão pulmonar.

 

6 - Análise da remodelação vascular na isquemia pulmonar experimental, nas fases aguda e crônica

Analysis of acute and chronic vascular remodeling in an experimental model of pulmonary ischemia

Wanderley M. Bernardo, Fabio B. Jatene, Lea Maria M. F. Demarchi, Vera Luiza Capelozzi, Rogério Pazetti, Dolores H. R. F. Rivero¸ Rosangela Monteiro, Sérgio A. de Oliveira

J Bras Pneumol.2005;31(1):

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Introdução: Alterações estruturais da circulação pulmonar traduzem processo de remodelação vascular e têm relação provável com variações locais de fluxo e isquemia. Objetivo: Definir as alterações histológicas na circulação pulmonar após obstrução experimental da artéria pulmonar. Correlacioná-las com os padrões de redistribuição sangüínea e remodelação vascular. Método: Foram submetidos à toracotomia esquerda 48 ratos Wistar, alocados aleatoriamente em dois grupos, com ligadura da artéria pulmonar e controle, e sacrificados com 1, 7, 30 e 60 dias. Nos pulmões retirados avaliou-se presença de sinais de injúria no parênquima e mensurou-se diâmetro externo e espessura da parede das arteríolas de bronquíolos terminais, respiratórios e alveolares. Diâmetro interno e porcentagem de espessura da parede foram calculados. Resultados: Só ocorreu infarto, necrose e hemorragia no pulmão isquêmico. No não isquêmico houve aumento mantido dos diâmetros externo e interno das arteríolas, com redução inicial da espessura no 1o dia e valores semelhantes aos do grupo controle no 60o dia. No pulmão isquêmico houve redução transitória nos diâmetros externo e interno das arteríolas de bronquíolos terminais e respiratórios, com aumento, inicial e transitório, na sua espessura. As arteríolas alveolares apresentaram aumento do diâmetro externo e espessura da parede, com redução do diâmetro interno, mantida e progressiva. Conclusão: Este modelo reproduz arteriopatia distal em pacientes com tromboembolismo pulmonar crônico. A resposta vascular no pulmão não isquêmico é compatível com padrão de remodelação de hiperfluxo; a no pulmão isquêmico com hipofluxo e isquemia. Nas arteríolas de bronquíolos terminais e respiratórios a resposta foi transitória. Nas alveolares foi progressiva e mantida, pela provável ocorrência tardia de hiperfluxo local.

 


Palavras-chave: Descritores: Embolia pulmonar. Circulação pulmonar. Remodelação vascular. Artéria pulmonar.

 

7 - Cirurgia de redução do volume pulmonar em modelo experimental de enfisema em ratos

Lung volume reduction surgery in an experimental rat model of emphysema

Laerte Brasiliense Fusco, Marcelo Heleno Fonseca, Paulo Manuel Pêgo-Fernandes, Rogério Pazetti, Vera Capelozzi, Fabio Biscegli Jatene, Sergio Almeida Oliveira

J Bras Pneumol.2005;31(1):

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Introdução: A cirurgia redutora do volume pulmonar pode ser uma opção para portadores de enfisema com grave limitação ventilatória. Objetivo: Avaliar funcional e morfologicamente pulmões enfisematosos antes e depois da cirurgia de redução de volume pulmonar, através de modelo experimental em ratos. Método: Dois grupos experimentais de ratos Wistar foram estabelecidos (papaína sem cirurgia e papaína com cirurgia), e três grupos controle (solução fisiológica sem cirurgia, solução fisiológica com cirurgia e papaína sem ventilação mecânica). Após cerca de 40 dias da instilação intratraqueal da solução de papaína ou fisiológica, os animais dos grupos papaína com cirurgia e solução fisiológica com cirurgia foram submetidos a bilobectomia média e retrocava através de toracotomia direita. Após uma semana, foram submetidos a mecânica ventilatória, com medidas de elastância e resistência das vias aéreas. O tecido pulmonar de todos os animais foi analisado quanto ao diâmetro alveolar médio e quantidade de fibras elásticas. Resultados: A análise morfométrica revelou médias superiores de diâmetro alveolar médio nos pulmões dos grupos submetidos à papaína em comparação com a solução fisiológica. A quantificação de fibras elásticas de septos alveolares dos animais tratados com papaína foi menor que daqueles com solução fisiológica. A elastância dos animais submetidos à bilobectomia e papaína foi maior que a dos submetidos à papaína sem cirurgia e estatisticamente igual aos submetidos à solução fisiológica com e sem cirurgia. Conclusão: A capacidade de recolhimento elástico do sistema respiratório dos animais com enfisema pulmonar submetidos à redução de volume pulmonar através da bilobectomia retornou a valores equivalentes aos dos grupos controle.

 


Palavras-chave: Descritores: Enfisema pulmonar/induzido quimicamente. Papaína/efeitos de drogas. Estudo de casos e controles. Modelos animais de doenças. Mecânica respiratória/efeitos de drogas. Pulmão/cirurgia. Pulmão/anatomia & histologia.

 

8 - Complicações respiratórias no pós-operatório de cirurgias eletivas e de urgência e emergência em um Hospital Universitário

Postoperative respiratory complications from elective and urgent/emergency surgery performed at a university hospital

Luiz Joia Neto, João Carlos Thomson, Jefferson Rosa Cardoso

J Bras Pneumol.2005;31(1):

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Introdução: As complicações respiratórias têm sido foco de estudos por aumentarem a morbidade e a mortalidade no pós-operatório e o custo do tratamento. Objetivo: Estimar a incidência das complicações respiratórias em pacientes submetidos aos procedimentos cirúrgicos eletivos e de urgência/emergência e associá-las aos seus possíveis fatores de risco. Método: Estudo de coorte retrospectivo de pacientes submetidos à cirurgia eletiva ou de urgência/emergência em hospital universitário durante o ano de 2001. A amostra foi restrita aos pacientes que permaneceram por no mínimo 24 horas internados após a cirurgia. Os dados foram coletados a partir dos prontuários, conforme protocolo. Resultados: Dos 5.075 pacientes submetidos à cirurgia eletiva ou de urgência/emergência durante o ano de 2001, foram estudados 1.345 (26,5%). Não houve diferença estatisticamente significativa entre as cirurgias eletivas e as de urgência/emergência quanto à associação de complicações respiratórias. A incidência de complicações respiratórias foi de 11,7%. A pneumonia foi a complicação mais freqüente (52,5%). A mortalidade global foi de 7,2% e 27,8% delas estavam associadas a complicações respiratórias. Conclusão: A incidência de complicações respiratórias foi de 11,7% (11,3% nas cirurgias eletivas e 12,3% nas urgência/emergências). A pneumonia foi a complicação mais freqüente. Os fatores de risco associados às complicações respiratórias foram: doença pulmonar prévia, uso de sonda nasogástrica, internação na unidade de terapia intensiva e uso de tubo endotraqueal ou traqueostomia.

 


Palavras-chave: Descritores: Complicações pós-operatórias. Pneumopatias/complicações. Fatores de risco. Estudos de coortes.

 

9 - Qualidade de vida antes e após tromboendarterectomia pulmonar. Resultados preliminares

Quality of life before and after pulmonary thromboendarterectomy: Preliminary results

Pedro Rodrigues Genta, Fábio Biscegli Jatene, Mário Terra-Filho

J Bras Pneumol.2005;31(1):

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Introdução: A hipertensão pulmonar secundária a tromboembolismo crônico é uma doença grave, debilitante e associada a elevada mortalidade. A tromboendarterectomia pulmonar é o tratamento de escolha para o seu tratamento. Objetivo: Avaliar o impacto da tromboendarterectomia sobre a qualidade de vida dos pacientes com hipertensão pulmonar secundária a embolia crônica de pulmão através do questionário SF-36 Health Survey. Método: O questionário SF-36 Health Survey foi aplicado em treze pacientes antes da cirurgia e ao menos 3 meses depois da tromboendarterectomia. Resultados: Sete indivíduos do sexo feminino e seis do masculino, com idade média de 45,7+ 18,3 anos, submetidos a tromboendarterectomia completaram o estudo. Todos os domínios do questionário, com exceção da saúde mental, melhoraram no pós operatório. Conclusão: A tromboendarterectomia pulmonar produziu uma melhora significativa na qualidade de vida dos pacientes.

 


Palavras-chave: Descritores: Hipertensão pulmonar. Embolia pulmonar. Endarterectomia/métodos. Qualidade de vida.

 

10 - Histoplasmose pulmonar aguda no Rio Grande do Sul

Acute pulmonary histoplasmosis in the state of Rio Grande do Sul, Brazil

Gisela Unis, Eliane Wurdig Roesch, Luiz Carlos Severo

J Bras Pneumol.2005;31(1):

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Introdução: A histoplasmose pulmonar aguda depende da inalação de uma grande quantidade de propágulos fúngicos por um paciente hígido. O tempo de exposição determina a gravidade da doença. Uma epidemia é influenciada por fatores que afetam o crescimento e a transmissão do Histoplasma capsulatum var. capsulatum na natureza. Objetivo: Identificar os aspectos epidemiológicos e clínico-laboratoriais dos pacientes com histoplasmose pulmonar aguda no Rio Grande do Sul e compará-los com as microepidemias relatadas no Brasil. Método: Foram revisados 212 prontuários clínicos de pacientes com histoplasmose dos arquivos do Laboratório de Micologia do Complexo Hospitalar Santa Casa de Porto Alegre (RS) num período de 25 anos (1977-2002). Foram identificados e incluídos no estudo os casos de histoplasmose pulmonar aguda com cultivo positivo e/ou achado histopatológico compatível. As microepidemias foram diagnosticadas com a comprovação de um caso ou evidência soromicológica com história clínica compatível. Foram revisadas as microepidemias publicadas no Brasil. Resultados: Dezoito de um total de 212 pacientes (8,5%) foram incluídos no trabalho. A idade variou de 8 a 63 anos (média de 35,4; mediana de 34,5), e 67% eram do sexo masculino. A história epidemiológica foi sugestiva em 11 pacientes (61%). O tipo primário de histoplasmose pulmonar aguda foi o mais freqüente (17; 95%). Houve predomínio de casos isolados. Conclusão: O reconhecimento de casos isolados e a presença de microepidemias demonstram a abundância do H. capsulatum no solo, e juntamente com a ocorrência de todas as formas da doença, confirmam o Rio Grande do Sul como hiperendêmico para histoplasmose.

 


Palavras-chave: Descritores - Histoplasmose/epidemiologia. Histoplasmose/diagnóstico. Histoplasma. Registros médicos. Estudos retrospectivos.

 

Artigo de Revisão

11 - Os radicais livres de oxigênio e as doenças pulmonares

Oxygen free radicals and pulmonary disease

Dahir Ramos de Andrade Júnior, Rodrigo Becco de Souza, Sânia Alves dos Santos, Dahir Ramos de Andrade

J Bras Pneumol.2005;31(1):

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Os radicais livres de oxigênio são moléculas que apresentam elétrons não pareados em sua órbita externa, capazes de transformar outras moléculas com as quais se encontram, como proteínas, carbohidratos, lípides e o ácido desoxirribonucleico. Essas moléculas são geradas em situações clínicas onde microambientes de hipóxia são seguidos por microambientes de reoxigenação. Nesse grupo estão o choque hemodinâmico, a septicemia, a resposta inflamatória sistêmica, as hepatites fulminantes, o transplante de órgãos, e a insuficiência respiratória, entre outras condições. Neste trabalho discutimos os principais conceitos sobre os radicais livres de oxigênio: os principais tipos, sua formação e a forma como atuam sobre todas as estruturas celulares provocando lesão tecidual significativa. Os principais sistemas de defesa antioxidante existentes para combater o estresse oxidativo são comentados, com destaque para a glutationa, superóxido dismutase, catalase, glutationa peroxidase e N-acetilcisteína. A influência dos radicais livres de oxigênio sobre as principais doenças pulmonares também é discutida, com ênfase nos produtos do cigarro, doença pulmonar obstrutiva crônica, asma, apnéia obstrutiva do sono e síndrome do desconforto respiratório agudo.

 


Palavras-chave: Descritores: Radicais livres de oxigênio. Substâncias antioxidantes. Estresse oxidativo. Pneumopatias.

 

12 - Edema pulmonar pós-pneumonectomia

Postpneumonectomy pulmonary edema

Marcos Naoyuki Samano, Luis Miguel Melero Sancho, Ricardo Beyruti, Fábio Biesegli Jatene

J Bras Pneumol.2005;31(1):

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A pneumonectomia, embora seja tecnicamente simples, está associada a alta incidência de complicações (cerca de 60%). As complicações respiratórias correspondem a aproximadamente 15% deste total. A mortalidade global dessa cirurgia é de 8,6%, mas em presença de complicações respiratórias, a taxa de mortalidade chega a 30%. O edema pulmonar pós-pneumonectomia é uma complicação rara (3% a 5%), mas muito grave, sendo fatal na maioria dos casos. Foi descrito pela primeira vez há pouco mais de vinte anos mas, apesar da gravidade alarmante, pouco sabemos acerca de sua fisiopatologia, embora muitas hipóteses tenham sido levantadas. Uma vez instalado, nenhuma medida é comprovadamente eficaz no seu tratamento. Vários fatores de risco estão associados ao aparecimento do edema pulmonar pós-pneumonectomia, dentre os quais a sobrecarga hídrica, que foi o primeiro fator evitado. Entretanto, muitos trabalhos mostram não haver relação direta entre o volume recebido e o desenvolvimento do edema. A prevenção é a melhor forma de evitá-lo e deve ser realizada de maneira multifatorial, envolvendo toda a equipe médica, desde o momento da anestesia até os cuidados cirúrgicos e na terapia intensiva. No entanto, tão importante quanto a prevenção, é a suspeita clínica precoce, identificando os pacientes em risco para essa grave complicação.

 


Palavras-chave: Descritores: Edema pulmonar/complicações. Pneumonectomia/efeitos adversos. Fatores de risco. Edema pulmonar/prevenção & controle.

 

Relato de Caso

13 - Paraganglioma de mediastino com metástases pulmonares

Pulmonary metastasis of mediastinal paraganglioma

Manoel Ximenes Netto, Pedro R. Paniágua, Marcos A. Piauilino, Humberto Alves de Oliveira, Luci Ishii

J Bras Pneumol.2005;31(1):

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Descrevemos uma paciente de 27 anos que se apresentou com paraganglioma de mediastino anterior e médio e nódulos pulmonares bilaterais. O tratamento consistiu na ressecção das lesões pulmonares através de toracotomia anterior bilateral transesternal e retirada do paraganglioma com auxílio de circulação extracorpórea. Como tratamento neoadjuvante foram usadas radioterapia e quimioterapia. A evolução pós-operatória foi satisfatória, e catorze meses depois a paciente encontrava-se assintomática.

 


Palavras-chave: Descritores : Tumor de mediastino. Paraganglioma. Metástases pulmonares.

 

14 - Pseudocisto pulmonar traumático

Traumatic pulmonary pseudocyst

Andreia Salarini Monteiro, Gabriela Addor, David Henrique Nigri, Carlos Alberto de Barros Franco

J Bras Pneumol.2005;31(1):

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O pseudocisto pulmonar traumático é uma lesão rara resultante de trauma torácico fechado. A infecção secundária é uma complicação incomum, mas com grande morbidade, devendo ser tratada precocemente. Um paciente do sexo masculino, de 28 anos, vítima de acidente de motocicleta, apresentou na internação hemoptóicos, dor torácica, dispnéia e hipoxemia. A tomografia computadorizada de tórax mostrou infiltrado pulmonar associado a imagens císticas em lobo inferior direito. Evoluiu com febre, expectoração purulenta e nível hidro-aéreo em pseudocistos de lobo inferior direito. Foi iniciado esquema antibiótico de amplo espectro após coleta de culturas, com melhora clínica e alta hospitalar após quinze dias.

 


Palavras-chave: Descritores: Trauma de tórax. Pseudocisto.

 

15 - Pseudotumor inflamatório do pulmão

Inflammatory pseudotumor of the lung

Jorge Montessi, João Paulo Vieira, Rafael Rabello Lista Mira, Felipe Torres Rabêlo

J Bras Pneumol.2005;31(1):

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O pseudotumor inflamatório de pulmão é uma afecção rara, e representa um dilema pela semelhança com processo maligno nos aspectos radiológicos, macroscópicos e patológicos. Relata-se o caso de um paciente com queixas respiratórias, que após propedêutica adequada foi submetido à toracotomia exploradora, com diagnóstico de pseudotumor confirmado pela imunohistoquímica. São discutidos dados referentes à história clínica, aspectos radiológicos, histopatológicos e cirúrgicos, além de formas de tratamento da condição.

 


Palavras-chave: Descritores: Pseudotumor inflamatório de pulmão. Toracotomia. Imunohistoquímica.

 

Cartas ao Editor

18 - Fisioterapia respiratória em UTI: Efetividade e habilitação profissional

Respiratory physiotherapy in the ICU: Effectiveness and professional certification

Wellington P. S.Yamaguti, Luiz A. Alves, Lucienne T. Q. Cardoso, Carrie C. R. Galvan, Antonio F. Brunetto

J Bras Pneumol.2005;31(1):

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19 - Gerenciamento de caso ao doente/família com tuberculose: uma estratégia de sistematização do cuidado no domicílio

Case management of the patient/family with tuberculosis: a strategy of systematizing home care

Aline Aparecida Monroe, Roxana Isabel Cardozo Gonzales, Cinthia Midori Sassaki, Antônio Ruffino Netto, Tereza Cristina Scatena Villa

J Bras Pneumol.2005;31(1):

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