Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2006 - Volume 32  - Número 5  (Setembro/Outubro)






Artigo Original

3 - Estudo comparativo entre o manejo da asma em uma unidade de referência da rede pública de Porto Alegre (RS) e as proposições do III Consenso Brasileiro no Manejo da Asma

Asthma management in a public referral center in Porto Alegre in comparison with the guidelines established in the III Brazilian Consensus on Asthma Management

Waldo Mattos, Luciano Bauer Grohs, Fabíola Roque, Maurício Ferreira, Gabriela Mânica, Ernesto Soares

J Bras Pneumol.2006;32(5):385-390

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Objetivo: Avaliar se as diretrizes do III Consenso Brasileiro no Manejo da Asma estão sendo aplicadas em uma população de asmáticos em um hospital de referência da rede pública de Porto Alegre (RS). Métodos: Todos os pacientes adultos que iniciaram tratamento entre 1999 e 2002 foram avaliados. O tratamento recebido foi classificado em concordante ou discordante do Consenso. As características clínicas da asma e a freqüência do tratamento por especialista foram comparadas entre os grupos. Resultados: Foram avaliados os prontuários de 357 pacientes, com média de idade de 41 anos, sendo 106 homens (29,7%) e 251 mulheres (70,3%), 33 tabagistas (9,2%). O tratamento foi considerado discordante em 246 pacientes (70%), sendo que, neste grupo, houve ausência de tratamento com corticóide inalatório em pacientes com asma persistente em 174 deles (71%). Volume expiratório forçado no primeiro segundo normal, idade entre doze e dezoito anos e asma intermitente foram observados com maior freqüência entre os pacientes com tratamento concordante (p < 0,01). Tratamento discordante não teve correlação com tratamento por pneumologista, gravidade da asma persistente ou número de visitas à emergência. Conclusão: A maioria dos pacientes com asma tratados em uma unidade de referência da rede pública em Porto Alegre não faz o tratamento preconizado pelos consensos e o subtratamento com corticóide inalatório é a principal causa de discordância.

 


Palavras-chave: Asma/terapia; Consenso; Estudo comparativo

 

4 - Fatores de risco para readmissão hospitalar de crianças e adolescentes asmáticos

Risk factors for multiple hospital admissions among children and adolescents with asthma

Laura Maria de Lima Belizario Facury Lasmar, Paulo Augusto Moreira Camargos, Eugênio Marcos Andrade Goulart, Emília Sakurai

J Bras Pneumol.2006;32(5):391-399

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Objetivo: Verificar a importância da admissão hospitalar de lactentes jovens na readmissão futura por asma. Métodos: Realizou-se uma avaliação retrospectiva de prontuários de 202 pacientes, menores de quinze anos, registrados em ambulatório de Pneumologia Pediátrica, que foram reinternados uma ou mais vezes. O tempo decorrido entre a primeira hospitalização e a subseqüente readmissão foi analisado pelo método de Kaplan Meier, ao passo que a comparação entre as curvas de sobrevivência para diferentes faixas etárias foi analisada pelo teste log-rank. Empregou-se ainda análise multivariada para avaliação dos fatores de risco associados à readmissão. Resultados: Readmissões foram observadas na quase totalidade dos pacientes nos dezoito meses seguintes à primeira hospitalização (94,5%). Quando a idade à primeira admissão hospitalar foi =12 meses, a readmissão foi mais precoce, comparada à do grupo com doze meses ou mais (p = 0,001). Os fatores de risco associados à readmissão foram: idades à primeira admissão inferiores a doze meses (odds ratio: 2,55, intervalo de confiança de 95%: 1,18 - 5,48) e entre treze e 24 meses (odds ratio: 3,54, intervalo de confiança de 95%: 1,31 - 9,63), e gravidade do quadro clínico de asma (odds ratio: 3,86, intervalo de confiança de 95%: 2,02 - 7,4). Conclusão: Após a primeira hospitalização, as crianças com asma devem ter acompanhamento rigoroso, pois o risco de readmissão é elevado nos primeiros meses após a alta, principalmente nos menores de dois anos. Os serviços de saúde devem se organizar adequadamente para enfrentar este problema, inclusive quanto à ampla dispensação de medicação profilática.

 


Palavras-chave: Asma; Criança hospitalizada; Readmissão do paciente; Fatores de risco

 

5 - Terminologia da ausculta pulmonar utilizada em publicações médicas brasileiras, no período de janeiro de 1980 a dezembro de 2003

Pulmonary auscultation terminology employed in Brazilian medical journals between January of 1980 and December of 2003

Kamila Fernanda Staszko, Carla Lincho, Vivian da Cas Engelke, Nádia Spada Fiori, Karina Cirino Silva, Elisa Iribarren Nunes, Linjie Zhang

J Bras Pneumol.2006;32(5):400-404

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Objetivo: Avaliar a adequação de uso de termos semiológicos da ausculta pulmonar em publicações médicas brasileiras sobre doenças respiratórias, no período de janeiro de 1980 a dezembro de 2003. Métodos: Realizou-se um estudo descritivo, analisando-se três revistas médicas: Jornal de Pneumologia, Jornal de Pediatria e Revista Médica Brasileira. Foram selecionados os artigos originais e relatos de casos sobre doenças respiratórias, de onde foram extraídos os termos semiológicos da ausculta pulmonar. Foi avaliada a adequação dos termos na descrição dos ruídos adventícios. Resultados: Encontrou-se maior inadequação no uso dos termos de ruídos descontínuos, comparado com o uso dos termos de ruídos contínuos (87,7% versus 44%, p = 0,0000). Não houve diferença significativa entre relatos de pneumologistas e de outros especialistas quanto à inadequação no uso dos termos (56,5% versus 62,0%, p = 0,26). Também não observamos diferença significativa entre as regiões do país e os períodos antes e após a divulgação da nomenclatura internacional. Conclusão: O uso inadequado dos termos para descrever ruídos adventícios na ausculta pulmonar continua sendo um fenômeno freqüente e geral nas publicações médicas brasileiras.

 


Palavras-chave: Auscultação; Pulmão/fisiopatologia; Pneumopatias/diagnóstico; Sons respiratórios; Terminologia

 

6 - Infecção pulmonar pelo Rhodococcus equi na síndrome da imunodeficiência adquirida. Aspectos na tomografia computadorizada

Rhodococcus equi infection in acquired immunodeficiency syndrome. Computed tomography aspects

Edson Marchiori, Renato Gonçalves de Mendonça, Domenico Capone, Elza Maria de Cerqueira, Arthur Soares Souza Júnior, Gláucia Zanetti, Dante Escuissato, Emerson Gasparetto

J Bras Pneumol.2006;32(5):405-409

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Objetivo: Apresentar os aspectos na tomografia computadorizada da pneumonia pelo Rhodococcus equi em sete pacientes com síndrome da imunodeficiência adquirida. Métodos: Estudo retrospectivo das tomografias de sete pacientes com síndrome da imunodeficiência adquirida e infecção pelo Rhodococcus equi. Resultados: Os achados mais freqüentes foram: consolidação (n = 7) com escavação (n = 6), opacidades em vidro fosco (n = 6), nódulos do espaço aéreo (n = 4) e nódulos centrolobulares com árvore em brotamento (n = 3). Conclusão: Os achados mais comuns na infecção pulmonar pelo Rhodococcus equi em pacientes com síndrome da imunodeficiência adquirida foram as consolidações escavadas.

 


Palavras-chave: Síndrome da imunodeficiência adquirida; Rhodococcus equi; Infecções por actinomycetales; Pneumopatias fúngicas; Tomografia computadorizada de emissão

 

7 - Ambulatório de apoio ao tabagista no Ceará: perfil dos pacientes e fatores associados ao sucesso terapêutico

Outpatient smoking cessation program in the state of Ceará, Brazil: patient profiles and factors associated with treatment success

Maria Penha Uchoa Sales, Mara Rúbia Fernandes de Figueiredo, Maria Irenilza de Oliveira, Helano Neiva de Castro

J Bras Pneumol.2006;32(5):410-417

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Objetivo: Avaliar o perfil dos pacientes e fatores associados ao sucesso do tratamento do fumante. Métodos: Estudo retrospectivo dos pacientes que foram atendidos no ambulatório de apoio ao tabagista do Hospital de Messejana, no Ceará, durante o período de outubro de 2002 a abril de 2005. O tratamento foi avaliado considerando-se o perfil do tabagista, tipo de medicação e período de utilização da mesma. Resultados: Do total de 320 pacientes atendidos, 65,6% eram mulheres. A média de idade do início do tratamento foi de 48 anos, sendo 33 anos o tempo médio de uso do tabaco. Acima de 90% deles iniciaram o tabagismo antes dos vinte anos de idade. Daqueles que se encontravam no programa havia pelo menos um ano (258 pessoas), 50,8% atingiram o sucesso terapêutico, 17,8% recaíram e 31,4% não pararam de fumar. Sucesso parcial foi atingido, em média, na quinta semana do tratamento e a recaída foi predominante no quarto mês. Cerca de 60% dos pacientes utilizaram terapia medicamentosa. Conclusão: A chance de parar de fumar foi associada significativamente ao uso de medicação, independentemente do perfil tabágico avaliado. No segundo ano do programa, observou-se maior associação da bupropiona à terapia de reposição nicotínica, com conseqüente elevação da taxa de sucesso e tendência à redução da recaída.

 


Palavras-chave: Tabagismo/terapia; Abandono do uso de tabaco; Bupropiona; Nicotina

 

8 - Impacto de biópsia pulmonar a céu aberto na insuficiência respiratória aguda refratária

Impact of open lung biopsy on refractory acute respiratory failure

Carmen Silvia Valente Barbas, Vera Luiza Capelozzi, Cristiane Hoelz, Ricardo Borges Magaldi, Rogério de Souza, Maria Laura Sandeville, José Ribas Milanez de Campos, Eduardo Werebe, Laerte O. Andrade Filho, Elias Knobel

J Bras Pneumol.2006;32(5):418-423

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Objetivo: Verificar o impacto dos resultados da biópsia pulmonar a céu aberto nas decisões que determinem mudanças nas estratégias de tratamento de pacientes críticos, com infiltrados pulmonares difusos e insuficiência respiratória aguda refratária, bem como na melhora de seu quadro clínico. Métodos: Foram avaliados 12 pacientes com insuficiência respiratória aguda e sob ventilação mecânica, que foram submetidos à biópsia pulmonar a céu aberto (por toracotomia) após a ausência de resposta clínica ao tratamento padrão. Resultados: A maior causa isolada de insuficiência respiratória aguda foi a infecção viral, identificada em 5 pacientes (40%). A avaliação pré-operatória da causa da insuficiência respiratória foi modificada em 11 pacientes (91,6%), e um diagnóstico específico foi feito em 100% dos casos. A taxa de mortalidade foi de 50%, a despeito das mudanças no regime terapêutico. Seis pacientes (50%) sobreviveram e obtiveram alta hospitalar. Todos os pacientes que obtiveram alta sobreviveram por pelo menos um ano após a biópsia pulmonar a céu aberto, totalizando uma taxa de sobrevida em um ano de 50% dentre os 12 pacientes estudados. Quanto aos pacientes que faleceram no hospital, o tempo de sobrevida após a biópsia pulmonar a céu aberto foi de 14 + 10,8 dias. Conclusão: Concluímos que a biópsia pulmonar a céu aberto é uma ferramenta útil no controle da insuficiência respiratória aguda quando não se observa melhora clínica após o tratamento padrão, já que pode resultar em um diagnóstico específico que requeira tratamento distinto, provavelmente diminuindo a taxa de mortalidade desses pacientes.

 


Palavras-chave: Síndrome do desconforto respiratório do adulto; Pulmão/patologia; Biópsia

 

9 - Co-infecção por Mycobacterium tuberculosis e vírus da imunodeficiência humana: uma análise epidemiológica em Taubaté (SP)

Co-infection with Mycobacterium tuberculosis and human immunodeficiency virus: an epidemiological analysis in the city of Taubaté, Brazil

Luiz Gustavo Miranda de Carvalho, Anabelli Zanchetta Buani, Maria Stella Amorim da Costa Zöllner, Alexandre Prado Scherma

J Bras Pneumol.2006;32(5):424-429

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Objetivo: Discutir os principais aspectos da co-infecção por Mycobacterium tuberculosis e vírus da imunodeficiência humana no município de Taubaté (SP) nos anos de 2001 e 2002. Métodos: Este trabalho apresenta o levantamento epidemiológico dos casos de tuberculose ocorridos em Taubaté em 2001 e 2002. Resultados: Foram analisados 250 casos de tuberculose, dos quais 70 corresponderam a casos de sorologia positiva para o vírus da imunodeficiência humana (28%), 95 de sorologia negativa (38%), e para 85 pacientes a sorologia não foi realizada (34%). Com relação ao primeiro grupo houve predomínio do sexo masculino e da faixa etária de 30 a 40 anos, a forma clínica de tuberculose mais comum foi a pulmonar (65,71%) e a taxa de cura foi de 59,38% . No grupo de pacientes para os quais não se comprovou a co-infecção também predominou o sexo masculino e ocorrência na mesma faixa etária, sendo a forma clínica mais comum também a pulmonar (70,55%) e a taxa de cura foi de 81,63%. Conclusão: Concluiu-se que o vírus da imunodeficiência humana é importante na epidemiologia da tuberculose e, portanto, o teste sorológico para o vírus da imunodeficiência humana deve ser realizado quando se diagnostica a presença de tuberculose.

 


Palavras-chave: Tuberculose/epidemiologia; Infecções por HIV; HIV; Prevalência

 

10 - Perfil de sensibilidade e fatores de risco associados à resistência do Mycobacterium tuberculosis, em centro de referência de doenças infecto-contagiosas de Minas Gerais

Multidrug-resistant Mycobacterium tuberculosis at a referral center for infectious diseases in the state of Minas Gerais, Brazil: sensitivity profile and related risk factors

Márcia Beatriz de Souza, Carlos Maurício de Figueiredo Antunes, Guilherme Freire Garcia

J Bras Pneumol.2006;32(5):430-437

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Objetivo: Estudar os fatores determinantes da multirresistência do Mycobacterium tuberculosis às drogas tuberculostáticas em centro de referência de doenças infecto-contagiosas do Estado de Minas Gerais, Hospital Eduardo de Menezes. Métodos: Estudo tipo caso-controle, retrospectivo, realizado de setembro de 2000 a janeiro de 2004. Nesse período, 473 culturas com crescimento de M. tuberculosis relativas a 313 pacientes foram analisadas quanto ao perfil de sensibilidade, no Laboratório Central de Minas Gerais. Foram selecionados os casos multirresistentes definidos como resistência a pelo menos rifampicina e isoniazida, depois de pareados com o grupo controle de pacientes com tuberculose sensível a todas as drogas na razão de 1:3. A associação dos dados demográficos e clínicos foi feita por análise estatística uni e multivariada. Resultados: Durante o período de estudo, doze casos de tuberculose multirresistente foram identificados (3,83%). Na análise univariada, a tuberculose multirresistente foi mais comum no sexo masculino, em pacientes com baciloscopia de escarro positiva, pacientes com cavitações maiores que 4 cm de diâmetro e pacientes com um ou mais tratamentos prévios para tuberculose (p = 0,10). Após a análise multivariada somente o tratamento anterior para tuberculose permaneceu estatisticamente significativo (p = 0,0374), com odds ratio de 14,36 (1,96 - 176,46). Conclusão: O fator de risco que se mostrou independentemente associado ao desenvolvimento de tuberculose multirresistente neste estudo foi a presença de um ou mais tratamentos prévios para tuberculose.

 


Palavras-chave: Mycobacterium tuberculosis;. Tuberculose resistente a múltiplas drogas; Tuberculose;

 

11 - Teste tuberculínico em indivíduos com infecção pelo vírus da imunodeficiência humana: relação com número de linfócitos T periféricos e atividade tuberculosa

Tuberculin testing of individuals infected with the human immunodeficiency virus: relationship with peripheral T-cell counts and active tuberculosis

Lenice do Rosário de Souza, Marli Therezinha Gimenez Galvão, Jussara Marcondes Machado, Domingos Alves Meira, Karlla Cunhas

J Bras Pneumol.2006;32(5):438-443

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Objetivo: Avaliar os resultados do teste tuberculínico e relacioná-los com a presença ou não de tuberculose em atividade e com a contagem de linfócitos T CD4+/CD8+. Métodos: Foram revisados 802 prontuários de pacientes com síndrome da imunodeficiência adquirida atendidos no período de agosto de 1985 a março de 2003. Cento e oitenta e cinco pacientes realizaram o teste tuberculínico (23,1%) e, destes, 107 eram do sexo masculino (57,8%). A média de idade no grupo de reatores ao teste tuberculínico foi de 30,6 anos, com desvio-padrão de 6,62 anos, e entre os não reatores de 34,45 anos com desvio-padrão de 10,32 anos. Foram constituídos dois grupos de estudo: reatores ao teste tuberculínico, com 28 pacientes, e não reatores ao teste tuberculínico, com 157 pacientes. Resultados: Grande parte dos indivíduos foi pouco responsiva ao teste tuberculínico. Constatou-se, no grupo de reatores, maior porcentagem de indivíduos com tuberculose ativa à época da realização do teste, quando se comparou com os não reatores. Dez pacientes entre os reatores e onze entre os não reatores apresentavam alguma forma clínica de tuberculose em atividade à época da realização do teste, sendo que seis do primeiro grupo e oito do segundo tinham contagem de linfócitos T CD4+ menor que 200 células/mm3. Conclusão: Indurações maiores do que 5 mm não se relacionaram com contagens absolutas mais altas de células T CD4+.

 


Palavras-chave: Teste tuberculínico; Síndrome de imunodeficiência adquirida; Tuberculose; Linfócitos T CD4-positivos;

 

12 - Tuberculose como doença definidora de síndrome da imunodeficiência adquirida: dez anos de evolução na Cidade do Rio de Janeiro

Tuberculosis as a disease defining acquired immunodeficiency syndrome: ten years of surveillance in Rio de Janeiro, Brazil

Elizabeth Cristina Coelho Soares, Valéria Saraceni, Lilian de Mello Lauria, Antonio Guilherme Pacheco, Betina Durovni, Solange Cesar Cavalcante

J Bras Pneumol.2006;32(5):444-448

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Objetivo: Analisar a freqüência da tuberculose e das outras principais doenças oportunistas definidoras de síndrome da imunodeficiência adquirida, no momento em que estes casos são notificados, no Município do Rio de Janeiro. Métodos: Análise do banco de dados do Sistema de Vigilância Epidemiológica do Programa de Doenças Sexualmente Transmissíveis e Síndrome da Imunodeficiência Adquirida da Cidade do Rio de Janeiro, no período de 1993 a 2002. Resultados: A expansão da definição de casos de síndrome da imunodeficiência adquirida ocorrida em 1998 criou um aumento substancial no número de casos notificados de síndrome da imunodeficiência adquirida, principalmente por aqueles que passaram a ser definidos pelo critério imunológico. Dentre os casos de síndrome da imunodeficiência adquirida que foram definidos apenas por doença, a candidíase em suas diversas formas manteve-se como a doença oportunista de maior freqüência no momento da notificação. Embora a pneumonia por Pneumocystis carinii se apresentasse como a segunda doença mais freqüente na maioria dos anos observados, a partir de 2001, a tuberculose ultrapassou-a em freqüência, tornando-se a segunda doença mais freqüente no momento da notificação dos casos de síndrome da imunodeficiência adquirida. Conclusão: Apesar da diminuição do número de casos de síndrome da imunodeficiência adquirida definidos por doença, a tuberculose manteve-se como um importante evento definidor dessa síndrome, sendo atualmente de ocorrência mais freqüente do que a pneumonia por Pneumocystis carinii e a toxoplasmose, provavelmente por sua alta taxa de prevalência na cidade.

 


Palavras-chave: Tuberculose; Síndrome da imunodeficiência adquirida; Infecções oportunistas relacionadas com a AIDS

 

Artigo de Revisão

13 - Atualização no uso de agentes antifúngicos

An update on the use of antifungal agents

Roberto Martinez

J Bras Pneumol.2006;32(5):449-460

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Aborda-se sumariamente o espectro de ação, aspectos farmacológicos e toxicológicos e eficácia clínica de anfotericina B lipossomal, anfotericina B em dispersão coloidal, complexo lipídico de anfotericina B, voriconazol e caspofungina. Discute-se o uso desses antifúngicos mais recentes considerando a segurança, a eficiência e o custo da terapia. Sugestões para o uso clínico dessas drogas em infecções pulmonares e sistêmicas são apresentadas, destacando-se a menor toxicidade das formulações lipídicas da anfotericina B em relação à medicação convencional, a possibilidade de terapia primária da aspergilose invasiva, scedosporiose e fusariose com voriconazol e a caspofungina como opção terapêutica na candidíase disseminada e na aspergilose invasiva.

 


Palavras-chave: Aspergilose; Pneumopatias fúngicas/quimioterapia; Anfotericina B/administração & dosagem;

 

14 - Terapia nutricional na doença pulmonar obstrutiva crônica e suas complicações nutricionais

Nutrition therapy for chronic obstructive pulmonary disease and related nutritional complications

Amanda Carla Fernandes, Olívia Maria de Paula Alves Bezerra

J Bras Pneumol.2006;32(5):461-471

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A doença pulmonar obstrutiva crônica caracteriza-se pela obstrução progressiva e parcialmente reversível do fluxo aéreo pulmonar. Sua evolução pode trazer inúmeras complicações que afetam o estado nutricional dos pacientes. O objetivo deste artigo é apresentar uma breve revisão da literatura sobre a terapia nutricional instituída na doença pulmonar obstrutiva crônica, através de levantamento bibliográfico de artigos publicados nos últimos dezoito anos, utilizando as bases de dados LILACS e MEDLINE. A desnutrição está associada a mau prognóstico da doença devido a uma maior predisposição a infecções e à diminuição da força dos músculos expiratórios, tolerância ao exercício e qualidade de vida. Apesar de ser extremamente comum em pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica, é importante reconhecê-la como um fator de risco independente, uma vez que pode ser modificada através de um acompanhamento dietoterápico adequado e eficaz. A terapia nutricional na doença pulmonar obstrutiva crônica é iniciada com a avaliação do estado nutricional do paciente para identificação do risco nutricional e do nível de atendimento a ser estabelecido. Nessa avaliação devem ser utilizados indicadores antropométricos, bioquímicos, de consumo alimentar e de composição corporal. A dieta deve conter um aporte adequado de macronutrientes, micronutrientes e imunonutrientes a fim de recuperar e/ou manter o estado nutricional e evitar complicações. As características físicas da dieta devem ser adaptadas às necessidades e tolerâncias individuais de cada paciente. A terapia nutricional individualizada é muito importante no tratamento de pacientes com doença pulmonar obstrutiva crônica, mostrando-se fundamental na evolução do quadro e na melhoria da qualidade de vida.

 


Palavras-chave: Doença pulmonar obstrutiva crônica; Avaliação nutricional; Desnutrição; Terapia Nutricional

 

Relato de Caso

15 - Aspergilose broncopulmonar alérgica com imagem radiológica em "dedo de luva"

Allergic bronchopulmonary aspergillosis presenting a glove-finger shadow in radiographic images

Marta Elizabeth Kalil, Ana Luiza Godoy Fernandes, Aline Cristinane da Silva Curzel, Márcio Zamuner Cortez, Gláucia Cristina Godinho Alves Lima

J Bras Pneumol.2006;32(5):472-475

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A aspergilose broncopulmonar alérgica é uma doença pulmonar que ocorre em pacientes com asma ou fibrose cística, desencadeada pela reação de hipersensibilidade à presença do fungo Aspergilus fumigatus nas vias aéreas. Relatamos aqui um caso em que uma paciente com quadro clínico sugestivo de asma apresentou critérios clínicos, laboratoriais e radiológicos compatíveis com o diagnóstico de aspergilose broncopulmonar alérgica. A importância de tais achados deve-se ao fato de que quanto mais precocemente for feito o diagnóstico, menores serão os riscos de agravamento do quadro respiratório e de aparecimento de fibrose.

 


Palavras-chave: Asma; Bronquiectasia, Aspergillus fumigatus; Aspergilose broncopulmonar alérgica

 

16 - Criptococose pulmonar isolada em paciente imunocompetente

Isolated pulmonary cryptococcosis in an immunocompetent patient

Ana Teresa Fernandes Barbosa, Fernando Antônio Colares, Edson da Silva Gusmão, Amanda Araújo Barros, Cristiane Gonçalves Cordeiro, Maria Cecília Tolentino Andrade

J Bras Pneumol.2006;32(5):476-480

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O presente trabalho relata um caso de criptococose pulmonar isolada em paciente com sintomas respiratórios, sem imunossupressão e sorologia negativa para o vírus da imunodeficiência humana, com massa pulmonar no radiograma de tórax. O diagnóstico foi confirmado pela biópsia transbrônquica e lavado broncoalveolar. A paciente recebeu tratamento ambulatorial com fluconazol, na dose de 300 mg/dia por seis meses, evoluindo com melhora clínica e regressão parcial da imagem radiológica. O presente caso ilustra uma apresentação não freqüente da criptococose pulmonar e faz considerações sobre a abordagem terapêutica com base na literatura.

 


Palavras-chave: Criptococose; Pneumopatias fúngicas; pulmonar; Pulmão/radiografia; Imunocompetência

 

17 - Paresia diafragmática bilateral idiopática

Idiopathic bilateral diaphragmatic paresis

Mônica Corso Pereira, Rodrigo Frange Miziara Mussi, Reinaldo Alexandre de Carvalho Massucio, Ana Maria Camino, Aristóteles de Souza Barbeiro, Wander de Oliveira Villalba, Ilma Aparecida Paschoal

J Bras Pneumol.2006;32(5):481-485

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Relata-se o caso de um paciente com dispnéia intensa ao se deitar, em que foram excluídas doenças pulmonares, neuromusculares ou cardíacas, cuja investigação revelou paresia diafragmática bilateral. Um sinal chave para o diagnóstico foi a evidência de respiração paradoxal com o doente em decúbito supino. Havia piora da oxigenação e da capacidade vital forçada com a mudança da posição ortostática para supina. A fluoroscopia ortostática foi normal. A pressão inspiratória máxima estava muito reduzida. A estimulação elétrica transcutânea do diafragma foi normal, e a eletroestimulação do nervo frênico mostrou ausência de resposta, permitindo o diagnóstico de paresia bilateral do diafragma.

 


Palavras-chave: Paresia; Insuficiência respiratória; Diafragma; Respiração

 

 


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