Jornal Brasileiro de Pneumologia

ISSN (on-line): 1806-3756

ISSN (impressa): 1806-3713

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Ano 2009 - Volume 35  - Número 3  (/Março)






Editorial

1 - Tabagismo e controle da asma brônquica

Smoking and asthma control

Carlos Alberto de Assis Viegas

J Bras Pneumol.2009;35(3):197-198

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Artigo Original

2 - Avaliação de critérios para o diagnóstico de asma através de um questionário epidemiológico

Evaluation of criteria for the diagnosis of asthma using an epidemiological questionnaire

Neusa Falbo Wandalsen, Cássia Gonzalez, Gustavo Falbo Wandalsen, Dirceu Solé

J Bras Pneumol.2009;35(3):199-205

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Objetivo: Avaliar critérios para o diagnóstico de asma em um estudo epidemiológico. Métodos: Adolescentes (13-14 anos) e responsáveis por escolares (6-7 anos) do município de Santo André, São Paulo, responderam o questionário escrito padrão do International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC). Respostas afirmativas quanto a ter sibilos nos últimos 12 meses, ter asma ou ter bronquite (pergunta adicionada ao final do questionário), assim como o escore global do ISAAC acima dos pontos de corte pré-definidos, foram consideradas como indicativo de asma. Resultados: Os questionários foram adequadamente preenchidos por 2.180 responsáveis por escolares e 3.231 adolescentes. Dependendo do critério empregado, a prevalência de asma variou de 4,9% a 26,8% para os escolares, e de 8,9% a 27,9% para os adolescentes. Os critérios com as menores e maiores prevalências foram, respectivamente, diagnóstico médico de asma e diagnóstico médico de bronquite. A análise comparativa entre o diagnóstico médico de bronquite e os demais critérios mostrou níveis de concordância entre 71,9% e 79,4%, valores preditivos positivos entre 0,16 e 0,63 e concordância fraca (kappa: 0,21-0,46). Índices elevados de concordância foram observados entre sibilos nos últimos 12 meses e o escore global do ISAAC (kappa: 0,82 e 0,98). Conclusões: A prevalência de asma variou significantemente, de acordo com o critério diagnóstico adotado, e houve baixa concordância entre os critérios. Sibilos nos últimos 12 meses e o escore global do ISAAC são os critérios mais recomendados para se diagnosticar asma, ao passo que a pergunta "bronquite alguma vez" não demonstrou melhorar o questionário. Modificações nesse instrumento devem ser cuidadosamente avaliadas e podem dificultar comparações.

 


Palavras-chave: Asma; Bronquite; Diagnóstico; Epidemiologia; Criança, Adolescente.

 

3 - Frequência de sintomas de asma e de redução da função pulmonar entre crianças e adolescentes nadadores amadores

Incidence of asthma symptoms and decreased pulmonary function in young amateur swimmers

Iara Nely Fiks, Leonardo Carlos Araujo Santos, Telma Antunes, Raquel Calvo Gonçalves, Celso Ricardo Fernandes de Carvalho, Carlos Roberto Ribeiro Carvalho

J Bras Pneumol.2009;35(3):206-212

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Objetivo: Investigar a frequência de sintomas de asma entre crianças e adolescentes nadadores amadores e descrever o tratamento clínico entre as crianças asmáticas em um clube esportivo privado na cidade de São Paulo. Métodos: Foram incluídos no estudo 171 nadadores amadores de 6 a 14 anos de idade. Todos os participantes ou seus responsáveis foram solicitados a responder o questionário International Study of Asthma and Allergies in Childhood (ISAAC), e 119 realizaram prova de função pulmonar em repouso. Resultados: A frequência geral de sintomas de asma (ISAAC ≥ 6 pontos) entre os nadadores foi de 16,8%. Entre os 119 nadadores que realizaram a espirometria, 39 (32,7%) apresentaram alterações espirométricas (VEF1/CVF < 0,75). Entre os sujeitos com escore ISAAC ≥ 6, 10 (31,2%) alegaram não realizar nenhum tipo de tratamento para a doença. Daqueles que afirmaram realizar tratamento medicamentoso, 24% faziam uso de broncodilatadores mas não de corticosteroides. ­Conclusões: A frequência de sintomas de asma e de alterações da função pulmonar em nadadores amadores de 6 a 14 anos foi elevada. Além disso, uma proporção considerável destes atletas não recebia tratamento.

 


Palavras-chave: Asma/terapia; Asma/diagnóstico; Criança; Natação; Exercício.

 

4 - Hiperhidrose compensatória após simpatectomia toracoscópica: características, prevalência e influência na satisfação do paciente

Compensatory sweating after thoracoscopic sympathectomy: characteristics, prevalence and influence on patient satisfaction

Carlos Alberto Almeida de Araújo, Ítalo Medeiros Azevedo, Maria Angela Fernandes Ferreira, Hylas Paiva da Costa Ferreira, Jorge Lúcio Costa de Medeiros Dantas, Aldo Cunha Medeiros

J Bras Pneumol.2009;35(3):213-220

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Objetivo: Este estudo prospectivo visou investigar fatores preditivos para a hiperidrose compensatória após a simpatectomia toracoscópica. Métodos: De 2000 a 2002, 80 pacientes (53 mulheres e 27 homens), com idade entre 12 e 56 anos, foram submetidos à simpatectomia toracoscópica para o tratamento de hiperidrose e acompanhados em média por 42,51 ± 5,98 meses. A satisfação destes pacientes quanto aos resultados do procedimento foi aferida por meio de uma escala de avaliação. O procedimento foi executado bilateralmente: no nível de T2 para a hiperidrose facial; de T3 e T4 para a hiperidrose axilar; e de T3 para a hiperidrose palmar. Resultados: No período pós-operatório, 68 pacientes (85,0%) apresentaram hiperidrose compensatória, que foi classificada como leve em 23 (33,85%), moderada em 23 (33,8%) e grave em 22 (32,4%). Quanto aos resultados da cirurgia, na avaliação dos pacientes, 70 deles (87,5%) se consideraram satisfeitos, enquanto 10 pacientes (12,5%) disseram estar insatisfeitos. O grau de satisfação do paciente variou de acordo com o sexo, a idade, o índice de massa corpórea (IMC) e a extensão da operação. A hiperidrose compensatória foi mais intensa no abdome e dorso do que nas pernas. Conclusões: Embora a hiperidrose compensatória seja um efeito adverso frequente após a simpatectomia, o grau de satisfação dos pacientes foi elevado. Os melhores candidatos para simpatectomia toracoscópica são mulheres adultas jovens com IMC ≤ 24,9 kg/m2.

 


Palavras-chave: Simpatectomia; Hiperidrose; Toracoscopia; Complicações pós-operatórias; Cirurgia torácica vídeo-assistida.

 

5 - Prevalência de pectus carinatum e pectus excavatum em escolares de Manaus

Prevalence of pectus carinatum and pectus excavatum in students in the city of Manaus, Brazil

Fernando Luiz Westphal, Luiz Carlos de Lima, José Corrêia Lima Neto, Altair Rodrigues Chaves, Vítor Lazarini dos Santos Júnior, Brena Luize Cunha Ferreira

J Bras Pneumol.2009;35(3):221-226

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Objetivo: Determinar a prevalência das deformidades congênitas da parede torácica anterior em escolares de 11 a 14 anos. Métodos: Participaram do estudo escolares da rede estadual de ensino da cidade de Manaus (AM). Para a composição de uma amostra estatisticamente significativa, com precisão de 1% e IC95%, foram incluídos 1.332 escolares. A deformidade pectus foi identificada através de exame físico do tórax, e os indivíduos com esta deformidade responderam a um questionário com questões sobre hereditariedade e sintomatologia decorrente da anomalia torácica. Resultados: A idade média dos participantes foi de 11,7 anos. A prevalência da deformidade pectus foi de 1,95% (pectus excavatum: 1,275%; pectus carinatum: 0,675%). Dos 26 escolares com deformidades pectus, 17 (65,4%) tinham pectus excavatum, e 18 (69,2%) eram do sexo masculino. Houve associação com a escoliose em 3 casos (11,5%). História familiar de pectus foi relatada por 17 escolares (65,4%), e 17 (65,4%) relataram dor torácica, dispneia ou palpitações. Conclusões: A prevalência das deformidades pectus encontrada neste estudo (1,95%) foi inferior àquela de trabalhos em outras regiões do país (3,6-4,9%), porém, superior àquela relatada na literatura (média, 1%).

 


Palavras-chave: Anormalidades musculosqueléticas; Prevalência; Tórax em funil.

 

6 - Sequelas pós-intubação e traqueostomia cirúrgica aberta: devemos sempre fazer a istmectomia?

Postintubation injuries and open surgical tracheostomy: should we always perform isthmectomy?

Alexandre Garcia de Lima, Ariovaldo Marques, Ivan Felizardo Contrera Toro

J Bras Pneumol.2009;35(3):227-233

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Objetivo: Avaliar a influência da equipe cirúrgica (cirurgia geral ou cirurgia torácica) e da técnica operatória utilizada (com ou sem istmectomia) sobre a incidência de injúrias pós-intubação nas vias aéreas em pacientes traqueostomizados. Métodos: Foram prospectivamente incluídos neste estudo 164 pacientes admitidos na unidade de terapia intensiva para adultos do Hospital Estadual Sumaré e que ficaram sob intubação traqueal por mais de 24 h, no período entre 1º de janeiro e 31 de agosto de 2007. Quando foi necessária a realização de traqueostomia, os pacientes foram aleatorizados para as equipes de cirurgia geral e torácica. Todos os pacientes foram submetidos à traqueoscopia flexível para a decanulação e/ou a avaliação tardia da via aérea. Resultados: Dos 164 pacientes no estudo, 90 (54,88%) faleceram (sem relação com o procedimento), 67 (40,85%) completaram o seguimento e 7 (4,27%) tiveram seguimento parcial. Dos 67 pacientes com seguimento completo, 32 foram traqueostomizados (21 pela equipe de cirurgia geral e 11 pela equipe de cirurgia torácica). A istmectomia foi realizada em 22 pacientes (11 pela equipe de cirurgia geral e 11 pela equipe de cirurgia torácica). Não houve diferença entre o índice de complicações estomais quando se comparou as equipes, mas sim quando se comparou as técnicas (com e sem istmectomia). Conclusões: A não realização da istmectomia paralelamente à traqueostomia faz com que o cirurgião realize o óstio traqueal mais distalmente do que supõe. Nestes casos, houve um maior índice de complicações do estoma traqueal.

 


Palavras-chave: Traqueostomia; Unidades de terapia intensiva; Estenose traqueal.

 

7 - A videotoracoscopia no diagnóstico das doenças difusas do parênquima pulmonar

Video-assisted thoracoscopy for the diagnosis of diffuse parenchymal lung disease

Renato Tadao Ishie, João José de Deus Cardoso, Rafael José Silveira, Lucas Stocco

J Bras Pneumol.2009;35(3):234-241

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Objetivo: Analisar o papel da videotoracoscopia no diagnóstico das doenças difusas do parênquima pulmonar. Métodos: Os prontuários de pacientes com suspeita de doenças difusas do parênquima pulmonar e os resultados do exame anatomopatológico das amostras de biópsia pulmonar por videotoracoscopia foram analisados retrospectivamente. Resultados: Dos 48 pacientes incluídos no estudo, 25 (52,08%) eram do sexo feminino, e 23 (47,92%) eram do sexo masculino. A idade média foi de 58,77 anos, variando entre 20 e 76 anos. Foi realizado o exame anatomopatológico de 54 fragmentos de biópsia pulmonar: 24 (44,44%) da língula; 10 (18,52%) do lobo inferior esquerdo; 7 (12,96%) do lobo médio; 6 (11,11%) do lobo inferior direito; 5 (9,26%) do lobo superior esquerdo; e 2 (3,71%) do lobo superior direito. O tempo médio de drenagem torácica foi de 2,2 dias. Como eventos adversos, houve conversão para toracotomia em 2 pacientes (4,17%) e pneumotórax residual em 1 (2,08%). O diagnóstico definitivo foi obtido em 46 (95,83%) casos, com predomínio das pneumonias intersticiais idiopáticas (54,18%). Os diagnósticos mais frequentes foram pneumonia intersticial usual (29,27%), pneumonia intersticial não-específica (16,67%) e pneumonia por hipersensibilidade (12,50%). Conclusões: A videotoracoscopia com biópsia pulmonar é um procedimento eficaz, seguro e viável para o diagnóstico das doenças difusas do parênquima pulmonar.

 


Palavras-chave: Doenças pulmonares intersticiais; Toracoscopia; Diagnóstico.

 

8 - Perfil nutricional de pacientes candidatos ao transplante de pulmão

Nutritional profile of lung transplant candidates

Sabrina Monteiro Pereira de Souza, Miyoko Nakasato, Maria Lúcia Mendes Bruno, Alessandra Macedo

J Bras Pneumol.2009;35(3):242-247

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Objetivo: Verificar o perfil nutricional dos pacientes candidatos ao transplante de pulmão. Métodos: Estudo transversal, retrospectivo com pacientes candidatos ao transplante de pulmão em um hospital público da cidade de São Paulo. O gênero, a idade e a doença pulmonar de base dos participantes foram compilados. Para a avaliação do perfil nutricional dos pacientes, o índice de massa corporal (IMC), a circunferência muscular do braço (CMB), a circunferência da cintura (CC) e a prega cutânea tricipital (PCT) foram determinados durante o primeiro atendimento ambulatorial. Resultados: Foram incluídos 117 pacientes, sendo 69 (59%) do gênero masculino. A média de idade dos participantes foi de 42,5 ± 15,2 anos. A doença de base de maior prevalência foi o enfisema pulmonar, em 29 pacientes (24,8%). O perfil nutricional de 48,3% dos pacientes com enfisema pulmonar, de 55% dos com fibrose cística, 56% dos com bronquiectasias e de 50% dos com outras doenças pulmonares foi considerado normal. A maior parte dos pacientes com fibrose pulmonar (51,7%) foi classificada com excesso de peso. A PCT indicou que os pacientes com fibrose cística apresentaram um elevado risco de depleção (64,7%), seguidos pelos pacientes com bronquiectasias (52,6%). Conclusões: Os pacientes com fibrose pulmonar foram os que obtiveram maiores valores de IMC, mas com PCT e CMB correspondentes a eutrofia. Pacientes com fibrose cística e bronquiectasias apresentaram maior prevalência de depleção nutricional, baseado na PCT e CMB.

 


Palavras-chave: Transplante de pulmão; Estado nutricional, Índice de massa corporal.

 

9 - Correlação entre parâmetros clínicos e qualidade de vida relacionada à saúde em mulheres com DPOC

Correlation between clinical parameters and health-related quality of life in women with COPD

Nilton Maciel Mangueira, Isabel Lucena Viega, Melissa de Almeida Melo Maciel Mangueira, Alcimar Nunes Pinheiro, Maria do Rosário da Silva Ramos Costa

J Bras Pneumol.2009;35(3):248-255

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Objetivo: Correlacionar a qualidade de vida relacionada à saúde (QVRS) de mulheres portadoras de DPOC com parâmetros clínicos e com a distância percorrida no teste de caminhada de seis minutos (TC6). Métodos: Estudo transversal com 30 mulheres portadoras de DPOC leve ou moderada, atendidas no Ambulatório de Pneumologia do Hospital Universitário Presidente Dutra. Foi aplicado o Saint George's Respiratory Questionnaire (SGRQ), assim como foram realizadas as medidas das pressões respiratórias, da espirometria e dos resultados do TC6. Executou-se a análise estatística descritiva, assim como o teste t de Student para variáveis dependentes, o coeficiente linear de Pearson para correlações de variáveis numéricas e o de Spearman para variáveis ordinais. Resultados: A QVRS esteve, na grande maioria das mulheres entrevistadas, comprometida, em graus variados, de acordo com o escore total do SGRQ. Os escores totais do SGRQ da maioria das participantes estavam entre o segundo e o terceiro quartil, o que reflete baixa QVRS. As participantes apresentaram ainda baixa capacidade funcional no TC6, com distância média percorrida (317,7 m) e força muscular inspiratória (−53,48 cmH2O) e expiratória (69,5 cmH2O) abaixo dos valores de normalidade. Não houve correlação entre a QVRS e o índice de massa corpórea e a função pulmonar. No entanto, houve correlação linear negativa com a idade, a PImáx e o TC6 e correlação positiva com a sensação de dispneia e de fadiga. Conclusões: A QVRS medida pelo SGRQ das pacientes com DPOC desta pesquisa esteve muito comprometida, de modo a provocar limitações graves na funcionalidade, no controle da respiração e na vida pessoal.

 


Palavras-chave: Qualidade de vida; Doença pulmonar obstrutiva crônica; Mulheres.

 

Comunicação Breve

10 - Determinação não-invasiva da pressão inspiratória em pacientes com lesão medular traumática: qual é o melhor método?

Noninvasive determination of inspiratory pressure in patients with spinal cord injury: what is the best method?

Andrea Ponte Rocha, Sergio Ricardo Menezes Mateus, Thomas Anthony Horan, Paulo Sérgio Siebra Beraldo

J Bras Pneumol.2009;35(3):256-260

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O objetivo deste estudo foi verificar o desempenho da pressão inspiratória nasal durante o fungar (PInas) e da PImáx em indivíduos com lesão medular traumática. Foram avaliados 26 pacientes com lesão medular traumática. Os pacientes tetraplégicos e paraplégicos exibiram diferentes médias do percentual do previsto da CVF, respectivamente, 52 ± 19% e 78 ± 23% (p < 0,05). Ao contrário da PImáx, o percentual do previsto médio da PInas foi inferior nos tetraplégicos (p < 0,05) e, em todos os participantes, a correlação com o nível da lesão foi significativa (r = 0,489; IC95%: 0,125-0,737). O impacto do melhor discernimento da PInas no diagnóstico das alterações da função inspiratória de pacientes com lesão medular traumática merece ser aprofundado.

 


Palavras-chave: Traumatismos da medula espinal; Testes de função respiratória; Músculos respiratórios; Paralisia respiratória.

 

11 - Prevalência de tabagismo ativo e passivo em uma população de asmáticos

Prevalence of active and passive smoking in a population of patients with asthma

Sérvulo Azevedo Dias-Júnior, Regina Carvalho Pinto, Luciene Angelini, Frederico Leon Arrabal Fernandes, Alberto Cukier, Rafael Stelmach

J Bras Pneumol.2009;35(3):261-265

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O tabagismo causa intensa reação inflamatória nas vias aéreas e, em asmáticos, está associado com piores desfechos clínicos. O objetivo desse estudo foi determinar a prevalência de tabagismo ativo e passivo em uma população de asmáticos. A amostra de pacientes com asma (n = 100) consistiu em 47 não-fumantes, 33 ex-fumantes e 3 fumantes ativos. A maioria dos pacientes tinha asma moderada ou grave. A média de CO exalado foi de 9,34 ppb nos tabagistas atuais, 4,19 ppb nos fumantes passivos e 3,98 ppb tanto nos não-fumantes quanto nos ex-­fumantes. Concluímos que a prevalência da exposição à fumaça do tabaco é alta entre asmáticos.

 


Palavras-chave: Tabagismo; Asma; Prevalência.

 

Artigo de Revisão

12 - Achados tomográficos nas complicações pós-operatórias do transplante pulmonar

Computed tomography findings of postoperative complications in lung transplantation

Bruno Hochhegger, Klaus Loureiro Irion, Edson Marchiori, Rodrigo Bello, José Moreira, José Jesus Camargo

J Bras Pneumol.2009;35(3):266-274

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Com o número cada vez maior e uma melhor sobrevida dos pacientes submetidos ao transplante pulmonar, os radiologistas devem estar cientes das diversas possibilidades de complicações associadas ao transplante de pulmão. O tratamento precoce das complicações é importante para a sobrevida a longo prazo dos receptores de transplante pulmonar. Com frequência, a TCAR desempenha um papel central na investigação de tais complicações. O reconhecimento precoce dos sinais de complicações proporciona um tratamento rápido e melhora a sobrevida. O objetivo desta revisão pictórica foi proporcionar uma visão sobre as complicações mais prevalentes na TC, tais como edema de reperfusão, rejeição aguda, infecção, tromboembolismo pulmonar, rejeição crônica, síndrome da bronquiolite obliterante, pneumonia em organização criptogênica, doença linfoproliferativa pós-transplante, deiscência brônquica e estenose brônquica.

 


Palavras-chave: Tomografia computadorizada por raios X; Transplante de pulmão; Complicações pós-operatórias.

 

Relato de Caso

13 - Coccidioidomicose pulmonar e extrapulmonar: três casos em zona endêmica no interior do Ceará

Pulmonary and extrapulmonary coccidioidomycosis: three cases in an endemic area in the state of Ceará, Brazil

Ricardo Hideo Togashi, Fernando Moreira Batista Aguiar, Dalton Barros Ferreira, Camille Matos de Moura, Monique Teixeira Montezuma Sales, Nikaelle Ximenes Rios

J Bras Pneumol.2009;35(3):275-279

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A coccidioidomicose, uma doença fúngica adquirida através da inalação do agente Coccidioides sp. sob a forma de artroconídio, foi pela primeira vez descrita em 1894. Restringe-se principalmente a áreas de clima árido, solo alcalino e regiões de baixo índice pluviométrico. Não por acaso, a maioria dos casos descritos no Brasil ocorreu na região Nordeste. Relatam-se três casos de coccidioidomicose pulmonar ocorridos nos anos de 2005 e 2006, em zona endêmica no interior do Ceará. Todos eram homens imunocompetentes de idade adulta, adeptos à prática de caça a tatus (Dasypus novemcinctus) com queixas de tosse, febre, dispneia e dor pleurítica. Houve evoluções com comprometimento pulmonar e lesão cutânea foi observada em apenas um paciente. Todos apresentaram radiografia e TC de tórax com lesões características da coccidioidomicose. O diagnóstico foi confirmado através de teste sorológico. Todos evoluíram para cura após tratamento com antifúngico.

 


Palavras-chave: Coccidioidomicose; Pneumopatias fúngicas; Coccidioides.

 

14 - Carcinoma mucoepidermoide da traqueia mimetizando asma brônquica

Mucoepidermoid carcinoma of the trachea mimicking asthma

Ricardo Kalaf Mussi, Ivan Felizardo Contrera Toro, Mônica Corso Pereira

J Bras Pneumol.2009;35(3):280-284

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Em casos de asma de início recente em que o controle clínico com tratamento habitual (corticosteroide e broncodilatador) é insatisfatório, é importante considerar outros diagnósticos, tais como insuficiência cardíaca congestiva, refluxo gastroesofágico ou outras formas de obstrução das vias aéreas. Relatamos o caso de uma paciente do sexo feminino com carcinoma mucoepidermoide da traqueia mimetizando um quadro de asma brônquica. A paciente apresentava tosse e sibilância, bem como espirometria anormal com padrão obstrutivo responsivo a broncodilatador. Após um ano, apresentou deterioração clínica e espirométrica. Nenhuma anormalidade foi encontrada no radiograma de tórax. A TC revelou lesão vegetativa, a 1 cm da carina, reduzindo a luz traqueal. A fibrobroncoscopia mostrou imagem semelhante a tumor carcinoide brônquico. O diagnóstico anatomopatológico após a ressecção cirúrgica foi carcinoma mucoepidermoide de baixo grau, sem envolvimento linfonodal. Embora a curva fluxo-volume não fosse sugestiva de obstrução de vias aéreas superiores, a espirometria realizada após a cirurgia mostrou redução significativa do grau de obstrução e maior reversibilidade com broncodilatador. Não houve evidência de recidiva da doença ou retorno dos sintomas após dois anos de seguimento.

 


Palavras-chave: Hiper-reatividade brônquica; Carcinoma mucoepidermoide; Traqueia; Asma; Pneumopatias obstrutivas.

 

15 - Osteíte por BCG

Osteitis after BCG vaccination

André Fukunishi Yamada, Juliana Barbosa Pellegrini, Luciana Menezes Cunha, Artur da Rocha Corrêa Fernandes

J Bras Pneumol.2009;35(3):285-289

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Os autores relatam o caso de um menino de 1 ano e 9 meses que apresentou lesão osteolítica na região proximal do úmero direito. Com base na história clínica e em achados histológicos, os autores suspeitaram de osteíte pós-vacina BCG. Após o início do tratamento antituberculose, os sintomas desapareceram e o paciente apresentou melhora radiológica. Os autores descrevem esta entidade incomum na prática pediátrica e alertam para possíveis complicações da vacina BCG.

 


Palavras-chave: Lactente; Osteíte; Vacina BCG; Tuberculose.

 

Resposta do autor

17 - Resposta dos autores

Author's reply

Paulo de Tarso Roth Dalcin

J Bras Pneumol.2009;35(3):291-292

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