Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2006 - Volume 32  - Número 3  (Maio/Junho)






Artigo Original

3 - Adesão às medidas de controle ambiental em lares de crianças e adolescentes asmáticos

Compliance with environmental control measures in the homes of children and adolescents with asthma

Nulma Souto Jentzsch, Paulo Augusto Moreira Camargos, Elza Machado de Melo

J Bras Pneumol.2006;32(3):189-194

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Objetivo: Verificar a adesão às medidas de controle ambiental em lares de crianças asmáticas, através de visitas domiciliares. Métodos: Visitas domiciliares, com observação direta e preenchimento de questionário, foram feitas em 98 lares de crianças e adolescentes asmáticos de quatro a quinze anos, antes e após 90 dias de medidas de controle ambiental serem preconizadas. Foi perguntado aos pais o porquê de não se fazer o controle ambiental. Para a análise estatística foi usado o teste de McNemar. Resultados: O acréscimo na adesão aos diferentes itens pesquisados foi de 11,1%, com variação de -4,1%, para retirada de cortinas (p = 0,63) a +22,6%, para retirada de brinquedos de pelúcia (p < 0,01). A presença de fumantes passivos foi reduzida em 9,7% (p = 0,02). A população estudada tinha renda média mensal de 2,5 salários mínimos. Quando perguntado o porquê de não se adotarem as medidas recomendadas, os motivos principais alegados foram: "falta de dinheiro" (60,1%), "achou difícil de realizar" (6,1%), "não dependia só dela" (4,0%) e "falta de tempo da mãe" (4%). Conclusão: O controle ambiental nem sempre é realizado e pode ser influenciado por fatores socioeconômicos e culturais.

 


Palavras-chave: Asma; Alérgenos; Exposição ambiental; Hipersensibilidade/prevenção & controle; Complacência

 

4 - Avaliação da hiperresponsividade brônquica à solução salina hipertônica em crianças e adolescentes

Bronchial hyperresponsiveness to hypertonic saline challenge in children and adolescents

Paulo Kussek, Nelson Augusto Rosário Filho, Mônica Cat

J Bras Pneumol.2006;32(3):195-201

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Objetivo: Avaliar a hiperresponsividade brônquica à solução salina hipertônica a 4,5% como método alternativo a outros agentes broncoconstritores e sua relação com a sensibilização alérgica do paciente. Métodos: Estudo transversal, experimental, com 85 indivíduos assim distribuídos: 45 no grupo de asmáticos e 17 no grupo controle não asmáticos e não alérgicos, que completaram o teste. Para nebulizar a solução salina hipertônica foi utilizado um nebulizador ultra-sônico de grande volume, sucessivamente durante 0,5, 1, 2, 4 e 8 minutos até haver queda > 15% em relação ao volume expiratório forçado no primeiro segundo basal. A dosagem de imunoglobulina E específica ao Dermatophagoides pteronyssinus por ImmunoCap foi considerada positiva quando > 0,35 kU/L. Resultados: No grupo de asmáticos, 36 apresentaram queda média do volume expiratório forçado no primeiro segundo de 27,4% após nebulização de solução salina hipertônica. Nenhum do grupo controle (imunoglobulina E < 0,35 kU/L) apresentou resposta à solução salina hipertônica e a queda média do volume expiratório forçado no primeiro segundo foi de 9%. Nove asmáticos tiveram provocação brônquica negativa. A freqüência de provocação brônquica positiva foi maior nos indivíduos com imunoglobulina E específica elevada, o que indica uma relação entre hiperresponsividade brônquica e o nível sérico de imunoglobulina E específica. A sensibilidade do teste foi de 80% e a especificidade de 92%. Conclusão: A inalação de solução salina hipertônica é um método de provocação útil para avaliar hiperresponsividade brônquica em crianças e adolescentes, com adequadas sensibilidade e especificidade, além do baixo custo e necessidade de poucos equipamentos.

 


Palavras-chave: Testes de provocação brônquica, Hiperreatividade brônquica; Solução salina hipertônica; Administração por inalação; Asma; Criança; Adolescente

 

5 - Eficácia do formoterol na reversão imediata do broncoespasmo

Efficacy of inhaled formoterol in reversing bronchoconstriction

Adalberto Sperb Rubin, Christiano Perin, Liliana Pelegrin, Juliana Cardozo Fernandes, Luiz Carlos Corrêa da Silva

J Bras Pneumol.2006;32(3):202-206

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Objetivo: Avaliar efetividade e rapidez de ação do formoterol liberado através de inalador para pó seco na reversão de broncoespasmo induzido pela metacolina. Métodos: Avaliaram-se prospectivamente 84 pacientes com queda do volume expiratório forçado no primeiro segundo 20% após inalação de metacolina. Todos estavam sob investigação de sintomas respiratórios de etiologia não definida. Foram randomizados 41 pacientes para receber 200 mcg de fenoterol spray e 43 para receber 12 mcg de formoterol sob a forma de inalador de pó seco para reversão imediata do broncoespasmo. Avaliaram-se a queda no volume expiratório forçado no primeiro segundo inicial, dose provocadora de queda de 20% do volume expiratório forçado no primeiro segundo inicial, e volume expiratório forçado no primeiro segundo após cinco e dez minutos da administração dos fármacos. Resultados: Não houve diferença significativa entre os grupos em relação ao sexo, idade, peso, altura, dose provocadora de queda de 20% do volume expiratório forçado no primeiro segundo, volume expiratório forçado no primeiro segundo inicial e pós-metacolina. A melhora do volume expiratório forçado no primeiro segundo após uso do broncodilatador foi de 34% (cinco minutos) e 50,1% (dez minutos) no primeiro grupo, e 46,5% (cinco minutos) e 53,2% (dez minutos) no segundo. Conclusão: O efeito broncodilatador do formoterol após cinco e dez minutos da indução de broncoespasmo pela metacolina foi similar ao do fenoterol. O formoterol, além de ser um broncodilatador de longa duração, tem também rápido início de ação, sugerindo que possa ser empregado como medicação de resgate nas crises de broncoespasmo.

 


Palavras-chave: Asma; Formoterol; Fenoterol; Terapia inalatória; Broncodilatação; Metacolina

 

6 - Dessaturação noturna: preditores e influência no padrão do sono de pacientes portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica com hipoxemia leve em vigília

Nocturnal desaturation: predictors and the effect on sleep patterns in patients with chronic obstructive pulmonary disease and concomitant mild daytime hypoxemia

Renata Claudia Zanchet, Carlos Alberto de Assis Viegas

J Bras Pneumol.2006;32(3):207-212

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Objetivo: Verificar o padrão da oximetria noturna em portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica sem apnéia do sono e com hipoxemia leve em vigília, identificar prováveis parâmetros diurnos capazes de predizer a dessaturação noturna e verificar sua influência no padrão de sono. Métodos: Avaliaram-se 25 pacientes, divididos em dois grupos: com e sem dessaturação noturna. Resultados: Comparando-se o primeiro grupo (52%) com o segundo observou-se: idade, 63 + 5 versus 63 + 6 anos; volume expiratório forçado no primeiro segundo, 53 + 31% versus 56 + 19% do previsto; relação entre volume expiratório forçado no primeiro segundo e capacidade vital forçada, 49 + 14% versus 52 + 10%; pressão parcial de oxigênio no sangue arterial, 68 + 8mmHg versus 72 + 68mmHg; saturação arterial de oxigênio, 93 + 2% versus 94 + 1%. O grupo com dessaturação noturna apresentou menores valores de saturação arterial de oxigênio diurna e saturação periférica de oxigênio noturna. Não houve diferença no padrão de sono entre os grupos. Houve correlação da relação entre o volume expiratório forçado no primeiro segundo e a capacidade vital forçada, pressão parcial de oxigênio no sangue arterial e saturação arterial de oxigênio diurnas, e saturação periférica de oxigênio no exercício com os níveis de saturação periférica de oxigênio noturna, porém somente a saturação arterial de oxigênio diurna foi preditora da dessaturação noturna. Conclusão: A única variável capaz de predizer dessaturação noturna foi a saturação arterial de oxigênio diurna. A dessaturação noturna não influencia o padrão de sono de portadores de doença pulmonar obstrutiva crônica com hipoxemia diurna leve.

 


Palavras-chave: Sono REM; Doença pulmonar obstrutiva crônica; Anoxemia; Espirometria; Vigília

 

7 - Avaliação das características resistivas do sistema respiratório de indivíduos portadores de silicose pela técnica de oscilações forçadas

Using the forced oscillation technique to evaluate respiratory resistance in individuals with silicosis

Jayme Alves de Mesquita Júnior, Agnaldo José Lopes, José Manoel Jansen, Pedro Lopes de Melo

J Bras Pneumol.2006;32(3):213-220

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Objetivo: Avaliar o comportamento dos parâmetros resistivos obtidos por meio da técnica de oscilações forçadas em pacientes portadores de diferentes graus de obstrução respiratória em decorrência da silicose. Métodos: Foram analisados 40 indivíduos não tabagistas, sendo 10 sadios, sem história de doença pulmonar e exposição à sílica, e 30 portadores de silicose. Os voluntários foram examinados por meio da técnica de oscilações forçadas e da espirometria, técnica utilizada como referência para se classificar os diferentes níveis de obstrução. Desta classificação resultou a separação dos indivíduos em cinco grupos: controle (n = 10); normal ao exame, composto por indivíduos com laudo clínico e radiológico de silicose, porém normais ao exame espirométrico (n = 7); com obstrução leve (n = 10); com obstrução moderada (n = 8); e com obstrução acentuada (n = 5). Resultados: A redução dos parâmetros espirométricos correspondeu a um significativo aumento na resistência total do sistema respiratório (p < 0,001), assim como na resistência associada às vias aéreas (p < 0,003). Foi também observada uma significativa redução na homogeneidade do sistema respiratório (p < 0,004). Conclusão: As informações adicionais referentes às propriedades resistivas do sistema respiratório, obtidas por meio da técnica de oscilações forçadas, podem contribuir para a complementação dos dados obtidos a partir de exames espirométricos em indivíduos portadores de silicose, o que ressalta o elevado potencial desta técnica na análise desses pacientes.

 


Palavras-chave: Pneumoconiose; Silicose; Volume expiratório forçado; Oscilometria; Testes de função respiratória

 

8 - Diagnóstico precoce do câncer de pulmão: o grande desafio. Variáveis epidemiológicas e clínicas, estadiamento e tratamento

Early diagnosis of lung cancer: the great challenge. Epidemiological variables, clinical variables, staging and treatment

João Adriano Barros, Geraldo Valladares, Adriane Reichert Faria, Erika Megumi Fugita, Ana Paula Ruiz, André Gustavo Daher Vianna, Guilherme Luís Trevisan, Fabrício Augusto Martinelli de Oliveira

J Bras Pneumol.2006;32(3):221-227

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Objetivo: Avaliar casos confirmados de câncer de pulmão, revisando suas variáveis epidemiológicas, clínicas, estadiamento e tratamento. Métodos: Foram estudados 263 casos provenientes do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná e do Hospital Erasto Gaertner, instituições responsáveis por parcela significativa do atendimento a pacientes na cidade de Curitiba (PR). Realizou-se um estudo retrospectivo através de preenchimento de questionário e os dados obtidos foram analisados de forma descritiva, utilizando-se o software EPI-INFO. Resultados: Houve predomínio de pacientes do sexo masculino (76%), sendo que a maioria dos pacientes era fumante ou ex-fumante por ocasião do diagnóstico (90%). Não havia referência a doença pulmonar prévia em 87% dos casos. Tosse (142 casos) e dor torácica (92 casos) foram os sintomas iniciais mais freqüentes. O câncer de pulmão tipo não pequenas células foi encontrado em 87% dos pacientes e o tipo histológico mais freqüente foi o carcinoma espinocelular, representando 49% dos casos. O tabagismo foi considerado o fator predisponente mais importante. Conclusão: As características evolutivas do câncer de pulmão, como a inespecificidade dos sintomas iniciais e o tempo e evolução do tumor, somadas à ausência de programas de rastreamento efetivos, constituem os principais fatores que contribuem para a não detecção da neoplasia pulmonar de forma precoce, o que torna difícil o tratamento e dificulta o aumento da sobrevida.

 


Palavras-chave: Neoplasias pulmonares/diagnóstico; Neoplasias pulmonares/epidemiologia; Neoplasias pulmonares/cirurgia; Diagnóstico precoce; Estadiamento de neoplasias

 

9 - Alterações radiográficas em pacientes com a co-infecção vírus da imunodeficiência humana/tuberculose: relação com a contagem de células TCD4+

Radiographic alterations in patients presenting human immunodeficiency virus/tuberculosis coinfection: correlation with CD4+ T cell counts

Rosemeri Maurici da Silva, Lígia da Rosa, Renata Nunes Lemos

J Bras Pneumol.2006;32(3):228-233

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Objetivo: Correlacionar os padrões radiológicos com a contagem de células TCD4+ em pacientes co-infectados por tuberculose e vírus da imunodeficiência humana. Método: Foram avaliados os pacientes admitidos no Hospital Nereu Ramos, Florianópolis (SC), co-infectados por tuberculose e vírus da imunodeficiência humana, no período de janeiro de 2000 a dezembro de 2003. Resultados: Foram incluídos no estudo 87 pacientes, com média de idade de 34 + 8 anos, sendo 6,8% não caucasianos. A média de linfócitos TCD4+ foi de 220,2 células/mm3 e a mediana foi de 144 células/mm3, sendo que 56,4% dos pacientes possuíam menos de 200 células/mm3. Os padrões radiográficos isolados foram relacionados com a contagem de células TCD4+. O padrão de consolidação alveolar estava presente em 50,6% dos casos (56,8% TCD4+ < 200); o intersticial em 32,2% (53,6% TCD4+ < 200); derrame pleural em 24,1% (47,6% TCD4+ < 200); cavitação em 24,1% (57,1% TCD4+ < 200); linfonodomegalia mediastinal e/ou hilar em 11,5% (90% TCD4+ < 200); e sem alterações radiológicas em 11,5% deles (60% TCD4+ < 200). A média dos linfócitos para cada padrão radiológico foi de 235,2/mm3 (consolidação alveolar); 208,8/mm3 (intersticial); 243,3/mm3 (derrame pleural); 265/mm3 (cavitação); 115,1/mm3 (linfonodomegalia mediastinal e/ou hilar) (p < 0,05); e 205,5/mm3 (sem alteração radiológica). A linfonodomegalia mediastinal e/ou hilar foi o único padrão que se correlacionou de forma estatisticamente significativa com o grau de imunidade celular. Conclusão: Com exceção da linfonodomegalia mediastinal e/ou hilar, as alterações radiológicas distribuíram-se aleatoriamente em relação à contagem de células TCD4+.

 


Palavras-chave: Tuberculose pulmonar; Infecções por HIV; Pulmão/radiografia; Infecções oportunistas relacionadas com a AIDS; Contagem de linfócito CD4; Linfócitos T auxiliadores-indutores

 

10 - Avaliação da reação em cadeia da polimerase no diagnóstico da tuberculose pulmonar em pacientes indígenas e não indígenas

Evaluation of polymerase chain reaction in the diagnosis of pulmonary tuberculosis in indigenous and non-indigenous patients

Rose Mary Corrêa Santos, Mauricio Morishi Ogusku, José de Moraes Miranda, Maria Cristina Dos-Santos, Julia Ignez Salem

J Bras Pneumol.2006;32(3):234-240

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Objetivo: Avaliar a acurácia dos métodos bacteriológicos e da reação em cadeia da polimerase com oligonucleotídeos específicos para a IS6110 do complexo Mycobacterium tuberculosis, em amostras de escarro de indígenas e não indígenas. Métodos: Analisaram-se 214 amostras de escarro (154 de indígenas e 60 de não indígenas) quanto à acurácia da baciloscopia direta e pós-concentração, cultivo e reação em cadeia da polimerase. Resultados: Ambos os métodos baciloscópicos, quando comparados com o cultivo ou a reação em cadeia da polimerase foram de baixa sensibilidade. A especificidade variou de 91% a 100%, sendo a baciloscopia pós-concentração menos específica. Nas amostras indígenas constataram-se três vezes mais isolamentos de micobactérias não tuberculosas do que nas não indígenas. Resultados da reação em cadeia da polimerase aparentemente falsos-positivos e negativos foram encontrados com maior freqüência na população indígena. Conclusão: Baciloscopias positivas para bacilos álcool-acidorresistentes com isolamento de micobactérias não tuberculosas e reação em cadeia da polimerase positiva estabelecem as hipóteses de: existência na Amazônia de espécies de micobactérias não tuberculosas com regiões do DNA homólogas à IS6110 ou ainda que possuam a IS6110, até então só descrita no complexo M. tuberculosis; impossibilidade de isolamento do M. tuberculosis pelo crescimento mais rápido de micobactérias não tuberculosas presentes nas amostras de escarro, por colonização da orofaringe ou da lesão tuberculosa; presença de DNA de M. tuberculosis devida a antecedente de tuberculose. A ausência de positividade em resultados bacteriológicos com reação em cadeia da polimerase positiva sugere questões técnicas inerentes aos métodos bacteriológicos ou precedentes de tuberculose.

 


Palavras-chave: Tuberculose pulmonar/diagnóstico; Mycobacterium tuberculosis, Reação em cadeia da polimerase/métodos; Índios sul-americanos

 

Artigo de Revisão

11 - Bases celulares e bioquímicas da doença pulmonar obstrutiva crônica

Cellular and biochemical bases of chronic obstructive pulmonary disease

Rogério Rufino, José Roberto Lapa e Silva

J Bras Pneumol.2006;32(3):241-248

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A doença pulmonar obstrutiva crônica é uma doença inflamatória com participação ativa de macrófagos, neutrófilos e linfócitos CD8+ em sua patogênese, associada a estímulos oxidantes diretos das estruturas pulmonares, que desencadeiam reações bioquímicas, levando a progressiva desorganização das pequenas vias aéreas e ao remodelamento estrutural não reversível. A liberação de substâncias provenientes das células recrutadas e do estresse oxidativo leva ao desequilíbrio inicialmente temporário dos mecanismos de defesa pulmonar. A permanência desse desequilíbrio é uma das chaves da fisiopatogenia atual. Os autores descrevem as alterações celulares e bioquímicas da doença pulmonar obstrutiva crônica.

 


Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica/fisiopatologia; Pulmão/metabolismo; Inflamação; Oxidantes; Antioxidantes; Estresse oxidativo

 

12 - Fibrose pulmonar idiopática: uma década de progressos

Idiopathic pulmonary fibrosis: a decade of progress

Jeffrey J. Swigris, Kevin K. Brown

J Bras Pneumol.2006;32(3):249-260

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Embora diagnósticos de fibrose pulmonar idiopática continuem sendo devastadores, avanços recentes têm melhorado nossa compreensão a respeito de muitas das facetas desta doença. Estas descobertas, juntamente com o aumento da disponibilidade geral de ensaios terapêuticos, encerram a promessa de um futuro mais promissor para pacientes com fibrose pulmonar idiopática. Por exemplo, nós temos agora uma compreensão mais abrangente a respeito dos critérios diagnósticos e da história natural da doença. Vários estudos têm mostrado que a mensuração simples da fisiologia pulmonar ou troca gasosa pode ser usada para prever a sobrevida do paciente. Através da identificação de várias vias moleculares que têm papéis importantes na patogênese da fibrose pulmonar idiopática, os pesquisadores têm produzido uma lista crescente de possíveis novos alvos terapêuticos para a doença. Vários ensaios terapêuticos prospectivos e controlados têm sido realizados. Outros estão em andamento ou ainda estão em fase de planejamento. Estes esforços têm avançado nosso conhecimento atual sobre fibrose pulmonar idiopática e levantado novas questões importantes, assim como têm gerado o interesse e o impulso necessários para avançar terreno na luta contra esta doença desafiadora. Este artigo oferece ao leitor um panorama dos avanços recentes nas pesquisas sobre fibrose pulmonar idiopática, tendo como foco a história natural, patogênese e tratamento.

 


Palavras-chave: Fibrose pulmonar/diagnóstico; Fibrose pulmonar/farmacoterapia; Fibroblastos; TGF-b: Pulmão/patologia; Agentes anti-inflamatórios/uso terapêutico

 

Série de Casos

13 - Proteinose alveolar pulmonar: série de quatro casos

Pulmonary alveolar proteinosis: four cases

João Carlos Thomson, Marina Kishima, Mariana Ulbricht Gomes, Mariano de Almeida Menezes, José Perandré Neto, Paula Tapia Gomes Pereira

J Bras Pneumol.2006;32(3):261-266

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Objetivo: Apresentar a evolução de quatro casos de proteinose alveolar pulmonar atendidos na Faculdade de Medicina da Universidade Estadual de Londrina, enfocando a importância da lavagem pulmonar total como tratamento de escolha. Métodos: Trata-se de um estudo retrospectivo de quatro pacientes, sendo três do gênero feminino, com idades de 22 a 34 anos, e histórias semelhantes de dispnéia progressiva e tosse seca. O diagnóstico final foi realizado por biópsia pulmonar a céu aberto. A lavagem pulmonar total foi realizada em três pacientes em centro cirúrgico, com anestesia geral e sonda de duplo lúme. Resultados: Um paciente apresentou regressão espontânea da proteinose alveolar pulmonar, não sendo necessária a lavagem pulmonar. Nos outros três casos, o número de lavagens variou: uma única lavagem unilateral com remissão completa do quadro bilateralmente, três lavagens sem melhora significativa e quatro procedimentos intercalados com períodos de melhora. Conclusão: Constatamos em nossa casuística que a lavagem pulmonar se mostrou eficiente, apesar de alguns pacientes apresentarem certa resistência ao procedimento, enquanto que outros podem ter remissão completa da doença.

 


Palavras-chave: Proteinose alveolar pulmonar /diagnóstico; Lavagem broncoalveolar, Macrófagos alveolares;

 

Relato de Caso

14 - Adenoma alveolar

Alveolar adenoma

Eduardo Haruo Saito, Luciana Ribeiro de Araújo, Leonardo Hoehl Carneiro, Antonio Ambrosio de Oliveira Neto, João Carlos Corrêa, Luiz Sérgio Carvalho Teixeira

J Bras Pneumol.2006;32(3):

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O adenoma alveolar é uma neoplasia benigna rara dos pulmões, com poucos casos descritos na literatura. Freqüentemente, o paciente é assintomático e apresenta-se com um achado acidental em telerradiografias de tórax de um nódulo solitário e bem circunscrito. O diagnóstico definitivo é histológico e o tratamento consiste na ressecção cirúrgica do nódulo.

 


Palavras-chave: Adenoma; Neoplasias pulmonares; Alvéolos pulmonares/patologia; Lesão numular pulmonar;

 

15 - Ossificação pulmonar dendriforme

Dendriform pulmonary ossification

Andrezza Araújo de Oliveira Duarte, Jorge Nakatani, Moacyr Pezati Rigueiro, Tânia Saad

J Bras Pneumol.2006;32(3):270-273

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A ossificação pulmonar difusa é uma condição rara, de etiologia desconhecida, na qual osso maduro é encontrado no parênquima pulmonar. É quase sempre descoberta como um achado incidental de autópsias. Freqüentemente afeta homens de meia-idade e é assintomática. Relata-se o caso de um paciente de 75 anos, que apresentou uma radiografia torácica com comprometimento pulmonar difuso e cujo diagnóstico foi baseado no exame histopatológico de fragmento pulmonar obtido através da biópsia a céu aberto, o qual demonstrou fibrose intersticial acentuada com ossificação do parênquima pulmonar.

 


Palavras-chave: Ossificação heterotópica; Pneumopatias; Pulmão/radiografia; Fibrose pulmonar/patologia;

 

 


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